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rodape

Outubro foi ótimo pro Lu pois teve a “semana do saco cheio” e apesar de não concordarmos muito com isso (por causa da dificuldade das mães que não tem onde deixar os fllhos, muitos dias sem estudar, etc) foi bom pois Lu pode descansar (vai chegando fim de ano ele fica muito cansado das atividades) e deu pra gente arrumar as festas das nossas crianças de evangelização. Na hora de montarmos as lembrancinhas, o Lu até colaborou e é claro que parávamos pra brincar com ele. Ele AMA né?! Aproveitamos também pra fazer as lembrancinhas dos professores pro Lu entregar na Segunda já que o dia 15 caiu no final de semana.

Queríamos dar algo que mostrasse o carinho do Lu com cada profissional e que ao mesmo tempo o fizessem pensar no papel deles de educadores.

Fizemos uma casinha de papel com o tema “Menino Maluquinho” por acharmos que o Ziraldo tem tudo a ver com leitura, escola, infância, etc. O Maluquinho é um personagem que o Lu adora e se parece muito com ele já que é bem inteligente e sapeca como nosso moleque.

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lembrancinha

Todos os lados são personalizados de forma diferente e em cima colocamos um laço com uma tag.

parabens Colocamos essa frase pois ela se encaixa direitinho com o que gostaríamos que os professores compreendessem: Não queremos que ninguém faça nada PELO Lu e sim acredite que ele é capaz o suficiente para realizar qualquer atividade com a ajuda e compreensão dos seus limites. A criança especial incluída numa escola regular deve seguir TODAS AS REGRAS que a escola impõe e toda escola que se preze deve educar, por mais que tenha que repetir a mesma lição mil vezes.

boticario Dentro de cada caixinha colocamos um sabonete igual esse da imagem. Queríamos fugir da idéia de doce, comida, queríamos algo diferente, que agradasse o sexo feminino e masculino para que todos as lembrancinhas ficassem iguais. Mamãe comprou uma fita linda para dar o toque final. Gostamos de dar presentes feito a mão pois demosntra o tempo que uma pessoa dedicou a outra ao fazê-lo então a demosntração de carinho é especial.

Mamãe queria fazer algo para os coleguinhas também pois eles são super atenciosos com o Lu e o entendem quase sempre, respeitando suas manias e vontades, rs. Lu é tão querido que quando chega na escola muitos o abraçam! Então Lu levou um saco de doces pra cada um com uma tag também do “maluquinho”.

criancas

Na tag que fizemos para as crianças colocamos uma mensagem bem direta e simples pois sabíamos que elas ficariam doidas com o recheio da lembrancinha, rs.

criança Um “Feliz dia das crianças” nas cores azul e amarelo, mostrando que Lu é maluquinho por seus amigos… Todos agradeceram e ficaram BASTANTE felizes. Foi uma volta as aulas cheia de surpresas e um ânimo a mais para estudar bastante para passarem de ano e continuarem com essa turma bastante unida! Todos os alunos ganharam canetinhas pra enfeitar seus cadernos e tarefas de casa!

tudo

Esperamos que tenham gostado! Até o próximo post!

topo

Dinos e Rinos

Olá! Estamos de volta, dessa vez depois de um LONGO TEMPO. Nem vamos nos explicar muito… todo mundo sabe que fim de ano é a maior correria. Vamos direto as novidades! Dessa vez vamos contar sobre dois passeios culturais fantásticos que fizemos com o Lu. O primeiro em Uberlândia e o segundo na nossa cidade, Uberaba.

Em Setembro fomos pra Uberlândia para o aniversário do Tio Régio e com a intenção de levar o Lu ao museu de dinossauros! Uberlândia é uma cidade perto de Uberaba e em 1h estamo lá!

Museu Dino

Estávamos ansiosas porque vimos na televisão que os dinossauros teriam tamanho real e ficamos doididas pra levar o Lu.

Vamos entrar

Pagamos meia entrada e o Lu não pagou! Olha só a entrada do museu, que legal! Parabéns ao Shopping Center de Uberlândia por ter trazido essa atração pra cidade.

Grrrr

São robôs muito perfeitos, parece que os dinos respiram de verdade (a barriga mexe) e o barulho que eles emitem é bem parecido com o dos filmes… Nos sentimos no Centro da Terra como no final da novela Morde e Assopra, rs. A única bobeira que demos foi não termos levado máquina… levamos o Ipad mas como era escuro, as fotos não ficaram boas… mas valeu o registro do momento. Antes de entrar pra ver os dinos, assistimos um vídeo de 10 minutos sobre o tema.

Tamnho real

Estamos no centro da terra

Lá dentro é escuro com essa iluminação colorida (verde, rosa, etc), o que nos deixa no clima pré histórico. Uma guia acompanha o grupo explicando sobre cada espécie.
Ao final a criança pode interagir através de um jogo e tirar foto em cima do Dino (mas tem que pagar, por isso tiramos apenas de ladinho, rs)

joguinho

Trio

rrrrrrrr

Tinha um espaço para brincar de procurar fósseis (que estavam enterrados na areia) e para colorir. As profissionais são super educadas e estão vestidas a caráter.

Luzinho

Vamos trabalhar

Quem quiser saber mais sobre o museu, ver mais vídeos e fotos, clique aqui e veja que demais! Na saída do museu tem uma lojinha e Lu ganhou da mamãe um ovo de dinossauro que quando você coloca na água ele arrebenta e sai um dininho que vira um dinão com o passar do tempo! Lu amou ver o bichinho crescer de verdade!

presente

Falamos dos Dinos e agora é a vez dos Rinos! A Duratex completou 60 anos e fez várias ações para comemorar seu anversário.

Rinos

Uma delas foi uma exposição de Rinocerontes pintados por vários artistas plásticos.
São 75 ao todo sendo que 60 rinos estão em São Paulo e 15 são itinerantes, viajando por 11 municípios onde estão as unidades florestais e fabris da Duratex.

Banner com todos os rinos

Logo que ficamos sabendo pensamos no Lu e fizemos um tur por Uberaba!

cruzadinha

rino

Lu e Andre

Na praça dos Correios ele encontrou o amiguinho André, que estuda na mesma escola dele.

tetris

colorido

grande

tricolor

beijo

tenho um coracao

guerra e paz

shopping

Foi um passeio muito divertido! Para você ver a galeria completa e os artistas que fizeram, visitem o site dos 60 anos de Duratex.

Esperamos que tenham gostado! Achamos super importante levar o Lu nesse tipo de passeio cultural pois ele aprende brincando.

Até o próximo post, com fotos das lembrancinhas dos professores.

Oi gente! Demoramos demais pra voltar e isso nos deixa com o coração apertado pois temos tantos assuntos pra abordar aqui: sobre todas as palestras do I Seminário Mineiro de Autismo, sobre algumas ideias que queremos colocar em prática como posts sobre nutrição, sobre direitos do autista, sobre pérolas do Lu, sobre filmes, muitas coisas… mas são posts que levam tempo pra serem feitos e por isso a demora… desculpem-nos!

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Esse post vai ser sobre a importantíssima palestra da Professora Marlene Machado que explanou sobre Inclusão Social. Lá havia muitas professoras e alguns professores, vários pais e cuidadores de autistas e foi muito importante estudarmos sobre esse assunto pois ele é uma novidade tanto pras escolas quanto para as famílias. Como agir diante de uma criança ou adulto com deficiência perante à sociedade? Será que um autista diferencia-se muito de um aluno muito tímido?

A palestra dela abordou os seguintes assuntos:

• Como a diferença toca a cada sujeito.
• Desafios para inclusão e os impactos sobre o fazer pedagógico.
• Trabalho com as diferenças, em especial, o autista.

