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Nem tudo é comportamento – Birra X Crise

Muitos pais não gostam quando um parente ou um professor (a) os chamam para reclamar do comportamento de seu filho, seja na escola ou em qualquer lugar. O mesmo acontece quando as pessoas dizem que seu filho não tem nada, é apenas mau-educado ou precisa de um corretivo. A frase ” você está procurando pelo em ovo” para a busca de um diagnóstico é um trauma recorrente em muitas famílias que escutam que seu filho apenas não tem limite. Pura falta de empatia! Esses pais e familiares de autistas vivenciam isso o tempo todo e tarefas simples podem parecer um filme de terror dependendo da lua ( e essa expressão aqui nem é mero acaso).

Se as pessoas se sentem mal quando terceiros resumem os comportamentos dos autistas em birras, nunca deveríamos colocar todos esses comportamentos em um mesmo pacote não é mesmo? Castigar alguém por ter dor de cabeça ou desconforto intestinal e não consegue comunicar, tirar oportunidades de pessoas as proibindo de fazer tal atividade apenas porque ela não entendeu ou não está no mesmo ritmo, obrigar uma pessoa a passar por uma situação que ela não quer (como comer algo que ela rejeita) impondo sua vontade, sem pensar que aquela pessoa se conhece bem e sabe seus limites… Ela não está jogando porque nesse momento ela é muito pura pra isso… Nem tudo é jogo, nem tudo é manipulação, nem tudo é para chamar atenção… pode ser uma crise, uma dor, ou uma tentativa de comunicação!

Então esse post tem o objetivo de diferenciar crises de birras e dar dicas de como lidar com ambos.

Crianças são cientistas natas e tudo para ela vira experiências. Ela passa boa parte das horas, em seus primeiros dias de vida, chorando para comunicar sua fome, que acordou ou que está suja. Isso não é birra! Quando crescem, jogam alimentos e objetos no chão para testar o barulho, a profundidade e principalmente, a reação das pessoas… Crescem mais ainda e testam seus limites e o limite do outro e isso não quer dizer medir forças; disputam brinquedos e isso não quer dizer egoísmo; falam “não” para os pais e isso não quer dizer uma afronta. Nem tudo é o que parece!

Birra no dicionário é “ação ou tendência para permanecer e/ou continuar de maneira insistente num mesmo comportamento, opinião, ideia etc; teimosia. Ato ou consequência daquele que contraria alguém por capricho”.

Quando uma criança está cansada, quer obter algo ou não quer fazer algo proposto para aquele momento, quando ela quer chamar atenção, esses comportamentos podem ser, muitas vezes, o que chamamos de birra. Choros incessantes, gritos, pisadas firmes ou empacadas, esperneios deitadas no chão… tudo isso tira um adulto do sério, os tiram de sua agradável sensação de controle e, na maioria das vezes, chamam muita atenção.

Esse tipo de comportamento de “birra” só tem fim de duas maneiras: QUANDO A PESSOA PERCEBE QUE AQUELA COMUNICAÇÃO NÃO VAI FUNCIONAR ou QUANDO A PESSOA OBTÉM O QUE QUER!

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Neste caso, é muito importante lembrar que muitas pessoas e terapias comportamentais enxergam o limite apenas como uma imposição de postura vinda de fora para dentro em que caso o comportamento continue após o aviso (ou ameaça), a consequência será um castigo, uma punição por não se comportar bem. Há também os que sugerem ignorar esse comportamento (o que muitas vezes torna-se impossível no casos dos autistas, já que podem se autoagredir / agredir o próximo ou se tornarem destrutivos, lançando objetos ou estragando coisas) ou o desvio de foco, mudando a atenção da criança autista para uma coisa que ela goste ou propondo um exercício simples para que ao ser realizado, ele ganhe o que quer como prêmio e não porque fez birra, bem focado em conter o comportamento, ao invés de promover a educação e trazer à tona formas melhores de lidar com seus obstáculos.

Não é segredo para ninguém que não gostamos dessas alternativas focadas apenas no comportamento (até porque um autista pode apresentá-lo bem depois, em um momento que pode não ter nenhum link com ele). Preferimos as terapias responsivas e a educação positiva, que também ensina e é a favor do limite, porém esse é feito de uma outra maneira: de dentro para fora e através do modelo e da mudança de comportamento do educador/autoridade AMADA, pais e familiares. Dessa forma a criança aprende a se autoeducar e entende a consequência de fato de seus atos, o que provoca uma real aquisição de uma habilidade emocional de controle, não trazendo raiva gratuita e nem distanciamento do próximo (lembrando que para o autista, como o social é uma barreira, não queremos que essa criança perca a vontade de fazer contato).

A forma que achamos incrível de encarar a birra é a apresentada pelo SonRise e pela educação positiva!

- “Birra” é comunicação: se seu filho/filha está fazendo escândalo para te contar o que ele quer, você deve mostrá-lo/a que essa não é a melhor maneira de se comunicar e para isso a primeira reflexão a ser feita é COMO VOCÊ SE SENTE EM RELAÇÃO À SITUAÇÃO. Quando vemos a pessoa que amamos em uma situação de desconforto, a primeira coisa que passa em nossa cabeça é resolver o problema e então nos tornamos mais rápidos e ágeis passando uma falsa impressão de que aquela comunicação é excelente e tem sucesso. Precisamos pensar que ser formos reativos ao invés de sermos conscientes, a criança nunca perceberá que essa não é a melhor forma de se comunicar pois está obtendo sucesso com essa comunicação. Devemos informar isso com calma para a criança, de que nos entendemos melhor com calma. Veremos mais exemplos a seguir. Encare a “birra” como uma grande oportunidade! Sim uma OPORTUNIDADE de mostrar ao autista que esse comportamento não funciona, é ineficaz, não traz o resultado esperado! Então, ao invés de ignorar, você vai mostrar a sua criança (ou pessoa de qualquer idade) que você não entende quando ela grita ou fala daquela forma. Ao invés de tentar adivinhar o que ela quer, você vai se tornando cada vez mais devagar, menos eficaz. E você pode inclusive comunicar isso a ela: “dessa forma eu não consigo te entender meu amor, procure se acalmar para que eu te ajude!” ou “com gritos, meus ouvidos doem e não entendo o que você diz, você pode me falar com calma e usar sua voz normal?” e a medida que a criança começa a responder essa comunicação, você se torna eficaz, mais rápido e responsivo. Se puder atender o pedido, atenda quando ela estiver calma e se comunicar melhor e se não puder, explique que você entende que ela queria muito aquilo mas que só poderá fazer isso em tal hora ou dê as opções possíveis no momento. Empatia!!!

- Previsibilidade / apertar o botão: Muitas vezes, nossas caras e comportamentos quando estamos bravos são previsíveis e muito interessantes (Quem não imita direitinho as frases que ouvia de sua mãe ou pai quando estava bravo? Eram sempre as mesmas ameaças e falas, hoje se tornaram até memes.) e isso pode ser o que sua criança espera de você pois não sabe como agir, qual o próximo passo (não consegue prever e tem sensação de perda de controle da situação) e quer atrair sua atenção e sabe que ao apertar o botão (fazer o comportamento “inadequado”) vai acontecer algo bem previsível, algo que ela conhece bem, igualzinho quando apertamos o botão e o brinquedo fala a frase que esperamos. Caso haja assim, estará reforçando essa comunicação de resposta rápida a uma ação que você não quer que se repita! Quebrar o ciclo com uma postura de calma e mostrar que aquele comportamento só a atrapalha naquele momento faz com que ela perceba, de dentro para fora, que ela se prejudicou e que aquilo não funciona e é melhor ela arrumar uma nova forma de comunicação. Ex: filho que tira sempre a roupa e recebe como resposta gritos ou atenção da mãe que o coloca sua roupa de volta ou corre atrás dele pelado com a roupa na mão criando uma brincadeira de pique pega – criança não só consegue o que quer como ainda arruma parceiro para brincadeira! Não seria melhor elogiar bastante quando ela está com a roupa e lhe dar bastante atenção nesse momento, compartilhando com ela seus interesses? Ao vê-lo sem roupa perguntar com “cara de paisagem” (pokerface – cara normal, calma) se ele quer ir ao banheiro ou tomar banho e encaminhá-lo ao local onde tiramos a roupa.

