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Rumo a independência!

Todos nós sabemos que as metas são importantes para os autistas (na verdade para todas as pessoas né? ). Lu está adolescente, 15 anos, quase 16! Sua atual meta (a mais importante pois ele tem muitas outras) é a independência! Ele já trabalha isso com a psicóloga e estamos trabalhando em casa! E para darmos condições a ele de ter sua independência, são necessários alguns exercícios e nada melhor do que: LISTAS!!!!

Amamos listas pois elas nos organizam, e é muito bom pois elas nos Lembram o que devemos fazer e assim não perdemos o foco ou se perdemos, retornamos ao foco com facilidade!!!

Fizemos uma lista de checagem para que Lu se responsabilize pelo seu estojo e evite perder os objetos dele em sala de aula! Ano passado ele perdeu um monte de borrachas, apontadores e tesoura e esse ano começou perdendo a borracha e o apontador! Tivemos a idéia de criar um check list para que ele mesmo confira se está tudo dentro do estojo antes de fechá-lo e guardá-lo! Lógico que ele estranhou a lista mas explicamos que todo adolescente e adulto organizado usa esse mecanismo e que isso evita problemas! Que também usamos e o nosso pai e nossa mãe também pois se deixarmos tudo só na cabeça, podemos esquecer! Ele se sentiu importante e preparado para usar a lista! Tudo que fazemos, conversamos e explicamos e é claro exaltamos a importância para a vida dele e a capacidade que ele tem de executar as coisas. Lu tem a auto estima muito elevada (elogiamos o tempo todo) e por isso sempre acredita que é capaz (e nós também pois eles são capazes de tudo, basta darmos essa chance a eles e adaptarmos os materiais e a maneira de executarem a tarefa).

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Com a check list do estojo em prática (praticamos em casa e orientamos para que pratique na escola), sentimos a necessidade de incentivá-lo a arrumar sua mochila escolar! Então, para ajudá-lo, colorimos todo o horário da escola e as etiquetas relacionadas a disciplina do dia com a cor correspondente. Como eles são visuais, isso auxilia muito na hora de se orientarem! Lu te muitas matérias e foi difícil arrumar tantas cores diferentes (quanto mais diferente uma da outra melhor). Você pode fazer isso de várias maneiras: Apenas bolinhas coloridas na capa ao invés da etiqueta, cada disciplina um personagem favorito (e todos os personagens no horário), encapar cada caderno e livro de uma cor, entre outras! Use a sua imaginação!

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Lu já é bastante independente: toma banho sozinho, se veste sozinho, come sozinho, vai ao banheiro sozinho e até fica em casa sozinho algumas vezes. Já telefona para os colegas sozinho para falar com eles (os mais chegados) e teve um dia que a nossa mãe chegou em casa e tinha um amigo com ele lá hahaha. Ele convidou sem avisar! Achamos isso um máximo! Teve interesse por uma pessoa, quis encontrar para estar junto!

Certa vez Lu foi visitar uma vizinha sozinho e ficamos loucas pensando onde ele poderia estar. A vizinha não nos avisou porque é lógico que ele falou pra ela que tinha nos avisado… hahahaha, hoje rimos dessa história! O bom é que ele mora em prédio e sabíamos que na rua ele não estava. Orientamos ele a sempre nos avisar aonde vai e que a independência exige a responsabilidade e que nos preocupamos com ele. Agora ele avisa e elogiamos muito quando ele faz isso! Elogie sempre que algo sair conforme sua orientação e avise sempre seu filho aonde vai pois somos modelos! Lu sempre é convidado a ir com a gente aonde vamos (mas ultimamente recusa… coisas de adolescente que prefere curtir os interesses sozinhos).

Somos modelos de organização e independência e devemos sempre expressar isso de forma mais exagerada para que eles vejam como é bom nos sentirmos assim! Ai, como amo escolher a minha roupa! “Nossa, adorei tomar meu banho sozinho, nada como um tempo só pra mim!”; “Hoje eu cumpri com tudo da minha lista e estou muito feliz pois posso descansar e ter o fim de semana livre!”; “Como amo cuidar das minhas coisas, sempre sei onde elas estão quando preciso!”; Coisas que vamos falando e eles vão entendendo!

