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Vale a pena assistir esse maravilhoso depoimento de Jegede, que tem 2 irmãos autistas. Em um pouco mais de 5 minutos ela consegue transmitir, cheia de sentimento, seu amor pelos seus irmãos e deixar uma bela mensagem!

A vida fica muito melhor e mais leve quando nos despimos de rótulos. Luiz Júnior veio na nossa vida para nos ensinar o verdadeiro significado do amor e o importante valor da palavra “especial”. Gostamos de falar que ele é nosso pequeno grande mestre. Ninguém fica feliz com o diagnóstico de autismo para o filho, neto, sobrinho, irmão, etc… mas o desespero se dá porque não sabemos lidar com o transtorno e muitas dúvidas surgem sobre tratamentos, medicamentos, escola, preconceito, qualidade de vida, etc. Mas depois que vamos aprendendo sobre o tema e convivendo com famílias na mesma situação, o mundo volta a ficar colorido e você se esquece de como era a sua vida antes de receber esse presente. O autismo nos tornou pessoas melhores e mais humanas. Então, hoje, fazemos coro com Faith Jegede: POR FAVOR, NÃO DIGAM QUE SOMOS NORMAIS!

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Acompanhe nossa página no facebook! Estamos sempre colocando imagens informativas e notícias por lá! Recebemos esse vídeo por e-mail do nosso amigo Leopoldo! Obrigada por sempre nos enviar links sobre o tema. Abaixo informações sobre Faith Jegede.

Twitter de Faith Jegede
Facebook de Faith Jegede
Blog de Faith Jegede

A ponte do amor!

Achamos esse poema muito lindo e verdadeiro e por isso estamos dividindo com vocês! Nós podemos construir essa ponte!

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Construa-me uma ponte (Poema dos autistas)

Eu sei que você e eu
Nunca fomos iguais.
E eu costumava olhar para as estrelas à noite
E queria saber de qual delas eu vim.
Porque eu pareço ser parte de um outro mundo
E eu nunca saberei do que ele é feito.
A não ser que você me construa uma ponte, construa-me uma ponte,
Construa-me uma ponte de amor.

eu espero pelo dia no qual você sorrirá para mim
apenas porque perceberá que existe uma pessoa decente e inteligente
enterrada profundamente em meus olhos caleidoscópios,
pois eu tenho visto como as pessoas me olham
embora eu nada tenho feito de errado.
construa-me uma ponte, construa-me uma ponte,
e, por favor , não demore muito.

Vivendo na beira do medo,
Vozes ecoam como trovão em meus ouvidos,
Vendo como eu me escondo todo dia.
Estou apenas esperando que o medo vá embora,
Eu quero muito ser uma parte do seu mundo.

eu quero muito ser bem sucedido,
e tudo o que preciso é ter uma ponte,
uma ponte construída de mim até você,
e eu estarei junto à você para sempre,
nada poderá nos separar,
se você me construir uma ponte, uma pequena, minúscula ponte
de minha alma, para o fundo do seu coração.

Poema: Mc Kean, autista, escritor
Retirado da monografia de Maria Lúcia Salazar Machado
Poema completo: Primeiro Programa
imagem: Ato-corp

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O dia do professor não passou em branco não! Fizemos um mimo como todo ano (ver 2010 e 2011) fazemos. Demoramos um pouco pra colocar esse post no ar pois Lu ficou doente, teve febre e quando sarou pegou conjutivite… faltou uma semana de aula. Mas ele já está muito bem e hoje foi com as lembrancinhas dos professores pra escola!

Respeitamos muito esse profissional, que tem nas mãos o poder de transformar o nosso mundo… principalmente quando se trata de crianças autistas. A maioria de pais de autistas passa por problemas na escola, que é obrigada a fazer a inclusão mas não capacita seus profissionais. Para incentivar os professores sempre que sai alguma reportagem sobre a síndrome a gente leva na escola do Lu ou imprime e leva com alguma lembrancinha para que eles possam ler e entender um pouco sobre como lidar com essas criaturas fantásticas que são os autistas! (em tempo: vale a pena ler esses posts, imprimir todo ano e levar para os professores: inclusão escolar, Guia para professores. Diagramamos o guia e a carta em uma agenda e demos de brinde).

Esse ano o presente dos professores (do Lu, nossos e da mamãe) veio de Florianópolis! Chique né? Quando vimos esses sabonetes na internet ficamos loucas e logo pensamos nesta data especial.

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Essa é a Valéria e ela ama o que faz! A qualidade é ótima e vale muito a pena conferir seu blog e loja! Ficamos amiga dela quando encomendamos pétalas de sabonete para o aniversário do Lu de 12 anos. Aí adicionamos ela no facebook e pronto… a amizade só cresceu. Este ano ela mandou pétalas de coração para distribuirmos na nossa caminhada em prol da conscientização do autismo em Abril. Dar presente artesanal é muito bom né? Tudo feito com muito amor!

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As maçãs chegaram pelo correio e ficamos muito felizes! Cada maçã veio embaladinha nessas redinhas e parecem mesmo maçãs de verdade. Pena que foto não tem cheiro. Olha Lu fazendo graça fingindo que vai comer o sabonete. Ele fez essa pose sem pedirmos!

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Fizemos uma tag com uma frase e os parabéns e colocamos nas maçãs:

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Pra manter o “ar de feira”, prendemos as tags com arame de fechar sacos.

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Não ficou lindo? Os professores AMARAM! Muitos falaram que nem vão usar, que vão guardar em casa para perfumar o ambiente! O cheiro de maçã é maravilhoso!

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O Estou Autista agradece a cada professor pela paciência, carinho e respeito com os nossos autistas e pede para que nunca deixem de acreditar no potencial deles!

Outubro Rosa

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Em Abril fizemos o maior “auê” na net para divulgar o autismo e uma pessoa especial ajudou muito a gente! Não só ela como toda a família. Margaretss é uma amiga virtual daquelas que já faz parte do nosso dia a dia e é comum estarmos em família e falarmos dela, da Evinha, Isadora (filha da Evinha)ou Isabela como se fossem nossas parentes. Margaretts teve câncer de mama e nunca reclamou de nada, levou o tratamento com o maior alto astral e ajudou e ajuda muita gente a sorrir sempre, não importa os problemas! A vida é bela né gente… bela e cor de rosa… Sim, largamos um pouco o azul pra apoiarmos a prevenção ao câncer de mama.

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A primeira iniciativa vista no Brasil em relação ao Outubro Rosa, foi a iluminação em rosa do monumento Mausoléu do Soldado Constitucionalista (mais conhecido como o Obelisco do Ibirapuera), situado em São Paulo-SP. No dia 02 de outubro de 2002 quando foi comemorado os 70 Anos do Encerramento da Revolução.

Essa iniciativa foi de um grupo de mulheres simpatizantes com a causa do câncer de mama, que com o apoio de uma conceituada empresa européia de cosméticos iluminaram de rosa o Obelisco do Ibirapuera em alusão ao Outubro Rosa.

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Em outubro de 2009, se multiplicaram as ações relativas ao Outubro Rosa em todas as partes do Brasil. Vejam aqui as ações e lugares iluminados de rosa em 2012.

O câncer de mama, como o próprio nome diz, afeta as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários. É o tumor maligno mais comum em mulheres e o que mais leva as brasileiras à morte, segundo o Instituto Nacional de Câncer(Inca).

