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Depoimento – Ludmila e Maria Luiza

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Precisamos falar sobre Autismo!
1 em cada 68 crianças estão dentro do espectro autista (número aferido pelo CDC, Center of Diseases Control and Prevention).

E hoje vou contar para vocês um pouco sobre a minha filha.
Maria Luiza é uma menina encantadora, que chama a atenção por onde passa. Sim, pode ser que eu diga isso porque sou a mãe dela, mas fato é que ela me encanta profundamente!

Ela nasceu em setembro de 2013, de parto normal, aqui na França, onde moramos no momento. Perfeitamente saudável, linda, sorridente e tranquila. Chorava pouco e dormia muito. O sonho de toda mãe!

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Pelo fato de morarmos fora, viajamos bastante, e com isso eu decidi que iria vaciná-la com todas as vacinas obrigatórias na França, no Brasil, e as que não são obrigatórias em lugar nenhum, pois na minha cabeça, essa era a melhor maneira de proteger minha filha.

Quando ela estava com 7 meses e meio, fomos eu e Maria Luiza, para o Brasil pela sua primeira vez! Ficamos 3 meses e meio por lá visitando a família e os amigos. Ela já engatinhava, e foi aperfeiçoando sua técnica durante essa temporada e se tornando uma engatinhadora super veloz! Ficou em pé pela primeira vez lá no Brasil, ameaçou dar uns passinhos se apoiando nos móveis e falou sua primeira palavra: “babá”. Provavelmente uma das primeiras palavras que eu também falei, pois era assim que carinhosamente eu chamava a Maria, minha segunda mãe.

41 noites desses 3 meses e meio que passamos no Brasil, Maria Luiza chorava de 9 Pm às 6 Am, incansavelmente, em alto e bom tom! Eu fique tão cansada e tão esgotada que pensei que fosse morrer por falta de dormir. Não entendia o que estava acontecendo com aquela bebezinha tão alegre e tranquila. Ela foi diagnosticada com “terror noturno”, por ter mudado de ambiente, estar longe do pai, do cachorro e rodeada por pessoas consideradas estranhas até então. Foram 41 noites que pareciam intermináveis!

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Voltamos do Brasil, ela já batia palminhas, dava “tchau”, falava “mama”, “papa”, imitava a vaca, o porquinho, o cachorrinho chorando, fazia a coreografia de “meu pintinho amarelinho” e de “cai, cai balão”…
Um mês depois ela completou seu primeiro aniversário, recebeu a primeira dose da vacina tríplice (de caxumba, rubéola e sarampo) e começou a frequentar a creche 2 tardes por semana.

Aos 16 meses ela recebeu a segunda dose da vacina.
Eu estava começando a ficar preocupada porque ela parou de demonstrar interesse em aprender a andar, mas o pediatra me disse que ela era excelente engatinhadora, e como ela não via “vantagem” ou necessidade em andar, ela preferia continuar engatinhando, e que isso era normal.

Comecei a me preocupar também, pois ela não estava ampliando seu vocabulário, pelo contrário, estava parando de falar as poucas palavras que já falava e deixando de fazer os sons dos animais. O pediatra me disse que eu não tinha com o que me preocupar pois ela era uma criança trilíngue, e que crianças expostas a mais de uma língua demoram mais para falar.

Minhas preocupações foram aumentando, com o fato de que a Maria Luiza estava sempre com diarreia. E o pediatra me disse para não me preocupar pois isso era comum quando as crianças começavam a frequentar creches e escolinhas, e que eu deveria mantê-la sempre bem hidratada.

Ela foi ficando bastante seletiva para se alimentar e com dificuldade com a textura dos alimentos. Começou a ter crises nervosas quando eu a levava para brincar na grama, ou com areia, tinta e massinha. Esse mesmo pediatra, me disse que algumas crianças tinham dessas “fases” mesmo e que isso iria passar.
Eu até concordo com tudo o que esse médico disse. Mas eram muitos sinais e sintomas numa mesma criança e ao mesmo tempo, e nenhum deles estava passando. Isso me inquietava diariamente.

Ela andou faltando 2 dias para completar 18 meses, o que é considerado dentro da faixa de desenvolvimento normal da criança. Mas continuava sem falar e suas diarreias foram ficando cada vez mais frequentes. Pedi para o pediatra fazer um teste de alergia na minha filha, e ele disse que não havia necessidade.

Ela completou 2 anos e sua frequência na creche passou para 3 vezes na semana em horário integral. Cheguei a pensar que com uma convivência maior com as crianças, ela fosse desenvolver melhor a comunicação e ficar mais resistente a tantas “gastroenterites”. Mas um mês depois, eu e Diogo fomos chamados para uma reunião na creche com a diretora e a psicóloga. Elas nos disseram que a Maria Luiza estava mordendo as crianças, estava com dificuldades para comer sozinha, não dormia após o almoço e tinha muitas crises coléricas. Chegaram a me perguntar se meu marido me batia em casa e se minha filha sofria ou presenciava algum tipo de violência. Disseram que continuariam a observá-la por alguns meses para vermos como tudo evoluiria.

Pouco tempo depois chegou o Natal e recebemos aqui na França uma das minhas irmãs, meu cunhado e minhas 2 sobrinhas. Os dois são psicólogos e puderam observar bem de perto tudo o que estava acontecendo. Maria Luiza mordia a prima mais nova diariamente, por motivos diferentes. Mordia quando queria um brinquedo que a prima estivesse segurando, mas também mordia quando estava muito feliz por estar brincando com ela. Assim como fazia comigo também. Com isso, concluí que a mordida era não somente uma forma de se comunicar (já que ela não sabia dizer “não”, “sim” e nem pedir qualquer coisa), mas também era uma falta de controle das suas emoções, fossem elas positivas ou negativas.

Com o tempo, aquela criança que quase não chorava e dormia muito bem, começou a ter insônia e crises de choro que chegavam a durar 5, 6, 7…, 12 horas sem parar!

Resolvemos ir ao Brasil em fevereiro de 2016 para fazermos uma avaliação da Maria Luiza com um neuropediatra e um psicólogo, ambos bastante profissionais e recomendados pelo meu cunhado.

Foi então, quando o neuropediatra depois avaliá -la, conversar bastante conosco e presenciar uma crise colérica que ela teve dentro do consultório, me disse o que eu já imaginava. Mas para minha surpresa, ele me disse que ela não tinha um diagnóstico fechado ainda, mas que existia sim uma suspeita de AUTISMO. Por mais que eu já imaginasse, por mais que eu já tivesse algum conhecimento sobre autismo e por mais que ele tenha me dito que por enquanto só existe uma SUSPEITA, o mundo desabou na minha cabeça naquele momento. Olhei para o Diogo e ele estava com aquela cara de choque. Chorei muito. E chorei na frente da minha filha. E quando ela percebeu, ela veio me fazer carinho e eu, tentando disfarçar, falei para ela: “Mamãe está com dodoizinho”. E as sábias palavras que esse médico me disse e que eu não posso jamais esquecer foram: “Não tem dodoizinho nenhum. A mamãe está chorando porque ela está preocupada com você, porque ela compartilha do que está te fazendo sofrer”. E continuou: “Ludmila, não minta e não esconda nada da sua filha, ela precisa saber o que está acontecendo e o que você está sentindo. E o fato dela ter percebido que você está triste e ter te feito carinho, significa que ela tem empatia, compaixão, discernimento entre as emoções e isso é um ótimo sinal de habilidade social. E é por esse interesse e habilidade dela em se socializar, associados a um contato visual bastante rico, que me fazem ter dúvidas e não fechar ainda o diagnóstico dela”. Não parando por aí, de repente veio a parte que sacolejou até a minha alma: “Chore querida, chore tudo o que tem para chorar aqui comigo. Agora veja a cara de choque do seu marido e a cara de desespero da sua filha. Respire fundo, abra os seus braços e estufe o peito. Seja forte, porque a ficha do seu marido ainda vai cair e os dois vão precisar muito de você e do seu acolhimento. E é você, sozinha, lá na França, quem vai ajudá-los. À partir de agora, você é o meio de comunicação e de transporte da sua filha para a vida”.