Quando a pessoa perder algo, não cobre e nem jogue na cara dela que ela perdeu aquilo, que ela é distraída e nem toque no assunto de listas ou ferramentas… não relacione o mecanismo a uma frustração. Diga que é chato perder, que você também detesta mas estão juntos nessa e vão superar!

Esperamos que tenham gostado dessas dicas! O que fazem para dar independência para seus filhos? Dividam coma gente para colocarmos em outros posts e espalharmos ótimas dicas!

A Copa e o Mundo Sensorial!

Muitos autistas são sensíveis a barulhos e estímulos e com esses jogos da copa (e festa junina / julina) sabemos que os fogos vão acontecer com freqüência e que a rotina vai mudar, o que para algumas famílias isso traz uma certa ansiedade! por isso resolvemos trazer algumas dicas para que você saiba como ajudar seu filho (parente ou amigo) para que ele consiga lidar com tantas informações sensoriais é importante!

Antecipação
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Transmita empolgação e confiança em relação aos eventos e explique que eles são momentos especiais para estarmos junto da família, dos amigos e que todos estão comemorando essa oportunidade de celebração! Mostre fotos das pessoas vendo futebol felizes, da paixão pelo futebol, do mascote, da festa! Repita essa antecipação todos os dias nesse período, mesmo nos dias que não tem jogo, para que a pessoa com autismo esteja preparada.

Decoração da casa
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Para tornar concreto e visual o evento da copa do mundo, decore sua casa com bandeirinhas do brasil, bolas de futebol, objetos nas cores da bandeira brasileira. Torne essa atividade agradável e deixe a criança ou adulto escolher os lugares da decoração, deixe ele se envolver e participar. Envolva as personagens que ela gosta na decoração com desenhos deles comemorando, bichinhos de pelúcia com as bandeiras, fomas visuais que mostrem eles bem felizes com o evento! Certifique-se que todos os objetos são seguros para estarem ao alcance dos autistas, principalmente os que colocam as coisas na boca.

Dia de jogo
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Você poderá criar um quadro visual do dia do jogo, com fotos ou desenhos que representem todos os acontecimentos. Por exemplo, você pode usar imagens da pessoa tomando banho, colocando a roupa já escolhida, entrando no carro e chegando na casa que vão assistir o jogo e pode até complementar com as pessoas que estarão lá.

Envolvimento de todos
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Troque mensagens e converse previamente com sua família, amigos e com os demais convidados da reunião. Enalteça as conquistas e desenvolvimentos recentes de sua criança e explique os atuais desafios. Isso pode ser importante para o dia da festa, pois vocês saberão enquanto grupo o que fazer para prevenir ou lidar com determinadas situações.

Conforto
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Procure tornar a experiência das atividades fora da rotina uma experiência menos desafiadora para você e para o autista. Ao invés de forçar a pessoa a usar uma roupa nova que ela não quer vestir, permita que ela escolha a roupa, mesmo que seja a mesma roupa que ela tem usado regularmente há meses! O conforto de sua criança é mais importante do que o que os outros vão pensar sobre a vestimenta dela no evento. Quanto mais confortável a criança estiver, mais calma ela poderá ficar para lidar com os desafios das festas e para participar da diversão. Se faz questão que ela use uma roupa que comprou especialmente pro jogo, celebre essa roupa com antecedência, elogie bastante. Não deixe para ser uma novidade em um dia de muitas novidades! Se possível, leve-a para comprar essa roupa e participar do processo de escolha.

