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Dicas para Educadores e pais

Achamos essa imagem muito interessante e resolvemos traduzir (livre tradução) e diagramar de uma forma chamativa. Muitos comportamentos de autistas são interpretados de forma errônea e essa tabela traduz claramente o que pode estar acontecendo com o aluno autista ao receber um comando para realizar uma atividade em sala de aua.

Vale imprimir e entregar aos pais e professores no segundo semestre!

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O que acharam?

Inclusão Escolar!

Olá pessoal, tudo bem?

Nosso trabalho de conscientização sobre o autismo anda de vento em popa e o pessoal do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade de Uberaba – UNIUBE – universidade e curso em que também nos formamos, nos procurou para fazerem um vídeo sobre autismo em um trabalho da disciplina de Produção Eletrônica da nossa querida professora Blueth sabrina!

Ficamos hiper felizes já que a iniciativa partiu deles, pessoas que não tem nenhum parente com autismo mas se interessaram pela causa por pura vontade de ajudar! Nos reunimos com o grupo e passamos algumas informações e falamos que o que mais interessava no momento era mostrar pra todo mundo que o autista merecem estudar em escolas regulares e que eles tem potencial pra isso apesar das dificuldades que enfrentam devido ao transtorno e falta de compreensão de algumas pessoas sobre o autismo. Falamos que queríamos uma mensagem positiva e o trabalho ficou lindo:

A inclusão é possível e necessária e todos nós podemos fazer a nossa parte entendendo que autistas saem da sua zona de conforto para estudarem, nos entenderem… temos que entendê-los e fazermos a nossa parte também! Eles são geniais e basta conhecermos um para nos encantarmos!

Obrigada a todos do grupo que desenvolveram esse trabalho, a professora Blueth que coordenou, a Escola de Surdos Dulce de Oliveira e sua diretora Florence que cedeu o espaço para a gravação e ainda atuou como professora no vt e convidou os alunos a participarem como figurantes do trabalho e ao Fernando Gomes, que representou o autista e gravou o vídeo mesmo estando doente no dia!

O que acharam do vídeo?

Adoramos a iniciativa dessa galera jovem e consciente de seu papel na sociedade! A inclusão começa pelo interesse no próximo! :)

Estratégias pedagógicas

A Associação Brasileira de Déficit de Atenção disponibilizou um texto muito bom para a volta as aulas e resolvemos colocar ele aqui (com autorização deles) para que todos possam ler e mostrar para os professores de seus filhos. O texto é para TDAHs mas serve, claro, para nossos autistas. Geralmente quem tem um autista na família, tem um TDAH ou um hiperativo então valer ler todas essas dicas, que são preciosas!

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1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.

2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão… Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.

3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.

4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.

 photo i7_zpsc38a3358.jpg 5 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.

6 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola. (No caso de autistas, escolher um aluno que tenha mais paciência com as limitações do autista para fazer dupla, é importante ensinar o autista a trabalhar em equipe e a interagir porém ele as vezes não sabe como agir. É importante auxiliá-lo fazendo ele esperar sua vez de falar, de utilizar algum material, respeitar a dupla, colaborar com a atividade, etc)

7 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.

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8 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.

9 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada. (No caso dos autistas, como eles não gostam de mudanças, avisar antes: “Hoje vamos mudar as cadeiras de lugar para facilitar o trabalho (explicar o motivo)”)

10 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.

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1 – Usar organizadores gráficos para planejar e estruturar o trabalho escrito e facilitar a compreensão da tarefa. Clique aqui para ver um exemplo.

2 – Permitir como respostas de aprendizado apresentações orais, trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.

3 – Encorajar o uso de computadores, gravadores, vídeos, assim como outras tecnologias que possam ajudar no aprendizado, no foco e motivação.

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4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.

5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo: propor um trabalho em dupla antes de uma discussão sobre o tema com a turma inteira.

6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha alguma dificuldade para escrever.

7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar no seu próprio tempo.

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1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do celular e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado para a sua organização.

2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.

3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam “encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática – vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.

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4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e apostilas para casa e retorno para a escola. Desta forma, todo o material impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do material.

5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à escola.

6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorar se cada uma delas está sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas em longo prazo.

7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos para fazer em casa num prazo de 24 horas.

