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Dietoterapia e autismo

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Hoje vamos falar da importância da Dietoterapia em relação ao Espectro Autista.
A finalidade básica da dietoterapia é oferecer ao organismo debilitado os nutrientes adequados da forma que melhor se adapte ao tipo de condição patológica e características físicas, nutricionais, psicológicas e sociais do indivíduo, recuperando-o.
Para isso, é necessário que se estabeleça se as necessidades do indivíduo são de manutenção ou de recuperação.

Objetivo Geral: Reduzir ou corrigir:

• Disfunção motora oral
• Problemas de integração sensorial
• Deficiências nutricionais
• Reações alérgicas alimentares
• Má digestão
• Disbiose intestinal
• Formação de peptídeos bioativos
• Inflamação Intestinal
• Carga tóxica

Alguns autistas que apresentam Transtorno Processamento Sensorial (TPS) podem apresentar sintomas de Defensividade Oral ( hipossensibilidade ou hipersensibilidade). Neste caso pode prejudicar principalmente a alimentação. Algumas características:

• Só come um tipo de textura
• Não gosta de gelados
• Tem reações exageradas às novas experiências alimentares
• É muito sensível à cheiros
• Para de comer se qualquer mudança é introduzida, como embalagem e apresentação
• Não suporta ter outro alimento no mesmo prato e até mesmo na mesa

As dietas ajudam muito neste caso e é importante também contar com a ajuda de um Terapeuta Ocupacional.
Além destes fatores citados acima, a dieta apropriada melhora:

• Linguagem
• Contato ocular
• Concentração
• Comportamento
• Treino de toalete
• Padrão de alimentação
• Qualidade do sono
• Problemas alérgicos
• Função digestiva e intestinal

Conheça alguns tipos de dieta e um pouco sobre elas nas imagens abaixo. Lembre-se, cada autista é único e para fazer qualquer tipo de tratamento você deve procurar um profissional adequado para pedir exames e fazer acompanhamento.

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É importante ressaltar que antes de fazer qualquer dieta dessas, para ter uma vida saudável você deve eliminar: Adoçantes artificiais, alimentos ricos em frutose, refrigerantes, gorduras hidrogenadas, Gorduras trans,frituras, Corantes, artificiais, Glutamato Monossódico, Açúcar, cafeína, farinhas refinadas, alimentos industrializados, alimentos que provoquem reações, alimentos que causam obsessão.
Uma dieta saudável é feito de alimentos integrais, alto nível de nutrientes, água pura, gorduras boas, orgânicos, fermentados, alimentos feitos EM CASA.

Já fizemos vários posts de dietas, protocolo, já demos depoimentos de como Lu evoluiu depois da alimentação SGSC, mas se você tem alguma dúvida, Dr Rogério mostrou que Kanner já falava de problemas intestinais em seus estudos:

• “Comer foi sempre um problema para ele. Ele nunca mostrou apetite normal”.
• “Ele nasceu normalmente. Ele vomitou muito durante o primeiro ano de vida, e fórmulas nutritivas eram trocadas muitas vezes com pouco sucesso”.
• Ela era alimentada através de mamadeira 5x/dia até 1 ano. Então ela começou a comer com muita dificuldade. “No hospital ela estava com avitaminose e desnutrição mas não apresentava nenhuma reclamação verbal”.
• “Ele vomitou toda a comida do nascimento até 3 meses de idade”.
• “Acontecia frequentes hospitalizatções por causa de problemas digestivos. Nenhuma doença física foi encontrada.”
(Fonte: EXTRAIDO DO LIVRO: CHANGING THE COURSE OF AUTISM – BRYAN JEPSEN)

Historicamente o autismo era considerado uma “misteriosa desordem do cérebro”, sugerindo que se inicia e termina no cérebro. Com o resultado de pesquisas de vários centros dedicados ao autismo e o trabalho pioneiro do ARI – Autism Research Institute analizando os comportamentos comuns entre autistas e procurando respostas em exames, emergiu uma perspectiva mais apropriada para o autismo como o cérebro sendo o resultado do funcionamento dos sistemas que envolvem o corpo humano. O autismo seria então o resultado de um organismo bioquimicamente desequilibrado. Na figura abaixo você poderá ver os sintomas gastrointestinais no corpo dos autistas.