Alimentação
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Caso a sua criança esteja fazendo uma dieta ou tenha restrições alimentares, prepare cuidadosamente os seus alimentos para tê-los à mão na hora dos jogos e reuniões. Você poderá escolher as receitas que a sua criança mais gosta ou tentar preparar seus alimentos de forma que eles se pareçam com os quem serão servidos para o resto da família: todo mundo estará aproveitando a parte gastronômica das festividades e não queremos que a pessoa com autismo fique de fora! Se você sabe que, mesmo preparando os alimentos de sua criança para que sejam muito similares em aparência e sabor em relação aos outros que serão oferecidos nos jogos, ela provavelmente tentará experimentar os alimentos que não pode ingerir, neste caso procure alimentar sua criança antes de sair. Alguns pais de crianças com autismo utilizam a alternativa de sediar as festividades de forma a ter mais controle em relação ao ambiente físico, ao número de pessoas convidadas e à própria comida que será servida.

Ninho
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Sabemos que muitas pessoas com autismo têm grande sensibilidade sensorial, então, lembre-se destas sensibilidades e busque adaptar o máximo quanto possível o ambiente das comemorações dos jogos. Se for possível, deixe estabelecido um espaço ninho (ou seja, um cômodo na casa onde ocorrerá a festa) que poderá conter menos estímulos sensoriais e ser usado para que a pessoa descanse ou se acalme, se ela precisar. Você pode levar alguns objetos de conforto, como brinquedos ou quaisquer outras coisas de que ela goste e alocá-los nesse espaço, para que ela tenha um ambiente alternativo ao dos jogos. A ideia não é que a pessoa com autismo deixe de participar da festividade, mas sabemos que a rotina dela estará alterada e o que o ambiente estará repleto de novos estímulos, então queremos que ela se sinta segura e confortável sabendo que terá um espaço mais tranquilo, se precisar dele.

Pausa
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Verifique se o seu filho sabe como pedir uma ruptura com a aglomeração de pessoas ou ruído. Se o seu filho é verbal, ele pode precisar apenas de um lembrete. No entanto, muitas crianças no espectro fazem melhor com uma ajuda visual. Por exemplo, fornecer o seu filho com um cartão especial para entregar a você quando ele precisa de uma pausa a partir da estimulação.

Fones de ouvido
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Considere ter sempre a mão fones de ouvido para ajudar a bloquear o ruído excessivo. Como todos sabemos, fogos de artifício pode embalar um monte de estimulação sensorial!

Conhecendo o mecanismo
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Deixe-os explorar fogos de forma segura. Há uma série de fogos de artifício que são seguras disponível que pode dar ao seu filho a oportunidade de participar da diversão. Biribas (traque, bombinhas) e lança confetes (party poppers) também são uma boa maneira para o seu filho a juntar-se. Esses artifícios podem ser oferecidos a criança com antecedência para que eles entendam como são usados na comemoração! o melhor é que eles estarão no controle do momento do estouro e assim aprendem a se preparar para esse momento de barulho. Tenha cuidado com foguetes e bombas de fumaça, no caso do seu filho pode ter vontade de pegar as chamas.

Comemore suas vitórias
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Lembre-se de apreciar e comemorar comportamentos e iniciativas positivas de sua criança, adolescente e adulto! Não deixe que o foco esteja apenas em conter eventuais comportamentos inadequados e valorize os talentos e as habilidades que a pessoa com autismo demonstrar!

Relaxe!
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Divirta-se. Por último, mas não menos importante, não se esqueça de se divertir. Mostrar para o seu filho que você não está preocupado pode ser o primeiro indicador sobre como ele deve agir. Ansiedade pode gerar ansiedade! sinta-se calma (o) que ele ira entrar na brincadeira.

Fonte:
Inspirados pelo Autismo
Autism Speaks
ABPathfinder

Fica a dica – Garrafas sensoriais

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Hoje a dica vai ser bem legal e fácil de fazer!!! Recebi dois links (aqui e aqui) de uma amiga no facebook (valeu, Flavia!) e fiquei encantada. Lu sempre amou objetos com movimentos repetitivos pois o deixa calmo. O campeão de audiência (plim plim!) é o Lava Lamp!

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O que é sensorial? Relativo ao sensório, às sensações, aos sentidos. “O sistema sensorial é um conjunto de órgãos dotados de células especiais chamadas de receptores. Através dos receptores, o indivíduo capta estímulos e informações do ambiente que o cerca e do seu próprio corpo. Os estímulos são transmitidos na forma de impulsos elétricos até o sistema nervoso central. Por sua vez, o sistema nervoso central processa as informações, traduzindo-as em sensações e gerando respostas.”

