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Protocolo DAN!

Esse post é sobre o protocolo DAN, um protocolo bastante comentado no Congresso Biomédico em São Paulo.

Para entendermos o que esse protocolo sugere primeiramente temos que entender que o autismo, como vimos no post da palestra da Dra Geórgia, não é visto mais com uma síndrome que ataca apenas a comunicação, o interesse e a sociabilidade da pessoa mas ataca também seu sistema orgânico.

Sistema orgânico é um grupo de órgãos que juntos executam determinada tarefa como, por exemplo, o sistema digestivo (responsável pela transformação do alimento em nutrientes para o organismo, alguns de seus ógãos são o estômago, a boca e o intestino), respiratório , nervoso, dentre outros.

Para os pesquisadores chegarem a essa conclusão, a definição de autismo e sua origem e passaram por várias pessoas e teorias.

Em 1943, Leo Kanner descreveu o autismo como uma psicose infantil ao analisar um grupo de crianças gravemente lesadas com características comuns, na qual a que mais chamava a sua atenção era a falta da capacidade de se relacionar.

A partir daí muito de estudou sobre a origem desta síndrome e infelizmente, na década de 50, Bruno Bettelhein apresentou a ABSURDA teoria da mãe geladeira onde frieza da mãe causaria o isolamento da criança. Essa teoria gerou a separação dos pais e institucionalização precoce de muitas crianças.

Em 1969 Kanner absolve publicamente os pais de serem a causa do desenvolvimento da síndrome autística em seus filhos, propondo que o autismo seria um distúrbio inato do desenvolvimento.
A partir desses estudos, foram sendo desenvolvidas diversas técnicas utilizadas até hoje para ajudar os autistas a se desenvolverem.

IVAR LOVAAS : na década de 60 desenvolveu um programa de estimulação das crianças autistas:
Applied Behavioral Analysis (A.B.A.)

Em 1972 nos Estados Unidos é reconhecido o programa TEACCH – The Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children ( em português: Tratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits Relacionados com a Comunicação) criado por Eric Schopler Professor de psicologia e diretor desse programa da Universidade da Carolina do Norte até 1994. Um dos pontos principais desse método é a colaboração entre equipe educadora e a família.

A partir de 1980 com a 3ª edicão do Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM III) é introduzido o capitulo dedicado a Distúrbio Generalizado do Desenvolvimento no qual o autismo passa a estar.

Porém, Bernard Rimland, médico, cientista, pai e estudioso, não se conformava com a visão limitada da sociedade médica que tratava o autismo como uma doença mental. Na década de 60 fundou o Autism Research Institute (Instituto de Pesquisas no Autismo) e a partir de 1980 junto com mais 2 médicos, Sidney Baker e John Pangborn, deu origem ao movimento DAN!

O que quer dizer DAN? Do inglês, Defeat Autism Now ou seja Derrote o Autismo Agora.

Então vamos entender melhor a visão do protocolo Dan. Para resumir a história, tem uma frase que gostamos muito que traduz tudo o que explicaremos detalhadamente logo mais: “ Autismo não está somente na cabeça” Na visão DAN, o comportamento dos autistas são desencadeados por falhas no processo metabólico de cada indivíduo envolvendo seu sistemas orgânicos imunológico, endócrino e intestinal.

recuperar jah!

Essas falhas estão relacionadas a exposição das pessoas propensas a ter autismo ao meio ambiente e suas exposições químicas como vimos nesse post. Estudos comprovam que o número de autistas aumentou e vem aumentando e isso nada tem a ver com a falta de diagnóstico no passado e sim a alta exposição do nosso corpo a malefícios gerados pelo impacto bioquímico gerados no meio ambiente através de toxinas, viroses, metais pesados, antibióticos, alterações imunes ou a combinação de todos eles.

epidemia genetica?

A conclusão de que o amiente influencia e muito na causa do autismo está cada vez mais clara e aceita mundialmente. Vejam exemplos dessas inflências nas figuras abaixo:

Cuide-se na gravidez

atente-se aos detalhes

Vacinar ou nao?

genotipo + fenotipo = autismo

Sabermos dessas pesquisas além de nos dar um norte para sabermos o que fazer, nos´mostra a luz no fim do túnel: AUTISMO É TRATÁVEL!