- Aqui também vale falar sobre as necessidades básicas da criança: fome, cansaço, sede, se está suja, dentre outras. Esses necessidades devem ser atendidas antes da criança chorar ou fazer escândalo e por isso é necessária a criação de um ritmo diário para que a própria criança saiba como agir quando passar por isso pois ela fará a ligação entre atitudes e seu corpo, o que ela precisa! Faça essas atividades falando como a pessoa se sente ao realizar aquela tarefa: “Estou com fome e vou comer”, “vou me limpar e vai ficar tudo bem”, “estou com sono e preciso dormir”… Falando pelo seu filho/a mesmo, modelando e também sendo modelo nas horas em que você mesmo estiver realizando as ações. Falando bem exagerado (de forma natural mas com emoção) você consegue atrair a atenção e o interesse! Prestar atenção aos sinais dessas necessidades é uma ótima estratégia para identificá-los para sua criança. Ela vai aprender o que sente e como agir! Caso isso aconteça e não tenha sido previsto, explique para sua criança que daquela forma você não entende o que ela quer e espere ela se acalmar para oferecer perguntas que a ajude a identificar o que precisa!

- Seja positivo e modele o que você quer ao invés de ensinar o que não quer: Sempre que um autista tiver um comportamento de agressividade ou um comportamento que não é o esperado, aproveite para mostrar a ele o comportamento esperado, o que é mais adequado para seu objetivo. Ex: quando uma criança der um tapa por não ter conseguido se comunicar ou não ter conseguido o objetivo dela, diga que você gosta de beijos e abraços e carinhos… e mostre como fazer! Se ela rabiscar uma parede, mostre o papel, se subir na mesa, mostre onde ela pode subir! Feito isso, ela vai aprender a tomar suas próprias decisões em seu tempo e verá que a melhor forma de agir é a que as pessoas que ela ama lhe apresentam. Estabelecer uma relação de vínculo afetivo é bem importante aqui pois a criança quer imitar uma pessoa que ela admira e apenas uma pessoa compreensiva e afetiva consegue isso. Muitos terapeutas/profissionais/pais querem mudanças nos autistas que nem eles mesmos realizam e portanto amamos a proposta de sermos modelo do que queremos, sermos inspiradores! Devemos ser modelo de flexibilidade, amor, boa comunicação e calma para que assim, vejamos isso tudo no autista (ou em qualquer pessoa)!

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- Use o diálogo e explicações: seu/sua filho/a/parente deve perceber que o diálogo é precioso e essa é uma excelente oportunidade de você se mostrar amigo/a. Mostrar para seu filho/a que se ele/a apontar ou disser calmamente o que quer, ele/a terá mais sucesso em sua comunicação ao invés de chorar ou gritar, explicar que você está ao lado dele/a e que o/a ama mas que precisa que ele/a entenda que naquela hora o melhor é acatar o seu pedido. Se nada disso funcionar, dizer que mesmo ele/a chorando, não vai conseguir o que quer pois naquela hora aquilo não lhe fará bem e então parta para outra atividade, no mesmo ambiente para que ele/a veja que existem outras alternativas e também para que você observe se ele/ela está em segurança. Você pode ler um livro, arrumar a estante, ou mesmo brincar ali por perto.

- Identifique, o porquê dessas “birras”, se é uma variável ambiental ou motivacional: (exemplo: todas as vezes que ele/a tem que tomar banho ele/a faz birra) para que você possa ir construindo ferramentas de apoio e adaptação do autista para aquela situação. Ex: melhorar o sensorial, construir a flexibilidade, se comunicar melhor, entre outras habilidades que podem ajudá-lo/a a reduzir o stress em muitas situações.

- Crie um ambiente que seja mais controlável para que você reaja à “birra” de maneira amena, lenta e sem resposta. Agir de maneira calma nessa hora pensando em proteger o vaso raríssimo de porcelana chinesa é bem complicado. Pior ainda se houver algo com que o autista possa se machucar. E aqui também vale reduzir o número de coisas para proibir de mexer… isso evita a quantidade de nãos que uma criança pode escutar!

- Não trave batalhas o tempo todo: Será que tudo é inadequado? Será que tudo é arte? Aprenda a se opor em atitudes realmente importantes para que sua relação não se desgaste atoa. Fazer vista grossa de vez em quando é tão saudável… se a criança não está em risco ou não está fazendo algo realmente prejudicial, pondere.

– Por último mas muito importante: Não interprete o que seu filho/a está fazendo nesse momento como algo que tenha a ver contigo. Ele/a não está fazendo isso para te provocar ou para te magoar… ele/a simplesmente busca uma resposta para sua comunicação. Portanto essa dica tem muito a ver com a dica de verificar como você se sente em relação a essa atitude de birra. Pense logo na oportunidade de ensinar ao seu filho/a como agir e como você é parceiro/a dele/a até nas situações difíceis! Então, nada de vingança: essa não é definitivamente a hora de castigá-lo/a ou impor algo a ele/a. É hora de mostrar como agir e que birra não funciona!

Agora vamos falar das crises, também chamadas de Meltdown acontecem na maioria das vezes devido a uma sobrecarga sensorial, emocional e de informação, mudança brusca de rotina ou até mesmo dificuldade em lidar com frustrações e de se comunicar.

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Ela entra em um processo de inundação do cérebro através da entrada sensorial. Cientificamente, ansiedades imediatas ou de curto período são definidas como reações de luta-ou-fuga. Na presença de estímulos ameaçadores, sendo eles reais ou mesmo imaginários, há ativação do sistema nervoso autônomo, mais precisamente o sistema nervoso simpático, responsável pela liberação de substâncias importantes para que o organismo possa escolher entre a luta ou a fuga do estímulo ameaçador. Essa resposta de estresse, aparentemente ruim e temida pelas pessoas, é responsável pela manutenção da vida e é extremamente essencial ao nosso organismo porém, pessoas com síndrome do pânico, crise de ansiedade e autistas podem acessar esse mecanismo no dia a dia em situações com muita carga emocional, psíquica e sensorial. Ela provoca muitas reações no corpo da pessoa tais como frequência cardíaca acelerada, pressão arterial aumentada e frequência respiratória acelerada. Após a ameaça desaparecer, leva entre 20 a 60 minutos para o corpo a voltar aos seus níveis normais. Ou seja só há duas formas dessa crise chegar ao final: uma delas é a fadiga total da pessoa e a outra e bem melhor é a redução de entrada dos estímulos, retirando seu filho/a do ambiente e levando-o/a para um local mais silencioso e ficando ao lado dele/a, transmitindo lhe segurança e conforto, sem falar muito pois o objetivo é silenciar as entradas sensoriais.