Para trabalhar com alunos especiais, as professoras e a escola devem fazer um planejamento pedagógico levando em consideração as características marcantes dos autistas como resistência a mudança de rotina, resistência ao aprendizado (aos assuntos que não são de interesse deles), resistência ao contato físico, dificuldade de se misturarem com as outras crianças, utilizam as pessoas como ferramenta e podem aprensentar comportamento arredio e isolado. Conhecendo bem essas caracteristicas, precisamos criar um conceito de “o que é ser criança?”, “que criança nós fomos?” e “como é a criança atualmente?”. E vamos mais fundo nesses conceitos: De que criança estamos falando? Montaremos esse conceito a partir do que estudamos sobre ela ou sobre que ela nos diz? Se ela tiver alguma deficiência o que nos fará mais sentido? O que sabemos a respeito sobre o processo se aprendizagem de toda criança: as maneiras de se comunicarem: as formas de linguagem que utilizam, as relações que estabelecem com o tempo e espaço, o conhecimento que possuem do próprio corpo, a construção do pensamento. Quais aspectos fazem parte do dia a dia de toda criança?

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Mas e se ela tiver alguma deficiência?

Os adultos recebem os deficinetes na escola (ou qualquer outro lugar) de  maneira diferente do que as demais crianças: Adultos racionalizam se ela será capaz de permanecer ali, se é capaz de trabalhar ou se comunicar com ela, qual é a sua deficiência, etc. As crianças olham com curiosidade e de maneira simples: posso brincar com ela?  será que ela gosta de vir na escola?  por que ela não fala? e posso experimentar sua cadeira de rodas? são  os pensamentos que surgem mas muitas nem se perguntam, apenas sorriem e vão brincar! Devemos nos inspirar na criança que coloca o desejo de brincar acima das diferenças, pelo simples fato de estarem juntas se divertindo. A falta de brinquedos, da visão ou de qualquer outra coisa é esquecida na reinvenção das brincadeiras. Vamos seguir esse exemplo?

As crianças, sejam elas típicas ou não, trazem a dimensão do novo e do diferente. Não há como pensar em inclusão social sem levar isso em consideração pois a escola convive e trabalha com as diferenças diariamente.

Então, para entendermos a inclusão, devemos ter em mente que as diferenças, não são feitas apenas de pessoas com deficiência ou não, não existem apenas diferenças biológicas. Exitem diferenças sociais, culturais, históricas, políticas, dentre outras que refletem sobre a subjetividade de todos nós. Pensar na diversidade é pensar na nossa relação com as outras pessoas e para isso estabelecemos padrões como ponto de referência que podem acabar produzindo o efeito inverso: a exclusão. A partir disso, a diversidade passa a ser um problema para a convivência humana.

A psicanálise diz que quando excluímos o outro, excluímos nós mesmos pois é o outro que nos permite a possibilidade de perceber novos olhares, sentimentos, pensamentos.  Para incluir um aluno, o professor depende de dois fatores: o subjetivo (ele enquanto pessoa) e sua formação (seu modo de ser profissional). Não há como dividir um professor separando o que nele é profissional e o que dele é subjetivo pois os dois fatores estão associados a história de vida dele. Há uma relação bem estreita do que o professor é, como ele se vê e a forma como ele desempenha sua função profissional e essa relação dirá em como esta pessoa/profissional trabalhará com as diferenças.

E qual a importância de lidar com as diferenças?

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Bom, então vamos focar na diferença que atinge as nossas vidas.

O sujeito em relação ao meio:  sujeito sem estímulo X sujeito com estímulo. No primeiro caso a pessoa deficiente terá que buscar sozinha uma maneira de se adaptar ao meio em que vive e no segundo caso a pessoa tem oportunidade de potencializar sua capacidade já que ela e o meio em que vive trabalharão em conjunto para construírem possibilidades para garantir a formação de todos. É uma interação em que todos colaboram e ganham.

Concluímos então, que as competências de um autista (ou qualquer pessoa que tenha algum tipo de síndrome ou deficiência) irão “morrer”  frente as condições do meio ou impulsionar a aprendizagem como o ato de aprender e ensinar com sentido e significado.

Os professores e a escola  devem ter consciência de sua importância na evolução de um aluno especial e para isso é necessário construir a capacidade de uma criança baseado naquilo que ela é e não naquilo que ela não é.

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Bom, para a inclusão escolar (porque inclusão social vai além da escola), deparamos com vários desafios e a professora Marlene nos levou a uma reflexão:

  • Como incluir um aluno cego na sala de aula e outro que não quer enxergar o que é capaz de aprender?
  • Um aluno com Síndrome de Down apresenta mais dificuldades para aprender que os alunos com dificuldades de aprendizagem?
  • Dá mais trabalho empurrar a cadeira de rodas de um aluno ou fazer alguém acreditar que pode sair da posição de fracasso que acredita estar?
  • O que nos preocupa mais: se o aluno tem a Síndrome de Gilles de La Tourette ou se ele, com 15 anos, está começando a se envolver com outros alunos que utilizam drogas?
  • O que é mais difícil: ensinar uma criança a escrever quando  ela não consegue segurar o lápis ou fazer outra superar a dificuldade de acreditar que escrever serve para alguma coisa?
  • É possível uma professora cega alfabetizar alunos que enxergam? E se for para ela alfabetizar uma aluna com deficiência física, que não fala e tem dificuldades para segurar o lápis para escrever? Será possível?
  •  Qual aluno nos dá mais trabalho: um autista ou aquele que só faz o que quer?

Podemos perceber que os desafios de uma escola não se limitam a incluir alunos com dificuldades e necessidades especias mas sim todo o ambinete cultural, educacional, comportamental, dentre outros. E o que vai fazer com que o professor e a escola tenham em mente que aquele aluno pode trazer muitas percepções é que ele também vive a realidade de uma criança/jovem típica  (quando usamos a palavra típica, queremos dizer crianças ditas pelo popular de crianças normais). Um autista também poderá conviver com jovens que lhe oferecerá drogas, poderá conviver com problemas emocionais corriqueiros, etc.

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Embuídos de desejo, o professor, a professora e a escola verão que, além de ensinar um aluno especial, estarão aprendendo muito pois alunos típicos, dentro dos padrões, não trazem novos desafios e já os espciais, fazem com que os profissionais façam uma nova leitura de sua forma de preparar aulas,  um novo olhar sobre os alunos, sobre eles mesmos e experimentam um novo modo de ver e viver a vida.

A inclusão social é mportante  para o ambiente escolar pois os colegas dele aprenderão a ser mais tolerantes com as diferenças e terão suas experiências e aprendizagens enriquecidas na convivência diária, a escola se estruturará para receber esse aluno, dando-lhe condições para o processo de ensino-apredizagem, tendo suas necessidades supridas e para o aluno, é fundamental pois, principalmente para alunos comprometidos no caso psiquiátrico ou sindrômico, como dificuldade de interação e socialização, esse é o ambiente ideal para que o aluno trabalhe esse aprendizado. É uma relação ganha-ganha, a comunidade ganha como um todo.

Então vamos falar da organização que a escola precisa ter para receber um aluno especial, principamente um autista:

–  Construção da rotina escolar: planejamento do espaço pedagógico.

–  Transição do espaço da casa para escola: compreensão das relações e dos limites.

Vamos entender melhor cada um desses fatores.