Voltamos do Brasil em março e a psicóloga da creche quis marcar uma outra reunião com as professoras da Maria Luiza e a diretora. Ouvimos tudo o que elas tinham para nos dizer e sem contar nada do que havia acontecido no Brasil, eu perguntei para a psicóloga: “Se você tivesse que dar um diagnóstico para minha filha agora, qual seria?”, e ela respondeu: “Autismo. Mas na verdade, para mim sua filha é uma incógnita”.
Orientados pelo neuropediatra, imediatamente iniciamos as sessões com fisioterapeuta, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional.

Conversei com o pediatra negligente, e disse que eu precisava das prescrições médicas para todos esses acompanhamentos que estávamos iniciando (burocracia do sistema público de saúde francês, como qualquer outro) e de um pedido de exame de sangue para testar se além de tudo Maria Luiza era alérgica, pois ela já estava há 45 dias com diarreia e não havia crescido e nem engordado nos últimos 3 meses. Não tinha mais cabimento ele me dizer que isso era gastroentrite!

Descobrimos que ela era alérgica a caseína (proteína do leite), clara de ovo, amendoim e mostarda.
Nesse meio tempo, uma das minhas irmãs, que é formada em pedagogia Waldorf e em Antroposofia Curativa, colocou na minha vida 2 irmãs gêmeas, que se tornaram minhas irmãs de alma. Elas salvaram a qualidade de vida da minha filha! E eu nunca encontrarei formas de demonstrar o quanto sou grata a tudo que elas fizeram e fazem por nós. Para entenderem melhor sobre quem elas são e o maravilhoso trabalho que elas fazem, vocês podem acompanhar o blog delas: www.estouautista.com.br.

Desde quando falei com Karla e Luiza pela primeira vez, elas me mandaram tirar o leite e o glúten da vida da minha filha (procurem saber sobre autismo e dieta Sem Glúten e Sem Caseína). Eu obedeci! Antes mesmo de sair o resultado dos testes de alergia. Em 3 dias, Maria Luiza estava fazendo cocô normal, pela primeira vez na vida. Essas duas irmãs abriram meus olhos e minha mente para um mundo que eu pouco conhecia, onde muitas coisas são maravilhosas e outras muito tristes.

Dentre as coisas maravilhosas, elas me contaram sobre um tratamento homeopático chamado Cease Therapy, feito para desintoxicar as crianças de metais pesados contidos nas vacinas e de outras substâncias, como o paracetamol, por exemplo. Por causa desse tratamento conheci a Natalia, uma mulher, mãe e profissional fantástica. Ela é a única homeopata na França que tem autorização para fazer esse tratamento. É um tratamento longo, muitas vezes sofrido, que exige bastante paciência, disciplina e força de vontade dos pais. Mas se alguém aí estiver passando por algo parecido, saibam que o recomendo de olhos fechados! Estejam 100% preparados, mas podem ter certeza que vale MUITO a pena todo sacrifício!! Existem homeopatas bastante capacitadas no Brasil que também fazem esse mesmo tratamento.

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Hoje, depois de somente 5 meses de tratamento, Maria Luiza ama brincar na areia e não se importa mais se estiver andando descalça na grama. Já está falando várias palavrinhas em francês e até mesmo formando frases curtas com verbos. Voltou a dormir bem como na época em que era bebê, come sozinha e suas alergias acabaram (mas ela continua na dieta SGSC). Sua evolução tem impressionado bastante os profissionais que a acompanham e as professoras da creche.

Quando todas essas suspeitas começaram a surgir e após a avaliação do neuropediatra, cheguei a escutar de pessoas que eu amo, coisas do tipo: “o que sua filha precisa é brincar mais com as crianças lá de casa, pois elas são as mais espertas e inteligentes”; “sua filha precisa é assistir mais televisão”; “sua filha está assim pois como você passa a maior parte do tempo sozinha com ela, você deve ficar cansada e não deve estimulá -la o suficiente”; “sua filha está assim porque você é estressada demais e ela sente isso”; “imagina! Sua filha não tem nada, você que é estressada e preocupada demais!”. E até mesmo cheguei a perceber uma pessoa ou outra chegando a tratá-la como se ela sofresse de alguma debilitação razoavelmente grande. Tenho certeza que nenhuma dessas pessoas me falaram qualquer coisa para me magoar, pelo contrario, queriam me ajudar. Mas gente, por favor, vamos ter mais sensibilidade, vamos nos INFORMAR e vamos PENSAR antes de falar! O momento já é delicado e sofrido demais por si só. Pais como nós, precisam de amor e de ACOLHIMENTO. Por causa desses tipos de comentários, eu decidi que não ia contar mais nada para ninguém, pois eu não estava mais disposta a ouvir críticas, opiniões e julgamentos. E principalmente, porque eu também não queria que ninguém mudasse a maneira de tratar a minha filha.

Por isso peço desculpas aos vários amigos e familiares que até agora desconheciam do que está acontecendo conosco, e conto com a compreensão de todos vocês.
Por que eu resolvi contar tudo isso agora e expor nas mídias sociais? Porque eu me sinto mal em saber que existem tantos pais passando pelo que estamos passando e não fazer nada. 1 EM CADA 68, guarde bem este número! Precisava me abrir e gritar para esses pais: – Ei! Estamos aqui, nós sentimos o que vocês sentem, compartilhamos de suas batalhas, vamos nos unir e nos ajudar? Vamos botar a boca no trombone, trocar informações e fazer mudanças já!

As pessoas no geral, tem a ideia de que autistas são aquelas crianças que ficam isoladas num canto, olhando para o nada e balançando o corpo para frente e para trás. Não gente! Vamos acordar! Todos nós precisamos buscar por mais informação, principalmente os médicos, educadores, mães e pais. Existe algo chamado ESPECTRO AUTISTA, e dentro desse espectro, a criança pode ser diagnosticada do grau mais leve ao grau mais pesado, depende do quanto ela estiver comprometida. E isso não significa que ela ficará estagnada nesse grau para sempre. Com tratamentos e estímulos terapêuticos adequados ela pode evoluir bastante, podendo até mesmo sair do espectro. Recomendo aqui um filme que mostra isso muito bem, chamado “MEU FILHO, MEU MUNDO”. E sobre o fundador do programa “SON RISE” que foi diagnosticado com autismo quando criança.
Não estou aqui para levantar bandeira nenhuma. Estou aqui para contar o que está acontecendo dentro da minha casa. Eu, Ludmila, acredito que para uma criança ser considerada autista, deva existir uma predisposição genética, mas existem gatilhos ao longo da vida, que podem ou não, despertar essas características autistícas, fazendo com que a criança esteja dentro do espectro. Existem vários gatilhos já identificados, como os conservantes das vacinas, o paracetamol, pesticidas e outros.