Bom, o que o protocolo DAN sugere?

Partindo desse princípio de que o transtorno é tratável, a primeira coisa que um médico especialista DAN (já existem alguns no Brasil) vai fazer é pedir a realização de exames específicos de sangue, urina, fezes e mineralograma.

Através desses exames, esses médicos especializados analisam as necessidades do paciente e começam um tratamento educacional intensivo e tentam superar esses problemas que variam de pessoa para pessoa.

Alguns exemplos desses problemas são excesso de metais no organismo; déficit de determinadas vitaminas, aminoácidos e sais minerais, hormônios; alergias e intoxicação alimentar, inflamações.

Vamos entender melhor então as causas apontadas pelo método DAN para uma pessoa ter autismo:

stress oxidativo: excesso de radicais livres no organismo. Em nosso organismo, ocorre a formação de radicais livres derivados do oxigênio em vários processos metabólicos, exercendo um papel importante no funcionamento do corpo humano. Eles são responsáveis pelo transporte de elétrons na cadeia respiratória e, em alguns tipos de células, têm a capacidade de eliminar bactérias invasoras. Os radicais livres passam a ter um efeito prejudicial ao nosso organismo quando ocorre um aumento excessivo na sua produção ou diminuição de agentes oxidantes. Os radicais livres agem sobre as células, alterando suas membranas e dando-lhes um aspecto de células velhas que, normalmente, seriam eliminadas pelo sistema imunológico do organismo. No entanto, quando a quantidade de células alteradas é aumentada pelo excesso de radicais livres e quando, devido ao envelhecimento cronológico do organismo, há diminuição do sistema imunológico, o organismo não consegue eliminar as células alteradas. Assim, algumas dessas células sobrevivem e começam a funcionar de maneira inadequada, alterando a fisiologia do tecido, do órgão e de todo o organismo. Como essas células podem ter seu código genético alterado, multiplicam-se desordenadamente, propiciando o aparecimneto de tumores, doenças pulmonares, cataratas entre outras.

Metilação inadequada: A metilação consiste na transferência de grupos metilo a algumas das bases citosinas (C) do DNA situadas previa e contiguamente a uma guanina (G). Visto que a metilação é fundamental na regulação do “silenciar” dos genes, pode provocar alterações na transcrição genética sem necessidade de que se produza uma alteração na sequência do DNA, sendo um dos mecanismos responsáveis pela plasticidade fenotípica ou seja, a capacidade do indivíduo em suportar as mudanças do meio em que vive. O ciclo metilação é essencial para um número de reações críticas no corpo. Uma conseqüência da debilidade genética (mutações) nessa trajetória é o aumento de fatores de risco que levam a um número de condições sérias de saúde. Defeitos na metilação tem fundamentos apropriados para mais ataques de agentes infecciosos e ambientais resultando numa enorme variação de condições incluindo o diabetes, doença cardiovascular, disfunção da tireóide, função imune incorreta, defeitos nos tubos neurais, síndrome de down, esclerose múltipla, doença de huntington, mal de parkinson, mal de Alzheimer, bem como o autismo, dentre outras doenças. Metilação também está diretamente relacionada aos níveis de neurotransmissores; metilação de intermediários no metabolismo triptofano pode afetar os níveis de serotonina e os intermediários da trajetória de metilação também são compartilhados com a trajetória envolvida na síntese verdadeira de serotonina e dopomina. Além do seu papel direto como neurotransmissor, a dopomina está envolvida em metilar phospholipids nas membranas da célula para aumentar a fluidez da membrana. A fluidez da membrana é importante para uma variedade de funções incluindo a sinalização adequada do sistema imune bem como a de proteger os nervos de danos. Nos nossos sistemas orgânicos a metilação é catalisada por enzimas; tais metilações podem estar envolvidas na modificação de metais pesados, regulação de expressão gênica (processo pelo qual a informação hereditária contida em um gene, tal como a seqüência de DNA), regulação de funções de proteínas (estrutural ou plástica, hormonal, defesa (anticorpos), energética, enzimática, condutoras de gases) e metabolismo de RNA (transmissão da informação genética)