Para construirmos a rotina escolar: Rotina é uma sequência de atividades diferenciadas que se desenvolvem em um ritmo próprio, em cada grupo. Ela deve estruturar o tempo (história),  o espaço (geografia) e as atividades cujo conteúdo será estudado. Um aluno, quando chega a um grupo, fica perdido pois não consegue ver o todo e sim as partes e nesse sentido a rotina é importante pois torna-se o alicerce para que o grupo crie vínculos, estruture seus compromissos,  crie suas tarefas, assuma suas responsabilidades para que a construção do conhecimento possa acontecer e no caso do autista, ele ainda vai poder conhecer o espaço onde ele está inserido e se sentir seguro para “ousar” se abrir para algumas intervenções ou relações já que as ações precipitadas serão confirmadas.

O grupo, para se constituir, precisa da presença do educador, da rotina (estrutura) de trabalho cujos vínculos serão construídos com a produção e construção do conhecimento.

Essa rotina deve ser construída juntamente com os alunos para que eles se sintam co-responsáveis e não objetos conduzidos pelo adulto.

A apresentação dessa rotina deve ser feita de forma acessível para os alunos através de: material concreto (objetos que representem a atividade como por exemplo carrinho para demosntrar o que é lazer), imagens, desenhos (figuras que representem as atividades), escrita ou adaptações específicas (escrita em braile por exemplo).


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Esses exemplos de rotina dados acima são apenas modelos baseados na rotina do Luiz Júnior. Estes são a título de ilustração mas cada professor deve fazer o de seus alunos com as atividades específicas e do modo que achar mais adequado e atraente.

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Todas as atividas devem ter um tempo pré estabelecido, de conhecimento dos alunos, para que eles saibam o que vai acontecer, prever o local, a atividade e o material que vão utilizar. Na organização do tempo é muito importante que se tenha um momento para avaliação e organização do material necessário pois há alunos que se desestruturam nesse momento, afetando o andamento das próximas atividades.

Ex: Agora vamos para a biblioteca, para fazer a atividade XXX. Ficaremos lá, 30 minutos. O que vamos levar?

Na hora de ir embora do local, fazer o mesmo. Ex: Vamos guardar a boneca na caixa. Vamos pegar os materiais que temos que levar de volta pra sala de aula. Esse momento é o momento em que a criança “corta” o vínculo com o material de forma organizada. Se for um brinquedo isso é ainda mais importante porque a boneca deixa de ser filha, o bichinho de pelúcia volta a ser objeto. NUNCA faça isso pelo aluno.

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O aluno tem que saber pra onde vai.  Mudança de espaço requer uma adaptação corporal e compreenção do modo como utilizarão aquele local. Isso pode gerar insegurança para qualquer aluno e a entrada de um autista em um novo lugar pode ser gradativa (no tempo dele).

IMPORTANTE: em situações que um autista se agite e precise sair do espaço (sala de aula por exemplo), é muito importante que NÃO  AUMENTEMOS sua dificuldade de relacionamento, principalmente no caso de um autista, levando-o para espaços alternativos.

Conhecemos muitos casos em que professoras pedem para o acompanhante levar o aluno para dar uma volta, ou levá-lo para a sala da coordenadora. Essa professora está agindo como o AUTISMO, isolando o aluno.

O que fazer? Uma sugestão é tirá-la da sala de aula mas não quebrar o vínculo com o grupo. Ficar nas imediações da sala escutando a professora e os coleguinhas até se acalmar. Isso faz com que ela se adapte e queria voltar.

IMPORTANTE: Agitação não quer dizer que o aluno quer sair do grupo, significa apenas desconforto.

NUNCA isolar o aluno autista em um canto dando outra atividade para que ele permaneça quieto.

SEMPRE manter aluno perto do professor e em um local onde não haja muitos estímulos visuais que tirem seu foco do que é importante.

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Manter o aluno no mesmo grupo de origem facilita o processo de aprendizagem pois favorece o estabelecimento de relação de confiança entre as crianças: escola deve sempre pensar isso ao fazer mudanças de turma.

Sempre que chegar um novo aluno ao grupo, o contato deve ser orientado pelo professor ou acompanhante pois isso pode causar estranheza gerando comportamentos agressivos ou isolamento por parte do autista. Avise com antecedência, prepare o aluno.

As pessoas DEVEM EVITAR pegar na mão de um autista mas SIM oferecer a mão para que ele segure. Isso faz diferença em fazer com que ele sinta ou não ameaçado pelo outro.

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É importante preparar a rotina de atividades para que haja uma continuidade dos trabalhos. É importante planejar as atividades para que todos saibam o que vai acontecer e também planeje os imprevistos. Essa sequência de atividades é fundamental pois produz um efeito de segurança fazendo com que os alunos se envolvam e se interessem mais pela atividade.

IMPORTANTE: A adaptação do aluno autista deve ser SEMPRE em relação aos recursos utilizados e a complexidade e NUNCA com relação a temática. É importante que o aluno autista se sinta inserido no trabalho do grupo pois do contrário se sentirá tã isolado quanto  o efeito produzido pelo autismo.

Ex: Não deve ser feito: Professora está ensinando sobre primavera e resolve plantar um flor em um vaso. O aluno autista está disperso e agitado e professora o isola colocando ele no fundo da sala picando papel (comum em muitas escolas). Deve ser feito: Professora está ensinando sobre primavera e resolve plantar um flor em um vaso. O aluno autista está disperso e agitado e professora coloca ele para acompanhar colorindo um desenho com a temática primavera ou… fazendo qualquer outra atividade que ele tenha interesse com a temática primavera. Há autistas que parecem dispersos mas eles estão mais ligados do que iaginamos e quando menos se espera ele demonstra que absorveu o aprendizado.

Concluímos que a rotina poedagógica deve ser clara em cada atividade pois, do contrário, os reflexos serão apresentados na turma toda.

Ex: trabalhos recolhido de partes de um livro ou feito de maneira improvisada -> alunos dispersos, fazendo o que querem, tão perdidos quanto o planejamento do preofessor

        trabalho com intenção pedagógica clara e organizada -> alunos tem um eixo por onde se guiarem, saem do isolamento, procuram aquilo que é comum, que foi planejado.

IMPORTANTE: Trabalhar sempre as perspectivas de mudança para que os alunos aprendam a lidar com IMPREVISTOS e desenvolvam a capacidade de PREVER algo necessário para uma NOVA organização.

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- Não realizae grandes mudanças. A rotina serve para deixar a criança mais segura para a aprendizagem.

- A quebra de turma deve ser o último recurso utilizado pois a quebra de laços sociais são mais importantes que o nivel pedagógico que outra turma possa oferecer.

- A referência para a criança autista deve ser SUA TURMA e SALA DE AULA e NUNCA a professora ou acompanhante pois estas podem ser alteradas ao longo do ano e desestabilizar o aluno

- Sempre fazer uma previsão das mudanças necessárias para que não ocorram todas de uma vez.

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- NUNCA DEVE SER UMA BABÁ DO ALUNO INCLUÍDO

- Ela NUNCA deve ser a referência do aluno e muito menos quem conduz seu processo de aprendizagem

-  Em alguns momentos ela deve conduzir a turma em atividades mais simples para que o professor (a) possa fazer intervenções pedagógicas direcionadas para o aluno incluído.

-  O papel da acompanhante deve ser o de MEDIAR a relação do aluno com:

TEMPO: orientando sobre a sequência das atividades e o tempo de cada uma.

ESPAÇO: orientando sobre o que será realizado, em que local e as características deste em relação a atividade executada

PESSOAS: mediando a relação do aluno com os demais colegas incentivando-os a mostrarem seus trabalhos a ele, como executaram. Um aluno autista NUNCA deve ser isolado e nem sentar longe de seu grupo.