Não é um simples utilizar mecânico dos sentidos. Ou seja, “Ah, que bom, vamos desenvolver visão e tato, talvez audição”. Não se trata disso, vai muito além! As mudanças observadas ao mexer a garrafa, o interesse despertado, a alegria de perceber movimento e acomodação nos objetos, de acordo com o estado de descanso ou “sacolejos” dados pela criança. É o despertar da criatividade, de um estágio de observação intenso de nuances, cores, formas, transformações. (explicação retirada daqui)

Pesquisei no google e li sobre diversos posts que ensinam a fazer essa garrafa e cada post com uma ideia divertida. Foi demais ler tudo e foi difícil separar o que eu iria colocar aqui pra vocês e o que eu não iria colocar. Vamos fazer o seguinte? Depois de ler o meu post, valorizem os links que eu coloquei (inclusive as fontes) pois vale a pena ver as imagens e ideias bacanas que cada um teve!

Garrafas sensoriais são garrafas plásticas de qualquer tamanho, desde que sejam transparentes e com objetos que despertem a curiosidade e o desejo de observação (estrelinhas, bolinhas, bolicas, bichinhos, dados ou o que você tiver em casa), as cores e formas que quando misturados a água, areia ou outra coisa produzam algum efeito interessante.

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Importante: Como a garrafinha estará cheia de coisas fáceis de engolir, cole a tampa para vedar bem. Caso ache necessário, use cola quente.
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Ideias de materiais que podem ser usados:

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- lantejoulas
- purpurina
- cola colorida e com glitter
- flores de plástico
- canudo cortado
- floquinhos de isopor
- brinquedinhos (aranha, carrinho, bonequinhos…)
- dados
- números e letras feito de garrafa pet (fazer de garrafa verde para aparecer na transparente)
- bolinhas coloridas de vaso de flor (aquelas que aumentam quando colocadas na água)
- peixinhos, corações e estrelas de pedaços de luva de borracha (luva amarela para limpeza)
- estrelinhas
- bolinhas de gude
- conchinhas da praia
- arroz (pouco, pois a água fica branca)

Com esses materiais vocês podem trabalhar vários sentidos (ideias daqui e daqui)

TEMPERATURA
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1 Recolha garrafas de água quente de borracha. Você também pode usar garrafas plásticas de água, mas a temperatura vai mudar muito rapidamente para permitir que mais de uma criança trabalhe com elas.
2 Encha cada garrafa com líquidos de diferentes temperaturas. Água é mais comumente usada.
3 Feche a tampa firmemente.

CHEIROS
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1 Lave pequenas garrafas de água e remova os rótulos.
2 Use menta, creme de barbear, sabonete, canela, café, especiarias e sachês. Você também pode usar algumas gotas de extratos ou óleos de aromaterapia em bolas de algodão.
3 Coloque itens com diferentes aromas em frascos diferentes. Cole a tampa novamente.
4 Fure os lados das garrafas de plástico com um prego.

SONS
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1 Reúna um número par de garrafas plásticas de água. Pinte-as de preto para que as crianças não possam ver o que está dentro.
2 Encha duas garrafas com moedas. Preencha as próximas duas com sal. Continue enchendo as garrafas de forma par e com todos os tipos de sólidos, como noz-moscada, clipes de papel, arroz ou feijão.
3 Sele as garrafas com cola. Faça as crianças adivinharem o que tem dentro da garrafa pelo som.

MAGNETISMO
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1 Lave uma garrafa de plástico e retire o seu rótulo.
2 Encha dois terços da garrafa de plástico arroz, confete, etc
3 Coloque objetos metálicos como clipes de papel, alfinetes ou pregos na garrafa.
4 Cole a tampa com cola resistente.
5 Amarre um ímã na abertura da garrafa com um fio para que o ímã não se perca. Deixe a criança deslocar o ímã pela garrafa para atrair objetos metálicos.