Vamos aprofundar mais então nos motivos que são as principais causas das crises

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– Super-estimulação e sobrecarga sensorial: as crianças autistas são mais propensas do que outras crianças a terem transtorno de integração sensorial,o que aumentam a sua sensibilidade à luz, barulho, cheiro ou certas texturas. Supermercados, escolas, parques, shoppings, ou seja, ambientes com muitas pessoas podem oferecer uma sobrecarga ao autista e por isso é sempre bom ter em mente que as idas a esses lugares devem respeitar uma adaptação, sem traumas e pessoas que forcem o autista a ultrapassar seu limite sem estar preparado. Quando for em festas de família, procure sempre criar um espaço aconchegante (ninho) para seu filho/a fazer pausas e tente fazer essa proposta na escola para que criem esse espaço na sala e disponibilizem saídas durante a aula, com objetivos específicos para que ele/a retorne. Uso de tampões de ouvido, carregar bolinhas para apertar ou garrafinhas sensoriais, mordedores (hoje existem opções de colares que são bem aceitos socialmente), roupas mais apertadas para quem precisa de sentir mais seu próprio corpo, dentre outras podem ajudar. Os autistas que tem problemas sensoriais devem procurar um/a Terapeuta Ocupacional para ajudá-los a lidar com esses estímulos e devem pesquisar sobre a dieta sem gluten e sem leite pois essas proteínas mal digeridas podem causar desequilíbrio sensorial. No momento de crise, apenas fique ao lado da criança, reduza os estímulos e não fale muito. Use sua voz calma e espere pois vai passar. O ideal aqui é ir mapeando os sinais que sua criança/adolescente/adulto dá antes de ter uma crise (se ele balança as mãos, se isola, se começa a ficar inquieto ou dar gritinhos, cada um tem o seu, é bem particular) e assim, já perguntar se está tudo bem, se gostaria de dar uma volta ou ir para um ambiente mais calmo.

– Mudança da rotina: como autistas tem dificuldades de previsibilidade (por isso amam desenhos repetitivos como Peppa Pig e séries repetitivas como Chaves) lidar com mudanças repentinas pode gerar muita frustração e provocar um pânico por não saber como lidar com a situação. Autistas precisam de controle, de saber o próximo passo! Como o melhor tratamento para uma crise é a prevenção dela, aqui cabe falar da importância de criar um ritmo para a casa (e não uma rotina pois rotina enrijece, endurece a pessoa, tira flexibilidade e o ritmo cadencia as atividades mas elas podem variar dependendo dos acontecimentos ou circunstâncias), para os dias da semana, para o dia a dia e ampliando isso, para as estações do ano, entre outras! Dá pra criar várias estratégias para que isso não se torne uma obrigação e sim uma vivência gostosa da disciplina vinda de dentro para fora (autoeducação). Exemplo: chegada da escola, preparo da mesa com música lúdica cantada (só os pais podem cantar a princípio e crianças vão aprendendo), depois do jantar pode-se criar uma brincadeira para ir para o banho e criar um momento gostoso com musicas no banheiro, brincadeira e depois o colocar o pijama, que é uma roupa especial para a historinha na cama… criar um clima, acender uma vela, contar a história, fechar o olhinho, fazer a oração e dormir… Músicas são ótimas para marcar transição! E ao invés de dar ordens diretas, criar mecanismos que estimulem a pessoa fazer a atividade: “Quem vai chegar primeiro no banheiroooo?” E assim, tudo vai se tornando leve e brincante! Caso aconteça uma mudança repentina de um professor faltar e não ter a aula que a criança mais gosta ou o tempo fechar e não der pra ir no clube, tente ser empático/a e entender que sua criança pode ficar muito triste e até raivosa e agressiva mas não é nada pessoal, é só ela tentando digerir o acontecido, que seus planos não deram certo. O melhor a fazer é dizer que entende que ela está chateada mas que vocês podem fazer outra coisa assim que ela se acalmar e que semana que vem ou na próxima oportunidade tudo volta ao normal.

– Dificuldades para lidar com frustração: autistas detestam errar e por isso é muito importante valorizar o processo de tudo que ele faz e ter, nas atividades, pequenas metas que vão sendo alcançadas até que o resultado maior seja atingido. Valorizar o esforço e não somente o resultado final e fazer elogios bem descritivos para que ele perceba onde está acertando. Trabalhar a persistência como um ato de coragem e valorizar bastante isso mostrando que até adultos erram e grandes campeões se esforçaram bastante para chegar até ali. Gostamos de trabalhar com as frustrações, e aproveitá-las para mostrar que as dificuldades nos fortalecem! Não curtimos terapias que não lidam com erros como forma de evitar crises ou problemas pois mostrar que errar não é o fim do mundo é fundamental para que o autista se torne flexível.

– Dificuldades de comunicação: As dificuldades na comunicação podem ser reduzidas à medida que são trabalhadas as nomeações de sentimentos (você está feliz porque ganhou um presente, você está bravo pois gostaria de comer mais doces e não pode, você está triste porque seu pai viajou), com a valorização das tentativas de comunicação sempre elogiando o esforço e a medida que o adulto não responde essa crise tentando adivinhar o que a criança quer nesse momento e sim espere ela se acalmar para mostrar que a melhor comunicação não é dessa forma. Mostrar que quando ela aponta, te leva ao local ou objeto e se esforça para dizer também é muito válido. Não devemos ficar forçando para que ela fale corretamente ou ignorando essas tentativas fingindo que não entendeu: ao menor sinal de comunicação, valorize! Comemore o apontar e aproveite para nomear o objeto, comemore o olhar e agradeça, vibre com um som e diga que entendeu que ele falou “bo” para bola e mesmo se o som não tiver nada a ver, aproveite: “você falou “iiii” para água”!

Então é muito importante identificar se o comportamento que o autista está apresentando é birra ou crise para você saber como agir para ajudá-lo!

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Mas uma coisa é certa, tem coisas que você pode fazer que vale pra qualquer reação de seu/sua filho/a e para melhorar a qualidade de vida da família toda:

- Elogie seu filho/a por se acalmar e sempre que estiver fazendo o que se espera. Um simples olhar (que para eles pode ser um esforço enorme) deve ser agradecido, elogiado, comemorado! O que para você é uma obrigação, para ele/a é um esforço que deve ser reconhecido. Elogiar a calma, como ele está sendo amigo, como está fazendo a tarefa bem, a concentração, etc. E muito importante: não banalize o elogio e o torne automático! Seja genuíno e descreva bem o que está elogiando, elogie de muitas formas, comemore… eles conseguem ler corações (não é Elaine?)

- Reconheça os sentimentos do seu filho. Você pode dizer algo como, “Eu sei que você estava chateado porque queria muito passar dessa fase no videogueime” ou “você está bravo porque seu pai está viajando mas ele vai voltar”.

- Punir ou zombar de uma criança que tem uma birra ou crise só torna o momento pior e é injusto quando aplicado em qualquer uma dessas situações. Usar palavras como garoto mau ou menina impossível dentre outras é muito prejudicial e causa uma berreira social, de confiança e emocional.

- Ensinar outras maneiras de lidar com a raiva e frustração. Por exemplo, incentive seu filho a usar palavras para expressar seus sentimentos, ensiná-lo a respirar profundamente, a encontrar um local calmo para vencer esse momento, a anotar suas angústias, dentre outras formas de se conhecer e lidar com o momento.

- Seja um bom modelo. As crianças aprendem assistindo seus pais/parentes/professores/terapeutas, assim deixe que sua criança veja que você pode segurar suas próprias emoções fortes calmamente. Tudo que queremos do próximo, devemos nos esforçar para conquistar também!