No caso da minha filha, tenho convicção, que ela sofre por intoxicação dos metais pesados utilizados como conservantes das vacinas. Não, eu jamais vou falar para vocês não vacinarem seus filhos, principalmente porque algumas vacinas são obrigatórias por lei (variam bastante de país para país). Mas é um absurdo a indústria farmacêutica não mudar isso! Precisamos mudar muita coisa, mas antes de tudo precisamos nos INFORMAR, nos UNIR e ter mais SENSIBILIDADE com as crianças autistas e com os pais de autistas! O autismo precisa receber mais atenção de todos nós, ser mais bem divulgado, assim como seus diferentes tipos de tratamentos. Antes de criticarem ou julgarem, se informem!

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E lembrem-se: 1 em cada 68 crianças! E esse percentual só aumenta! O seu filho pode ser o próximo! Tenha isso em mente!

Depoimento de nossa querida e amada irmã de alma Ludmila Neder Monteiro

Clique aqui estão os posts do Estou Autista sobre dieta

Consulta com o Dr Sabrá

Logo que saiu o estudo do Dr Sabrá sobre as alergias ligadas ao autismo ficamos felizes pois um brasileiro, médico, PHD, trazia para o país o que muitos pais e alguns médicos DAN já colocavam em prática: dietas específicas para resolver alergias cerebrais.

Porém Sabrá foi além: acabou com a desculpa de muitas pessoas que recusavam o tratamento por não ser comprovado cientificamente (essas pessoas provavelmente nunca pesquisaram em inglês ou nunca destinaram seu tempo pesquisando mesmo em português artigos traduzidos por mães de autistas engajadas na causa) e ainda deu credibilidade aos tratamentos ditos “alternativos” (detestamos esse termo pois para nós o alternativo é o que foge da natureza ou seja a alopatia). Sabrá apresenta em seus estudos a relação das alergias com os comportamentos autisticos que aparecem em muitas crianças e adultos e conseguiu  a recuperação de algumas em seu consultório. Mas já deixamos bem claro aqui que nem por isso essa é a formula mágica da cura!!!

Para quem não conhece, Dr Aderbal Sabrá tem uma clínica particular  no Rio de Janeiro e também atende na clínica da UnigranRio. Trabalha ao lado de sua esposa Dra Selma e juntos eles fazem algumas viagens pelo Brasil atendendo os pacientes que não tem condições de viajar (sim, é difícil viajar com um autista e os custos são altos).

Ficamos felizes com o trabalho do Dr Sabrá e aproveitamos uma oportunidade em que ele estava em São Paulo (muito mais fácil para nós, que moramos em Minas Gerais) para conhece-lo de perto e é claro, darmos início ao tratamento.

A organização dos pais que levaram Dra Sabrá e Dra Selma para São Paulo foi ímpar. Montaram um grupo para a comunicação, pagamento e pedidos de exames de sangue.

Sabrá pede muitos exames (Lu  precisou coletar 9 tubos de sangue) e recomendamos que faça-os com antecedência da consulta pois muitos podem não serem analisados em sua cidade (como no nosso caso em que o laboratório colhe o sangue e manda para suas unidades em outras cidades maiores). O resultado aqui levou uma semana para sair e o preço é alto. Se você tiver plano de saúde, melhor! Também entramos na dança para encorajar o Lu, que só tirou sangue com o papai!

 

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Em São Paulo, Eles nos atenderam em um hotel, com 3 salas separadas para que tudo ocorresse da melhor maneira possível: uma sala onde Dr Sabrá atendia, uma sala onde Dra Selma realizava o teste cutâneo de alergia (Prick Test) e uma sala onde pais que estavam aguardando sua vez , trocando informações, abraços, histórias e olhando seus filhos brincarem com os brinquedos que cada família levou!

O tempo de espera voa, pois em todos os lugares em que duas famílias que tem pessoas autistas se encontram, a interação e identificação é imediata! Nos sentimos a vontade juntos e estamos acostumados a dividir a atenção da conversa com a atenção nas crianças… e haja história pra contar, perguntas a fazer (quem chega quer logo saber como foi hahaha), abraços pra trocar!

Fomos encaminhados para a sala do Dr Sabrá que fez suas perguntas sobre o histórico da criança e da família: como foi a gestação, o parto, o pós parto, se mais alguém na família tem alergias, qual tratamento o paciente já faz entre outras amenidades (ele é uma pessoa muito simpática). Saindo dessa primeira conversa somos encaminhados ao prick test com a Dra Selma, que é muito amorosa e paciente e tem muito tato com a família e o paciente.

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O Prick test consiste em um teste onde ela fura superficialmente a pele (não sai sangue, é bem superficial, como quando passamos a agulha no dedo para tirarmos farpas) do braço 101 vezes e vai colocando um liquido reagente com cada alimento a ser testado. Ela faz esse procedimento de 10 em 10 bolinhas assinaladas com uma canetinha e um furinho por cima de cada. Após o término de 10 ela analisa as reações com uma lupa e vai anotando em um papel… nessa hora os familiares estão torcendo pra acabar logo pois a ansiedade é enorme para saber quais são as alergias.

Lu fez sem contensão nenhuma o exame, mas foram necessárias muita conversa, paciência e explicação e Dra Selma nos instruiu para segurarmos a outra mão dele, pois caso coçasse, ele poderia esquecer e ir com a outra mão e misturariam todos os líquidos e teríamos que recomeçar o teste.

Dra Selma é muito experiente e já tem até alguns brinquedos na  sala dela mas recomendamos que leve os brinquedos que seu filho goste ou o tablet. Lu não quis nada na hora, apenas prestar atenção e ficar perguntando se estava acabando ou comentando sobre o teste. Foi muito bom… o mais difícil foi convencer ele a sentar lá! Muitos pais treinam a criança em casa uns dias antes e vão marcando o braço com caneta e pingando agua com um conta-gotas… pode ser uma boa antecipação!

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Feito o prick test voltamos para finalizar a consulta e aí Dr Sabra analisa os exames e prescreve a receita! Quando o intestino está muito ruim ele corta todos os grãos da dieta. A maioria dos pacientes sai do consultório com a dieta de rotação que consiste em comer um alimento e só repeti-lo depois de no mínimo 3 dias dependendo do caso. Com o Lu foi dieta de rotação de 7 dias, neocate (composto vitamínico sem leite, soja, etc) 3 vezes ao dia e exclusão de todos os alimentos positivos no prick test.