ATIVIDADE: Lendo a atividade, chamando a atenção do aluno para uma figura ou algo que a professora está explicando, fazendo relação com algo que o aluno esteja fazendo no caderno, etc.

IMPORTANTE: Os funcionários da escola  SEMPRE devem abordar o aluno direcionando-o para seu grupo de origem (ou seja, sua turma ou sala de aula) e o trabalho que está sendo desenvolvido. Nunca criar outras expectativas ou laços sociais c que prejudiquem a rotina social.  Ex: Ficar na cozinha tomando café com os funcionários ou até mesmo na sala da pedagoga vendo tv ou fazendo algo que lhe dá prazer.

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É muito importante que os alunos aprendam a diferenciar os espaços coletivos (escola por exemplo) do particular (casa) para que compreendam que as regras são diferentes para cada um. Assim aprenderão a seguir uma regra mesmo que não concordem pois saberão que a necessidade está ligada ao ESPAÇO, TEMPO e as PESSOAS que a utilizam.  Ex: Uma criança pode entrar em casa sem horário marcado mas na escola TEM que obedecer regras para chegar e para sair. Existe banheiro, cozinha, sala em casa ou escola mas cada um tem sua regra. Na escola não se pode usar o banheiro quando bem entender como em casa.

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Importante: quando o disciplinar ou um funcionário ver um aluno, principalmente autista, fora de sala, alerte-o para ir para a sala DE AULA para que ele não fique confuso, pensando ser a sala da casa dele. Não deixar aluno fora de sala, desrespeitando as regras e se isolando do grupo e da atividade proposta.

Todos os funcionários na escola devem ter claramente estabelecida a relação professor/aluno  no espaço escola:  isso ajuda a estabelecer a definição dos papéis e seu processo de construção simbólica.

Compreender que o tempo não pode ter relação com o que o aluno deseja, e sim com as regras da escola, ajuda no processo de aprendizagem pois o aluno NÃO pode ficar preso no sentido e significado que ELE quer determinar para o espaço escolar e para o conhecimento.

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Aqui, normalmente há um inversão: as vezes queremos que o aluno incluído faça igual aos demais para não ser discriminado mas quando se trata de limites, deixamos ele mais livre para fazer o que quer como chegar e sair na hora errada, sair da sala no meio da aula, etc.

Importante: Sempre deve-se questionar se a postura pedagógica adotada está contribuindo para a aprendizagem do aluno. Se necessário investigar o que está ruim e melhorar.

Nunca subestimar a capacidade do aluno para não prejudicá- lo e impedi-lo de ter acesso ao conhecimento ou experiência e situações de aprendizagem. (dica das autoras do blog: leia o texto Disbiciclético)

- NÃO estabelecer vínculo maternal com aluno por mais que ele precise de ajuda especial. A relação da escola deve ser estritamente PROFISSIONAL. Aqui não se exclui carinho com aluno mas se exclui certos cuidados que “protegem” demais como se fosse a mãe superprotetora. A relação sentimental nesse caso é PREJUDICIAL.

Se algum colega de trabalho perceber esse tipo de relação, DEVE conversar com esse pois ele pode não perceber e necessitar de ajuda. O trabalho coletivo é fundamental para que haja a inclusão social e principalmente para que todos cuidem da saúde mental do grupo.

O Tempo Pedagógico deve ser ditado pela escola, considerando as necessidades especiais e não o contrário. Ao perceber que um aluno sempre começa a se agitar em determinado momento ( ex: final do primeiro tempo), deverá  o professor antecipar a saída dele, considerando sua necessidade.

Importante: Dar ao aluno uma função que garanta seu retorno para a sala de aula e retomada da ação pedagógica pelo aluno. Ex: Pedir para aluno ir a sala dos professores buscar algo com um funcionário ou levar um bilhete para determinada pessoa e trazer a resposta. Essas pessoas devem estar a par dessa estratégia para que tudo saia conforme planejado.

Para concluir, devemos considerar que as diferenças entre a escola e a casa NÃO são tão óbvias e portanto, é preciso trabalhar com o aluno para que ele perceba a importância das regras e funções de cada coisa na escola, que deverão ser acatadas por TODOS, visando o bem coletivo.

É preciso que se relize um trabalho com as famílias para que compreendam a natureza do trabalho pedagógico. Ser FIRME com relação a rotina escolar, seus limites e regras, INCLUSIVE COM OS PAIS.  Isso é FUNDAMENTAL para um bom prognóstico pedagógico na inclusão de TODOS os alunos, mas principalmente os com autismo ou outra deficiência.

Bela professora

Bom, essa foi a palestra que AMAMOS ter assistido. Queremos muito trazer a professora Marlene em Uberaba e se tudo correr bem, será breve. Recomendamos muito que as escolas do Brasil todo peçam assessoria a ela, chamando ela para fazer palestras, trabalhar com seus profissionais.

Antes de colocar os livros que ela utilizou para seus estudos, gostaríamos de fazer um teste aqui. Se algum professor do colégio do Lu, leu tudo até aqui, por favor deixe um comentário. Queremos medir o interesse da escola no blog e em pesquisa sobre autismo. Primeiro vamos deixar o post uma semana no ar sem avisar na escola e depois avisaremos e veremos se alguém passa por aqui. Muitos podem  achar essa atitude boba mas pensamos assim: professores passam matéria e cobram as questões na prova para avaliar a turma né? Então, nada mais coerente do que avaliar os professores e o interesse da escola do Lu. Esses dias ficamos sabendo que o professor  Nicássio entrou aqui e ficamos muito felizes. Vamos ver. Conteúdo sobre autismo, tem de monte… infelimente o que falta é interesse. E como vimos aqui, em uma escola, o que mais se faz necessário para a inclusão social é o trabalho em grupo e o DESEJO.  A nossa parte, estamos fazendo! Ah, e você que não é professor da escola do Lu mas gostou do post, deixe seu recado tbm. Sabemos que é um post longo e por isso mesmo o feedback é tão importante… deu trabalho pra fazer… fizemos com prazer e não estamos cobrando nada mas é que um carinho é sempre bom… beijos carentes hahahahahaha!

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Referências Bibliográficas usadas pela professora Marlene.

• Condutas Típicas. Orientação da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais – SD

01/2005

• CORDIÉ, Anny. Os atrasados não existem: psicanálise de crianças com fracasso

escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

• FREIRE, Madalena. Sobre a rotina: construção do tempo na relação pedagógica. Cadernos

de reflexão, 1992.

• LAMEIDA, Laurinda Ramalho. O relacionamento interpessoal na coordenção pedagógica.

In: O Coordenador pedagógico e o espaço da mudança. São Paulo, Loyola, 2001.

• MONTEIRO, Mariângela da Silva. A educação Especial na perspectiva de Vygotsky. In:

Vygotsky um século depois. P. 73-84, 1995.

• Necessidades Educacionais Especiais. Conselho Nacional de Educação, Resolução n. 2

de 11/2001, art. 05.

• OLIVEIRA, Marta Kohl. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento, um processo sóciohistórico.

São Paulo: Scipione, 1997, Pensamento

• SANTIAGO, Ana Lydia. A inibição intelectual na psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar

Ed., 2005.

• SILVA, Marlene Maria M. A et al. Processo ensino-aprendizagem: uma abordagem

interdisciplinar. Revista Médica de Minas Gerais, COOPMED Editora Médica, vol. 08, nº 01,

janeiro a março/1998.

• TEIXEIRA, Rosalina Martins. Arte da Saúde. Revista Psiquiatria e psicanálise com criança e

adolescente. BH, jan. dez. 1996.