ELETRICIDADE ESTÁTICA
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1 Lave uma garrafa de plástico e retire o seu rótulo.
2 Coloque um pouco de bolinhas de isopor e borboletas feitas com papel de seda
4 Cole a tampa com cola resistente.
5 Esfregue bem a garrafa no cabelo, seda, lã ou carpete. As borboletas irão voar

VISÃO (todas são visuais mas essa é de olhar e procurar uma palavra e formar frase ou números e somar, etc)
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1 Lave uma garrafa de plástico e retire o seu rótulo.
2 Encha dois terços da garrafa de plástico com água, arroz ou outro grão ou material pequeno.
3 Coloque objetos de plástico ou papel como letras, números, dados, palavras escritas em cartolinas, etc
4 Cole a tampa com cola resistente.

Vocês podem fazer garrafas com temas também. Essa aí foi feita com as estações do ano (de cima pra baixo: primavera, verão, outono e inverno). Quando for fazer com temas (pode utilizar essas garrafas pra estudar história, geografia, ciências, português, inglês, etc), você pode chamar as crianças para trabalharem juntas, escolherem o que irão colocar, etc (sempre atentos com as idades e se elas vão ingerir alguma coisa.)
Li um link MUITO LEGAL sobre garrafas com o tema estações do ano e tem o passo a passo de como fazer e um artigo sobre garrafas sensoriais muito bom.
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Colocando cola colorida com gliter você faz uma garrafa sensorial para acalmar a criança no momento de stress. Fica linda e funciona mesmo!
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Vale o clique nesse vídeo!

Outras ideias sensoriais:

Tapete Sensorial
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Caixa Tátil
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Livo Tátil
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Mesa Sensorial: Neste post você pode baixar um artigo sobre mesa sensorial. Vale a pena o clique. Você pode ver várias ideias de mesas aqui!
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Esperamos que tenham gostado. Se fizerem, enviem pro nosso email (contato@estouautista.com.br) que colocamos na página do facebook!

Fonte:
Experiências da educação Infantil, Inventare, Tuntstall, garrafa magnética

Fonte imagens: garrafa som, estações do ano, garrafa de cheiro

Fica a dica – Ensinar Expressões idiomáticas

Oieee! Que saudade desse cantinho. Estamos na correria mas Lu está na última semana de aula e depois tudo ficará mais fácil já que não teremos que ensinar dever de casa e sobrará um tempinho para atualizarmos mais o blog e a nossa fanpage no facebook.

Vamos falar da nossa super dica!!! Todos nós usamos algumas expressões idiomáticas. Para nós, é comum falarmos “Chorou o leite derramado”, “Enfiou o pé na jaca”, “Pisou na bola”, etc… A gente entende direitinho todas elas e segue a conversa normalmente. Tá, mas por que estamos falando disso? Quem convive com um autista (pais, amigos, parentes, professores, profissionais em geral) sabe que que eles têm pensamento concreto. Então quando falamos essas expressões, eles entendem ao pé da letra como nos exemplos abaixo:

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É engraçado pensar assim, mas os autistas realmente ficam confusos e muitas pérolas surgem quando falamos gírias, expressões ou duplo sentido. Devemos ajudá-los a entender e se comunicar dessa forma para que fique mais fácil conviver em sociedade. Uma técnica produtiva para ensinar o verdadeiro significado dessas expressões é o “paralelismo”, na qual a expressão idiomática é usada e depois o seu sentido literal (real) é apresentado. Exemplo: “Está caindo um pé d’água. Isso significa que está chovendo muito”.

É legal também montar um dicionário visual com essas expressões. Vocês podem pegar imagens de revistas, internet, desenhar, etc. Vocês passarão um dia extremamente agradável e proveitoso!

Fizemos algumas para vocês verem como é divertido!

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Esperamos que tenham gostado da dica! Contem depois ou mandem fotos para publicarmos e incentivarmos outras pessoas com nossas experiências!