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Não é fácil. Saímos de lá esperançosas de poder dar esse tratamento pro Lu, mas sabíamos que teríamos muito trabalho pela frente, afinal ele é seletivo alimentar e só comia arroz com lentilha (grãos excluídos), macarrão de arroz com molho de  tomate (tomate positivo pra alergia) e uma bolacha de chocolate sem gluten e leite (cacau e ovo positivo).  Rotacionar parecia impossível…

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Confessamos que demoramos muito para começarmos a rotacionar e ainda sim estamos fazendo apenas 5 dias! (oi? Cinco diz pra quem comia a mesma coisa todos os dias). Lu já está tomando neocate 2 x ao dia e já percebemos a melhora: Pele melhorou, sumiram muitas bolinhas (achávamos que era da adolescência mas não era!). Comportamento: Lu está bem mais calmo, mais flexível ainda, mais perceptivo. Pela primeira vez esses dias ele perguntou ao colega como a mãe dele estava e sua família (puxando papo) e agora ao chegar em nossa casa nos cumprimenta… coisa que achava desnecessário. Ainda está muito distraído mas melhorando. Está falando mais gírias e de maneira mais parecida com a dos colegas (sim, quem ama as terapias responsivas valoriza isso, a personalidade, o adolescente aparecendo naturalmente…). Claro que sabemos que isso tudo não vem só do tratamento do Sabrá e sim do conjunto mas certificamos que o tratamento colabora para que todos os outros tratamentos funcionem melhor… Com certeza vale a pena!

Perguntas frequentes respondidas através da nossa visão:

 Qual é melhor, O tratamento do Sabrá ou o DAN (Tratamento Integral do Autismo)?

Na nossa visão, o DAN já fala em alergias cerebrais há muitos anos e tambémanalisa casos de dietas mais específicas cortando mais alimentos, não apenas glúten e caseína (leite),  forma mais popular da dieta para autistas. Hoje, médicos DAN já recomendam para TODOS a também  a exclusão de soja  e açúcar. Existem muitos protocolos de dieta como vocês podem ver nesse post aqui e cada médico adequa as exclusões conforme as necessidades de seus pacientes e condições familiares que ele possui. O DAN é uma visão mais ampliada do espectro e avalia não só as alergias, mas o corpo como um todo. Além de excluir alimentos que fazem mal, ele suplementa o corpo de acordo com as necessidades de cada um. Esses suplementos podem ser administrados através das necessidades detectadas em exames de sangue, genéticos, de metais, de urina, entre outros. Leia do DAN aqui, aqui, aqui e aqui.

Não existe um tratamento melhor pois essa competição é como iphone x android ou Marvel x DC Comics, ou seja, infindável! Quem tem condições de fazer os dois, faça! Pensamos que médicos de autistas devem ser sempre abertos a outros tratamentos e a trocas de ideias! Pelo que percebemos, os médicos especializados em autismo no Brasil estão abertos e Sabrá não interfere em nada no tratamento biomédico. Ele recomenda que a família siga tudo que  esteja dando certo e não aprofunda nessa questão.

A visão do Dr Sabrá, ao nosso modo de ver, é unilateral. Ele se resume a tratar alergias e seu foco é exclusivamente isso. Achamos ótimo, pois especializações são cada vez mais necessárias e ele está tendo muitos casos de sucesso.

O Dan tem uma visão mais ampliada do todo mas exige também um olhar mais atento dos pais e estudo para acompanhamento.

O tratamento do Sabrá cura? Se eu não fizer o tratamento com ele meu filho é um caso perdido?

Não cura e não exclui a possibilidade de melhora do seu filho através de outros caminhos. O tratamento é mais uma opção no meio da multiplicidade de possibilidades que temos hoje em dia. Há muitos casos de melhora e recuperação, principalmente de crianças, mas isso não significa que elas podem voltar a vida normal e comerem o que quiser. É um tratamento exigente e demorado. Leva-se no mínimo 02 anos para uma recuperação efetiva porém a qualidade de vida já melhora nos primeiros meses e muitos sinais positivos aparecem.

Se meu filho não tem alergia a glúten ou leite eu posso dar ou voltar a dar esses alimentos?

Não recomendamos! Gluten e leite não fazem mal apenas aos autistas alérgicos, fazem mal a todos os autistas. Veja o que a Cláudia Marcelino diz a respeito disso:

Fiz exames de alergia no meu filho e não constou nenhuma alergia a trigo ou glúten, a leite ou caseína. Também fiz exame de peptídeos opóides e o resultado foi negativo. Por que devo fazer a dieta?

R - Efeito alérgico é uma coisa, efeito tóxico é outra. Uma dieta para autistas começou a ser indicada por efeito tóxico provocado por peptídeos opióides. Há que se levar em conta resultados de exames IgE (alergia feitos no sangue e na pele), IgGs (intolerância e este ainda é mandado para fora do país) e de peptídeos opióides (sensibilidade).  Mesmo estes exames não apresentando qualquer alteração a glúten ou caseína, há outros motivos para a criança se beneficiar da dieta, todos acredito que bem descritos no meu livro.

A que se considerar que recentemente descobriu-se que 2/3 de pacientes analisados em uma pesquisa, apresentavam biomarcadores de intolerância ao glúten somente detectados nas células do intestino por uma biópsia, sem apresentar estes marcadores no sangue.

Há de se analisar marcadores inflamatórios e glúten e leite são alimentos pró-inflamatórios.

Glúten e leite agravam a situação com fungos e bactérias;

Glúten interage com a zonulina, uma proteína encarregada de manter a integridade da mucosa intestinal proporcionando inflamação e enfraquecimento da mesma.

Mesmo que não tenha dado alergia a glúten e leite (caseína) é importante a retirada total destes alimentos 1º para ajudar a recuperar o intestino.
Tenho visto inúmeras nutricionistas funcionais que retiram o glúten e o leite em várias situações de enfermidade que não tem nada a ver com alergia.

O objetivo é recuperar o intestino, aumentar a imunidade e proporcionar um funcionamento mais adequado dos sistemas metabólicos.

Na palestra de Araucária conheci uma mãe que tem uma filha hoje adulta. Foi conversar comigo para contar seu caso. A filha na infância (nada a ver com autismo) foi diagnosticada com vitiligo.

Nas suas pesquisas sobre a doença, foi parar a cerca de 20 anos atrás em Cuba.
Sua filha foi tratada somente com reeducação alimentar, dieta do jeito que palestrei.
Está curada.

Vitiligo é uma doença auto-imune, assim como muitos acham que o autismo também é.
E cuidar do intestino em doenças auto-imunes tem se mostrado de fundamental importância.

Clique aqui e leia todas perguntas frequentes que a Cláudia Marcelino respondeu sobre a dieta sem glúten e leite! Vale super a pena!

Leia aqui no blog uma explicação básica de pepitídeos e opióides! Essas proteínas são muito prejudiciais aos autistas!

Clique aqui para acessar uma apostila criada pela Cláudia Marcelino sobre os passos de como colocar a dieta sem glúten e leite ( e alimentos vazios) em prática! Vale a pena imprimir para estudar sempre!

Se o alimento deu negativo no Prick Test do Sabrá, quer dizer que ele está liberado para meu filho e não fará mal de jeito nenhum à saúde dele?

Na visão unilateral das alergias isso é verdadeiro, porém, nem só da dificuldade da quebra de proteínas vive o autista. Eles são seres complexos e alguns alimentos que parecem bons causam danos à saúde de alguns! Quer um exemplo? Frutas! Frutas são super-recomendadas por pediatras, pela avó e por todas as mães experientes, porém, mesmo que algumas tenham sido negativadas no teste, ela pode fazer mal alimentando fungos (Sim, muitos autistas tem disbiose intestinal e possuem mais bactérias ruins que boas no intestino). Ou elas podem conter outras substancias que não são bem metiladas como oxalatos ou amônia por exemplo! Cada caso é um caso! Recomendamos que ao introduzir um alimento, mesmo que permitido pelo prick teste, faça-o de maneira isolada (ou seja, introduza em um dia que ele come apenas alimentos que já está acostumado e permaneça assim por pelo menos uma semana) e anote as reações depois do alimento! Tenha um diário alimentar para que você possa fazer comparações! Não introduza nenhuma novidade no corpo de seu filho em semana de detox ou de introdução de um novo suplemento, pois você poderá ficar confusa, sem saber de onde o comportamento diferente veio.