• VYGOTSKY, R. S. A formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

Marlene Machado
contato@ekawa.com.br:

Olá! Estamos aqui para mostrar pra vocês o Grupo GAIAS e sua história. Nosso amigo Gilberto Sebrão, que inclusive já deu depoimento aqui no blog, faz parte desse grupo e nos mandou um e-mail com algumas informações muito legais das ações que eles já realizaram em Florianópolis! Confiram como tudo começou! Juntos somos fortes e podemos ajudar muitos autistas! Parabéns pra todos do Grupo, é uma honra contar um pouco sobre vocês por aqui!

GAIAS

O Grupo de Apoio e Inclusão de Autistas nasceu do encontro de pais de pessoas com autismo e outros transtornos invasivos do desenvolvimento, que experimentam no dia-dia a falta de terapias e escolas adequadas aos seus filhos. O primeiro contato se deu pela rede mundial de computadores, no ano de 2009, mediante contato estabelecido por comunidades e fóruns, pertencentes a Redes Sociais (Social Networks) da internet. Nessa ocasião, familiares da região de Santa Catarina começaram a interagir entre si, trocando idéias e experiências com relação ao autismo. Em maio de 2010, alguns desses pais começaram a promover palestras sobre autismo, gratuitas e abertas ao público em geral. Esses eventos aconteciam, periodicamente, um sábado por mês, quando profissionais de áreas diversas ministravam palestras sobre autismo.

vamos a lutaNesses eventos foram tratados os seguintes temas: “Como as Crianças Portadoras de Distúrbio do Espectro do Autismo Vêem o Mundo” – Gisele Tridapalli (psicóloga ABA); “Linguagem e Desenvolvimento de Aptidões de Comunicação” – Bianca Durieux (fonoaudióloga); “Autismo Infantil, como Detectar? Avaliação e Diagnóstico” – Thiago Demathé (pediatra e professor do projeto Terapeutas da Alegria-UFSC); ”Autismo e Genética” – Pricila Bernardi (Geneticista do HU da UFSC); “Uma conversa sobre: Birra, agressão, frustração e procupações; compulsões, rotinas e rituais; maneirismo e movimentos repetitivos” – Maysa Guerra (psicopedagoga e terapeuta ocupacional); “A importância da Atividade Física Adaptada e Saúde com enfoque ao Autismo” – Ricardo de Almeida Pimenta (especialista em Atividade Física Adaptada e Saúde e em Fundamentos Curriculares da Educação Inclusiva).

reuniao de pais

Além das palestras, oportunizaram-se durante esses eventos espaços para discussões sobre as necessidades terapêuticas dos autistas, carências nos atendimentos, nas dificuldades de inclusão, nas poucas vagas oferecidas pelas instituições existentes na região, etc. A partir das discussões, evidenciou-se a necessidade de se criar uma Organização Não Governamental – ONG voltada para o atendimento de autistas da região da Grande Florianópolis. Assim, alguns pais e outras pessoas interessadas começaram a se reunir, separadamente das palestras, tendo como objetivo a criação de uma ONG.As reuniões aconteciam uma vez por mês, sendo nelas planejada a estruturação do Grupo de Apoio e Inclusão de Autistas – GAIAS,tendo como objetivo precípuo o apoio a pessoas com Autismo e demais Transtornos Invasivos do Desenvolvimento – TID, bem como aos seus familiares, no que concerne à inclusão social, escolar e cultural, ao diagnóstico precoce, à disseminação da saúde, ao empreendedorismo, à pesquisa, à defesa dos direitos, ao desenvolvimento para sua inserção na sociedade, propiciando uma melhor qualidade de vida e sustentabilidade.

tudo azul

Tendo em vista que, no dia 2 de abril, comemora-se o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU), nesse dia, em grande parte dos países do mundo, são realizados eventos para esclarecimento das comunidades. O dia 2 de abril é uma data referência, no que se refere à busca por esclarecer sobre as características do autismo e à necessidade de políticas públicas adequadas. No Brasil, praticamente todos os Estados da Federação realizam eventos nesse dia, inclusive Santa Catarina. Em Florianópolis, o GAIAS, no dia 2 de abril de 2011, em conjunto a Associação Amigos do Autista – AMA e outras instituições, realizou uma caminhada na Avenida Beira Mar Norte, com distribuição de panfletos sobre o autismo.

A fim de buscar apoio na divulgação do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, o GAIAS realizou contatos com organizações esportivas de tivessem grande representação em Florianópolis, obtendo-se sucesso no contato com a diretoria do Avaí Futebol Clube, que concedeu espaço em suas locações, no dia 3 de abril do ano de 2011, durante partida de futebol na qual costuma ter a presença de muitos torcedores, para que o grupo distribuísse panfletos de esclarecimento sobre o autismo.

lindo gol

Outro fato de apoio da referida Instituição ao Grupo ocorreu no dia 17 de abril, durante a partida de futebol entre os times Avaí e Concórdia, situação em que autistas e seus familiares entraram em campo com faixas de conscientização.

solidariedadeConforme sua página na rede mundial de computadores, o Avaí Futebol Clube, em nome de seu presidente, diretores, conselheiros e funcionários, manifestou apoio à causa, ação que consta no planejamento estratégico por meio da Diretoria de Ação Social e Comunitária. Acrescentou ainda que o autismo precisa ser conhecido por todos, sendo esse o melhor prognóstico para a melhoria da condição de vida das pessoas afetadas.

No dia 12 de julho de 2011, a psicóloga do GAIAS Gisele Tridapali, com o apoio da colaboradora Melissa Mendes (acadêmica de Assistência Social), realizou uma palestra para educadores e outros profissionais na Escola Flor do Campus, localizado na Universidade Federal de Santa Catarina. Nesse evento foram abordados os aspectos gerais do autismo, como o histórico da síndrome, sintomas, diagnóstico, prognóstico e terapias, além de ressaltar a importância de uma inclusão com professores capacitados. A palestra oportunizou a exposição de questões pelos participantes, sendo as mesmas respondidas pela psicóloga. Esse tipo de evento, a ser realizado em escolas, é uma das metas do GAIAS, tendo em vista a divulgação do autismo e a capacitação de profissionais.

tudo da certoO grupo tem se fortalecido progressivamente e recebendo novos integrantes, como estudantes de psicologia e assistência social, pedagogos e professores de educação física, todos motivados pela causa dos autistas e direcionados à conquista de seus direitos por parte desse grupo, já que admitimos que todos os indivíduos, sem exclusão de nenhum, têm direito a uma vida de qualidade e dignidade.

Para manter o fortalecimento, têm-se prosseguido com reuniões mensais e outros encontros, conforme surgem necessidades. Além disso, o GAIAS utiliza-se a rede mundial de computadores – internet, por meio de um grupo de correio eletrônico, a fim de dialogar e expor idéias e propostas, buscando colocá-las em prática. No presente momento, o grupo deu início à estruturação, montagem e elaboração do conteúdo a constar no site do GAIAS na internet, a fim de favorecer a comunicação entre o grupo e a comunidade.

doe amor

Os integrantes GAIAS estão todos engajados e motivados com relação ao projeto de atendimento terapêutico/pedagógico para autistas e outros transtornos invasivos do desenvolvimento, que por meio deste documento começa a ganhar vida.