No Brasil, são cerca de 49 mil novos casos de câncer de mama em mulheres por ano, e esse número vem aumentando nas últimas décadas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O câncer de mama também pode ocorrer em homens, mas em número muito menor.

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O câncer de mama é relativamente raro antes dos 35 anos, mas acima dessa idade sua incidência cresce rápida e progressivamente. É importante lembrar que nem todo tumor na mama é maligno. A maioria dos nódulos (ou caroços) detectados na mama é benigna, mas isso só pode ser confirmado por meio de exames.

Quando diagnosticado e tratado ainda em fase inicial, isto é, quando o nódulo é menor que 1 centímetro, as chances de cura do câncer de mama chegam a até 95%. Tumores desse tamanho são pequenos demais para ser detectados por palpação, mas são visíveis na mamografia. Por isso é fundamental que toda mulher faça uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

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Atenção: mulher acima de 40 anos de idade tem direito a mamografia grátis! A Lei Federal nº 11.664/2008, entrou em vigor a partir de 29 de abril de 2009, garantindo o benefício a partir dos 40 anos.

Então galera, que tal passar essas informações pra frente? Contamos com os super poderes especiais da família azul!!!

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Fontes: Unhas Inspiradas
Blog Estadão
Esmaltaria

Olá Pessoal. Quanto tempo né? Nunca ficamos tanto tempo sem postar assim. Com facebook e a facilidade de fazer posts por lá, o retorno ser mais rápido e a geração de conteúdo acontecer em tempo real, o blog ficou esquecidinho. Mas ficamos triste porque foi aqui que tudo começou e achamos muito importante aprofundarmos mais sobre determinados assuntos.
Bom, o Martim Fanucchi, editor da Revista Autismo, colocou um depoimento dele no facebook e achamos super importante compartilhar com as mães e pais de autista pois essa confusão acontece na melhores famílias, rs. Colocamos o depoimento na nossa página no facebook e muitas pessoas se interessaram, deram seus relatos e achamos muito importante aprofundarmos por aqui. Leiam as palavras do Martin:

juju

“Muitos pais de autistas convivem diariamente com esse dilema e tem que interpretar rapidamente uma situação em que seu filho tem uma atitude aparentemente violenta, bater por exemplo. Esse momento delicado é fundamental para você compreender seu filho e educar, mostrando qual é a forma de agir quando acontece isso.
Dando um exemplo prático disso, hoje pela manhã, Julia ficou em casa comigo, porque haveria uma reunião pedagógica nesse período, na escola em que ela estuda. Como de costume fizemos bagunça pela casa toda, mas na cama ela gosta que eu deite em cima dela e solte parte do peso (senão eu a esmago) e ela fica lá embaixo, suspirando de felicidade. Isso se chama “papai pegou”. Lá pelas tantas ela que montou em cima de mim e me abraçou, nessa hora eu disse: “Agora a Juju que pegou”. Ela pulou de cima de mim, me olhou rindo e me deu um tabefe nas têmporas tão forte que eu vi estrelas. Me pôs a knock-out às 9h30 da manhã.
Doeu pacas e a dor poderia ter até afetado meu discernimento e poderia ter errado no julgamento desse gesto. Eu peguei ela na mão e disse: “Juju calma, tudo bem, aconteceu, mas agora da um beijo no papai e pede desculpa pelo tapa.” “Debdoudite…”(ou algo parecido) foi a resposta dela, depois um beijo com direito à “muaááh” e tudo.
Esse tapa foi apenas um excesso de excitação. A energia que os autistas têm é imensa. E às vezes é muito difícil para eles lidar com ela, ocasionando esse tipo de fato e é mais difícil ainda para os pais interpretar esse instante, porque algo precisa sempre ser pontuado na hora que aconteceu. Estabelecer esse vínculo no momento é fundamental porque depois eles nem vão se lembrar do que aconteceu e não vão entender nada mesmo.
Eu já fiz julgamentos errados e pensando depois cheguei a conclusão que agi errado também com Julia. Ela não tem referência de violência em casa. Na escola qualquer ocorrência dessa natureza é punida de forma que fica compreendido que é errado bater, e no que ela assiste também não tem exemplo de violência.
Mas aquele risinho antes do tapa poderia ter me feito julgar errado, por exemplo.
Porque ela é “malvadinha” sim às vezes, como toda criança.
Eu prefiro sempre agir do que deixar passar em branco. Mas o julgamento tem de ser rápido e assertivo, senão ambos sofremos depois.”


Uma resposta chamou atenção:” Hj durante a reunião de pais na APAE foi feita a leitura de um texto que fala sobre isso. Isso é denominado como energia intensa. Procure quando a criança estiver com energia intensa fazer pressão como abraço bem forte ou pressão nas mãos (nada que machuque) que a criança acalma vou tentar fazer isso com a Luiza pq ela tem esses comportamentos também.” [Fabiana De Alvarenga Mônaco]

Pesquisei um pouco sobre isso e achei esse texto do Programa Son Rise que gostei muito:

bravo
Foto tirada daqui

Quando os pais descrevem a criança como “agressiva” eles querem dizer que ela bate, morde, arranha, belisca, puxa o cabelo, cospe na cara das pessoas, dá estalos, pontapés e geralmente usa força física. Este termo também é utilizado se a criança morder a própria mão, bater com a cabeça e outras actividades auto-lesivas.

No dicionário “Agressivo” é definido como:
‘Caracterizado por ou que tende a ofensivas, ataques, invasões, etc sem motivo; militância ou ameaça: atitudes agressivas contra um país vizinho.’

Assim, quando usamos esta palavra para descrever os comportamentos da criança estamos dizendo que ela está atacando. Quando se magoando acreditamos que ela se está se atacando sem motivo?

‘Violento’ é outra palavra que utilizamos para descrever comportamentos como os acima descritos. Muitas vezes, tive pais que procuraram a minha ajuda que diziam coisas como “O meu filho está ficando violento”, ou profissionais que diziam que trabalhavam com “uma criança violenta”.

‘Violento’ é definido como:
“Ações extremamente fortes que se destinam a prejudicar as pessoas ou são suscetíveis de causar danos, ou envolvem o uso da força para ferir ou atacar. ”

Quando chamamos as crianças de violentas, estamos sugerindo que elas têm intenção de nos magoar. Para mim, a palavra violento evoca imagens de mortes e guerra, não algo que atribua a uma criança com autismo.

No Autism Treatment Center of America, a casa do Programa Son Rise®, não temos a visão de que as crianças nos atacam sem motivo tal como a palavra “agressivo” sugere, elas também não são inerentemente más ou agem, de fato, de forma como se quisessem magoar outras pessoas. Acreditamos que elas estão tentando cuidar de si próprias da única maneira que sabem. Não rotulamos este comportamento como “agressivo” ou “violento”, chamamos-lhe “energia intensa”. O rótulo “energia intensa” não tem nenhum dos julgamentos associados às palavras “agressivo” ou “violento” e descreve de forma mais precisa a situação que está para acontecer.

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foto tirada daqui

A seguir estão duas das razões mais comuns para a sua criança ter uma energia intensa. Perceba a razão para ajudá-lo-á a aplicar as estratégias mais eficazes para minimizar a energia intensa da criança, bem como novos pensamentos e crenças que você poderá adotar para ajudar-se a sentir-se mais confortável com este aspecto da sua criança.