Meu filho vai passar fome?

Não! Mesmo com todas as retiradas dos alimentos do seu filho, seu filho ainda poderá comer outros alimentos e você vai ter que botar sua criatividade para funcionar e não cair na mesmície! Você achará mil e uma maneiras de preparar uma batata!

Mesmo que seu filho fique exclusivamente no neocate por um tempo, acredite, aquele pó mágico dá conta do recado! Mas procure um médico também pensando em um polivitamínico ou pergunte se há necessidade ao Dr Sabrá.

Comparações. Se o cacau faz mal pro seu filho, faz mal pro meu também?

Se você não se limitar às reações de seu filho, você ficará sem muitas opções. Esse tratamento é individual, ou seja, o que é ótimo pra um, é veneno pro outro tá? Não tem que excluir o que o outro não pode e nem falar pra amiga que cacau é um veneno, só porque faz mal pro SEU filho! Cada um no seu quadrado literalmente!!! Quem é de carne, come carne, quem é de neocate, fica no neocate… por aí vai!

 Como farei com os lanches na escola?

Você vai seguir o cardápio do seu filho e criar um lanche com os ingredientes do dia! Vai levar um laudo médico na escola (peça já para o Sabrá fazer um laudo atestando as alergias) e explicar a seriedade do tratamento e o quanto uma escapadinha é prejudicial. Explique bem explicado e conte a tragédia que seria se seu filho comece algo proibido. Exija seus direitos. Se seu filho come na escola pública, recomendamos que mande sua alimentação para a escola e exija um cuidador na hora do lanche para que ele coma sem riscos. (É um direito estabelecido por lei). Não confiamos em cantinas escolares e principalmente se o caso for grave, é mil vezes melhor garantir a qualidade da alimentação pois uma panela trocada e a tragédia pode acontecer.

E a vida social do meu filho?

Se dará através de uma lancheira amiga de todas as horas! Sim, fatos são fatos. Seu filho terá que levar sua alimentação onde for! Se ele for muito alérgico, no início até será impossível conviver com cheiros ou contatos com mãos sujas ou brinquedos sujos de comida. Mas vale a pena o esforço!

 Quais são os prós e contras do tratamento com o Dr Sabrá?

Prós:

- Mais um caminho a ser percorrido com a visão de um especialista.

- Dr Sabra e Dra Selma são muito humanizados e simpáticos

- Pós consulta muito bom, sempre com respostas e retornos.

- Prick Test é um teste que é instantâneo e você já fica sabendo o resultado imediatamente

- Passos do tratamento bem explicados e excelentes instruções

- Consulta com tempo! Cada família fica o tempo necessário para conversar e tirar dúvidas

- Tratamento individualizado!

Contras:

- Visão unilateral que pode confundir uma família de leigos ou novata no tratamento biomédico. Exemplo: “Óleo geralmente não dá problema pois o que mais dá é a proteína.”

Temos a experiência em casa de que óleo dá problema sim, pois Lu fica muito agitado com óleo de milho! Então recomendamos que mesmo com alimentos negativados fiquem atentos e mesmo que você ache que o problema é a proteína, exclua todas as formas daquele alimento, salvo pouquíssimas exceções que são liberadas como a lecitina de soja, que muitos falam que não tem problema e liberam mesmo (mas mesmo assim, fique atenta).

- Preço. É uma preço justo se comparado a muitos tratamentos DAN, é até mais barato (a consulta separada do teste cutâneo) mas mesmo assim oneroso para muitas famílias brasileiras. Ainda exige cuidados especiais como um leite que custa mais de 100 reais e dura poucos dias dependendo da necessidade do paciente. Claro que dá pra conseguir o leite de graça com o governo, mas é difícil por se tratar de um país que precisa melhorar muito na questão da saúde.

- Tratamento exigente: há a necessidade do envolvimento familiar, de muita atenção na cozinha, de criatividade, de compras de farinhas e carnes especiais (se for o caso e quiser fazer receitas diferenciadas), de persistência para conseguir o leite no governo e a necessidade enorme do acompanhamento de um nutricionista (sem esse profissional é impossível e não recomendamos fazer pois ele que te dirá como adequar as necessidade de nutrientes na rotação e te apoiará em caso de seletividade). Se você acha difícil fazer a dieta sem gluten, leite, soja e açúcar, nem perca seu tempo e dinheiro indo no Sabrá. Ele é muito mais exigente.

- Retorno: Sabrá é do Rio de Janeiro. Se você mora fora e fez a primeira consulta com ele em outra cidade que não o Rio, já tenha em mente que você deverá fazer uma viagem para a cidade maravilhosa para o retorno. Com cada vez mais pacientes, sua agenda está cada vez mais apertada.

Vale a pena o investimento?

Apenas se você seguir as recomendações à risca e trabalhar com foco e determinação. Se você acha mais importante o prazer de ver seu filho tomando sorvete ou comendo um brigadeiro (E depois morrendo de dor mas sem conseguir comunicar isso a você) e não consegue falar não para uma carinha linda te pedindo pra comer o que não pode, não perca seu tempo! Sim, um tratamento de alergias exige força de vontade dos pais de falar não mas enquanto você não tem a importância desse não na cabeça ou não acredita na ligação biomédica com o autismo,  economize seu dinheiro. Quem quer faz e não há nada que impeça… então, assumir para você mesma que não quer tentar ou não se sente apta a essas exigências te poupa de muitos desgastes. Principalmente de discussões bobas como se o tratamento é ou não comprovado cientificamente, se funciona, se é mais fácil pros outros que pra você e mais um monte de justificativas que diminuem os esforços de quem está nesse caminho, feliz da vida! Escolhas são escolhas e não temos que dar satisfação das nossas pra ninguém!!! A pergunta para saber se qualquer coisa vale a pena é: Eu acredito nisso? Se sim, vá em frente!

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Ver esse sorriso no rosto dele porque ganhou um passeio na Casa electrolux (marca predileta dele de máquinas de lavar) depois dos exames e da consulta não tem preço!!! Agora estamos trabalhando para seguir as recomendações todas! Consulta com a nutricionista marcada (depois contamos) e muito jogo de cintura e paciência pra ir mudando a alimentação!

A influência das toxinas para o desenvolvimento do autismo

O que é o autismo?

O autismo é um termo usado para descrever um espectro de desordens que são caracterizadas por alterações na comunicação, socialização e comportamento.

O autismo ainda é considerado por muitos como um transtorno psiquiátrico ou comportamental, uma síndrome que tem origem genética e cerebral.

Na verdade, o autismo é um distúrbio médico em todo o corpo, ligado a deficiências no sistema imunitário, sistema gastrointestinal, desintoxicação, mecanismos de reparação celular, entre outros desequilíbrios fisiológicos de todo o sistema. O autismo não está só no cérebro.

As profundas deficiências biológicas encontradas nos corpos de crianças com autismo se correlacionam com sintomas neurológicos e comportamentais.