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Esses sintomas se manifestam da seguinte maneira:

• Crises de choro
• Crises inexplicadas
• Despertar noturno
• Irritabilidade geral
• Alteração de posição
• Irritabilidade antes de evacuar e gritos
• Hiperatividade e deficit de atenção
• Comportamento auto-agressivo

Note que os autistas podem apresentar distensão abdominal (barrida inchada) e hipotrofia muscular (perda de força ou do volume muscular).

As fezes “dizem” com muita propriedade como está o funcionamento do trato gastro-intestinal.

Existe uma ferramenta chamada Escala de Bristol, que permite classificar o formato das fezes, consequentemente entender o que está errado e corrigir na dieta e/ou suplementação. Observe a imagem abaixo:

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Clique aqui e veja a explicação de cada tipo.

Aproximadamente 70% do sistema imune está associado ao trato gastrointestinal. Estima-se que no corpo humano exista aproximadamente 10 trilhões de células, e 100 trilhões de bactérias que vivem ecologicamente em equilíbrio, isto significa que temos 10 vezes mais bactérias que células no corpo.

A integridade da mucosa intestinal desempenha um papel importante na absorção de nutrientes e bloquear as toxinas, bactérias, alérgenos e outras moléculas potencialmente prejudiciais ao penetrar na circulação sistêmica.
Um aumento da permeabilidade da barreira intestinal é uma das primeiras consequências de uma longa série de doenças entéricas e conduz para a entrada na circulação de corrente de moléculas com carga de antígena, que pode resultar reações imunitárias generalizadas.

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O que gera um intestino permeável?

- Disbiose intestinal: predominância de bactérias patogênicas, Candidiase e fungos;
- Alimentação inadequada rica em amidos e carboidratos refinados;
- Baixa sulfatação: a baixa concentração de sulfato altera a função dos glicosaminoglucanos heparansulfatados que seria entre outras, manter as células da mucosa intestinal unida.

Uma reação adversa inicial à comida consiste em uma resposta clinicamente anormal a um alimento ou aditivo alimentício ingerido. Na verdade, as reações adversas aos alimentos podem ser agrupadas em intolerâncias alimentares, que não são imunogênicas, e alergias alimentares (hipersensibilidade), que são imunologicamente mediadas.

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Pacientes com infecções recorrentes, otite média, asma, e com certas doenças genéticas pode ter deficiência imunológicas ou desequilíbrio que contribui para o transtorno. Deficiência imunológica predispõe o paciente para proliferação de leveduras, infecções oportunistas, e deteriorização da saúde. Um sistema imunológico super ativo é um grande contribuidor de alergias ambientais severas, e pode predispor o paciente para doenças auto-imune tais como artrite reumatóide e lupus.

Entenda as figuras acima se informando e lendo a tabela que aparecerá na sequência:

Anticorpos ou Imunoglobulinas

Anticorpos são proteínas específicas do sistema imunológico (também conhecidas como imunoglobulinas) que são capazes de reagir com moléculas forasteiras específicas. Os anticorpos se anexam a proteinas forasteiras, incluindo a parede celular de vírus, fungos (leveduras), parasitas, e bactérias. Uma vez anexadas, elas invocam as células brancas do sangue para destruir as células. Os anticorpos são divididos em cinco classes principais (IgM, IgG, IgE, IgA, and IgD) baseados em estrutura, mas têm funções diferentes e distribuições diferentes no corpo. Os anticorpos podem ser produzidos na forma secretória, ou ligadas a membranas.

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O conteúdo deste post só tem o intuito de INFORMAR. Procure um profissional especialista para fazer qualquer tratamento. As imagens foram tiradas de um power point de uma palestra do Dr. Rogério Rita. Esperamos que tenha gostado do conteúdo e que tenhamos ampliado o seu conhecimento e conceito do espectro autista. O autismo não está só na cabeça.

Fontes:
Portal Educação
Johanna Terapeuta Ocupacional
Nutrição Brasil
Luiz Sérgio Nutricionista
Autismo nutrição
Medicina net
Autismo Infantil
Cláudia Marcelino