A Energia Intensa não aparece vinda “do nada”.

Os pais dizem que as suas crianças vão lhes bater sem razão aparente, que acontece vindo “do nada”. Nos meus 25 anos de trabalho com crianças e adultos com autismo, bateram-me, estrangularam-me, deram-me pontapés, murros, beliscaram-me, morderam-me, deram-me estalos, cabeçadas, crianças e adultos bem mais altos e pesados do que eu. O meu treino no Autism Treatment Center of America ensinou-me a observar realmente uma criança e a perceber o que está acontecendo com ela e a relação entre o que eu fiz e o que elas fizeram. Desde então, nunca trabalhei ou observei uma criança que nunca tivesse dado sinais claros de que estavam quase para me bater, bater no facilitador com quem estavam trabalhando ou nos seus pais.

Isto é fantástico porque significa que tudo o que temos que fazer é observar criança, compreender de forma mais clara e reparar naquilo que FAZEMOS.

RAZÃO #1 – Desafios Sensoriais

O que é?

Muitas pessoas com autismo têm  experiência extrema de super ou sub-sensibilidade (não sentem dores por exemplo) a estímulos, conhecida como transtorno do processamento sensorial ou disfunção de integração sensorial. De acordo com Psychology Today, este distúrbio do processamento sensorial pode apresentar um grande desafio social para adultos autistas. Conhecer novas pessoas traz informação sensorial nova, incluindo cheiros, sons, visões, e outros tipos de entrada. Isso pode levar os autistas a evitarem novas interações sociais. (Conceito retirado daqui.)

Sabemos que o sistema sensorial das nossas crianças tem muitos desafios. Elas podem ter energia sendo criada dentro delas e que elas não sabem liberar adequadamente. Quando temos excesso de energia nos nossos corpos, fazemos algum exercício para ajudar a liberá-la. As crianças autistas parecem não perceberem o que está a acontecendo com seu corpo e por isso criam formas únicas e interessantes de liberar essa energia. Elas mordem, beliscam, apertam as pessoas com determinação e força. A ação de morder ou beliscar, na verdade, libera esta energia, ajudando-as a organizarem-se fisicamente.

TS
Foto tirada daqui

Experimente este exercício:

1. Pegue num objeto como uma bola insuflável ou uma toalha.
–> Morda-o. Sim, é isso mesmo. Crave os dentes nele com todo seu poder .
–> Faça-o 3 vezes, cada vez durante 20 segundos.

2. Junte as mãos e aperte-as, de novo, não sem entusiasmo, mas com todo o seu poder.
–> Faça-o 3 vezes, cada vez durante 20 segundos.

3. Escreva num papel como se sentiu ao fazer isto.

O que eu sinto e o que as pessoas dizem sentir é um alívio de qualquer tensão que se tenha. Sabem bem fazer isto! E ajuda o nosso corpo. As nossas crianças fazem isto pelas mesmas razões, apesar de que a energia que elas têm de libertar dos seus corpos é maior do que a nossa. O truque é ajudar a criança a utilizar algo para libertar as energias que não seja outra pessoa.

Elas também podem dar a si próprias um estímulo sensorial batendo com a cabeça, mordendo a parte mole dos polegares, batendo nas coxas ou pés. Neste caso, vemos crianças que agem como se fossem o seu próprio terapeuta ocupacional, tentando ajudar a equilibrar o seu próprio sistema sensorial.

Quais são os sinais?

Poderá notar que a criança tem um dos seguintes comportamentos, mesmo antes de se bater ou se beliscar, ou poderá ver um aumentos dos seguintes comportamentos durante um período de cerca de 30 minutos antes de chegar a sua energia intensa.

–> Saltar intensamente
–> Fazer força em partes do corpo, por exemplo, fazer tanta força na cara que chega a tremer um pouco.
–> Bater em qualquer parte do corpo de forma mais vigorosa com a mão ou um objeto.
–> Correr por toda a casa ou quarto com uma enorme energia.
–> Gritar sons cada vez mais altos do que o habitual.
–> Tornar-se mais intensa e rápida ao recitar trechos de filmes ou livros.
–> Fazer-lhe perguntas disparadas, quando você sabe que ela sabe a resposta.
–> Entrar num padrão do contra, em que pede por algo, você dá e a criança diz não, depois volta a pedir a mesma coisa e quando você volta a dar ela volta a dizer não, e assim sucessivamente.

Se você não tem a certeza do que o que a sua criança faz no período anterior a energia intensa, vire um detetive, ande sempre com um caderno e comece a escrever o que vê! Anotar o que o seu filho faz antes de ter energia intensa trará pistas válidas sobre o porquê deste comportamento. Uma vez que sabemos o porquê, poderemos aplicar a estratégia mais útil para ajudá-la. Nós queremos tratar da razão subjacente da energia intensa da criança e não apenas gerir os sintomas.

O que fazer?
A ideia é dar-lhes o estímulo sensorial que eles estão à procura durante todo o dia, para que não se crie um momento em que eles o irão procurar a partir de nós usando a “Energia Intensa”.

Como:

bola massagem
Foto tirada daqui

–> Começar a apertar as mãos, pés e cabeça da criança.
–> Dar-lhe um abraço de urso, sentado-se atrás da criança e envolvendo com os braços e pernas a criança, para que lhe possa dar um verdadeiro aperto corporal.
–> Rolar uma bola grande terapia sobre o seu filho, esta é uma maneira útil para dar um “abraço de urso” a uma criança maior ou mais velha.
–> Encorajar a criança a saltar no trampolim.
–> Para uma criança com idade superior a 14 anos, sugiro que se assegure que ela faça muito exercício físico, como nadar, correr,  caminhar, saltar num grande trampolim, algo em que elas se esforcem mesmo. Faça isso 3 vezes por semana.

Você pode fazer qualquer uma das sugestões acima referidas. Escolha aquela que acha que a sua criança irá gostar mais. Enquanto estiver fazendo as 3 primeiras sugestões, deve experimentar a intensidade em que oferece o abraços de urso, o aperto ou o rolar a bolsa de terapia. Aumente a pressão devagar enquanto observa para ter a certeza de que a criança está gostando. A minha experiência é de que as crianças que usam a energia intensa devido às suas necessidades sensoriais, vão gostar de mais pressão.

Como responder à criança quando eles batem por essa razão?

1. Pense nos seguintes pensamentos:

–> A criança está me batendo numa tentativa de cuidar do seu sistema sensorial.
–> Não significa nada em relação ao amor ou respeito que tem por mim.
–> Eu posso ajudar a criança, dando-lhe mais estímulos sensoriais para a ajudá-lo a equilibrar o seu corpo.
Estes pensamentos vão ajudá-lo a preparar-se para responder de forma calma, tranquila e carinhosa.

2. Aperte-lhe as mãos, cabeça e maxilar.

–> Se a criança bater em você com a cabeça, ofereça-se para lhe apertar a cabeça… se ela beliscá-lo, ofereça-se para lhe apertar as mãos… se ela mordê-lo, ofereça-se para fazer pressão na linha do maxilar.
–> Explique-se que ela não tem que morder, beliscar ou bater com a cabeça e que você ficaria feliz de a apertar sempre que ela quiser.
Agora que você sabe os sinais de alarme, deverá conseguir dar à criança o estímulo sensorial que ela procura antes de ela chegar ao estado de bater, morder ou beliscar. Pegue-lhe na mão antes de ela chegar a si para exercer pressão!