Assim, ao abordar as deficiências biológicos subjacentes em uma criança com autismo (especialmente no que diz respeito aos sistemas imunológico e gastrointestinal) melhorias na função neurológica e comportamental podem ser vistas.

O que causa o autismo?

Embora nenhum grupo de cientistas, médicos e pesquisadores ainda não conheçam “a” causa do autismo (especialmente uma vez que é provável que seja muitas variáveis que são diferentes para cada criança), muitos especialistas em autismo estão começando a juntar as peças do quebra-cabeça.

A resposta para o que causa o autismo pode ser encontrada se olharmos para a origem (frequentemente ambientais) e deficiências biológicas graves vividas pelas crianças com autismo.

Por que as crianças com autismo têm essas profundas deficiências biológicas?

No momento em que os sintomas do autismo emergem, aparece também uma enxurrada complexa de problemas biológicos, que já está acontecendo. Em outras palavras, quando as funções cotidianas, como a linguagem, sociabilidade e comportamento são afetadas, outros processos mais fundamentais do organismo (produção de energia celular, digestão, desintoxicação, reparação celular, etc) já estão comprometidos.

É importante analisarmos os sintomas do autismo, não como as consequências naturais de uma condição genética fixa, mas como “gritos de socorro” enviados pelo sistema biológico que sofre uma “carga total” excessiva de estressores (tóxicos, emocionais, bioquímica, imunológica, etc).

Abaixo está um gráfico que ilustra muito bem os fatores ambientais que podem contribuir para o desenvolvimento do autismo.

A imagem inclui fatores como toxinas ambientais, dieta e nutrição, uso de medicamentos e outros. As vulnerabilidades hereditárias adquiridas e gatilhos ambientais que levam o autismo a variar de criança para criança.

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Refrigerante ou Vende-se veneno!

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Há muito tempo estou querendo fazer um post aqui sobre o refrigerante. Que ele faz mal a todas as pessoas, penso que todos aqui sabem mas vou relatar alguns itens para ampliar a mente de vocês sobre a gravidade desse veneno que muitos tomam achando que o mal que ele faz não é tão grande assim.

Primeiro vou contar os histórico da minha família com o refri para vocês entenderam que não é impossível parar de beber essa bebida ou evitar seu consumo excessivo. Na casa dos meus pais a minha mãe comprava refrigerante na distribuidora de tanto que consumíamos. Lembram daquela propaganda de coca cola que o cara abria a garagem cheia de engradados e pensava se ia dar ou não pra festa do dia? Minha casa era tipo aquela cena. Meu pai era viciado em refrigerante e é claro que desde que nos entendemos por gente (ou antes disso se brincar), bebíamos coca cola. Pra terem noção da situação, a gente bebia na mamadeira… Certa vez minha mãe esqueceu nossas mamadeiras não sei onde e choramos a noite toda gritando que queríamos coca cola… até dormirmos de cansaço. A gente não abria a geladeira pra tomar água. Era coca, coca, coca. Certo dia, não me lembro porque, meu pai parou de tomar coca todos os dias e a casa toda foi diminuindo. Minha mãe parou de tomar refrigerante e eu e a Karla achávamos um absurdo porque ela não bebia nem em festas. Passado uns anos, ganhamos o Lu e é claro que ele também bebia coca cola… na mamadeira (ainda bem que a tradição se encerrou por aqui). Aí começamos a estudar o autismo, o tratamento biomédico e enxergamos o veneno que estávamos dando pro Lu e também bebendo! Eu e Karla paramos de beber na base do desmame. A gente primeiro bebia só aos finais de semana, depois resolvemos escolher dois dias na semana pra beber ao invés do fim se semana porque vai que desse vontade antes né? Aí procurávamos deixar sempre mais pro fim de semana pra não gastar os dias que podíamos atoa… hahahaha (o auto engano é demais né?). Quando vimos, estávamos sem beber e quanto mais líamos sobre o refrigerante mais detestávamos… hoje não tomamos mais e não faz a mínima falta!

Mas vamos ao que interessa, o que o refrigerante acarreta a nossa saúde:

Não sei se vocês sabem mas todos os produtos industrializados vendidos no Brasil apresentam em seus rótulos os ingredientes usados em sua composição e eles vêm escritos em ordem de quantidade, do ingrediente que tem mais ao ingrediente que tem menos. Vamos ler o rótulo de um refrigerante muito famoso pra vocês verem:

refri6O único ingrediente que tem em maior quantidade nos refrigerantes como a coca-cola é a água gaseificada. Em uma lata de coca há 35g de açúcar, o equivalente a quase 6 sachês. O consumo ideal dessa substância para um ser humano saudável deve ficar em torno de 10% da energia total diária ou seja em uma dieta de 2000 calorias, devemos consumir 50 g de açúcar. (1 g = 4 calorias). Ou seja, se você tomar uma lata de coca cola, você já consumiu mais que a metade do açúcar que você deve consumir no dia todo. E para os autistas, isso é um problema maior pois o açúcar, além de agitar pois ele dá energia ás pessoas, ele alimenta os fungos e muitos deles têm problemas de candidíase. Alguns dos problemas de comportamento ligados ao supercrescimento de cândida são confusão, hiperreatividade, perda de atenção, letargia, irritabilidade e agressividade. Problemas de saúde incluem dores de cabeça, dores de estômago, prisão de ventre, cólicas, fadiga e depressão. Esses problemas são normalmente piores em dias úmidos e em locais com presença de mofo e o Dr William Shaw vem conduzindo importantes experimentos que relacionam a levedura ao autismo. Existem vários métodos para o tratamento de cândida: dieta pobre em açúcares, tratamentos com antifúngicos e ingestão de suplementos nutricionais que auxiliam na reposição dos micróbios “bons” no trato digestivo. O tratamento pode gerar piora do quadro em um primeiro momento (pois a cândida é destruída e seus fragmentos se espalham pelo corpo e somente depois são excretados), levando a uma piora no comportamento. Porém isso significa que o tratamento está surtindo efeito.

Dra Natasha Campbel Mcbride também fala sobre o açúcar: “[...] outro ponto importante sobre os carboidratos processados são os seus efeitos nocivos na flora intestinal. Carboidratos processados alimentam as bactérias patogênicas e os fungos no intestino, promovendo o seu crescimento e proliferação. Fora isso eles produzem um efeito parecido com uma cola onde vários parasitas hospedeiros se agarram e se desenvolvem. Todas essas criaturas microscópicas produzem substâncias tóxicas que seguem na corrente sanguínea “envenenando” literalmente a criança. Quanto mais carboidratos processados você der a sua criança, mais “intoxicado” ela vai ficar e mais sintomas autísticos você verá.

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Evidências científicas recentes sugerem que o autismo pode ser uma desordem auto-imune. Um desequilíbrio entre os dois braços do sistema imune mais importantes: o Th1 e o Th2, com uma super produção de Th2 e uma supressão de Th1. A mesma situação é encontrada em muitas doenças crônicas – em doenças virais, parasíticas, câncer, alergias, asma e outras condições auto-imunes. Alimentos processados, particularmente carboidratos processados e açúcar, enfraquecem diretamente a função de células exterminadoras e dos glóbulos brancos e mina a resistência sistêmica para todas as infecções. Um controle nutricional apropriado é uma peça chave para controlar o desbalanceamento do sistema imune. A flora intestinal tem uma função importante no controle do sistema imune.. Um probiótico potente, não vai só restaurar a flora intestinal, mas vai também equilibrar a função imune do Th1 e do Th2.[...]