Distúrbios de sulfatação: Para reduzir a possibilidade de uma substância desencadear uma resposta tóxica, o organismo apresenta mecanismos de defesa que buscam diminuir a quantidade da mesma, que chega de forma ativa ao tecido alvo assim como, diminuir o tempo de permanência desta em seu sítio de ação. Para isso, é necessário diminuir a difusibilidade do toxicante e aumentar a velocidade de sua excreção. A propriedade física que facilita a absorção de muitos xenobióticos ( compostos químicos estranhos a um organismo ou sistema biológico.) através da pele, pulmões e trato gastrintestinal – denominada lipofilicidade – constitui um obstáculo à sua eliminação, porque as substâncias lipofílicas podem ser reabsorvidas e tendem a se acumular no organismo. Os compostos hidrofílicos, por sua vez, apresentam absorção mais precária, porém, são facilmente excretados pelos rins. Conseqüentemente, a eliminação de um xenobiótico, freqüentemente, depende de sua conversão para compostos hidrossolúveis através de um processo conhecido como biotransformação, o qual é catalisado por enzimas presentes no fígado e em outros tecidos.
A sulfatação é um processo de biotransformação e serve para excretar os compostos estranhos sejam eles pela quantidade elevada de uma certa substância no organismo, ou provindas de agentes poluentes e infelizmente vindas de nossos alimentos e até mesmo da água que bebemos. Esses compostos são na maioria das vezes excretados na urina das pessoas típicas mas nos autistas a biotransformação (sulfatação é um desses processos de biotransformação) é feita de maneira deficiente ou inadequada e os excessos permancem em seus corpos intoxicando-os.

A partir desse contexto todo de que o autismo não está só na cabeça, o objetivo formal do movimento DAN é “se dedicar na exploração, validação e disseminação de intervenções biomédicas cientificamente documentadas para indivíduos dentro do espectro autístico, através da colaboração de médicos, cientistas e pais”.

O Tratamento biomédico

existe tratamento para autistas!

Nos EUA e agora no Brasil, muitos médicos tratam os autistas com protocolo DAN através do comportamento do processo metabólico de cada indivíduo. Como vimos, este método encontra as falhas, excessos, desequilíbrios que ocorrem no organismo, através de exames específicos de sangue, urina, fezes e mineralograma. O objetivo final é superar essas falhas e retirar o excesso de metais pesados no organismo como mercúrio e chumbo, que muitos acreditam ser a causa de autismo. Essa retirada é feita através da ingestão de substâncias usadas para tal e que se chama quelação. Além de verificar o excesso de metais no organismo, esses exames também podem mostrar outros problemas como déficit em vitaminas, aminoácidos e sais minerais, hormônios, alergias e intoxicação alimentar, inflamações, dentre outros.

Abaixo citaremos alguns pontos a serem analisados que podem estar afetando uma pessoa autista. A lista das mais comuns segue:
- Muitos problemas comuns relacionados com intestino

- Inflamação (inflamação cerebral de acordo com a Dra. Yasko, muito parecida com a encontrada no mal de Alzheimer e Parkinson por ex.)

- Refluxo

- Inapropriada Absorção dos Alimentos

- Disbioses do Intestino (Bactéria, fungos e cândida )

- Defeito na Sulfação

- Problemas Nutricionais

- Opióides – glúten/caseína – Leia sobre a dieta aqui

- Gastrites

- Intestino Permeável

O que pode está errado no corpo dos autistas para que isso ocorra:

- Desordens no cérebro e no intestino

- Convulsões

- Purine disorders

- Metilação com defeito ou desabilitada

- Intoxicação por Metais Pesados e problemas na desintoxicação

- Persistente presença do vírus do Sarampo

- Anticorpos Cerebrais

- Elevado Nível de Amônia

- Serotonina com Problemas

- Melatonina com Problemas (causa distúrbio no sono)

- Deficiência de Omega 3

- Testosterona Desregulada

- Dopamina com problemas

- Cromossomos com problemas (é o mais raro)

- E de acordo com a Dra. Yasko, desbalanceamento entre o glutamato e o gaba

Crianças que têm tudo isso ou multiplos problemas:

• Inflamação no intestino e/ou cérebro

• Metilação com problema

• Estress Oxidativo

• Problemas com desintoxicação.