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1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas de aprendizado que estão sendo utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, trechos de livro, etc.

2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar com o seu próprio modo de aprender.

3 – Usar organizador gráfico (clique aqui para ver) para ajudar no planejamento, organização e compreensão da leitura ou escrita.

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1 – Buscar sempre ter uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis dificuldades de aprendizado que possam surgir e estruturar as soluções. Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos distratores (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo possível na tarefa em sala de aula.

2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.

 photo i10_zps55ce6c07.jpg 3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Este monitoramento é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e possa avançar motivado em busca da sua própria superação.

4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que vá ao quadro (lousa) apagar o que está escrito, solicitar que vá até a coordenação buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente ao banheiro ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para crianças muito agitadas.

*Acrescentamos algumas coisas e mudamos a ordem do texto. Ver texto na íntegra aqui.

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As imagens deste post foram retiradas dos sites abaixo:
Dinizzz
Nar-Anon em foco
Blog da Companhia
Ge Artes Histórias
Caetaneando
Página 22

I Seminário Mineiro de Autismo – Palestra Inclusão Social – Professora Marlene Machado

Oi gente! Demoramos demais pra voltar e isso nos deixa com o coração apertado pois temos tantos assuntos pra abordar aqui: sobre todas as palestras do I Seminário Mineiro de Autismo, sobre algumas ideias que queremos colocar em prática como posts sobre nutrição, sobre direitos do autista, sobre pérolas do Lu, sobre filmes, muitas coisas… mas são posts que levam tempo pra serem feitos e por isso a demora… desculpem-nos!

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Esse post vai ser sobre a importantíssima palestra da Professora Marlene Machado que explanou sobre Inclusão Social. Lá havia muitas professoras e alguns professores, vários pais e cuidadores de autistas e foi muito importante estudarmos sobre esse assunto pois ele é uma novidade tanto pras escolas quanto para as famílias. Como agir diante de uma criança ou adulto com deficiência perante à sociedade? Será que um autista diferencia-se muito de um aluno muito tímido?

A palestra dela abordou os seguintes assuntos:

• Como a diferença toca a cada sujeito.
• Desafios para inclusão e os impactos sobre o fazer pedagógico.
• Trabalho com as diferenças, em especial, o autista.

Para trabalhar com alunos especiais, as professoras e a escola devem fazer um planejamento pedagógico levando em consideração as características marcantes dos autistas como resistência a mudança de rotina, resistência ao aprendizado (aos assuntos que não são de interesse deles), resistência ao contato físico, dificuldade de se misturarem com as outras crianças, utilizam as pessoas como ferramenta e podem aprensentar comportamento arredio e isolado. Conhecendo bem essas caracteristicas, precisamos criar um conceito de “o que é ser criança?”, “que criança nós fomos?” e “como é a criança atualmente?”. E vamos mais fundo nesses conceitos: De que criança estamos falando? Montaremos esse conceito a partir do que estudamos sobre ela ou sobre que ela nos diz? Se ela tiver alguma deficiência o que nos fará mais sentido? O que sabemos a respeito sobre o processo se aprendizagem de toda criança: as maneiras de se comunicarem: as formas de linguagem que utilizam, as relações que estabelecem com o tempo e espaço, o conhecimento que possuem do próprio corpo, a construção do pensamento. Quais aspectos fazem parte do dia a dia de toda criança?

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Mas e se ela tiver alguma deficiência?

Os adultos recebem os deficinetes na escola (ou qualquer outro lugar) de  maneira diferente do que as demais crianças: Adultos racionalizam se ela será capaz de permanecer ali, se é capaz de trabalhar ou se comunicar com ela, qual é a sua deficiência, etc. As crianças olham com curiosidade e de maneira simples: posso brincar com ela?  será que ela gosta de vir na escola?  por que ela não fala? e posso experimentar sua cadeira de rodas? são  os pensamentos que surgem mas muitas nem se perguntam, apenas sorriem e vão brincar! Devemos nos inspirar na criança que coloca o desejo de brincar acima das diferenças, pelo simples fato de estarem juntas se divertindo. A falta de brinquedos, da visão ou de qualquer outra coisa é esquecida na reinvenção das brincadeiras. Vamos seguir esse exemplo?