Bom, como já dissemos aqui no blog, a maioria das nossas crianças autistas tem o intestino inflamado ou permeável. E o que causa isso? Disbiose intestinal: predominância de bactérias patogênicas, Candidiase e fungos (já vimo isso no texto acima), baixa sulfatação (a baixa concentração de sulfato altera a função dos glicosaminoglucanos heparansulfatados que seria entre outras, manter as células da mucosa intestinal unida) e alimentação inadequada rica em amidos e carboidratos refinados. O intestino permeável contribui para uma baixa imunidade já que 70% do nosso sistema de proteção encontra-se no intestino e também pode provocar uma alergia cerebral ou seja, o corpo vai se moldando ao agressor absorvido de forma incorreta, incorporando reações crônicas e progressivas, provocando alterações no comportamento, nas emoções e na personalidade do indivíduo.
Ela varia em estágios do leve ao severo e estes estágios podem evoluir rapidamente ou demorar anos e décadas, dependendo exclusivamente da interação do paciente com o ambiente. E as pessoas insistem em achar que o autismo está só na cabeça! Se estiver só no cérebro, a alergia cerebral está sendo confundida com autismo.

Ah, então muitos devem estar com um fundinho de esperança com os famosos diets e lights já que o vilão da vez é o açúcar.

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Vimos que uma das causas do autismo e do intestino ser ipermeável é a sulfatação inadequada então, esqueçam do aspartame como solução porque ele também é um vilão. Além de estarmos acompanhando na mídia a todo tempo que ele pode provocar câncer a qualquer pessoa, para nossos autistas ele se torna pior pois entendendo melhor: quando a metilação não funciona adequadamente, os neurotransmissores não podem ser metilados, portanto não são “ativados” como deveriam ser, aumentando ou detonando sintomas como: ansiedade, depressão, déficit de atenção e problemas com o sono.

Quando o processo de sulfatação não funciona bem, não é adequado, as toxinas e as químicas provenientes do ambiente e do consumo alimentar como: alumínio, mercúrio, glutamato, aspartame e toda sorte de ingredientes artificiais, não são eliminadas corretamente, provocando um acúmulo no organismo. A sulfatação inadequada enfraquece a barreira hemato encefálica e essas toxinas podem chegar até o cérebro e causar sintomas como: irritabilidade, agressão, hiperatividade e comportamento auto-lesivo. Além de aumentar as possibilidades de danos celulares e cerebrais.

Agora vamos partir para o próximo vilão da quadrilha: o corante! Clicando nesse link você vai ler um post do blog falando todos os malefícios do corante para os autistas e também pessoas neurotípicas.

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Além disso, o pior corante é o caramelo e é o que está presente na maioria dos refrigerantes. Também saiu uma pesquisa que crianças com hiperatividade tiveram níveis significativamente mais baixos de zinco no cabelo, no sangue, na unha, e na urina comparado em idade e sexo. O tartrazine de corante de comida amarelo podem ligar ao zinco no sangue como um agente de chelatina e assim podem reduzir zinco no sangue. Crianças hiperativas expostas a este corante pode desenvolver sintomas negativos significantes dentro de 45 minutos ao ingerir alimentos ou bebidas contendo este corante.

A deficiência de zinco pode ser comum em crianças com autismo que podem ter tido diarréia por períodos de tempo prolongados e pode ser atribuídos à apetites pobres. Zinco afeta aspectos múltiplos do sistema imunológico, da barreira da pele para regulamento de gene dentro de linfócitos.

O zinco também é crucial para a função normal de células que medeiam a imunidade não especifica, como neutrofil e matadores de célula natural. O desenvolvimento de linfócito B e a produção de anticorpos, particularmente a imunoglobulina G, é provavelmente comprometida pela deficiência de zinco. A macropágina, uma célula pivote em muitas funções imunológicas, é adversamente afetada pela deficiência de zinco. Isto pode desregular o combate intracelular, produção de citoquina, e fagocitose.

Os efeitos de zinco nestes mediadores imunológicos chaves estão arraigados nos papéis miríades para zinco em funções celulares básicas como replicação de DNA, transcrição de RNA, divisão das células, e ativação de células. Apoptose ou morte programada de células é potenciada por deficiência de zinco. O zinco também funciona como um antioxidante e pode estabilizar membranas.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Conusmidor – IDEC – está pressionando a Anvisa – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – quanto a aplicação dos corantes caramelo IV no nosso país e esperamos que as indústrias se adequem mas é bom ficar atento até a aplicação dos corantes ditos naturais. Fiquem de olho!

Para finalizar a Cafeína (para os refrigerantes tipo cola).

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É popular o conhecimento de que a cafeína é um estimulante e como nossos meninos são hiperativos, o que menos queremos é que eles tomem algo que os façam ficar agitados, perdendo o foco. A Cafeína pode ser natural ou produzida artificialmente é definida como uma droga, pois ela estimula o sistema nervoso. Um criança pode consumir em média 45 miligramas de cafeína por dia. Isso é equivalente à quantidade média de cafeína encontrada em 355 ml de lata de refrigerante ou quatro barras de chocolate de leite de 43 gramas. Se uma criança típica se agita com a cafeína, imagina nossos meninos não é mesmo?

Bom, também quero lembrar que o refrigerante também faz mal para os ossos, provocando o aumento da chance de osteoporose e faz mal para os dentes. Mais um motivo para não darmos esse veneno aos autistas. E além disso na fórmula do refrigerante contém sal, o que faz mal para os hipertensos e para todos nós, em excesso.

E para substituir o refrigerante, nada de suco de pozinho (que contém quase isso tudo que citei nesse post) e nem sucos ditos naturais que vêm em caixinhas hein? O ideal é ir pra cozinha fazer um suco natural, de preferência sem açúcar (a maçã é bem indicada para dar o toque doce). Teste uma fruta de cada vez para ver se seu filho tem reação e depois disso faça as vitaminas com misturas ok? E água, muita água, de preferência a mineral!

O Autismo não está só na cabeça!

OBS: Meus agradecimentos públicos ao Dr. Vinícius Graton Costa, meu amigo nutricionista de Uberlândia (MG) que revisou o post para que eu pudesse publicá-lo com mais segurança.

Fontes:

Crianças na Cozinha
Sinos de Vento
Autismo.nutrição
Dietas na Web
Cuidados Saúde
A minha dieta
Aditivos Químicos

II Curso Internacional de Tratamentos Biomédicos para Autismo e TID

Gente, o Estou Autista está ficando chique! Arrumamos uma correspondente de Recife para fazer um relato sobre o que ela ouviu e sentiu no Curso Internacional de Tratamentos Biomédicos para Autismo e TID! Não tá parecendo coisa de revista grande? hahahahahaha! Ela se chama Clara e quem nos apresentou foi a fofa da Evinha, da loja La Pomme, que nos ajudou na divulgação do autismo no dia 02/04! Essa internet nos dá cada presente né? De cara nos demos muito bem com ela  e conversamos sempre pelo facebook. Ela tem um filhote lindo, o Angelo e ele trata com a Dra. Geórgia! Em breve ela volta com um post sobre outro tratamento que ela faz com o filho (intimamos hein Clara?!). Quem sabe assim a Clara não empolga e monta um blog? Enquanto ela não faz isso o espaço está aberto aqui sempre que ela quiser.  Bom, chega de papo e vamos ao depoimento né?