• Anormalidades no Cérebro

• E outros (ainda não descobertos)

Autistas felizesCada pessoa tem uma combinação desses problemas de forma diferente. As características não são as mesmas em todos os autistas e alguns podem apresentar poucos e outros muitos ao mesmo tempo.
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Cada ser é único e no autismo isso não é diferente. Por isso o protocolo Dan é tão recomendado. Nele, são feitos exames específicos em cada indivíduo e é trabalhada uma maneira de resolver os problemas de forma individual seja com dietas, suplementos, quelação, dentre outras.

Há muitas pesquisas e descobertas feitas diariamente sobre o autismo e o tratamento biomédico e por isso Congressos como o que fomos são tão importantes. Além de percebermos que ninguém está sozinho nesse mundo, fazemos uma rede de contatos muito especial de pessoas que estão dispostas a realmente ajudar e mostrar que o autismo parece um bicho de sete cabeças no início, quando não sabemos nada sobre espectro mas que depois ele se torna muito claro e principalmente o que não cansamos de repetir: o autismo é tratável sim.

Palestra SGSC – Dra Geórgia – Parte 3

Conforme prometido, abaixo estão alguns ítens da palestra da Dra. Geórgia sobre a Dieta SGSC. São textos de slides que achamos importante vocês visualizarem. Então fica um resumão de tudo que foi dito. Diagramamos em conjuntos de temas para facilitar a leitura! Temos muitas e muitas novidades sobre o Lu e muitos posts sobre as outras paletras! Aguardem! Esperamos que vocês estejam curtindo! Obrigada pelo carinho de todos!
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Dieta SGSC
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Photobucket
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Peptideos
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Dieta jah!

Palestra Dieta SGSC – Dra. Geórgia – Parte 2

Vc eh o que vc come Hoje damos início a segunda parte da divisão da palestra da Dra. Geórgia.

Esperamos que todos estejam entendendo o conteúdo aqui explicado. Aceitamos sugestões para os próximos resumos. Ainda faltam inúmeros assuntos a serem postados; colocaremos tudo que vimos em São Paulo por aqui!!! Estamos dispostas a responder as dúvidas que estiverem ao nosso alcance. Na terceira parte será de informações rápidas e tópicos, como se fossem resumos e curiosidades.

Entao vamos ao conteúdo da parte 2:

O teste tradicional de alergia não detecta este problema, talvez porque isso não seja uma alergia, mas intolerância a glúten, caseína e outros alimentos que possam sensibilizar o autista. O mais recomendado é o teste de IgG ou o exame de peptídeos opióides na urina. Muitos pais relatam que mesmo com resultado negativo, seus filhos foram colocados em dieta e alcançaram bons resultados.

No começo da dieta, ao remover estas proteínas pode haver uma reação negativa, como a de um viciado saindo das drogas. Crianças mais novas, com menos de três anos, têm um beneficio dramático com esse tipo de intervenção, mas muitos adultos que adotam essa dieta também notaram melhoras na concentração e na comunicação.
Alguns autistas só comem alimentos que contém glútem e caseína (leite, macarrão, bolos, bolachas…). Como um drogado o autista é viciado nestas proteínas. Muitos pais contam que depois de algumas semanas na dieta o autista começa a sair deste “fogge stage” – estado de confusão – como se os seus sentidos estivessem emergindo e também passam a comer outros alimentos que não comiam antes. Podem comer farinhas que não contenham glúten como tapioca arroz, batata, carnes, mel, frutas, vegetais.
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A caseína desaparece dos testes urinários em 3 / 5 dias

Pode demorar mais de 8 meses para a diminuição do padrão de peptídeos urinários do glúten

Segundo Dr Paul Shattock os testes para alergia deveriam ser feitos após a retirada do glúten e da caseína.

NAO DESISTA!