- Caso a criança se auto agrida ou agrida o próximo, você não deve deixar que isso aconteça. É o único caso de intervenção. Não se desespere, continue calma e proteja sua criança com travesseiros em volta, tirando tudo o que pode machucá-la do ambiente e se for necessário, a abrace para que ela entenda que você quer protegê-la.

Para finalizar, não poderíamos deixar de dizer que há também comportamentos vindos de um corpo desorganizado e segundo o ARI 85% dos autistas tem problemas intestinais. Além das alergias como comorbidade (condições que acontecem junto com a síndrome), um autista pode ter vermes, fungos, parasitas em geral, pode estar com metais pesados em excesso no corpo por não conseguir eliminar e intoxicam o cérebro, ter uma carga viral enorme sem nunca ter desenvolvido aquela doença e ter apenas vacinado dela, entre outras coisas. Então, a brincadeira dizendo que o comportamento do autista muda de acordo com a lua é uma brincadeira séria pois muitos pais notam os autistas mais agitados nas luas nova e cheia, principalmente nesta última e isso tem muita relação com os vermes. Além dos autistas terem essas comorbidades que causam desconforto eles ainda podem apresentar comportamentos “autísticos” devido a falta de vitaminas e sais minerais no corpo como por exemplo obsessão e compulsão pode ser falta de magnésio, omega 3 pode melhorar a fala, dentre outros protocolos. Recomendamos muito o tratamento do organismo como um todo para o autismo, não só do cérebro com remédios que são receitados para interromper sintomas (muitos são passados sem a causa ter sido investigada)… Para nós, a maioria dos comportamentos tem origem em desorganização orgânica! Fica a reflexão para que médicos, profissionais e todas as pessoas ampliem essa visão.

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Fontes:

Vencer Autismo
Understood
WebMd
Autism Awareness Centre
UFF
Clique e Aprenda
Vladman

Consulta com o Dr Sabrá

Logo que saiu o estudo do Dr Sabrá sobre as alergias ligadas ao autismo ficamos felizes pois um brasileiro, médico, PHD, trazia para o país o que muitos pais e alguns médicos DAN já colocavam em prática: dietas específicas para resolver alergias cerebrais.

Porém Sabrá foi além: acabou com a desculpa de muitas pessoas que recusavam o tratamento por não ser comprovado cientificamente (essas pessoas provavelmente nunca pesquisaram em inglês ou nunca destinaram seu tempo pesquisando mesmo em português artigos traduzidos por mães de autistas engajadas na causa) e ainda deu credibilidade aos tratamentos ditos “alternativos” (detestamos esse termo pois para nós o alternativo é o que foge da natureza ou seja a alopatia). Sabrá apresenta em seus estudos a relação das alergias com os comportamentos autisticos que aparecem em muitas crianças e adultos e conseguiu  a recuperação de algumas em seu consultório. Mas já deixamos bem claro aqui que nem por isso essa é a formula mágica da cura!!!

Para quem não conhece, Dr Aderbal Sabrá tem uma clínica particular  no Rio de Janeiro e também atende na clínica da UnigranRio. Trabalha ao lado de sua esposa Dra Selma e juntos eles fazem algumas viagens pelo Brasil atendendo os pacientes que não tem condições de viajar (sim, é difícil viajar com um autista e os custos são altos).

Ficamos felizes com o trabalho do Dr Sabrá e aproveitamos uma oportunidade em que ele estava em São Paulo (muito mais fácil para nós, que moramos em Minas Gerais) para conhece-lo de perto e é claro, darmos início ao tratamento.

A organização dos pais que levaram Dra Sabrá e Dra Selma para São Paulo foi ímpar. Montaram um grupo para a comunicação, pagamento e pedidos de exames de sangue.

Sabrá pede muitos exames (Lu  precisou coletar 9 tubos de sangue) e recomendamos que faça-os com antecedência da consulta pois muitos podem não serem analisados em sua cidade (como no nosso caso em que o laboratório colhe o sangue e manda para suas unidades em outras cidades maiores). O resultado aqui levou uma semana para sair e o preço é alto. Se você tiver plano de saúde, melhor! Também entramos na dança para encorajar o Lu, que só tirou sangue com o papai!

 

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Em São Paulo, Eles nos atenderam em um hotel, com 3 salas separadas para que tudo ocorresse da melhor maneira possível: uma sala onde Dr Sabrá atendia, uma sala onde Dra Selma realizava o teste cutâneo de alergia (Prick Test) e uma sala onde pais que estavam aguardando sua vez , trocando informações, abraços, histórias e olhando seus filhos brincarem com os brinquedos que cada família levou!

O tempo de espera voa, pois em todos os lugares em que duas famílias que tem pessoas autistas se encontram, a interação e identificação é imediata! Nos sentimos a vontade juntos e estamos acostumados a dividir a atenção da conversa com a atenção nas crianças… e haja história pra contar, perguntas a fazer (quem chega quer logo saber como foi hahaha), abraços pra trocar!

Fomos encaminhados para a sala do Dr Sabrá que fez suas perguntas sobre o histórico da criança e da família: como foi a gestação, o parto, o pós parto, se mais alguém na família tem alergias, qual tratamento o paciente já faz entre outras amenidades (ele é uma pessoa muito simpática). Saindo dessa primeira conversa somos encaminhados ao prick test com a Dra Selma, que é muito amorosa e paciente e tem muito tato com a família e o paciente.

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O Prick test consiste em um teste onde ela fura superficialmente a pele (não sai sangue, é bem superficial, como quando passamos a agulha no dedo para tirarmos farpas) do braço 101 vezes e vai colocando um liquido reagente com cada alimento a ser testado. Ela faz esse procedimento de 10 em 10 bolinhas assinaladas com uma canetinha e um furinho por cima de cada. Após o término de 10 ela analisa as reações com uma lupa e vai anotando em um papel… nessa hora os familiares estão torcendo pra acabar logo pois a ansiedade é enorme para saber quais são as alergias.

Lu fez sem contensão nenhuma o exame, mas foram necessárias muita conversa, paciência e explicação e Dra Selma nos instruiu para segurarmos a outra mão dele, pois caso coçasse, ele poderia esquecer e ir com a outra mão e misturariam todos os líquidos e teríamos que recomeçar o teste.

Dra Selma é muito experiente e já tem até alguns brinquedos na  sala dela mas recomendamos que leve os brinquedos que seu filho goste ou o tablet. Lu não quis nada na hora, apenas prestar atenção e ficar perguntando se estava acabando ou comentando sobre o teste. Foi muito bom… o mais difícil foi convencer ele a sentar lá! Muitos pais treinam a criança em casa uns dias antes e vão marcando o braço com caneta e pingando agua com um conta-gotas… pode ser uma boa antecipação!

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Feito o prick test voltamos para finalizar a consulta e aí Dr Sabra analisa os exames e prescreve a receita! Quando o intestino está muito ruim ele corta todos os grãos da dieta. A maioria dos pacientes sai do consultório com a dieta de rotação que consiste em comer um alimento e só repeti-lo depois de no mínimo 3 dias dependendo do caso. Com o Lu foi dieta de rotação de 7 dias, neocate (composto vitamínico sem leite, soja, etc) 3 vezes ao dia e exclusão de todos os alimentos positivos no prick test.