Ficamos emocionadas de ver Pais e profissionais tão engajados. Sigam esse exemplo e comecem a espalhar informações pelo país. Trocar experiências é a melhor forma de adquirir conhecimento e melhor qualidade de vida pros nossos autistas! Mais uma vez, parabéns ao grupo! Vida longa e que cresçam cada vez mais! Qualquer informação que quiserm saber, comentem aqui que o Gilberto responde! Informações também pelos contatos: (48) 8414.0349 e gaias@live.com, gaias.floripa@gmail.com e gilberto_sebrao@hotmail.com

Oi gente! A correria tá louca por aqui e muitos posts na cabeça para serem colocados aqui: sobre o projeto GAIAS do nosso amigo gilberto, sobre as palestras do I Seminário Mineiro de Autismo, sobre muitos outros temas surpresa… mas o tempo tá voando e estamos trabalhano muito (até umas 22 horas). Mas esse post não é pra reclamar de falta de tempo e nem de muito trabalho até mesmo porque amamos essa correria, novos projetos, funções e só temos a agradecer! E amamos escrever nesse blog pois ele registra as evoluções do garotinho mais lindo do mundo e nos permite conhecer muitas pessoas do bem… :)

O post do GAIAS e os posts do seminário ficarão pra semana que vem (temos que resumir as palestras, editar as fotos, pesquisar, redigir os textos e diagramar).

Então hoje, vamos dar uma dica pra lá de boa pois facilitará a vida de muita mamãe, papai e cuidadores de quem está na dieta SGSC ou até mesmo pra quem quer ter uma festinha saudável mesmo sem fazer nenhuma dieta restritiva.

logoA Tathy, do blog Nossas Coisas: de Mãe para filhos, nossa leitora e amiga desde o comecinho do blog e ela sempre comenta por aqui, traz seu carinho, suas palavras de incentivo, enfim uma amiga, que mesmo que virtual, queremos muito bem, é psicóloga por profissão mas amante da culinária e de organizar festinhas, sejam infantis ou não. Desde que ela se tornou mãe de seus dois filhos lindos, a Alice e o Rafael, ela ficava pensando em como seriam suas festas de aniversário. A partir disso, surgiu A Doceria da Tathy, uma doceria comandada por uma mãe que preza pela saúde, organização, carinho, cuidado e que entende as expectativas de outras pessoas que como ela, querem que seus filhos tenham festas inesquécíveis e saborosas. Inspirada em sua infância e em sua mãe, ela trabalha pra fazer de tudo para realizar os pedidos dos clientes.

A partir disso surgiu uma necessidade de fazer bolinhos sem leite e gluten e ainda orgânicos! E pra completar ainda desenvolveu comidinhas saudáveis pros adultos e pros bebês da festinha. A pedido de sua cliente Luiza, ela desenvolveu um menu especialmente pra festinha de Benjamin, filho dela. E como para a festinha foram convidados muitos bebês, a Tathy ainda fez papinhas saudáveis, com ingredientes especialmente selecionados.

bolinhos sgsc e papinha

Então, se você é de Brasília, entre em contato com a Tathy (61-9112-4828) pois te ajudará na festa dos seus sonhos.

Bom, só pra esclarecer, essa é uma indicação que estamos fazendo por vontade própria pois confiamos na Tathy.

beijinhos e até breve!

Alguns já sabem que Lu tem que colocar aparelho dentário para ele ter alta da fono e conseguir falar corretamente. A tia Adeliana (fono da APAE-Uberaba) disse que ele evoluiu bem mas que a dentição dele e a arcada atrapalhavam para falar algumas palavras. Lu trata de dente com o Tio Max na APAE mas nunca teve cárie porque não come açúcar nem industrializados. Tio Max as vezes dá bronca pela má escovação mas mamãe fica de olho e as vezes até ajuda ele a escovar.

Como todos lá em casa (e no mundo todo) tem PAVOR de dentista, Lu também detesta. Tampa o ouvido, chooooora, grita. Nada que um pensamento positivo e muito son rise não resolva. Conversamos com a Cris e ela falou sobre já começarmos a pensar que tudo iria dar certo e justo nós, que sempre pensamos positivamente, estávamos desesperadas de como o Lu iria reagir a isso tudo. Bom, se tem que por aparelho, mãos a obra.

dente fashion

Fomos a 1ª consulta e Lu fez drama como contamos no post das pérolas mas ocorreu tudo bem e saímos de lá com a obrigação de tirar radiografias dos dentes dele. Sempre nos revesamos, Luiza e eu, para acompanhar a mamãe nesses momentos pois Lu adora nossa companhia e ajudamos ela a acalmá-lo.

IMPORTANTE DIZER: Lu tem muita sorte e simpatia e isso atrai muitos ANJOS pra perto dele. Ele tem muito carisma e conquista muitas pessoas, o que ajuda a gente em muita coisa. Um dos nossos anjos é o Dr. Fabiano, dono da Opção Radiologia Odontologica (34 3074-8121­) , onde levamos o Lu. Ele e a Juliana (irmã dele) são vizinhos do Lu e a Juliana é fanzona do moleque, dá moral, conversa e etc. Lu chegou lá com medo mas só de ver eles foi ótimo pois se sentiu “em casa”. Dr Fabiano é um máximo… tem MUITA PACIÊNCIA, é educado e espera o tempo que for necessário. Mamãe foi em quase TODAS AS MÁQUINAS pra mostrar como era. Não basta ser mãe… tem que participar :)

vc foi otimo

valeu mamae

Nem sabemos como agradecer o atendimento e atenção dos dois e de todo pessoal. Emocionamos só de ver essas fotos, Lu com esse objeto na boca, passando por essas máquinas enormes… muita evolução… estamos muito felizes! Mamãe e Luiza ficaram encantadas com tuuuuudo e lá, eles falaram que Lu foi mais corajoso que muitas crianças. Ponto pro nosso rapaz!!!

Passada essa etapa de radiografia, tínhamos uma nova “novela” pela frente: que aparelho Lu teria que colocar e como iria ser o processo…

hq

Contamos essa historinha pra vocês perceberem o quanto uma coisa que pode parecer um problemão, pode se tornar divertido. Explicamos pro Lu a importância dos dentes na mastigação e na fala, o quanto os dentistas eram legais, e quantas pessoas na rua, na escola, na APAE, em todo lugar, precisam usar aparelhos: crianças, jovens e adultos.

Mais uma vez, Lu tem um anjo em sua vida! Dr. Júlio Carlos F. Shimaru (34 3332-5090) tem muito jeito com criança e muuuuuuuita paciência. Sempre conversa e explica TUDO! Ele resolveu colar 6 pecinhas a cada ida do Lu ao consultório pois colar não dói nada e o Lu vai confiando mais nele. Luiza e mamãe foram juntas e tem até vídeo do tratamento. Nós três estamos apaixonadas pela clínica pois tudo lá é alegre e temático. Espelho em formato de dente, quadros infantis de crianças sorrindo com aparelhos… lindo de viver e muito alegre.

Photobucket

acessorio de dente

Indicamos muito o doutor Júlio (que já trata outro autista) e a Opção para todas as mamães de Uberaba e região que tenham filhos especiais e estão a procura de profissionais nessa área. Disponibilizamos o telefone deles para facilitar. Estamos tão contentes, sorrindo de orelha a orelha e o Lu tá todo vaidoso com seus dentes em detalhe vermelho. Todo mundo tá elogiando na escola e ele não para de se olhar no espelho! Assistam um pouco do tratamento no vídeo:

Fonte: Almofada de dente, Imagens da historinha do dente

Vale a pena ler (ou reler) outro post sobre tratamento dentário e crianças especiais: Depoimento da Dra. Adriana Zink

Um futuro jornalista?

eu vou trab na globo Uma característica de autismo é apresentar obsessão por algum tema ou atividade. Lu já teve várias fases: ventiladores (tinha vários e sabia marcas, como funcionavam e etc), hidrômetros, roda d’água, fontes, relógios… Agora é a vez da antena e da TV. Isso é bom e ruim: ruim porque ele SÓ fala nesse assunto e bom porque quando queremos ensinar algo a gente utiliza esse interesse para a explicação. (ex: você tem que estudar e e tirar notas boas para ser um jornalista, etc). Lu sabe muitas marcas de antenas e o que elas fazem e sabe a programação de quase todos os canais mas adora a Globo e é apaixonado pela Adriana Afonso, jornalista da TV Integração. Ele não perde um MGTV. Ele morria de vontade de ir ao estúdio e conversamos com a Adriana Afonso no Facebook e ela liberou a visita.