As crianças, sejam elas típicas ou não, trazem a dimensão do novo e do diferente. Não há como pensar em inclusão social sem levar isso em consideração pois a escola convive e trabalha com as diferenças diariamente.

Então, para entendermos a inclusão, devemos ter em mente que as diferenças, não são feitas apenas de pessoas com deficiência ou não, não existem apenas diferenças biológicas. Exitem diferenças sociais, culturais, históricas, políticas, dentre outras que refletem sobre a subjetividade de todos nós. Pensar na diversidade é pensar na nossa relação com as outras pessoas e para isso estabelecemos padrões como ponto de referência que podem acabar produzindo o efeito inverso: a exclusão. A partir disso, a diversidade passa a ser um problema para a convivência humana.

A psicanálise diz que quando excluímos o outro, excluímos nós mesmos pois é o outro que nos permite a possibilidade de perceber novos olhares, sentimentos, pensamentos.  Para incluir um aluno, o professor depende de dois fatores: o subjetivo (ele enquanto pessoa) e sua formação (seu modo de ser profissional). Não há como dividir um professor separando o que nele é profissional e o que dele é subjetivo pois os dois fatores estão associados a história de vida dele. Há uma relação bem estreita do que o professor é, como ele se vê e a forma como ele desempenha sua função profissional e essa relação dirá em como esta pessoa/profissional trabalhará com as diferenças.

E qual a importância de lidar com as diferenças?

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Bom, então vamos focar na diferença que atinge as nossas vidas.

O sujeito em relação ao meio:  sujeito sem estímulo X sujeito com estímulo. No primeiro caso a pessoa deficiente terá que buscar sozinha uma maneira de se adaptar ao meio em que vive e no segundo caso a pessoa tem oportunidade de potencializar sua capacidade já que ela e o meio em que vive trabalharão em conjunto para construírem possibilidades para garantir a formação de todos. É uma interação em que todos colaboram e ganham.

Concluímos então, que as competências de um autista (ou qualquer pessoa que tenha algum tipo de síndrome ou deficiência) irão “morrer”  frente as condições do meio ou impulsionar a aprendizagem como o ato de aprender e ensinar com sentido e significado.

Os professores e a escola  devem ter consciência de sua importância na evolução de um aluno especial e para isso é necessário construir a capacidade de uma criança baseado naquilo que ela é e não naquilo que ela não é.

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Bom, para a inclusão escolar (porque inclusão social vai além da escola), deparamos com vários desafios e a professora Marlene nos levou a uma reflexão:

  • Como incluir um aluno cego na sala de aula e outro que não quer enxergar o que é capaz de aprender?
  • Um aluno com Síndrome de Down apresenta mais dificuldades para aprender que os alunos com dificuldades de aprendizagem?
  • Dá mais trabalho empurrar a cadeira de rodas de um aluno ou fazer alguém acreditar que pode sair da posição de fracasso que acredita estar?
  • O que nos preocupa mais: se o aluno tem a Síndrome de Gilles de La Tourette ou se ele, com 15 anos, está começando a se envolver com outros alunos que utilizam drogas?
  • O que é mais difícil: ensinar uma criança a escrever quando  ela não consegue segurar o lápis ou fazer outra superar a dificuldade de acreditar que escrever serve para alguma coisa?
  • É possível uma professora cega alfabetizar alunos que enxergam? E se for para ela alfabetizar uma aluna com deficiência física, que não fala e tem dificuldades para segurar o lápis para escrever? Será possível?
  •  Qual aluno nos dá mais trabalho: um autista ou aquele que só faz o que quer?

Podemos perceber que os desafios de uma escola não se limitam a incluir alunos com dificuldades e necessidades especias mas sim todo o ambinete cultural, educacional, comportamental, dentre outros. E o que vai fazer com que o professor e a escola tenham em mente que aquele aluno pode trazer muitas percepções é que ele também vive a realidade de uma criança/jovem típica  (quando usamos a palavra típica, queremos dizer crianças ditas pelo popular de crianças normais). Um autista também poderá conviver com jovens que lhe oferecerá drogas, poderá conviver com problemas emocionais corriqueiros, etc.

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Embuídos de desejo, o professor, a professora e a escola verão que, além de ensinar um aluno especial, estarão aprendendo muito pois alunos típicos, dentro dos padrões, não trazem novos desafios e já os espciais, fazem com que os profissionais façam uma nova leitura de sua forma de preparar aulas,  um novo olhar sobre os alunos, sobre eles mesmos e experimentam um novo modo de ver e viver a vida.