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Não é fácil. Saímos de lá esperançosas de poder dar esse tratamento pro Lu, mas sabíamos que teríamos muito trabalho pela frente, afinal ele é seletivo alimentar e só comia arroz com lentilha (grãos excluídos), macarrão de arroz com molho de  tomate (tomate positivo pra alergia) e uma bolacha de chocolate sem gluten e leite (cacau e ovo positivo).  Rotacionar parecia impossível…

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Confessamos que demoramos muito para começarmos a rotacionar e ainda sim estamos fazendo apenas 5 dias! (oi? Cinco diz pra quem comia a mesma coisa todos os dias). Lu já está tomando neocate 2 x ao dia e já percebemos a melhora: Pele melhorou, sumiram muitas bolinhas (achávamos que era da adolescência mas não era!). Comportamento: Lu está bem mais calmo, mais flexível ainda, mais perceptivo. Pela primeira vez esses dias ele perguntou ao colega como a mãe dele estava e sua família (puxando papo) e agora ao chegar em nossa casa nos cumprimenta… coisa que achava desnecessário. Ainda está muito distraído mas melhorando. Está falando mais gírias e de maneira mais parecida com a dos colegas (sim, quem ama as terapias responsivas valoriza isso, a personalidade, o adolescente aparecendo naturalmente…). Claro que sabemos que isso tudo não vem só do tratamento do Sabrá e sim do conjunto mas certificamos que o tratamento colabora para que todos os outros tratamentos funcionem melhor… Com certeza vale a pena!

Perguntas frequentes respondidas através da nossa visão:

 Qual é melhor, O tratamento do Sabrá ou o DAN (Tratamento Integral do Autismo)?

Na nossa visão, o DAN já fala em alergias cerebrais há muitos anos e tambémanalisa casos de dietas mais específicas cortando mais alimentos, não apenas glúten e caseína (leite),  forma mais popular da dieta para autistas. Hoje, médicos DAN já recomendam para TODOS a também  a exclusão de soja  e açúcar. Existem muitos protocolos de dieta como vocês podem ver nesse post aqui e cada médico adequa as exclusões conforme as necessidades de seus pacientes e condições familiares que ele possui. O DAN é uma visão mais ampliada do espectro e avalia não só as alergias, mas o corpo como um todo. Além de excluir alimentos que fazem mal, ele suplementa o corpo de acordo com as necessidades de cada um. Esses suplementos podem ser administrados através das necessidades detectadas em exames de sangue, genéticos, de metais, de urina, entre outros. Leia do DAN aqui, aqui, aqui e aqui.

Não existe um tratamento melhor pois essa competição é como iphone x android ou Marvel x DC Comics, ou seja, infindável! Quem tem condições de fazer os dois, faça! Pensamos que médicos de autistas devem ser sempre abertos a outros tratamentos e a trocas de ideias! Pelo que percebemos, os médicos especializados em autismo no Brasil estão abertos e Sabrá não interfere em nada no tratamento biomédico. Ele recomenda que a família siga tudo que  esteja dando certo e não aprofunda nessa questão.

A visão do Dr Sabrá, ao nosso modo de ver, é unilateral. Ele se resume a tratar alergias e seu foco é exclusivamente isso. Achamos ótimo, pois especializações são cada vez mais necessárias e ele está tendo muitos casos de sucesso.

O Dan tem uma visão mais ampliada do todo mas exige também um olhar mais atento dos pais e estudo para acompanhamento.

O tratamento do Sabrá cura? Se eu não fizer o tratamento com ele meu filho é um caso perdido?

Não cura e não exclui a possibilidade de melhora do seu filho através de outros caminhos. O tratamento é mais uma opção no meio da multiplicidade de possibilidades que temos hoje em dia. Há muitos casos de melhora e recuperação, principalmente de crianças, mas isso não significa que elas podem voltar a vida normal e comerem o que quiser. É um tratamento exigente e demorado. Leva-se no mínimo 02 anos para uma recuperação efetiva porém a qualidade de vida já melhora nos primeiros meses e muitos sinais positivos aparecem.

Se meu filho não tem alergia a glúten ou leite eu posso dar ou voltar a dar esses alimentos?

Não recomendamos! Gluten e leite não fazem mal apenas aos autistas alérgicos, fazem mal a todos os autistas. Veja o que a Cláudia Marcelino diz a respeito disso:

Fiz exames de alergia no meu filho e não constou nenhuma alergia a trigo ou glúten, a leite ou caseína. Também fiz exame de peptídeos opóides e o resultado foi negativo. Por que devo fazer a dieta?

R - Efeito alérgico é uma coisa, efeito tóxico é outra. Uma dieta para autistas começou a ser indicada por efeito tóxico provocado por peptídeos opióides. Há que se levar em conta resultados de exames IgE (alergia feitos no sangue e na pele), IgGs (intolerância e este ainda é mandado para fora do país) e de peptídeos opióides (sensibilidade).  Mesmo estes exames não apresentando qualquer alteração a glúten ou caseína, há outros motivos para a criança se beneficiar da dieta, todos acredito que bem descritos no meu livro.

A que se considerar que recentemente descobriu-se que 2/3 de pacientes analisados em uma pesquisa, apresentavam biomarcadores de intolerância ao glúten somente detectados nas células do intestino por uma biópsia, sem apresentar estes marcadores no sangue.

Há de se analisar marcadores inflamatórios e glúten e leite são alimentos pró-inflamatórios.

Glúten e leite agravam a situação com fungos e bactérias;

Glúten interage com a zonulina, uma proteína encarregada de manter a integridade da mucosa intestinal proporcionando inflamação e enfraquecimento da mesma.

Mesmo que não tenha dado alergia a glúten e leite (caseína) é importante a retirada total destes alimentos 1º para ajudar a recuperar o intestino.
Tenho visto inúmeras nutricionistas funcionais que retiram o glúten e o leite em várias situações de enfermidade que não tem nada a ver com alergia.

O objetivo é recuperar o intestino, aumentar a imunidade e proporcionar um funcionamento mais adequado dos sistemas metabólicos.

Na palestra de Araucária conheci uma mãe que tem uma filha hoje adulta. Foi conversar comigo para contar seu caso. A filha na infância (nada a ver com autismo) foi diagnosticada com vitiligo.

Nas suas pesquisas sobre a doença, foi parar a cerca de 20 anos atrás em Cuba.
Sua filha foi tratada somente com reeducação alimentar, dieta do jeito que palestrei.
Está curada.

Vitiligo é uma doença auto-imune, assim como muitos acham que o autismo também é.
E cuidar do intestino em doenças auto-imunes tem se mostrado de fundamental importância.

Clique aqui e leia todas perguntas frequentes que a Cláudia Marcelino respondeu sobre a dieta sem glúten e leite! Vale super a pena!

Leia aqui no blog uma explicação básica de pepitídeos e opióides! Essas proteínas são muito prejudiciais aos autistas!

Clique aqui para acessar uma apostila criada pela Cláudia Marcelino sobre os passos de como colocar a dieta sem glúten e leite ( e alimentos vazios) em prática! Vale a pena imprimir para estudar sempre!

Se o alimento deu negativo no Prick Test do Sabrá, quer dizer que ele está liberado para meu filho e não fará mal de jeito nenhum à saúde dele?