Dicas:

–> Quando estou trabalhando com crianças que gostam de bater, normalmente quando me abraçam elas cravam os dentes no meu ombro então  tenho sempre um pequeno brinquedo de mastigar no meu bolso para oferecer-lhes, ou coloco almofadas debaixo da camiseta para proteger os ombros.
–> Se a sua criança conseguir mordê-lo, tente mover-se no sentido da mordida e não afastar-se. Por exemplo, se a criança estiver mordendo o seu braço, empurre o braço para a mordida, se puxar o braço vai doer-lhe mais. Utilize o polegar e o indicador e empurre os dois lados da linha do maxilar da criança, isto não irá magoá-la e fará com que ela abra instantaneamente a boca.

RAZÃO #2 – Comunicação

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Foto tirada daqui

Bater, morder, dar estalos, cuspir, beliscar, dar murros, bater com a cabeça, morderem-se, pode ser simplesmente a sua criança comunicando que quer alguma coisa. Pode ser o caso de uma criança que ainda não é verbal e de uma criança que é altamente verbal. Se elas acreditarem que as pessoas lhes darão as coisas mais rapidamente se elas baterem nas pessoas ou nelas próprias, então elas vão querer carregar no botão “avançar rapidamente” fazendo isto.

Quais são os sinais?

–> Beliscam/mordem/batem/dão murros logo quando você diz elas não podem ter qualquer coisa.
–> Não se fazem entender.
–> Batem de formas diferentes, normalmente de forma desordenada, como em jogos. Esta poderá ser a forma da criança reiniciar o jogo com você.

O que acontece é que as pessoas à volta vão começar agir de forma mais eficaz e a “perceber” melhor essa criança quando elas batem. O adulto de repente torna-se mais eficaz ao que a criança pede porque quer evitar que a criança lhe bata. A criança pode começar a pensar – “ok, então a melhor maneira de eu conseguir aquilo que eu quero é bater, aí todos tentarão me entender melhor”.
Ao invés de corresponder ao que a criança quer, este momento é importante não só que você esteja atento e perceba que a criança está usando a energia intensa, mas também ao que VOCÊ saiba o que fará em resposta a isso.

Experimente este exercício:
Responda às seguintes questões quanto à agressão da sua criança quando ela quer alguma coisa ou está com algum problema em comunicar-lhe o que quer.

–> Como reage seu corpo? O seu coração está acelerado? As mãos dela começaram a suar?
–> Como ela se sente? Chateada? Triste? Assustada? Contente?
–> Como se movimenta? Mais depressa? Mais devagar?
–> Dá à criança o objeto ou o que ela lhe pede?
–> Se não percebe o que ela quer, tenta oferecer-lhe diferentes coisas?

Então, comece a observar como os outros familiares interagem com a sua criança, como é que eles respondem quando a criança lhes bate. Pergunte na escola ou onde a criança faz terapia como é que eles respondem quando a criança lhes bate.

Se a sua criança bate para comunicar algo que quer é porque alguém em algum local está respondendo de forma mais eficaz a este tipo de comunicação.

O que fazer?

1. Pense os seguintes pensamentos

–> A minha criança é esperta! Está tentando obter aquilo que quer da forma mais rápida possível.
–> Eu sei o que fazer. Posso ajudar a minha criança movendo-me lentamente e explicando-lhe que eu não consigo percebê-la quando ela me bate.

2. Mova-se lentamente.
Isto é muito importante. Queremos mostrar às crianças que qualquer forma de energia intensa não vai ajudá-las a obterem o que querem mais rapidamente, na verdade, isso fará que as pessoas se tornem mais lentas.

3. Explique
Diga à criança que não entende o que ela quer quando ela lhe bate. Explique também que, mesmo que ela lhe bata, isso não irá mudar a situação e que você não irá fazer/dar-lhe o que ela quer.

4. Saia do caminho e dê-lhe uma alternativa.
Agora que você sabe a razão porque a criança se comporta desta forma, prepare-se. Se a criança quer algo e a resposta é não:

joão bobo

–> Saiba que ela poderá bater-lhe.
–> Saia do caminho, para que ela não o alcance com as mãos, isto lhe dará tempo para se proteger, pegando nas mãos da criança e apertando-as, ou oferecendo outra coisa para ela morder ou bater, tal como uma bola ou um tambor, um joão bobo, etc.
–> Se a sua criança é adulta ou mais alta que você, tenha sempre uma bola de terapia grande ou uma grande almofada disponíveis, para colocar entre você e a criança para se proteger. Acredite que você é forte e guarde isso com toda a sua determinação e não se esqueça.

5. Não dê à criança aquilo que a levou a mordê-lo.
Isto é muito importante! Você quer ajudar a criança a perceber que nenhum tipo de energia intensa irá fazer com que ela tenha o que deseja. É muito importante ensinar isso a criança desde pequena para que seja útil socialmente nos anos seguintes.

Se quer dar à criança aquilo que a levou a mordê-lo, certifique-se que lhe pede para comunicar de uma forma diferente antes de lhe dar. Peça-lhe para apontar ou use uma aproximação da palavra ou a palavra mesmo. Celebre quando a criança corresponder e certifique-a de que está dando o que ela quer apenas porque ela comunicou de forma diferente e não porque lhe bateu.

6. Seja Persistente e Consistente.
Como a criança conseguia o que queria com eficácia quando lhe batia, demorará algum tempo até a criança perceber que essa já não é forma de você responder. Continue a responder da forma como está indicado acima até a criança perceber a ideia. Se demorar mais do que 2 semanas para a criança mudar este comportamento, certifique-se de que está seguindo todos os passos indicados acima. Talvez tenha deixado passar um passo importante! Se não, o mais provável é que alguém, sem ser você, esteja agindo como antigamente. Seja um detetive e descubra quem é essa pessoa.

retirado de: Autism Treatment Center via Vencer Autismo

Leia mais sobre o TPS = Transtorno de Processamento sensorial aqui

Esse blog da terapeuta Johanna Cordeiro Melo Franco tem muito material que vale a pena ler e muitas dicas de atividades sensoriais! Vale o clique.

Adoramos esse assunto e voltaremos a falar sobre ele pois é muito importante trabalhar a sensibilidade e a comunicação dos autistas e pais / terapeutas / professores e isso ajuda na conexão entre eles.

Dia dos pais

Estamos passando por aqui porque esta data não poderia passar em branco. Pais, curtam o domingão pois vocês merecem. Essa homenagem é para todos os papais que passam por aqui, em especial aos incansáveis pais de autistas que se desdobram em estudo, tarefas domésticas, trabalho e ainda brincam e ensinam seus filhos com o maior carinho! Parabéns!

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Um beijão!