A inclusão social é mportante  para o ambiente escolar pois os colegas dele aprenderão a ser mais tolerantes com as diferenças e terão suas experiências e aprendizagens enriquecidas na convivência diária, a escola se estruturará para receber esse aluno, dando-lhe condições para o processo de ensino-apredizagem, tendo suas necessidades supridas e para o aluno, é fundamental pois, principalmente para alunos comprometidos no caso psiquiátrico ou sindrômico, como dificuldade de interação e socialização, esse é o ambiente ideal para que o aluno trabalhe esse aprendizado. É uma relação ganha-ganha, a comunidade ganha como um todo.

Então vamos falar da organização que a escola precisa ter para receber um aluno especial, principamente um autista:

–  Construção da rotina escolar: planejamento do espaço pedagógico.

–  Transição do espaço da casa para escola: compreensão das relações e dos limites.

Vamos entender melhor cada um desses fatores.

Para construirmos a rotina escolar: Rotina é uma sequência de atividades diferenciadas que se desenvolvem em um ritmo próprio, em cada grupo. Ela deve estruturar o tempo (história),  o espaço (geografia) e as atividades cujo conteúdo será estudado. Um aluno, quando chega a um grupo, fica perdido pois não consegue ver o todo e sim as partes e nesse sentido a rotina é importante pois torna-se o alicerce para que o grupo crie vínculos, estruture seus compromissos,  crie suas tarefas, assuma suas responsabilidades para que a construção do conhecimento possa acontecer e no caso do autista, ele ainda vai poder conhecer o espaço onde ele está inserido e se sentir seguro para “ousar” se abrir para algumas intervenções ou relações já que as ações precipitadas serão confirmadas.

O grupo, para se constituir, precisa da presença do educador, da rotina (estrutura) de trabalho cujos vínculos serão construídos com a produção e construção do conhecimento.

Essa rotina deve ser construída juntamente com os alunos para que eles se sintam co-responsáveis e não objetos conduzidos pelo adulto.

A apresentação dessa rotina deve ser feita de forma acessível para os alunos através de: material concreto (objetos que representem a atividade como por exemplo carrinho para demosntrar o que é lazer), imagens, desenhos (figuras que representem as atividades), escrita ou adaptações específicas (escrita em braile por exemplo).


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Esses exemplos de rotina dados acima são apenas modelos baseados na rotina do Luiz Júnior. Estes são a título de ilustração mas cada professor deve fazer o de seus alunos com as atividades específicas e do modo que achar mais adequado e atraente.

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Todas as atividas devem ter um tempo pré estabelecido, de conhecimento dos alunos, para que eles saibam o que vai acontecer, prever o local, a atividade e o material que vão utilizar. Na organização do tempo é muito importante que se tenha um momento para avaliação e organização do material necessário pois há alunos que se desestruturam nesse momento, afetando o andamento das próximas atividades.

Ex: Agora vamos para a biblioteca, para fazer a atividade XXX. Ficaremos lá, 30 minutos. O que vamos levar?

Na hora de ir embora do local, fazer o mesmo. Ex: Vamos guardar a boneca na caixa. Vamos pegar os materiais que temos que levar de volta pra sala de aula. Esse momento é o momento em que a criança “corta” o vínculo com o material de forma organizada. Se for um brinquedo isso é ainda mais importante porque a boneca deixa de ser filha, o bichinho de pelúcia volta a ser objeto. NUNCA faça isso pelo aluno.

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O aluno tem que saber pra onde vai.  Mudança de espaço requer uma adaptação corporal e compreenção do modo como utilizarão aquele local. Isso pode gerar insegurança para qualquer aluno e a entrada de um autista em um novo lugar pode ser gradativa (no tempo dele).

IMPORTANTE: em situações que um autista se agite e precise sair do espaço (sala de aula por exemplo), é muito importante que NÃO  AUMENTEMOS sua dificuldade de relacionamento, principalmente no caso de um autista, levando-o para espaços alternativos.

Conhecemos muitos casos em que professoras pedem para o acompanhante levar o aluno para dar uma volta, ou levá-lo para a sala da coordenadora. Essa professora está agindo como o AUTISMO, isolando o aluno.