Na visão unilateral das alergias isso é verdadeiro, porém, nem só da dificuldade da quebra de proteínas vive o autista. Eles são seres complexos e alguns alimentos que parecem bons causam danos à saúde de alguns! Quer um exemplo? Frutas! Frutas são super-recomendadas por pediatras, pela avó e por todas as mães experientes, porém, mesmo que algumas tenham sido negativadas no teste, ela pode fazer mal alimentando fungos (Sim, muitos autistas tem disbiose intestinal e possuem mais bactérias ruins que boas no intestino). Ou elas podem conter outras substancias que não são bem metiladas como oxalatos ou amônia por exemplo! Cada caso é um caso! Recomendamos que ao introduzir um alimento, mesmo que permitido pelo prick teste, faça-o de maneira isolada (ou seja, introduza em um dia que ele come apenas alimentos que já está acostumado e permaneça assim por pelo menos uma semana) e anote as reações depois do alimento! Tenha um diário alimentar para que você possa fazer comparações! Não introduza nenhuma novidade no corpo de seu filho em semana de detox ou de introdução de um novo suplemento, pois você poderá ficar confusa, sem saber de onde o comportamento diferente veio.

Meu filho vai passar fome?

Não! Mesmo com todas as retiradas dos alimentos do seu filho, seu filho ainda poderá comer outros alimentos e você vai ter que botar sua criatividade para funcionar e não cair na mesmície! Você achará mil e uma maneiras de preparar uma batata!

Mesmo que seu filho fique exclusivamente no neocate por um tempo, acredite, aquele pó mágico dá conta do recado! Mas procure um médico também pensando em um polivitamínico ou pergunte se há necessidade ao Dr Sabrá.

Comparações. Se o cacau faz mal pro seu filho, faz mal pro meu também?

Se você não se limitar às reações de seu filho, você ficará sem muitas opções. Esse tratamento é individual, ou seja, o que é ótimo pra um, é veneno pro outro tá? Não tem que excluir o que o outro não pode e nem falar pra amiga que cacau é um veneno, só porque faz mal pro SEU filho! Cada um no seu quadrado literalmente!!! Quem é de carne, come carne, quem é de neocate, fica no neocate… por aí vai!

 Como farei com os lanches na escola?

Você vai seguir o cardápio do seu filho e criar um lanche com os ingredientes do dia! Vai levar um laudo médico na escola (peça já para o Sabrá fazer um laudo atestando as alergias) e explicar a seriedade do tratamento e o quanto uma escapadinha é prejudicial. Explique bem explicado e conte a tragédia que seria se seu filho comece algo proibido. Exija seus direitos. Se seu filho come na escola pública, recomendamos que mande sua alimentação para a escola e exija um cuidador na hora do lanche para que ele coma sem riscos. (É um direito estabelecido por lei). Não confiamos em cantinas escolares e principalmente se o caso for grave, é mil vezes melhor garantir a qualidade da alimentação pois uma panela trocada e a tragédia pode acontecer.

E a vida social do meu filho?

Se dará através de uma lancheira amiga de todas as horas! Sim, fatos são fatos. Seu filho terá que levar sua alimentação onde for! Se ele for muito alérgico, no início até será impossível conviver com cheiros ou contatos com mãos sujas ou brinquedos sujos de comida. Mas vale a pena o esforço!

 Quais são os prós e contras do tratamento com o Dr Sabrá?

Prós:

- Mais um caminho a ser percorrido com a visão de um especialista.

- Dr Sabra e Dra Selma são muito humanizados e simpáticos

- Pós consulta muito bom, sempre com respostas e retornos.

- Prick Test é um teste que é instantâneo e você já fica sabendo o resultado imediatamente

- Passos do tratamento bem explicados e excelentes instruções

- Consulta com tempo! Cada família fica o tempo necessário para conversar e tirar dúvidas

- Tratamento individualizado!

Contras:

- Visão unilateral que pode confundir uma família de leigos ou novata no tratamento biomédico. Exemplo: “Óleo geralmente não dá problema pois o que mais dá é a proteína.”

Temos a experiência em casa de que óleo dá problema sim, pois Lu fica muito agitado com óleo de milho! Então recomendamos que mesmo com alimentos negativados fiquem atentos e mesmo que você ache que o problema é a proteína, exclua todas as formas daquele alimento, salvo pouquíssimas exceções que são liberadas como a lecitina de soja, que muitos falam que não tem problema e liberam mesmo (mas mesmo assim, fique atenta).

- Preço. É uma preço justo se comparado a muitos tratamentos DAN, é até mais barato (a consulta separada do teste cutâneo) mas mesmo assim oneroso para muitas famílias brasileiras. Ainda exige cuidados especiais como um leite que custa mais de 100 reais e dura poucos dias dependendo da necessidade do paciente. Claro que dá pra conseguir o leite de graça com o governo, mas é difícil por se tratar de um país que precisa melhorar muito na questão da saúde.

- Tratamento exigente: há a necessidade do envolvimento familiar, de muita atenção na cozinha, de criatividade, de compras de farinhas e carnes especiais (se for o caso e quiser fazer receitas diferenciadas), de persistência para conseguir o leite no governo e a necessidade enorme do acompanhamento de um nutricionista (sem esse profissional é impossível e não recomendamos fazer pois ele que te dirá como adequar as necessidade de nutrientes na rotação e te apoiará em caso de seletividade). Se você acha difícil fazer a dieta sem gluten, leite, soja e açúcar, nem perca seu tempo e dinheiro indo no Sabrá. Ele é muito mais exigente.

- Retorno: Sabrá é do Rio de Janeiro. Se você mora fora e fez a primeira consulta com ele em outra cidade que não o Rio, já tenha em mente que você deverá fazer uma viagem para a cidade maravilhosa para o retorno. Com cada vez mais pacientes, sua agenda está cada vez mais apertada.

Vale a pena o investimento?

Apenas se você seguir as recomendações à risca e trabalhar com foco e determinação. Se você acha mais importante o prazer de ver seu filho tomando sorvete ou comendo um brigadeiro (E depois morrendo de dor mas sem conseguir comunicar isso a você) e não consegue falar não para uma carinha linda te pedindo pra comer o que não pode, não perca seu tempo! Sim, um tratamento de alergias exige força de vontade dos pais de falar não mas enquanto você não tem a importância desse não na cabeça ou não acredita na ligação biomédica com o autismo,  economize seu dinheiro. Quem quer faz e não há nada que impeça… então, assumir para você mesma que não quer tentar ou não se sente apta a essas exigências te poupa de muitos desgastes. Principalmente de discussões bobas como se o tratamento é ou não comprovado cientificamente, se funciona, se é mais fácil pros outros que pra você e mais um monte de justificativas que diminuem os esforços de quem está nesse caminho, feliz da vida! Escolhas são escolhas e não temos que dar satisfação das nossas pra ninguém!!! A pergunta para saber se qualquer coisa vale a pena é: Eu acredito nisso? Se sim, vá em frente!

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Ver esse sorriso no rosto dele porque ganhou um passeio na Casa electrolux (marca predileta dele de máquinas de lavar) depois dos exames e da consulta não tem preço!!! Agora estamos trabalhando para seguir as recomendações todas! Consulta com a nutricionista marcada (depois contamos) e muito jogo de cintura e paciência pra ir mudando a alimentação!

Livro – O Desenvolvimento do Autismo {Thomas L. Whitman}

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Sabe a alegria que ficamos quando recebemos um e-mail da editora que você adora porque ela sempre publica livros sobre autismo e leva informações para as pessoas que querem aprender? Foi enorme! A M.Books entrou em contato com a gente perguntando se tínhamos interesse em conhecer o novo livro de autismo que estavam lançando e se propondo em também sortearmos um exemplar para nossos leitores e fãs da nossa página no facebook e é claro que aceitamos e ficamos muito felizes com isso pois amamos espalhar conhecimento e ler é uma das coisas que mais amamos fazer (junto com cozinhar, estudar sobre autismo, viajar e conhecer pessoas).