ESTÁ NO AR MAIS UM MGTV SEGUNDA EDIÇÃO COM ADRIANA AFONSO E LUIZ JÚNIOR:

mgtv no ar

Lu ficou super empolgado. Acordou as 5 da manhã de tanta ansiedade e quando fomos pro estúdio ele ficou MUITO FELIZ. Ele fingiu que dormia (tem essa mania de querer abraçar e fingir que está dormindo quando fica muito feliz) mas o “acordamos” falando que ele esperou tanto por aquilo que tinha que beijar a Adriana Afonso logo, antes que começasse o programa.

adriana e lu

muito feliz

caozinho Lu sempre gostou de animais mas se tornou um amante de cachorros desde que ganhou um cachorro de brinquedo (foto). Ele “respira” e parece muito com um cão de verdade dormindo. Lu leva esse cachorro pra todo lado e quis porque quis tirar uma foto do bichinho no estúdio. Colocamos essa foto no post porque foi ele que tirou a foto e porque toda as vezes que ele vê as fotos ele fala com orgulho: MEU cachorro, foi EU que tirei a foto dele.

Ficamos lá uns 20 minutos… minutos INESQUECÍVEIS pro nosso futuro jornalista que até montou um estúdio em casa, mas isso é assunto pra outro post.

Olha o sorrisão dele ao sair da TV Integração.

tv integracao uberaba

Obrigada, Adriana Afonso, por tudo! Lu é seu fã número 1! (ela também é fã dele, também tietou, tirou foto e colocou no facebook, hehehe).

Pérolas do dia a dia

Oieeee! Estamos de volta com um post que todos vão adorar… as famosas pérolas! Lu tá tão falante e tão esperto que todo dia tem pérola mas nem sempre anotamos… temos que andar com caderninho, hehehe.

familia reunida Um pouco antes das férias, estávamos almoçando em família, todos conversando, uma loucura pois são 4 pessoas falando e cada um com um assunto diferente. Lu observando tudo e não comendo nada. Aí eu falo: Come logo, Lu! Hoje você tem prova no primeiro horário e não pode chegar atrasado! (todo dia a briga é pra ele chegar na hora) Ele, prontamente respondeu: “Não preciso comer, já tenho muitos nutrientes na veia”

banho bom Lu, como todo autista (e qualquer criança) ADOOOORA água. Se deixar fica muito tempo no chuveiro. Quando estamos no banheiro então, isso piora pois ele fica conversando. Aí sobra pra gente ter que ficar falando pra ele sair logo. Ele diz: “Deixa eu ficar mais, tá tão gostosa a água” e eu, com a mão na água da banheira, digo: “Eu tô vendo mesmo”. Ele: “O queeeee, você não está vendo, você está SENTINDO.” Ta certo mas desliga logo esse chuveiro e põe roupa pra almoçar!

doutoriznho Lu vai ter que colocar aparelho dentário e essa foi a condição que a fono colocou para continuar fazendo as sessões com ele. Disse que ele está ótimo e que agora depende do aparelho para falar corretamente. Lu tem PAVOR de dentista. Só de falar essa palavra ou a palavra “dente” ele já grita, sua frio e pede pra mudar de assunto. Começamos a mudar os ares (também temos medo e a culpa é toda nossa), pensar positivo, falar bem dos dentistas, da importância dos dentes, etc. Aí fomos na primeira consulta e ele tremendo. Prometemos que o dentista só iria OLHAR (o que era verdade). Chegando lá e ele vê um senhor tratando e diz: “Eu não sou VELHO, o VOVÔ tá tratando de dente, eu sou rapaz, eu sou criança, não preciso!”. Morri de rir e a mamãe já estava explicando que não era pra ele falar alto as palavras VELHO e VOVÔ (passamos cada vergonha, hehehehe).

pombinha branca Passado uns 3 minutos e escutamos um barulhão. Lu, que já estava em pânico com o tratamento, começou a falar que não ia tratar mais e etc. Fui ver o que era achando que era batida de carro mas era uma pomba que tinha pousado no fio do poste e ela encostou onde não devia e explodiu… saiu fumaça e tudo. Expliquei ao Lu o que era e ele ficou impressionado. Aí entrou no consultório, chorou, chorou, chorou e disse: Sabe, doutorzinho, a gente cresce, fica velho, cai pra trás e MORRE”. Eu ri e expliquei que ele estava assim por causa da pomba. Lu queria levar a bichinha pro veterinário e tudo. A outra criança que estava na sala de espera também só falava da tragédia da pombinha. Depois, quando fomos embora, ele ainda viu a coitada no chão… durinha.

ator natoAo sair do dentista eu viro e falo pro Lu: A gente não mente pra você. Você viu, não DOEU NADA e o doutor só olhou sua boca. Agora você vai ter que tirar umas radiografias pra depois colocar o aparelho. Aí ele vira na maior cara de pau e diz: “Eu vi, não doeu nada mesmo”. Eu: Você não tem vergonha de ficar chorando a toa não? Ele: “Eu só estava fazendo teatro”. Eu tive que rir né? É um ator mesmo, e é GLOBAL. Prestem atenção nessa última pérola dele.

beijo de novela Temos que colocaer dois posts legais aqui: Um do Lu visitando o estúdio do MGTV na TV Integração (afiliada Globo) e outro dele participando de uma matéria que eles gravaram com a gente. Nessa matéria, falamos do blog e do amor do Lu pela Adriana Afonso, apresentadora do MGTV (ele assiste todo dia). Aí ele fala: “Eu fui no estúdio do MGTV e dei um beijo de novela na Adriana Afonso”. Viu só como Lu é um galã?! O duro é que ele conquistou o coração mole da Adriana Afonso, que é um amor de pessoa e tem a maios paciência com ele. Ela mostrou tudo, inclusive ele na tv, não deixem de conferir os próximos posts.

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As mães de Porto Alegre tem muitos motivos pra comemorar: surgiu na cidade uma empresa que traz pra família conforto e saúde: a Organic Baby. O chef de alta gastronomia, Cesar Sperotto, e sua esposa, Aline criaram a empresa após o nascimento da Liz, filha deles. Cesar já fazia a comida da filha e sempre se preocupou em ter como ingredientes produtos naturais, fresquinhos e orgânicos. Como seus alimentos era sempre aprovados pela filhota, o chef notou que no nosso país não há opções de produtos para bebês que sejam práticos e saudáveis. A família resolveu então dividir esse tipo de alimentação com os amigos e surgiu a Organci Baby. Os produtos que a empresa oferece são frescos, totalmente livres de agrotóxicos e seguem as mais rigorosas técnicas de preparo e higiene, além de contarem com profissionais especializados na área de engenharia de alimentos e nutrição. Com pitadas de carinho e dedicação, as receitas utilizam somente ingredientes de produtores, certificados conforme a Lei Federal nº 10.831, que regulamenta o sistema orgânico de produção.