O que fazer? Uma sugestão é tirá-la da sala de aula mas não quebrar o vínculo com o grupo. Ficar nas imediações da sala escutando a professora e os coleguinhas até se acalmar. Isso faz com que ela se adapte e queria voltar.

IMPORTANTE: Agitação não quer dizer que o aluno quer sair do grupo, significa apenas desconforto.

NUNCA isolar o aluno autista em um canto dando outra atividade para que ele permaneça quieto.

SEMPRE manter aluno perto do professor e em um local onde não haja muitos estímulos visuais que tirem seu foco do que é importante.

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Manter o aluno no mesmo grupo de origem facilita o processo de aprendizagem pois favorece o estabelecimento de relação de confiança entre as crianças: escola deve sempre pensar isso ao fazer mudanças de turma.

Sempre que chegar um novo aluno ao grupo, o contato deve ser orientado pelo professor ou acompanhante pois isso pode causar estranheza gerando comportamentos agressivos ou isolamento por parte do autista. Avise com antecedência, prepare o aluno.

As pessoas DEVEM EVITAR pegar na mão de um autista mas SIM oferecer a mão para que ele segure. Isso faz diferença em fazer com que ele sinta ou não ameaçado pelo outro.

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É importante preparar a rotina de atividades para que haja uma continuidade dos trabalhos. É importante planejar as atividades para que todos saibam o que vai acontecer e também planeje os imprevistos. Essa sequência de atividades é fundamental pois produz um efeito de segurança fazendo com que os alunos se envolvam e se interessem mais pela atividade.

IMPORTANTE: A adaptação do aluno autista deve ser SEMPRE em relação aos recursos utilizados e a complexidade e NUNCA com relação a temática. É importante que o aluno autista se sinta inserido no trabalho do grupo pois do contrário se sentirá tã isolado quanto  o efeito produzido pelo autismo.

Ex: Não deve ser feito: Professora está ensinando sobre primavera e resolve plantar um flor em um vaso. O aluno autista está disperso e agitado e professora o isola colocando ele no fundo da sala picando papel (comum em muitas escolas). Deve ser feito: Professora está ensinando sobre primavera e resolve plantar um flor em um vaso. O aluno autista está disperso e agitado e professora coloca ele para acompanhar colorindo um desenho com a temática primavera ou… fazendo qualquer outra atividade que ele tenha interesse com a temática primavera. Há autistas que parecem dispersos mas eles estão mais ligados do que iaginamos e quando menos se espera ele demonstra que absorveu o aprendizado.

Concluímos que a rotina poedagógica deve ser clara em cada atividade pois, do contrário, os reflexos serão apresentados na turma toda.

Ex: trabalhos recolhido de partes de um livro ou feito de maneira improvisada -> alunos dispersos, fazendo o que querem, tão perdidos quanto o planejamento do preofessor

        trabalho com intenção pedagógica clara e organizada -> alunos tem um eixo por onde se guiarem, saem do isolamento, procuram aquilo que é comum, que foi planejado.

IMPORTANTE: Trabalhar sempre as perspectivas de mudança para que os alunos aprendam a lidar com IMPREVISTOS e desenvolvam a capacidade de PREVER algo necessário para uma NOVA organização.

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- Não realizae grandes mudanças. A rotina serve para deixar a criança mais segura para a aprendizagem.

- A quebra de turma deve ser o último recurso utilizado pois a quebra de laços sociais são mais importantes que o nivel pedagógico que outra turma possa oferecer.

- A referência para a criança autista deve ser SUA TURMA e SALA DE AULA e NUNCA a professora ou acompanhante pois estas podem ser alteradas ao longo do ano e desestabilizar o aluno

- Sempre fazer uma previsão das mudanças necessárias para que não ocorram todas de uma vez.

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- NUNCA DEVE SER UMA BABÁ DO ALUNO INCLUÍDO

- Ela NUNCA deve ser a referência do aluno e muito menos quem conduz seu processo de aprendizagem

-  Em alguns momentos ela deve conduzir a turma em atividades mais simples para que o professor (a) possa fazer intervenções pedagógicas direcionadas para o aluno incluído.

-  O papel da acompanhante deve ser o de MEDIAR a relação do aluno com:

TEMPO: orientando sobre a sequência das atividades e o tempo de cada uma.