Quando o livro chegou, fomos logo sentindo aquele cheirinho incrível de novo e nos apaixonando pela capa, colorida e bem direta sobre o que o conteúdo irá oferecer: O Desenvolvimento do Autismo – Social, Cognitivo, Linguístico, Sensório-motor e Perspectivas Biológicas. De cara amamos pois o livro traz todas as informações que pais e profissionais que lidam com a síndrome precisam para conhecer a infinidade de caminhos que existem em todas as áreas, inclusive médicas! É como se fosse um centro de acolhimento, um menu de restaurante (um menu de qual conhecimento você quer entender pra depois investir… devorar).

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Começou a Brincadeira porque a gente pensava assim: “bora ver se fala sobre o SonRise (Option), duvidamos pois todos acham alternativo demais…” e achávamos! O livro aborda o ABA, o TEACCH, musicoterapia, dieta sensorial e outras muitas! “Bora ver o que tem sobre o tratamento do autismo ligado às intervenções biomédicas” e tem muita coisa que nunca imaginaríamos encontrar: tratamento antifúngico, homeopatia, vitaminas, intestino permeável… São 7 páginas de índice para vocês terem uma ideia da riqueza de informações.

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Thomas começa falando de Autismo, da história, definição e explica todas as sindromes que estão interligadas dentro do Transtorno Invasivo do Desevolvimento (TID) como Rett, Transtorno Desentegrativo da infância, Asperger, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento Sem Outra especificação (TID-SOE) e fala até de esquizofrenia. Fala sobre o diagnóstico, as avaliações que existem e as intervenções educacionais e biomédicas… Dá vontade de abraçar o livro… e fizemos isso de tanta empolgação!

Nas palavras de Thomas, autor da obra:

” Este livro foi escrito para abordar as necessidades de diferentes públicos, incluindo pais, professores, universitários que estudam o autismo, terapeutas e profissionais da saúde, bem como estudiosos e pesquisadores do autismo. [...]
[...] Este livro difere da maioria dos trabalhos anteriores, de diversas maneiras. Ele vai além das definições atuais de autismo e discute as formas complexas e variadas pelas quais este transtorno se manifesta. Além de resumir teorias populares sobre o assunto, ele propõe uma moldura teórica nova e abrangente voltada para a conciliação e integração de teorias mais antigas. este trabalho examina o contexto social mais amplo no qual o autismo ocorre, incluindo o impacto sobre a família”

Sabemos que esse livro é um livro de cabeceira pois temos um nessa linha, da mesma editora que se chama Convivendo com Autismo e Síndrome de Asperger – Estratégias Práticas para pais e profissionais dos autores Chris Williams e Barry Wright Indicamos para todo mundo esse livro! Abrimos ele toda hora e já levamos ele em palestras, reuniões com pais e professores e no dia a dia com nossas necessidades!

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Além desse tem o da Cláudia Marcelino, Autismo, Esperança pela Nutricão,  que também é da editora! E sobre a Cláudia, não precisa falar mas fazemos questão: uma mãe linda que divide sua história e conhecimento sobre a intervenção nutricional como ferramenta de tratamento.

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Conheça todos os livros que a editora lançou sobre autismo clicando aqui!

Agora corre que está rolando um sorteio de um livro lá na nossa fanpage no facebook!

A influência das toxinas para o desenvolvimento do autismo

O que é o autismo?

O autismo é um termo usado para descrever um espectro de desordens que são caracterizadas por alterações na comunicação, socialização e comportamento.

O autismo ainda é considerado por muitos como um transtorno psiquiátrico ou comportamental, uma síndrome que tem origem genética e cerebral.

Na verdade, o autismo é um distúrbio médico em todo o corpo, ligado a deficiências no sistema imunitário, sistema gastrointestinal, desintoxicação, mecanismos de reparação celular, entre outros desequilíbrios fisiológicos de todo o sistema. O autismo não está só no cérebro.

As profundas deficiências biológicas encontradas nos corpos de crianças com autismo se correlacionam com sintomas neurológicos e comportamentais.

Assim, ao abordar as deficiências biológicos subjacentes em uma criança com autismo (especialmente no que diz respeito aos sistemas imunológico e gastrointestinal) melhorias na função neurológica e comportamental podem ser vistas.

O que causa o autismo?

Embora nenhum grupo de cientistas, médicos e pesquisadores ainda não conheçam “a” causa do autismo (especialmente uma vez que é provável que seja muitas variáveis que são diferentes para cada criança), muitos especialistas em autismo estão começando a juntar as peças do quebra-cabeça.

A resposta para o que causa o autismo pode ser encontrada se olharmos para a origem (frequentemente ambientais) e deficiências biológicas graves vividas pelas crianças com autismo.

Por que as crianças com autismo têm essas profundas deficiências biológicas?

No momento em que os sintomas do autismo emergem, aparece também uma enxurrada complexa de problemas biológicos, que já está acontecendo. Em outras palavras, quando as funções cotidianas, como a linguagem, sociabilidade e comportamento são afetadas, outros processos mais fundamentais do organismo (produção de energia celular, digestão, desintoxicação, reparação celular, etc) já estão comprometidos.

É importante analisarmos os sintomas do autismo, não como as consequências naturais de uma condição genética fixa, mas como “gritos de socorro” enviados pelo sistema biológico que sofre uma “carga total” excessiva de estressores (tóxicos, emocionais, bioquímica, imunológica, etc).

Abaixo está um gráfico que ilustra muito bem os fatores ambientais que podem contribuir para o desenvolvimento do autismo.

A imagem inclui fatores como toxinas ambientais, dieta e nutrição, uso de medicamentos e outros. As vulnerabilidades hereditárias adquiridas e gatilhos ambientais que levam o autismo a variar de criança para criança.

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CEASE – Tratamento homeopático para autistas

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Hoje vamos falar sobre a Terapia CEASE. Assistimos uma palestra sobre o assunto no congresso biomédico e este post vai falar sobre o que aprendemos lá.

Maria Helena Rossi começou sua palestra falando da vida de Hahnemann, o criador da homeopatia. Medicamento alopáticos acabam com os sintomas mas não curam e isso incomodava Hahnemann. Através da homeopatia é preciso ver a individualidade de cada ser: como ela age, pensa, herança hereditária, etc., para encontrar o melhor remédio e curar.

Em 1790, ao traduzir o tratado Matéria Médica, do inglês Willian Cullen, Hahnemann deparou-se com relatos sobre as propriedades curativas da quinina contra a malária. Hahnemann testou a substância em si mesmo e veio a desenvolver sintomas semelhantes aos da moléstia.

Hahnemann experimentou ainda outras drogas, como belladona, mercúrio, digital, ópio, arsênico e diversos medicamentos de uso corrente na época. Os testes confirmaram: cada remédio provocava uma doença similar àquela para a qual era ordinariamente receitado. Similia similibus curentur, ou “semelhante cura semelhante”. Hahnemann desvendara o princípio que iria revolucionar os métodos terapêuticos.

O médico dedicaria o resto de sua vida à premissa da cura pelo semelhante. Querendo fazer dela um método eficaz de tratamento, experimentava as substâncias, anotava seus efeitos no organismo e passava a utilizar as mesmas em doentes com sintomas similares.

Dizamização:

Atento aos tratamento dos seus pacientes, Hahnemann notou que, quanto mais afastado o domicílio dos enfermos, mais rápidos e eficazes se mostravam os medicamentos. A única diferença entre o remédio de quem residia próximo, para o remédio de quem residia longe, eram os sacolejos sofridos durante o transporte a cavalo.