PhotobucketUm Certo Olhar/Snow Cake
De Marc Evans, Canadá-Inglaterra, 2006.
Com Alan Rickman (Alex), Sigourney Weaver (Linda), Carrie-Anne Moss (Maggie), Emily Hampshire (Vivienne Freeman), James Allodi (Clyde)
Argumento e roteiro Angela Pell
Fotografia Steve Cosens
Música Broken Social Scene
Produção Revolution Films, Rhombus Media, 2 Entertain Video, Alliance Atlantis Communications, BBC Films. DVD Imagem Filmes.
Cor, 112 min

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O post de hoje é sobre o filme Snow Cake, que tem como título em português “Um Certo Olhar” e conta a história de Alex Huges (Alan Rickman), um homem com problemas pessoais que resolve dar carona a Vivienne (Emily Hampshire), uma jovem que quer voltar para casa e os dois se envolvem em um acidente de carro e a menina morre. Alex se sente na obrigação de falar com a mãe de Vivienne para explicar o que aconteceu e encontra Linda (Sigourney Weaver), uma autista de alto funcionamento que o faz ter várias reflexões a partir do seu modo particular de enxergar a vida. A partir daí acontece uma história belíssima que podemos dizer que o tema principal é a amizade apesar das diferenças e peculiaridades de cada pessoa. O autismo da personagem principal é um tempero para auxiliar-nos na compreensão do verdadeiro sentido de conexão, do amor incondicional, amor apesar das diferenças e fantasmas do passado que cada um carrega consigo mesmo. Sim, você leu direitinho, o filme não é sobre autismo, é sobre a socialização das pessoas.

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Um Certo Olhar foi produzido de forma independente e escrito por Angela Pell (foto abaixo), que tem um filho com autismo. “Quero que as pessoas vejam o céu, mas eu também quero que elas vejam o inferno que é para a pessoa com autismo.” E vemos isso o tempo todo: ao mesmo tempo que mostra a maneira simples como um autista vê os fatos que acontecem (a mãe tem um olhar bem objetivo e nada sentimental da morte da filha e sabe que deve superar esse fato pois nada a trará de volta), o filme demonstra o quanto isso pode acarretar problemas, já que as pessoas “normais” não têm o mesmo ponto de vista e nem a mesma reação. As dificuldades dos autistas em entender o mundo complicado das pessoas a sua volta e dessas pessoas em entender o mundo simples e direto dos autistas são apresentadas de forma com que nos identifiquemos e compreendamos essa lacuna. Em todos os momentos do filme vemos que o simples e o complicado existem dependendo da maneira como cada pessoa encara, de como ela foi criada, das experiências que cada um passou e isso torna todos os personagens – em um primeiro momento tão únicos e tão diferentes – tão iguais na busca de um mundo perfeito que todos almejam.

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Angela Pell disse que escreveu o filme pensando no ator Alan Rickman e que o protagonista chamaria Alan mas o próprio ator depois que aceitou o papel sugeriu a mudança do nome para Alex. Foi Alan também que indicou o nome de Sigourney para a interpretação de Linda pois disse que ela seria perfeita e eles já haviam trabalhado juntos em “Heróis Fora de Órbita/Galaxy Quest.”

E Alan tinha razão pois Sigourney Weaver interpretou brilhantemente Linda, uma autista de alto funcionamento, que mora sozinha e é independente (inclusive financeiramente), dando à personagem o tom certo de autismo sem deixar o trabalho estereotipado em nenhuma das cenas vistas. O olhar, a mão, a postura, o modo de conversar, de reagir, de demonstrar felicidade (sempre com aquela excitação excessiva dos nossos autistas), as crises, tudo na medida certa. A atriz estudou muito para esse papel e passou quase um ano se preparando. Pesquisou sobre autismo, visitou um instituto especializado e viveu um período com uma autista chamada Ros Blackburn (foto abaixo), pessoa que já faz esse trabalho de interprete dos “dois mundos” com autistas em algumas instituições inglesas e que “emprestou” várias características à Linda como o gosto pelas bolinhas que brilham e pelo trampolim (a famosa cama elástica, que o Lu ama).

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A atriz tentou fazer seu trabalho de pesquisa sozinha mas viu que o autismo é uma síndrome muito vasta, com vários tipos de graus: “É uma condição abrangente e há tantas manifestações diferentes, como nada que você possa imaginar. Quanto mais eu aprendia sobre isso, mais eu sentia que era impossível generalizar”. Por isso Weaver viu a necessidade dessa convivência com Ros, para ter um norte!

Há ainda a personagem chamada Maggie (Carrie-Anne Moss), a vizinha que Linda repele mas que Alex, por outro lado, se envolve dando ao enredo um clima de romance e cumplicidade e fazendo com que a personagem de Alex se desvende a cada cena. Maggie é uma mulher de mente aberta e naturalmente fala e faz o que sente e o que pensa sendo forte o suficiente para arcar com as conseqüências, diferente de Linda (que faz devido à sua falta de verniz social causada pelo autismo) e Alex (que dificilmente se abre com medo de ser julgado pois ele mesmo se julga). Apesar de morar a vida toda na pequena cidade, ela parece ser bem urbana e desconcerta as pessoas que não estão acostumadas com isso. Essa é a peça importante que faz com que Linda e Alex se entendam e conectem.

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Linda, Alex e Maggie

O curioso foi como percebemos a visão otimista que o filme traz o tempo todo. As dificuldades aparecem mas servem como ponte para a união entre as peças que pareciam ser tão diferentes mas se encaixam desvendando o quebra cabeça que o filme apresenta no início. Uma visão bem Son Rise em que as pessoas aprendem a se aceitar como são e a aceitar a condição que têm para ajudar o próximo, dando o melhor mas sem se preocupar em ser o super herói com poderes mágicos que não existem, fazendo milagres impossíveis. O filme todo traz esse sentimento leve e positivo, da brincadeira conectando todos. Quem conhece o son rise o detecta durante todo o filme e ao pesquisar sobre a roteirista, vimos que Angela e seu marido Henry Normal praticavam o programa com o filho de 7 anos (na época) há mais de quatro anos. Não encontramos informação de como estão hoje em dia.

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“As duas coisas mais importantes que o Centro de Tratamento de Autismo da América e o Programa Son-Rise tem me ensinado e que executei no filme são: 1 – é extremamente importante e libertador viver o presente e 2 – podemos decidir como nos sentimos sobre as coisas, podemos optar por encontrar o lado positivo até mesmo nas situações mais desafiadoras.” Angela disse.

Precisamos dizer que adoramos? Quem conhece o son rise capta esse sentimento em muitas cenas! E Angela fez isso de forma brilhante já que o filme traz uma autista de alto funcionamento bem próxima da realidade (sim, existem autistas independentes) e até mesmo pais e parentes de autistas irão identificar isso. Temos a impressão que o filme conta uma história baseada em fatos reais, tamanha pesquisa e perfeição da interpretação de Weaver, da direção super sensível de Marc Evans, com seu olhar equilibrado dosando com primor a carga de humor e drama, e da fotografia de Steve Cosens que na maioria das vezes traz as personagens em cenas de close (com a câmera bem aproximada deles) surpreendentes nos dando aquela sensação de mundo único de cada um.

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Marc Evans – Diretor

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Steve Cosens – Diretor de Fotografia

Uma história que faz a gente pensar e ficar com ela na cabeça para tentar digerir todas as informações e mensagens propostas. Faz a gente querer melhorar como ser humano, julgar menos e agir mais em prol do coletivo, sem se importar com seus problemas, dificuldades, seus erros do passado. O mais emocionante do filme é sentir que não são só nossos autistas (seja em qualquer grau de autismo que se encaixam) que tem seus mundos paralelos, todo mundo cria o seu. Linda nos lembra isso em muitos momentos no jogando na cara o nosso sonhado “perfecto mondo”.