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II Curso Internacional de Tratamentos Biomédicos para Autismo e outros Transtornos do Desenvolvimento – São Paulo – 13 e 14 de Abril
Por Clara Ferreira

Revelador. É assim que descrevo este curso, como mãe de uma criança que está autista. Ainda estou “digerindo” todas as informações que obtive, de tantas pessoas maravilhosas como Dr. William Shaw, Dr. Luis Alberto Maya Pérez, Dr. Rogério Rita, e Dra. Geórgia Fonseca.

Ficou claro em todas as palestras que a quantidade de crianças afetadas está aumentando cada vez mais, que realmente é uma epidemia, e que precisamos fazer alguma coisa agora!
“Nós, pais de crianças dentro do espectro autista, ficamos nos perguntando sempre: “mas o que aconteceu afinal para o meu filho ter esse transtorno?” Principalmente se o caso for de autismo regressivo, em que a criança tem um desenvolvimento normal até certo ponto: senta, anda, fala; e, de repente, começa a regredir, a se desconectar, a se perder de si próprio e do mundo.
Então vamos lá! Duas coisas me chamaram bastante atenção nesse Curso. De acordo com Dr. William Shaw (dono do Laboratório Great Plains), o uso do medicamento acetominophen / paracetamol, mais conhecido como tylenol, poderia ser um dos fatores para dar o “gatilho genético” que leva ao autismo. Na palestra ele explicou por A + B o porque do acetominophen ser tão prejudicial. É um medicamento altamente tóxico, e as crianças autistas têm dificuldade em eliminar toxinas. E é justamente o medicamento que a maioria dos pediatras receitam antes e depois de todas as vacinas para que a criança “não tenha febre”. Para uma criança que já tem uma predisposição genética ao autismo, isso seria, para Dr. William Shaw, um gatilho, sim.

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Ele também contou um caso curioso sobre Cuba ter praticamente ZERO casos de autismo. E após estudos pessoais dele, chegou à conclusão de que além de ser um país com pouca poluição, poucos alimentos industrializados, ou seja, com um ambiente favorável, Cuba não costuma receitar o tylenol para suas crianças. Não existe tylenol para vender nas farmácias, como acontece aqui no Brasil, EUA, e outros lugares do mundo.
É um caso para se refletir, não acham? Eu tenho refletido muito, pensando em quantas e quantas vezes utilizei o tylenol no meu filho para tudo: vacinas, dor, febre… sempre ele, o tylenol. E me pergunto mais: se eu e meu marido temos essa predisposição genética, pois passamos para o nosso filho, porque esse gatilho não foi ativado conosco? E a resposta vem rapidamente: nossas mães NUNCA utilizaram o paracetamol. Na nossa época era a Dipirona, ou Novalgina.

O outro ponto que me chamou bastante atenção foi a questão das vacinas com mercúrio. Que o mercúrio é um veneno para o organismo todos sabem, e inclusive os obstetras têm bastante cuidado com alimentos e medicamentos que possam conter mercúrio. Lembro bastante da minha querida obstetra me proibindo de comer salmão, que eu adoro, por causa das altas taxas de mercúrio. O Dr. Luiz Alberto Maya Pérez, mostrou todo o seu estudo acerca das vacinas que as crianças tomam até os 2 anos e a quantidade de mercúrio presente nelas. Gente, as crianças recebem em uma única vacina, o equivalente ao que poderiam receber em um ano inteiro! O mercúrio danifica a estrutura dos neurônios, prejudica os neurotransmissores, e se a criança têm uma predisposição genética para ter deficiência nos neurotransmissores, é claro, na minha opinião, que essas crianças serão afetadas. E daí o gatilho é ativado.
Então eu me fiz novamente a pergunta: e como foi comigo e com meu marido? Fui atrás dos nossos cartões de vacinação e não achei o meu, apenas do meu marido. Comparei com o do nosso filho e vi que a quantidade de vacinas dadas para o nosso filho praticamente é o dobro. Ou seja, acredito que a quantidade de mercúrio recebida foi menor, ou então, as vacinas de antigamente não continham mercúrio.

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A epidemia está aí, principalmente por causa desses dois fatores. E se pensarmos em crianças com autismo regressivo, é importante parar e pensar, ÊPA! Se foi a partir daqui que o meu filho começou a regredir, o que aconteceu nessa época? No meu caso, foi mais ou menos quando meu filho estava com 1 ano. Tivemos uma bronquiolite, com administração de antibiótico (que também não é nada bom para crianças autistas), bastante tylenol e vacinas. Tudo de uma só vez.

Para mim, pessoalmente foi muito importante saber o que, de fato, pode ter ocorrido no organismo do meu filho para que ele tivesse essa regressão e que hoje esteja autista, com atraso de desenvolvimento e de fala. Foi esclarecedor saber que não é só genético. Que ele simplesmente não “nasceu” assim. Ele ficou assim. Ele está assim.

E não estou procurando culpados nem me sinto culpada por ter administrado todas essas coisas, até mesmo porque eu fui orientada por profissionais a fazer assim e não sabia dos riscos, eu não tinha informação. E essa informação é fundamental. As pessoas precisam saber dos riscos do paracetamol e do mercúrio. Acredito que com essa informação, a epidemia pode regredir. E o que precisa para isso? Conscientização de todos. Principalmente dos médicos, profissionais de saúde e indústrias farmacêuticas. E para cutucar empresas grandes, bilionárias, líderes de mercado, é preciso união e coragem. Vamos começar?”


Bom, agora vamos nós, Ká e Lu iremos fazer um breve comentário: Os links que colocamos no post da Clara foram assuntos que já abordamos aqui e servem para introduzir os novatos que estão lendo esse post entenderem o raciocínio da Clara frente as palestras. Muita gente que vem aqui ainda não sabe da dificuldade dos autistas em eliminar toxinas por exemplo. Então, para entender tem que clicar nos links e ficar por dentro. Uma coisa é fato: comprovado cientificamente ou não, o autismo não está só na cabeça! Lu é a prova viva disso pois melhorou muito com a dieta (SGSC e Orgânicos), é mais saudável (quase nunca gripa), sua qualidade de vida melhorou demais, seu foco nas atividades, seu raciocínio. Não nos importamos se existem pesquisas que digam que a dieta é um mito pois ela derrubou o exame de sangue que o Lu fez: Lu não é alérgico a Glúten, nem a leite e nem a milho mas REAGE na prática com esses três alimentos. Esperamos que tenham gostado do post! Nós adoramos. Obrigada de coração viu Clara!

E deixando bem claro aqui que nós, Karla e Luiza e nem a Clara não somos contra a vacinação e sim contra o calendário do Brasil de aplicações e quantidades aplicadas simultaneamente e quanto ao sistema de armazenamento das vacinas que é feito hoje em dia com tymerosol (mercúrio). Se você ou seu médico de confiança acham que devem vacinar, vacinem sim seus filhos. Quanto ao tylenol, a mesma coisa. Se acha que tem que dar, consulte o médico e dê. Esse post é a título de informação ok?

abraços!