Hahnemann concluiu que, se os processos de saúde, doença e cura são dinâmicos, o medicamento também deveria sê-lo. Sendo assim, as substâncias homeopáticas deveriam passar pelo – como ele batizou – processo de dinamização: ao serem preparadas, sofreriam batidas fortes e ritmadas para despertar a energia nelas contida.

Chamamos de “dinamizar” ao conjunto das operações de diluir e agitar soluções.

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Diluir: ao estudar a possibilidade de usar a Lei da Semelhança para tratar enfermos, Hahnemann logo percebeu a necessidade de usar pequenas quantidades das substâncias, já que elas próprias provocavam sintomas. Assim passou a diluí-las em uma proporção de 1 parte de substância ativa para cada 100 partes de diluente: havia criado as centesimais, hoje chamadas CHs, centesimais hahnemannianas. O pai da homeopatia cita o uso de água e álcool, ciente provavelmente da necessidade de conservação das soluções dinamizadas.

Agitar: parece claro que Hahnemann aplicou 2 agitações às suas soluções, depois 10, testou um número maior quando criticado, e percebeu que ao aumentar o número e a força de sucussões, a violência da ação da solução aumentava demasiadamente. Posteriormente, sentindo necessidade de usar quantidades ainda menores de substância medicinal, aumentou a razão da diluição para mais do que 1 para 50.000 a cada passo de dinamização, criando o que chamou de “meu melhor método de dinamização”. Nesta época inseriu também um maior número de agitações, passando para “100 fortes sucussões”.

Uma vez que o processo “dinamização” é composto pelas operações de diluir e de agitar, sempre se acaba considerando a agitação aplicada após ou concomitantemente com a diluição. Isolando o procedimento da diluição, pode-se classificá-lo como manual – quando os movimentos são efetuados segurando o frasco com as mãos e golpeando-o contra um anteparo semi-rígido (Hahnemann teria usado um livro com capa de couro), ou mecânico – quando se usa algum meio para efetuar a agitação.

Por que homeopatia funciona? A memória da substancia fica gravada na água diluída. O organismo tem 70% de água e por semelhança vai trabalhando a sensibilização do organismo, limpando-o.

Quando a palestrante explicou isso, ela citou o estudo do japonês Emoto.

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Dr. Emoto acredita que as emoções humanas são capazes de alterar a estrutura dos cristais de água. Quando a água recebe um tratamento com emoções positivas (amor, gratidão, alegria) os cristais formados são magníficos, já quando o tratamento é feito com envio de emoções negativas (raiva, ódio, rancor) os cristais formados são irregulares.

Maria Helena disse sobre a importância dos pais serem tranquilos no dia a dia para não passar a ansiedade para os filhos.

Um aspecto importante que foi citado foram as diferentes linhas de homeopatia. Foi citado duas linhas:

Os “complexistas” utilizam vários medicamentos ao mesmo tempo, formando um complexo.

Os “pluralistas” são os profissionais que medicam o indivíduo não só com medicamentos homeopáticos, mas com uma série de outros tipos de medicamentos, como fitoterápicos, florais etc

Para Maria Helena, que recebe pacientes com histórico nas duas linhas, isso não é mais agir de acordo com os princípios da semelhança (Hahnemann) pois tem muitas entradas diferentes.Acontecem dois tipos de problemas:

- O corpo recebe tudo bagunçado pois não consegue fazer semelhança em muitas substâncias.

- Ela explica facilmente falando: Se você toma café e leite, são duas coisas diferentes, se você toma café com leite, já é uma terceira bebida diferente (tipo o complexo).

Quando você fala de homeopatia unicista e detox é a mesma coisa, pois desintoxicação foi a primeira coisa que Hahnemann fez a primeira vez com a Malária e Quinina. No unicismo pode unir remédios diferentes mas não é pluralismo. Ex:

- Pode achar um remédio que pareça geneticamente com o que a criança adquiriu: um remédio que trate fisicamente, organicamente e tenha semelhança com o quadro dela. Substâncias diferentes mas semelhantes ao mesmo quadro.

A terapia CEASE é pouco conhecida no Brasil mas é muito conhecida na Europa, nos EUA e no resto do mundo. A terapia CEASE (sigla inglesa de Complete Elimination of Autistic Spectrum Expression – que significa Eliminação Completa dos Sintomas do Espectro do Autismo) é um tratamento homeopático criado pelo homeopata holandês Tinus Smits.

Após tratar crianças autistas com homeopatia unicista, ele descobriu que algumas progrediam até certo ponto e acabavam regredindo. Ele cogitou a possibilidade de o acumulo de vacinas e antibióticos estarem bloqueando a ação dos remedios homeopaticos, ou pior… serem os verdadeiros causadores dos problemas das crianças, quer seja pelos ingredientes nocivos que contem ou por problemas causados pela injeção dos vírus na corrente sanguínea. Ele decidiu fazer um experimento: dar para as crianças todas vacinas e os antibióticos (em formato homeopático) que a criança tomou ao longo da vida para ver o que acontecia.

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Usar a substancia causativa de um sintoma, diluída centenas/milhares de vezes como remédio para curar o próprio sintoma é um tratamento conhecido na comunidade de Homeopatia como Isoterapia.

Portanto, depois de tratar mais de 300 crianças ele concluiu que o autismo é um conjunto de diferentes causas, sendo, na opinião dele, em 70% por causa de substâncias tóxicas como as vacinas, 25% por medicação e outras substancias tóxicas e 5% por causa de doenças virais. Ler mais AQUI, blog onde tiramos a explicação sobre a terapia Cease.

Foi citado o nome da Alergista do Texas, Claudia Miller, que tem pesquisas e livros mostrando que somos cada vez mais intolerantes a toxinas e que síndromes estão surgindo por causa dessas toxinas: Autismo, TDAH, Asma, entre outras. Estamos constantemente expostos a químicas e temos que evitar: aditivos químicos em alimentos, aspartame, produtos de limpezas, perfumes, maquiagens, pilhas, produtos de dedetização, agrotóxicos, remédios, vacinas, etc. Temos que tentar viver o mais saudável possível.

É muito importante falar isso, principalmente para quem quer ter filhos. No Cease eles desintoxicam a criança dos remédios e químicas que os pais utilizaram pelo menos 5 anos antes das crianças nascerem. É importante tentar lembrar tudo que foi utilizado.

Maria Helena relatou que apesar do nome da terapia falar sobre a completa eliminação dos sintomas do autismo, ela fala em detox, em melhora do quadro e não em cura pois cada autista é ÚNICO e para sua cura, deve haver um tratamento integrado e multidisciplinar. O detox ajuda muito o autista mas se o intestino dele estiver comprometido, fica difícil a homeopatia agir no corpo do paciente. É importante tratar as desordens sensoriais, fala, comportamentos, etc. Não elimine os outros tratamentos, o conjunto de profissionais é muito importante para o gradativo melhoramento de um indivíduo no espectro.

Vamos concluir este post falando sobre o medo das reações que a homeopatia provoca. As pessoas têm medo de fazer quelação por causa dos efeitos colaterais mas não têm medo de vacinar ou dar antibióticos onde os efeitos negativos são grandes e já conhecidos por todos. Só que no caso da terapia Cease, a cada rodada de desintoxicação você perceberá a mudança positiva!

Vale ressaltar a importância de ler o rótulo e comprar em farmácias confiáveis!
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Fonte:

HNC Cristiano
DW
Caos no Sistema
Wikipedia
Cesaho
Santo de casa faz milagre