Um filme que recomendamos muito pois nos traz um certo olhar fundamental sobre nossa vida… Aprecie sem moderação esse bolo de neve! É maravilhoso!
É dazlious!

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Fonte:

Autism Bulletim
Tacoma Film Club
About.com
50 anos de Filmes
BBC News

Post dedicado a nossa amiga Iara Fernandes, pessoa que nos indicou essa linda obra!

PhotobucketOs pais geralmente contam que reconhecer que seu filho é autista foi a coisa mais traumática que já lhes aconteceu. As pessoas não autistas vêem o Autismo como uma grande tragédia, e os pais experimentam um contínuo desapontamento e luto em todos os estágios do ciclo de vida da família e da criança.

Mas este pesar não diz respeito diretamente ao autismo da criança. É um luto pela perda da criança normal que os pais esperavam e desejavam ter, as expectativas e atitudes dos pais e as discrepâncias entre o que os pais esperam das crianças numa idade particular e o desenvolvimento atual de seu próprio filho causam mais estress e angústia que as complexidades práticas da convivência com uma pessoa autista.

PhotobucketUma certa quantidade de dor é normal, até os pais se ajustarem ao fato de que o resultado e o relacionamento que eles estavam esperando não vai se materializar. Mas esta dor pela criança normal fantasiada precisa ser separada da percepção da criança que eles realmente têm: a criança autista que precisa de adultos cuidadosos, pode obter um relacionamento muito significativo com essas pessoas que cuidam dela, se lhes for dada a oportunidade. Atentar continuamente para o Autismo da criança como a origem da dor é prejudicial tanto para os pais como para a criança e impede o desenvolvimento de uma aceitação e de um relacionamento autêntico entre eles. Em consideração a eles próprios ou à suas crianças, eu conclamo os pais a fazerem mudanças radicais nas suas opiniões sobre o que o Autismo significa.

Eu convido vocês a olharem para o nosso Autista e olharem para o seu luto sob a nossa perspectiva.

O Autismo não é um apêndice

PhotobucketO autismo não é algo que uma pessoa tenha, ou uma concha na qual ela esteja presa. Não há nenhuma criança normal escondida por trás do Autismo. O Autismo é um jeito de ser, é pervasivo, colore toda experiência, toda sensação, percepção, pensamento, emoção e encontro, todos os aspectos da existência. Não é possível separar o Autismo da pessoa. E se o fosse, a pessoa que você deixaria não seria a mesma com a qual você começou.

Isto é importante, então tire um momento para considerar que: Autismo é um jeito de ser. Não é possível separar a pessoa do Autismo.

Por conseguinte, quando os pais dizem: “Gostaria que meu filho não tivesse Autismo”

O que eles realmente estão dizendo é: “Gostaria que meu filho autista não existisse, e eu tivesse uma criança diferente em seu lugar”

Leia isto novamente. Isto é o que ouvimos quando vocês lamentam por nossa existência. É o que percebemos quando vocês nos falam de suas mais tenras esperanças e sonhos para nós: que seu maior desejo é que, um dia, nós deixemos de ser, e os estranhos que vocês possam amar vão surgir detrás de nossas.

PhotobucketAutismo não é uma parede impenetrável

Você tenta falar com seu filho autista e ele não responde. Ele não te vê. Você não consegue alcançá-lo. Não há adentramento. É a coisa mais difícil de lidar, não é? A única coisa é que isso não é verdade .

Veja novamente: você tenta falar como pai de uma criança, usando seu próprio entendimento de uma criança normal, seus próprios sentimentos sobre relacionamentos. E a criança não responde de forma que você possa reconhecer como sendo parte desse sistema.

Isso não significa que a criança esteja totalmente incapacitada para se relacionar. Só significa que você está assumindo um sistema compartilhado, um entendimento compartilhado de sinais e significações do qual a criança em questão não participa.

É como se você tentasse ter uma conversa íntima com uma pessoa que não tem compreensão de sua linguagem. É óbvio que a pessoa cuja linguagem não vai entender o que você está falando; não vai responder da forma que você espera; e pode mesmo achar confusa e desprazeirosa toda a interação .

Dá mais trabalho se comunicar com uma pessoa cuja linguagem não é a nossa. E o Autismo vai mais fundo que a linguagem e a cultura. Os autistas são estrangeiros em quaisquer sociedades. Você vai ter que abrir mão de toda a sua apropriação de significados compartilhados. Você vai ter que aprender a voltar a níveis mais básicos, sobre os quais provavelmente você nunca tenha pensado, vai ter que abandonar a certeza de estar em seu próprio território familiar de conhecimento, do qual você está a serviço e deixar seu filho lhe ensinar um pouco de sua linguagem, guiá-lo um pouco para dentro de seu mundo.

Mesmo que você tenha sucesso, ainda não será um relacionamento normal entre pai e filho. Sua criança autista pode aprender a falar, pode ir para séries regulares na escola, pode ir à Universidade, dirigir um carro, viver independentemente, ter uma carreira – mas nunca vai conversar com você como outras crianças conversam com seus pais. Ou, sua criança autista pode nunca falar, pode passar de uma sala de educação para programas de oficina protegida, ou residências especiais, podem precisar por toda a vida de cuidado e supervisão de tempo integral – mas essa tarefa não está completamente fora do seu alcance. As formas que relatamos aqui são diferentes. Levam para coisas que suas expectativas dizem que são normais, e você vai encontrar frustração, desapontamento, ressentimento, talvez até raiva e ódio. Aproxime-se respeitavelmente, sem preconceitos e com abertura para aprender novas coisas, e você vais encontrar um mundo que nunca poderia ter imaginado.

PhotobucketSim, isto dá mais trabalho que falar com uma pessoa não autista. Mas pode ser feito – a não ser que as pessoas não autistas estejam muito mais limitadas que nós em sua capacidade de se relacionar. Levamos a vida inteira fazendo isso. Cada um de nós que aprende a falar com vocês, cada um de nós que funciona bem na sua sociedade, cada um de nós que consegue alcançar e fazer um contato com vocês está operando em um território estranho, fazendo contato com seres alienígenas. Passamos a nossa vida inteira fazendo isso. E então, vocês vêm nos dizer que não podemos falar.

Autismo não é morte

PhotobucketCerto, o autismo não é o que muitos pais esperam e se preparam quando antecipam a chegada de uma criança. O que esperam é que uma criança vai parecer com eles, vai pertencer ao seu mundo e falar com eles sem um treinamento intensivo para um contato alienígena. Até se a criança tem alguns distúrbios diferentes do Autismo, os pais esperam estarem aptos a falarem com ela de modo que pareça normal para eles, e na maioria dos casos, mesmo considerando a variedade de distúrbios, é possível formar um tipo de laço que os pais têm estado almejando.

O que acontece é que se esperava uma coisa que era extremamente importante e desejada com grande contentamento e excitação, e talvez, gradualmente, talvez abruptamente, teve-se de reconhecer que a coisa almejada não aconteceu. Nem vai acontecer. Não importa quantas crianças normais você tenha, nada vai mudar o fato de que agora, a criança que você esperava, desejada, planejada e sonhada não chegou.