ESPAÇO: orientando sobre o que será realizado, em que local e as características deste em relação a atividade executada

PESSOAS: mediando a relação do aluno com os demais colegas incentivando-os a mostrarem seus trabalhos a ele, como executaram. Um aluno autista NUNCA deve ser isolado e nem sentar longe de seu grupo.

ATIVIDADE: Lendo a atividade, chamando a atenção do aluno para uma figura ou algo que a professora está explicando, fazendo relação com algo que o aluno esteja fazendo no caderno, etc.

IMPORTANTE: Os funcionários da escola  SEMPRE devem abordar o aluno direcionando-o para seu grupo de origem (ou seja, sua turma ou sala de aula) e o trabalho que está sendo desenvolvido. Nunca criar outras expectativas ou laços sociais c que prejudiquem a rotina social.  Ex: Ficar na cozinha tomando café com os funcionários ou até mesmo na sala da pedagoga vendo tv ou fazendo algo que lhe dá prazer.

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É muito importante que os alunos aprendam a diferenciar os espaços coletivos (escola por exemplo) do particular (casa) para que compreendam que as regras são diferentes para cada um. Assim aprenderão a seguir uma regra mesmo que não concordem pois saberão que a necessidade está ligada ao ESPAÇO, TEMPO e as PESSOAS que a utilizam.  Ex: Uma criança pode entrar em casa sem horário marcado mas na escola TEM que obedecer regras para chegar e para sair. Existe banheiro, cozinha, sala em casa ou escola mas cada um tem sua regra. Na escola não se pode usar o banheiro quando bem entender como em casa.

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Importante: quando o disciplinar ou um funcionário ver um aluno, principalmente autista, fora de sala, alerte-o para ir para a sala DE AULA para que ele não fique confuso, pensando ser a sala da casa dele. Não deixar aluno fora de sala, desrespeitando as regras e se isolando do grupo e da atividade proposta.

Todos os funcionários na escola devem ter claramente estabelecida a relação professor/aluno  no espaço escola:  isso ajuda a estabelecer a definição dos papéis e seu processo de construção simbólica.

Compreender que o tempo não pode ter relação com o que o aluno deseja, e sim com as regras da escola, ajuda no processo de aprendizagem pois o aluno NÃO pode ficar preso no sentido e significado que ELE quer determinar para o espaço escolar e para o conhecimento.

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Aqui, normalmente há um inversão: as vezes queremos que o aluno incluído faça igual aos demais para não ser discriminado mas quando se trata de limites, deixamos ele mais livre para fazer o que quer como chegar e sair na hora errada, sair da sala no meio da aula, etc.

Importante: Sempre deve-se questionar se a postura pedagógica adotada está contribuindo para a aprendizagem do aluno. Se necessário investigar o que está ruim e melhorar.

Nunca subestimar a capacidade do aluno para não prejudicá- lo e impedi-lo de ter acesso ao conhecimento ou experiência e situações de aprendizagem. (dica das autoras do blog: leia o texto Disbiciclético)

- NÃO estabelecer vínculo maternal com aluno por mais que ele precise de ajuda especial. A relação da escola deve ser estritamente PROFISSIONAL. Aqui não se exclui carinho com aluno mas se exclui certos cuidados que “protegem” demais como se fosse a mãe superprotetora. A relação sentimental nesse caso é PREJUDICIAL.

Se algum colega de trabalho perceber esse tipo de relação, DEVE conversar com esse pois ele pode não perceber e necessitar de ajuda. O trabalho coletivo é fundamental para que haja a inclusão social e principalmente para que todos cuidem da saúde mental do grupo.

O Tempo Pedagógico deve ser ditado pela escola, considerando as necessidades especiais e não o contrário. Ao perceber que um aluno sempre começa a se agitar em determinado momento ( ex: final do primeiro tempo), deverá  o professor antecipar a saída dele, considerando sua necessidade.

Importante: Dar ao aluno uma função que garanta seu retorno para a sala de aula e retomada da ação pedagógica pelo aluno. Ex: Pedir para aluno ir a sala dos professores buscar algo com um funcionário ou levar um bilhete para determinada pessoa e trazer a resposta. Essas pessoas devem estar a par dessa estratégia para que tudo saia conforme planejado.