“Esta reação de abstinência pode ser erroneamente caracterizada como uma resposta negativa à uma intervenção dietética de curto período como também à julgamento precoce e abandono da dieta.” Ronald Roggan MD / Universidade de Calgary

O desaparecimento dos peptídeos do glúten é mais gradual que os do leite. Os efeitos colaterais da retirada do glúten são mais brandos porém mais prolongados particularmente nos adultos.

CUIDADO!

NAO CONSUMIR!

ESSE POOOOODE!

NAO PODE

PAY ATENTION!

Fontes dois posts(partes 1 e 2): wikipedia, Autimismo, Autismo em Foco, AMA, power point Dra. Geórgia, cérebros Karluiza, hahaha.

p.s: – Toda dieta deve ser acompanhada por um profissional: médico ou nutricionista.
- Não é porque o alimento não tem glútem ou caseína que faz bem! Um bom exemplo é o refrigerante que não tem nenhum dos dois vilões mas contém corante, muito açúcar, cafeína, aspartame se for diet e etc. Através de experimentos, no início da dieta descobrimos que Lu tem alergia a milho amarelo e seus derivados (pipoca por exemplo). Pode ser por causa do fenol. Ele fica super agitado, tipo bêbado, querendo quebrar tudo, gritando… Qual a dica? Mamãe dá somente um alimento de cada vez, quando este é novidade para o Lu, e anota suas reações em um caderninho. Assim verificamos se fez bem ou mal e não repetimos quando o efeito foi negativo.

Palestra SGSC – Dra Geórgia – Parte 1

Dieta Sem Glúten e Sem Caseína no Autismo. Por Que Fazer ?

Palestrante:
Dra Geórgia Regina Macedo de Meneses Fonseca
*Pediatra, Homeopata, Especialista em Saúde Mental
*Pesquisadora em Autismo da Federação Brasileira de Homeopatia
*Membro do Programa Estadual de Homeopatia da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro
*Ganhadora do Primeiro Prêmio Orgulho Autista 2005 em pesquisa alternativa
*Mãe de Juliana, 9 anos, com autismo

O que fazer?

Dra. Geógia começou sua palestra explicando que vários pais chegam em seu consultório, desesperados e sem saber o que fazer, com seus filhos agitadíssimo, como mostra a figura acima. Nos identificamos muito com a figura e caímos na risada. Lu era assim antes da dieta.

Então ela continuou sua explicação citando os vários mitos sobre Dieta x Autismo: dieta só serve para emagrecimento; intestino não tem na a ver com o cérebro; autismo é uma doença genética, é uma doença psiquiátrica ou de origem psicológica; pais desesperados aceitam fazer qualquer coisa pelos filhos; todos os autistas melhoram espontaneamente, médicos que aceitam essas intervenções praticam pseudociência (a dieta não foi cientificamente comprovada).

A partir daí iniciou a explicação do porque se fazer a Dieta SGSC Para isso, faremos uma viagem no corpo humano e explicaremos aqui, a partir das informações de Dra Geórgia, a ótica que a biomedicina nos dá a respeito dos terríveis vilões: Sr. Glúten e Sra. Caseína!

Antigamente via-se o autismo como um tripé: social, interesse e comunicação.

Social: Significa a dificuldade em relacionar-se com os outros, (a incapacidade de compartilhar sentimentos, gostos e emoções e a dificuldade na discriminação entre diferentes pessoas).

Comunicação: Dificuldade em utilizar com sentido todos os aspectos da comunicação verbal e não verbal (gestos, expressões faciais, linguagem corporal, ritmo e modulação na linguagem verbal.)

Interesse: Se caracteriza por rigidez e inflexibilidade e se estende às várias áreas do pensamento, linguagem e comportamento da pessoa. Isto pode ser exemplificado por comportamentos obsessivos e ritualísticos, compreensão literal da linguagem, falta de aceitação das mudanças e dificuldades em processos criativos.

Hoje o conceito de autismo está amplo e ele é dividido em 4 pontos: social, interesse, comunicação e SISTEMA ORGÂNICO.