É parecido com a experiência parental de ter, por pouco tempo, uma crinça recém-nascida e esta morrer logo na infância. Não se trata de Autismo, mas de expectativas cortadas. Sugiro que o melhor lugar para direcionar estes assuntos não seja as organizações voltadas para o Autismo, mas no aconselhamento das aflições parentais e grupos de apoio. Nesses espaços eles aprendem a dar termo à sua perda – não esquecê-la, mas deixá no passado onde o luto não bate mais no seu rosto a todo momento da vida. Aprendem a aceitar que sua criança se foi para sempre e que não voltará mais. O mais importante é que aprendam a não trazer seu luto para as crianças que vivem. Isto é de importância fundamental quando estas crianças chegam ao mesmo tempo que a outra está sendo lamentada pela sua morte.

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Não se perde uma criança para o Autismo. Perde-se uma criança porque a que se esperou nunca chegou a existir. Isso não é culpa da criança autista que, realmente, existe e não deve ser o nosso fardo. Nós precisamos e merecemos famílias que possam nos ver e valorizar por nós mesmos, e não famílias que têm uma visão obscurecida sobre nós por fantasmas de uma criança que nunca viveu. Chore por seus próprios sonhos perdidos se você precisa. Mas não chore por nós. Estamos vivos. Somos reais. Estamos aqui esperando por você.

É o que acho sobre como as sociedades sobre autismo devem ser: sem lamentações sobre o que nunca houve, mas deve haver explorações sobre o que é. Precisamos de você. Precisamos de sua ajuda e entendimento. Seu mundo não está muito aberto para nós e não conseguiremos se não tivermos um forte apoio. Sim, o que vem com o Autismo é uma tragédia: não pelo que somos, mas pelas coisas que acontecem conosco. Fique triste com isso se quiser ficar triste com alguma coisa! Melhor que ficar triste com isso é ficar louco com isso – e então faça alguma coisa. A tragédia não é porque estamos aqui, mas porque o seu mundo não tem lugar para com que nós existamos. Como pode ser de outra forma se nossos próprios pais ainda se lamentam por nos terem trazido para este mundo?

Olhe, alguma vez, para o seu filho autista e tire um momento para dizer para si mesmo quem aquela criança não é. Pense: “Essa não é a criança que esperei e planejei. Não é aquela criança que esperei por todos aqueles anos de pregnância e todas aquelas horas de sofrimentos. Não é aquela que fiz todos aqueles planos e dividi todas aquelas experiências. Aquela criança nunca veio. Não é esta criança”. Então vá fazer do seu luto não importa o que – e comece a aprender a deixar as coisas acontecerem.

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Depois que você começar a deixar as coisas acontecerem, volte e olhe para o seu filho autista novamente: “Esta criança não é a que eu esperava e planejava. É uma criança alienígena que caiu em minha vida por acidente. Não sei o que é essa criança ou o que vai ser. Mas sei que é uma criança naufragada num mundo estranho, sem pais com formas próprias de cuidado. Precisa de alguém com cuidados para isso, para ensinar, para interpretar e para defender. E devido a essa criança alienígena cair na minha vida, esse trabalho é meu, se eu quiser”.

Se esta busca te excita, então nos acompanhe, na resistência e na determinação, na esperança e na alegria. A aventura de uma vida está toda diante de você.

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Este artigo foi publicado na revista da Rede Internacional de Autismo (Autism Network Internetional), Nossa Voz, volume 1, No 3, 1993. É uma mostra do discurso de Jim , que é um autista asperger , na Conferência Internacional de Autismo em Toronto e foi dirigido principalmente aos pais.

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Recebemos esse texto no facebook e resolvemos compartilhar. Não queremos julgar ninguém porém como é o depoimento de um autista, achamos válido repassar. Toda família que recebe uma criança especial passa por 3 fases: não aceitação, aceitação e idolatria. Estamos na terceira etapa mas já passamos pelas duas anteriores. Já choramos, já ficamos desesperadas, já geramos expectativa e frustramos… sentimentos normais de um ser humano errante. Mas amamos falar pro MUNDO TODO o quanto temos orgulho do nosso Lu, o quanto aprendemos com ele e sim, ele é nosso ÍDOLO. Hoje estamos preparadas para conviver com as diferenças e estamos tentando nos despir de todos os rótulos. Se algum dia formos mães, seremos melhores por termos a oportunidade de sermos “irmães” do melhor irmão do mundo! Duas frases que carregamos com a gente (do grupo Autismo Esperança): “Do Luto a Luta!” e “Autismo sim, conformismo nunca” (essa última da Cláudia Marcelino). Juntos podemos trabalhar para que o preconceito diminua!

Texto de: Jim Sinclair.
Fonte: Autismo-BR
Texto original em inglês
Obrigada a leitora da nossa página no facebook por ter postado esse relato pra gente: Tatiana Fernandes

O poder da música!

Eu e Luiza temos lido a respeito de muitos autistas que evoluíram através da música. Quando Lu era bebezinho a gente fazia ele dormir cantando e balançando ele no colo e ele ficava calminho… tempos depois, mesmo antes dele falar, percebemos que ele tinha sons em sua memória. Falávamos “Oh Tricolor…” e ele completava “hm hm hm hm” que equivalia a “ô ô ô ô” do hino do São Paulo, na parte certinha da música. Mais tarde, quando ele começou a falar, a gente cantava “Numa folha qualquer eu desenho um sol…” e ele completava “agarelo” (ele trocava o “m” pelo “g”) e a gente se emocionava. Quando ele cantou a primeira música, choramos… era uma língua que só a gente entendia mas o ritmo era correto!

Resolvi pesquisar o porquê da música fazer tão bem aos autistas.

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O tratamento do autismo não se limita a só um tipo de terapia. Deve ser multidisciplinar e quanto mais cedo a criança for adequadamente tratada, melhor qualidade de vida ela terá.

Como a Musicoterapia utiliza a música, os sons, os instrumentos musicais e outros componentes sonoro-musicais dispensando o uso da fala, torna-se a primeira técnica de aproximação e a música funciona como um canal de comunicação (interação paciente-terapeuta)

O processo musicoterapêutico desenvolvido com esses pacientes tem por objetivo minimizar o isolamento e/ou as fixações e estereotipias típicas da patologia, estimulando a interação lúdica através do fazer musical. Possui como objetivo principal “abrir um canal de comunicação” com a criança quer seja através do olhar, do toque (nos instrumentos) ou da escuta (percepção dos estímulos sonoros). Neste momento também se oportuniza a possibilidade de canalizar estereotipias e/ou comportamentos inadequados, utilizando os instrumentos sonoro-musicais para re-significar ações e/ou condutas. Não se trata de inibir as estereotipias e/ou fixações, mas de canalizá-las para a auto-expressão, através dos diferentes tipos de interação. As interações podem ocorrer de diversas formas e em diversos âmbitos: interações com o instrumental, tendo o instrumento como objeto intermediário de uma relação, quer seja com o musicoterapeuta e/ou com seus pares; interação com o som/música, quer através de melodias ou ritmos conhecidos, quer através de sons novos ao seu universo sonoro, buscando oportunizar a percepção de novas fontes sonoras; interação com o lúdico.