Fonte:
Livro: Convivendo com Autismo e Síndrome de Asperger – Estratégias Práticas para Pais e Profissionais
Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas
Arquiteto Roberto Tavares
Breve Diário das Horas
Google

Vivendo com Autismo – Perspectiva dos Irmãos

Viver com um irmão ou irmã autista acrescenta mais experiências significantes e únicas à relação. Através de numerosos relatos de pais e irmãos de crianças com deficiências isso fica muito claro; quando uma criança na família tem uma deficiência, afeta a família toda. Também fica claro que as famílias e cada membro delas podem ficar fortalecidos ou estressados com a situação. O grau desses efeitos conflitantes parece variar de família para família e de pessoa para pessoa. Alguns fatores, no entanto, podem ajudar a fortalecer as famílias e minimizar o estresse.

Esse artigo pretende preparar você com informações importantes e sugestões práticas para ajudar e apoiar os irmãos. Embora tenha sido feita uma pesquisa limitada, a reação de uma criança crescendo com um irmão ou irmã com deficiência é influenciada por muitos fatores tais como idade, temperamento, personalidade, ordem de nascimento, sexo, atitudes e modelo dos pais, e apoios formais e informais e recursos disponíveis. Certamente, os pais têm pouco controle sobre muitos desses fatores.

No entanto, os pais têm responsabilidades nas suas atitudes e exemplos que dão. Uma pesquisa feita por Debra Lobato descobriu que os irmãos, descrevendo suas próprias experiências, mencionavam consistentemente as reações dos pais, a aceitação e ajustamento como a influência mais significante nas suas experiências de ter um irmão ou irmã com deficiência. (Lobato, 1990). A pesquisa de Lobato também mostrou que a saúde física e mental da mãe é provavelmente o fator mais importante em prognosticar o ajustamento dos irmãos independente da presença de deficiência na família. (Lobato, 1990). Resultados positivos que os irmãos frequentemente mencionam são aprender a ter paciência, tolerância e compaixão, e ter oportunidades de lidar com situações difíceis. Essas oportunidades também lhe ensinaram a ter confiança quando enfrentassem outros desafios difíceis. A pesquisa feita por Susan Mchale e colegas descobriu que os irmãos sem deficiência encaravam o seu relacionamento com o irmão ou irmã autista de maneira positiva quando:

1) Eles tinham entendimento sobre a deficiência do irmão/irmã;
2) Eles tinham habilidades de lidar com ele bem desenvolvidas; e
3) Eles tinham reações positivas dos pais e pares em relação ao irmão autista (Mchale etal, 1986).

Da mesma forma que você aprendeu a ser capaz de mudar os acontecimentos ao invés de reagir a eles em seu próprio beneficio e do seu filho autista, os irmãos precisam que você faça o mesmo para ajudá-los. Cada família é única. Algumas estruturas familiares incluem pais solteiros, membros de família de muitas gerações, e familiares com outros estressores significantes incluindo mais de um membro com a deficiência. Cada família tem as suas próprias crenças, valores e necessidades. Mas não levando em conta as circunstâncias familiares, as sugestões discutidas aqui são estratégias de apoio a serem consideradas na ajuda de irmãos para lidarem com um irmão autista.

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Alguns irmãos têm experiências negativas quando seu irmão ou irmã tem autismo. Ansiedade, raiva, ciúme, constrangimento, perda e solidão são todas as emoções que as crianças provavelmente podem ter. Devido à natureza dos autistas, há barreiras à ligação dos irmãos que podem causar estresse extra. A comunicação e brincadeira podem ser difíceis entre irmãos autistas. Frequentemente pede-se ao irmão sem a deficiência para aceitar, ou eles próprios podem sentir obrigados a aceitar o papel de zelador. Essas questões devem ser lidadas de maneira a poder mudar os acontecimentos ao invés de reagir a eles e deixar as coisas acontecerem. Os irmãos são membros da família que precisam de informação, confiança e estratégias de enfrentamento como os pais precisam. Os irmãos têm uma ligação única entre si que geralmente é para a vida toda. Ter um irmão com uma deficiência tem impacto nessa ligação e terá impacto em cada irmão de maneiras diferentes. Como pai/mãe de uma criança com autismo, você pode influenciar diretamente e sustentar relacionamentos positivos entre os irmãos.

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