Para concluir, devemos considerar que as diferenças entre a escola e a casa NÃO são tão óbvias e portanto, é preciso trabalhar com o aluno para que ele perceba a importância das regras e funções de cada coisa na escola, que deverão ser acatadas por TODOS, visando o bem coletivo.

É preciso que se relize um trabalho com as famílias para que compreendam a natureza do trabalho pedagógico. Ser FIRME com relação a rotina escolar, seus limites e regras, INCLUSIVE COM OS PAIS.  Isso é FUNDAMENTAL para um bom prognóstico pedagógico na inclusão de TODOS os alunos, mas principalmente os com autismo ou outra deficiência.

Bela professora

Bom, essa foi a palestra que AMAMOS ter assistido. Queremos muito trazer a professora Marlene em Uberaba e se tudo correr bem, será breve. Recomendamos muito que as escolas do Brasil todo peçam assessoria a ela, chamando ela para fazer palestras, trabalhar com seus profissionais.

Antes de colocar os livros que ela utilizou para seus estudos, gostaríamos de fazer um teste aqui. Se algum professor do colégio do Lu, leu tudo até aqui, por favor deixe um comentário. Queremos medir o interesse da escola no blog e em pesquisa sobre autismo. Primeiro vamos deixar o post uma semana no ar sem avisar na escola e depois avisaremos e veremos se alguém passa por aqui. Muitos podem  achar essa atitude boba mas pensamos assim: professores passam matéria e cobram as questões na prova para avaliar a turma né? Então, nada mais coerente do que avaliar os professores e o interesse da escola do Lu. Esses dias ficamos sabendo que o professor  Nicássio entrou aqui e ficamos muito felizes. Vamos ver. Conteúdo sobre autismo, tem de monte… infelimente o que falta é interesse. E como vimos aqui, em uma escola, o que mais se faz necessário para a inclusão social é o trabalho em grupo e o DESEJO.  A nossa parte, estamos fazendo! Ah, e você que não é professor da escola do Lu mas gostou do post, deixe seu recado tbm. Sabemos que é um post longo e por isso mesmo o feedback é tão importante… deu trabalho pra fazer… fizemos com prazer e não estamos cobrando nada mas é que um carinho é sempre bom… beijos carentes hahahahahaha!

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Referências Bibliográficas usadas pela professora Marlene.

• Condutas Típicas. Orientação da Secretaria de Estado da Educação de Minas Gerais – SD

01/2005

• CORDIÉ, Anny. Os atrasados não existem: psicanálise de crianças com fracasso

escolar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1996.

• FREIRE, Madalena. Sobre a rotina: construção do tempo na relação pedagógica. Cadernos

de reflexão, 1992.

• LAMEIDA, Laurinda Ramalho. O relacionamento interpessoal na coordenção pedagógica.

In: O Coordenador pedagógico e o espaço da mudança. São Paulo, Loyola, 2001.

• MONTEIRO, Mariângela da Silva. A educação Especial na perspectiva de Vygotsky. In:

Vygotsky um século depois. P. 73-84, 1995.

• Necessidades Educacionais Especiais. Conselho Nacional de Educação, Resolução n. 2

de 11/2001, art. 05.

• OLIVEIRA, Marta Kohl. Vygotsky: aprendizado e desenvolvimento, um processo sóciohistórico.

São Paulo: Scipione, 1997, Pensamento

• SANTIAGO, Ana Lydia. A inibição intelectual na psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar

Ed., 2005.

• SILVA, Marlene Maria M. A et al. Processo ensino-aprendizagem: uma abordagem

interdisciplinar. Revista Médica de Minas Gerais, COOPMED Editora Médica, vol. 08, nº 01,

janeiro a março/1998.

• TEIXEIRA, Rosalina Martins. Arte da Saúde. Revista Psiquiatria e psicanálise com criança e

adolescente. BH, jan. dez. 1996.

• VYGOTSKY, R. S. A formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1991.

Marlene Machado
contato@ekawa.com.br:

Guia de Professores do Luiz Júnior

sabor especialAchamos tão legal o guia do post anterior que resolvemos fazer um KIT GUIA DO PROFESSOR para a professora nova do Lu. A inclusão social é obrigatória mas nós, parentes de autistas, sabemos que ela não existe de verdade e isso é muito complicado. Lu foi recusado em outras escolas até ser aceito no seu colégio atual. O problema é que muitos acham que saber Libras, ter livros em braile na biblioteca, rampas nos corredores é o suficiente e sabemos que a estrutura das escolas brasileiras está longe de ser a ideal para nossos meninos especiais né?