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imagem retirada aqui

Ouvir uma melodia pode ser um remédio tão eficaz quanto as fórmulas vendidas nas farmácias. A música faz um bem danado para o bem estar e ainda auxilia no tratamento de muitas doenças – da asma ao câncer, passando por lesões cerebrais. Tudo cientificamente comprovado.
“A música atinge em cheio o sistema límbico, região do nosso cérebro responsável pelas emoções, pela motivação e pela afetividade”, explica Maristela Smith, coordenadora da Clínica de Musicoterapia das Faculdades Metropolitanas Unidas (Uni-FMU), em São Paulo. Esse é ponto chave da musicoterapia: um método que usa o passado sonoro para tratar males de todo tipo.

Photobucket Nos autistas, a música não verbalizada é decodificada no hemisfério direito do cérebro (subjetivo e emotivo). Ela se move até o hipotálamo, e passa para o córtex (responsável pelos estímulos motores e do intelecto).

Os sons verbais, no entanto, não “funcionam” dessa forma porque são registrados no hemisfério esquerdo, na região cortical (analítica e lógica) diretamente do aparelho auditivo.

Em resumo, no autista, a música atinge em primeiro lugar a emoção para depois passar para reações físicas, como o batucar, por exemplo, nas pessoas normais. Dessa forma, o autista consegue interagir com o terapeuta.

Pacientes que sofreram lesão do lado direito do cérebro, podem ter a percepção melódica comprometida. O tratamento com musicoterapia, nesse caso, utiliza estímulos sonoros nas adjacências da área lesada, que criará novas conexões cerebrais.

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Participar de uma experiência musical provoca uma série de processos neurofisiológicos e psicológicos identificáveis e desenvolve atitudes motoras, perceptivas e cognitivas que ativam processos afetivos e socialização. Abaixo vocês podem ver o resumo descritivo de cada tipo de experiência.

Experiências sensoriais: ouvir, discriminar e reconhecer sons e/ou música

Experiências motoras: executar instrumentos, mover-se através da música

Experiências emocionais: expressar estados de ânimo e/ou sentimentos

Experiências cognitivas: atenção, concentração, memória, análise e síntese

Experiências sociais: participar de atividades musicais coletivas com relação a produção sonoro-musical de outras pessoas

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Imagem retirada aqui

Alguns pesquisadores mencionam que a musicoterapia em crianças autistas pode:

Romper os padrões de isolamento e abandono social e contribuir para o desenvolvimento sócio-emocional: ao invés de ameaçador, o som e o contato com o instrumento podem fascinar o autista e ser o intermédio entre o paciente e o terapeuta. O autista percebe que o instrumento precisa de uma pessoa para o executar e a barreira pode ser rompida. Pode ser um processo demorado mas depois disso, a música pode ser a chave para a evolução do autista como por exemplo ser uma forma afetiva de ensinar comportamentos adequados.

Facilitar a comunicação verbal e não-verbal: a terapia musical pode facilitar o desejo de comunicação. O autista pode perceber mais facilmente as notas musicais que a comunicação verbal. Utilizar um instrumento de sopro é uma forma equivalente a aprender a vocalizar: ajuda a utilizar lábios, boca, mandíbula e dentes. O uso de padrões melódicos e ritmos fortes também são benéficos para manter a atenção e compreensão da linguagem falada.

Reduzir os comportamentos consequentes de problemas de percepção e funcionamento motor: O autista tem dificuldade de expressar estímulos sensoriais e isso pode ser melhorado através de atividades rítmicas e musicais.

Facilitar a auto-expressão e promover satisfação emocional: a musica pode desenvolver a curiosidade e interesse para a criança explorar os estímulos. Pessoas que estão espectro autista têm comportamentos musicais e esse é um dos indicativos para fazer ela sair do “seu mundo”. (ex de comportamentos: repetição de canções, atração por certos sons, timbres ou fontes sonoras). As atividades propostas são:

canto: fonte de segurança emocional e estabilidade, estímulo de várias áreas, é uma via para a comunicação oral;

instrumento musical: comportamento tangível, pode começar com um nível simples e evoluir para níveis complexos, estimula a liberação de emoções, dá para a criança uma sensação de vitória. Aumenta a coesão de grupo, habilidades sociais, atenção, melhora a coordenação motora fina e grossa, coordenação olho-mão, percepção auditiva, visual, tátil e regride o comportamento inadequado;

movimento com a música: atividade motora grossa rítmica, locomoção básica, movimentos psicomotores livres e estruturados, dança, movimentos criativos combinados com canto ou instrumentos musicais.

PhotobucketO compositor e prodigioso pianista Franz Liszt disse: “Considerai a arte, não como um meio de satisfazer ambições egoístas, ou de alcançar uma celebridade estéril, mas como uma forma que une e sustenta a humanidade”. Acompanhando o progresso da humanidade, sempre esteve presente a ciência da arte musical, um dos fatores de grande importância na formação da personalidade do individuo é a sua cultura musical.

Não apenas porque desperta a criatividade, mas porque enriquece e desenvolve as faculdades humanas de um modo geral. A música contribui e apela para o desenvolvimento da sensibilidade, inteligência, perseverança, amor, criatividade, memorização, vontade, auto-estima, autodisciplina, improvisação e muito mais… Proporcionando alegria ao compositor, ao executante e ao ouvinte. Por todas essas razões, a música é um fator cultural extremamente necessário para o ser humano. Gregos, árabes, hebreus, hindus, chineses e outros povos da antiguidade possuem inúmeros documentos referindo-se ao poder terapêutico da música.

PhotobucketA musicoterapia é aplicável ainda em várias situações clínicas com certas adaptações, pois atua fundamentalmente como técnica psicológica, ou seja, reside na modificação dos problemas emocionais, atitudes, energia dinâmica psíquica, que será o esforço para modificar qualquer patologia física ou psíquica. Pode ser também coadjuvante de outras técnicas terapêuticas, abrindo canais de comunicação para que estas possam atuar eficazmente.

É inegável, o avanço e a enorme contribuição que a música tem na busca de encontrar formas mais eficientes, menos tóxicas e invasivas de curar e promover o bem estar.

O futuro é promissor, com maiores informações e conhecimentos sobre o impacto que a música exerce no nosso cérebro, humor e saúde, eventualmente poderemos criar uma seleção personalizada que nos beneficie, aliando nossa saúde e bem estar ao prazer, à conexão com a beleza de viver que a arte da boa música já nos traz.

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Fontes: Blog Entendendo a Musicoterapia
Blog Musicoterapia Jardins
Folha on line
Ao Som da Mente
Monografia Musicoterapia no Tratamento de Crianças com Perturbação do Espectro do Autismo
Creative Ideias
Caminhos do Autismo
Blog Buddhaspa
Imagem nota musical-cérebro: Educação Adventista

Alô galera de Contagem, BH e região, esse fim de semana tem teatro com a temática autismo aí! Uma forma especial de enxergar a transformação linda que uma criança especial traz para nossas vidas!
Vale muito a pena e é de graça nas duas cidades!

Gostaríamos desde já de agradecer ao Maurício Moreira e a Josy Silva pelo empenho em levar o Grupo de teatro Arte e Movimento para apresentar essa maravilhosa peça nessas duas cidades! E é claro ao grupo de teatro, dirigido pelo Márcio Borges, nosso muito obrigada por tudo, pela energia boa, pelo interesse com a nossa causa, por todos os ensaios, estudos, pelo carinho!!!

Fiquem com os cartazes com as informações! Espalhem, nos ajudem a divulgar! ;)

contagem p

BHp

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