Fala se essa dica não é tudo de bom para nossas crianças autistas? Como sabem, existe uma hipótese de o autismo ter sua causa na contaminação do corpo por metais pesados. Produtos orgânicos são livres de agrotóxicos, ou seja, livre de metais como o mercúrio, alumínio e outras químicas prejudiciais.

A Organic Baby separa seus produtos por faixa etária e exitem alguns para os adultos também (mas vamos combinar que os produtos de crianças ou bebês também podem ser consumidos pelos papais… quem nunca comeu papinha de bebê que atire a primeira pedra, rs).

Por enquanto as vendas se restringem a cidade de Porto Alegre e eles até entregam em casa. (nossa, além de não ter que cozinhar, você ainda pode pedir que chega em casa, bonitinho? Que moleza hein?)
Estamos torcendo para que a empresa cresça muito e quem sabe comece a vender para o Brasil todo!

Lu come apenas alimentos orgânicos, que vêm diretamente do Rio de Janeiro e do Sul (Aécia) pois em Uberaba ainda não existe uma feira orgânica e alguns indutrializados compramos aqui em uma loja de produtos naturais… imagina se tivéssemos a oportunidade de comprar organic baby pra ele, como seria prático e saudável?

organic 2

O único produto que contém glúten pelo que pesquisei no site é o spagetti. Mas prestem bem atenção: leiam sempre os ingredientes pois seu filho pode ter alergia a outros alimentos como por exemplo de milho (caso do Lu) ou ovo.

Esse post não é um publieditorial ou seja, não estamos ganhando nada para divulgar a empresa. A divulgação vem devido a nossa admiração por esse trabalho maravilhoso e porque realmente acreditamos ser uma excelente dica pras mamães de Porto alegre. Alô Cristina, quando vier pra Minas, vai ter encomenda de orgânic baby, rs.

Só mais um toque: nem todo produto orgânico faz bem pra saúde. Gostamos dessa empresa porque ela não usa corantes, conservantes, açúcar e nem sal quando indicado pros bebês que estão iniciando na alimentação de sólidos, e ainda utilizam baixas temperaturas de cocção, mantendo assim, todos os nutrientes vitais dos alimentos. Isso tudo ALIADO a vantagem de ser com produtos orgânicos. Exitem muitas opções de orgânicos no mercado cheias de produtos químicos em sua composição. Fiquem ligados!

Bom, é isso aí. Espero que tenham gostado!

beijos.

P.S: Eu e a Karla temos vários posts pra colocar aqui mas a correria está grande… muitas novidade e inclusive temos que colocar o vídeo da matéria que participamos na TV Integração. Em breve voltamos!

Aprendiz de cabeleireiro

Estamos sumidas e pra variar o motivo é o tempo corrido… No nosso tempo livre a gente fica com o Lu, que está de férias e quer ficar o tempo todo com as irmãs. Quando a gente vai pra casa ele liga mil vezes perguntando se vamos pra casa dele e quando estamos trabalhando ele espera dar meio dia e liga perguntando se já estamos indo almoçar…

No começo das férias ele perguntou pra Luiza: quando começam as SUAS férias? A gente rola de rir e explica: você não gosta de estudar mas estudar é muito bom pois quem vai pra escola tem DUAS férias e quem trabalha tem uma só!

Estamos cheias de novidades e isso vai render MUITOS posts: Walisson, amiguinho do Lu, está em Uberaba e os dois estão brincando bastante, Lu conehceu o estúdio do MGTV (TV Integração, afiliada Globo), fomos ao cinema 5D, Lu vai colocar aperelho e foi ao dentista, a maquete está sendo feita, as novas brincadeiras entre Lu e a gente, pérolas e muito mais.

A primeira notícia das férias do nosso moleque ééééé: Ele cortou seu próprio cabelo sozinho…

Luiz junior cabelereiro

Não sabemos o porqueê ocorreu isso pois pensamos em várias hipóteses:

- Mamãe corta o nosso cabelo e o dela, é uma artista e sabe fazer isso muito bem sem nunca ter feito curso. Todos elogiam o cabelo dela e ficam surpresos quando ficam sabendo que foi ela mesma que cortou.

- Estava nervoso com alguma coisa e foi lá e fez isso

- Sempre que víamos ele falávamos: Lu, você tem que cortar o cabelo! (pelo pensamento concreto, ele foi lá e obedeceu)

- Crianças dessa idade (por volta dos 10 anos) cortam mesmo o seu próprio cabelo. Escutamos várias histórias nesse final de semana quando estávamos com nossa família na fazenda.
Bom, o melhor foi que a mamãe, percebendo a casa silenciosa, foi procurar o Lu e viu a bagunça e os fios no chão e foi tentar consertar…

Photobucket

Ficou estranho e com algumas falhas mas até que não ficou feio (ou será que é porque a gente sempre acha ele LINDO), hahahaha.

Mas olhando pelo lado positivo, como sempre fazemos, muitos autistas, como podemos ler no depoimento abaixo, da mãe Almada Negreiros têm muita sensibilidade a texturas, sons, luzes, etc.

“Lidar com questões de hipersensibilidade a cada minuto, todo dia. A maioria das pessoas é sensível a certos gostos, barulhos ou tocar certas coisas. Você se lembra de ter que vestir a camisola bonita lã que sua mãe costurou para você, apesar do fato de coçar muito, te deixando louco? Bem, no caso das minhas crianças, algumas questões causam dor excruciante ou situações angustiantes. Os ouvidos da minha filha são hipersensíveis ao ruído, o que significa que, barulhos de geladeiras e freezers realmente machucam os ouvidos dela, causando dor de ouvido. O tamanho de certos alimentos e sua textura podem sufocá-los. No caso do meu filho, rótulos e costuras o levam à parede porque o magoam. As toalhas de papel que estão nos banheiros da sua escola são tão ásperos em suas mãos que, se raspados, causam graves irritações cutâneas e o fazem sangrar, por isso temos que enviar uma toalha da mão fofinha para a escola. Em ambos os casos, cortar seus cabelos e unhas são um pesadelo sensorial. Existem algumas crises? É claro! Infelizmente, até eu explicar isso, as pessoas tendem julgar incorretamente as reações dos meus filhos.

nao corta minha orelhaLu tem pavor a muuuuuitos sons: liquidificador, furadeira, tinha muito medo de fogos de artifício mas conseguimos superar, medo de som de máquina de lavar, etc etc. Ele sempre fala que ODEIA barulho… ele detesta gritos, balões estourando, etc. Lu é seletivo alimentar e come muito pouco e quase tudo que come é da mesma cor (marrom e laranja) e textura, detesta colocar meia e custamos a ensiná-lo a colocar tênis (ele prefere sandália).. etc… Então alguém superar esse medo e cortar o próprio cabelo, é MUITO BOM. Ganhou elogios pela superação do medo e bronca por ter feito sem chamar um adulto.

Agora vamos a pérola da última vez que mamãe cortou o cabelo dele (não sabemos se contamos por aqui). Lu dando muito escândalo e chorando, fugindo e falando que estávamos maltrando ele… mamãe queria induzi-lo a ficar quieto e falou: Tá acabando, meu filho, só falta a ORELHA. . Pronto, aí complicou tudo. Lu disse: “O queeee, vai cortar minha orelha? Eu não quero ficar sem orelha” e começou a chorar mais e mais… As vezes esquecemos essa forma concreta de pensar dos autistas e falamos sem pensar… até explicar que era o cabelo perto da orelha foi muito e muito tempo…

Essa história foi uma das aventura do Sr. Luiz Júnior em suas férias! Até o próximo post! Esperamos que todos tenham aproveitado para descansar e brincar e que voltem com pique total para aprender e passar de ano!

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