Quando o assunto é autismo, quase ninguém sabe o que é, as vezes confundem com síndrome de down ou sabem o básico e as vezes erradamente (como por exemplo achar que o autista não gosta de carinho e não é carinhoso). É difícil as escolas ou o governo pagarem cursos para que os profissionais saibam lidar com nossas crianças e adolescentes então fica por nossa conta fazer esse papel. Eu, Luiza e mamãe sempre imprimimos artigos, compramos revistas e conversamos sobre as dificuldades dos autistas. As vezes não recebemos a atenção que gostaríamos mas tentamos.

eh uma delicia ensinar autistasAí a Luiza tava na net e achou esse guia muito bacana. Alterou o texto em algumas coisas (o grau do autismo do Lu, acrescentou nossos contatos) e teve a idéia de dar com uma maçã pela tradição de presentear as professoras com essa fruta. Fui na cozinha da minha empresa e dei de cara com uma maçã de plástico que a mamãe comprou pro nosso níver de vinte e poucos anos (eu e Luiza fizemos um aniversário infantil pra ficar diferente) e mostrei pra Luiza. Pronto!!! Era isso… um kit. Contamos a idéia pra mamãe Eliana e ela nos deu uma caneta e uma lapizeira pra colocarmos dentro. Aí a gente queria colocar algo natural (nada de balas e essas coisas porque o Lu faz a dieta) e tínhamos uns chás com a embalagem verde (capim cidreira e menta) que combinavam direitinho. Compramos uma agendinha (caderneta) e diagramamos o guia com maçãs, árvores, folhas com várias páginas (do tamanho da página da agendinha) e colocamos algumas frases de vermelho pra destacar. Ficou bem Legal. Fizemos uma capa e uma contracapa chamativas e imprimimos. Colamos tudo e ficou lindo!!! Adoramos o resultado (modéstia a parte, hehehe). Aí fomos mostrar pra Mamãe, que é uma artista. Ela colocou laços verdes nos chás, na caneta e lapizeira e no cartãozinho. Colocou um papel de seda e embrulhou a agenda com o mesmo papel e laço. O mimo tava pronto!!!!

Com amor pra tia Iria

A professora do Lu abriu a agenda na frente da mamãe e amou! Disse que ficava feliz por ter pais parceiros e que aquele material iria ser de grande valia para a convivência com o Lu. E disse mais: ela está super feliz de ter um aluno especial!

Kit especialAcho que ela vai amar o restante do Kit! E tenho certeza que esse presente ficará marcado em sua memória pro resto da vida assim como lecionar pro Luiz Júnior e aprender com ele a cada dia.

Confiram a agenda: tiramos fotos da capa e contracapa, do miolo com a flor e o marcador (que a mami fez) e do começo da diagramação do guia. O que acharam?

São coisas simples de fazer. Se você não souber mexer no computador, pode copiar o texto a mão com algumas figuras de revistas, pode comprar papéis coloridos, adesivos… bote a cabeça pra funcionar e seja criativa, surpreenda a professora do seu filho e faça ela ter vontade de saber mais sobre suas dificuldades.

conviver com as diferencas nos faz evoluir Uma maneira de fazer a professora pensar mesmo com o presente fechado foi que colocamos uma tag na fita verde que foi presa na maçã de plástico com a seguinte frase: Alunos autistas dão bons frutos.
Afirmamos isso porque todas as pessoas que ensinam, também aprendem e quando se ensina um autista (que repete frases sem parar, não pára quieto, as vezes é agressivo e outras vezes muito carinhoso – cito aqui algumas das características do Lu) você percebe que as aulas devem ser muito bem preparadas porque você tem que chamar a atenção desse aluno para o aprendizado. Não pode ser “cuspe e giz” e sim uma aula dinâmica, divertida, criativa. E acho que todos saem ganhando quando isso acontece.

Bom início de aulas pra TODAS as crianças, adolescentes e adultos que passam por aqui! Estudem bastante e comportem-se, hahahaha! E nunca é demais desejar um maravilhoso 2010!