O Autismo e seus 4 lados

Para entenderem o que o Sistema Orgânico abrange, apresentamos abaixo sintomas que maioria dos autistas possuem:

*CONSTIPAÇÃO
*DIARRÉIA
*DOR ABDOMINAL
*GASES
*REFLUXO
*FADIGA
*ANSIEDADE
*SONO ALTERADO
*HIPERATIVIDADE
*INSENSIBILIDADE DOLOROSA
*PROCESSAMENTO SENSORIAL

Esse sintomas vêm sendo estudado e muitas descobertas têm sido apresentadas como as que mostramos a seguir.

Nos anos 80 alguns pesquisadores começaram a notar que o comportamento de vários animais submetidos à influência de drogas opióides como morfina e heroína eram similares aos comportamentos de alguns autistas. Dr. Jaak Panksepp propôs que autistas poderiam ter, naturalmente, elevados níveis de componentes de drogas opióides no seu sistema nervoso. Logo depois o Dr. Christopher Gillberg encontrou provas da existência de elevados níveis de substâncias parecidas com endorfinas no fluído cerebrospinal de alguns autistas. Estes níveis são mais elevados em autistas que são mais insensíveis à dor e que demonstram um comportamento mais agressivo.

Já ouviram falar em endorfina?

sinapseA endorfina é um neurotransmissor, assim como a noradrenalina, a acetilcolina e a dopamina. É uma substância química utilizada pelos neurônios na comunicação do sistema nervoso e também um hormônio, uma substância química que, transportada pelo sangue, faz comunicação com outras células. Sua denominação se origina das palavras “endo” (interno) e “morfina” (analgésico).

As endorfinas foram descobertas em 1975. Foram encontradas 20 tipos diferentes de endorfinas no sistema nervoso, sendo a beta-endorfina a mais eficiente pois é a qual dá o efeito mais eufórico ao cérebro. Ela é composta por 31 aminoácidos. A endorfina é produzida em resposta à atividade física, visando relaxar e dar prazer, despertando uma sensação de euforia e bem-estar.

Já se sabe que certos alimentos parecem afetar o desenvolvimento de algumas crianças e causar comportamentos autistas. Muitos pais perceberam a conexão entre autismo e a ingestão de certos tipos de alimentos comprovando que eles não digerem apropriadamente algumas proteínas. Várias pesquisas mostram que o autista tem um distúrbio imunológico que pode gerar problemas para digerir proteínas como caseína, glúten e alimentos fenólicos além de outros alimentos.

endorfinasOs pesquisadores acreditam que o nível dos componentes achados na origem central do sistema nervoso possam ser os resultados de uma incompleta digestão de alguns alimentos. A proteína, que é formada de uma longa cadeia de aminoácidos, normalmente é digerida pela enzima intestinal que quebra o vínculo que conecta o aminoácido. Enzimas são proteínas que também possuem uma longa cadeia de aminoácidos que se modificam em formas tridimensionais específicas, cada 01 com 01 atividade em que se encaixa a proteína que está alimentando.

Se a enzima é alterada, isto alterará a sua função e a proteína não processará o alimento como deveria.

Quando isso acontece há uma digestão incompleta deixando aminoácidos que deveriam ser vinculados em cadeias chamadas peptídeos. Duas proteínas que se quebram em peptídeos e que produzem atividades opióides são: caseína - que é a proteína encontrada no leite animal (proteína que produz um peptídeo chamado casomorfina).

glúten – que é a proteína encontrada no trigo, aveia, centeio e seus derivados. (proteína que produz um peptídeo chamado gliadinomorfina). Existência de 15 sequências opióides em uma única proteína de glúten.

Se as enzimas que deveriam digerir o trigo e o leite não estão atuando apropriadamente, isto pode gerar um funcionamento propício para a formação de opióides. Normalmente, quando isso acontece esses peptídeos são jogados na urina. Mas, se algum escapa e entra no sistema sangüíneo, eles podem atingir o cérebro causando sérios problemas neurológicos..

Isso nos leva ao “Leaking Gut” conhecido como Intestino Poroso que faz com que o trato digestivo de vários autistas não absorva todos os nutrientes ou que os processem de maneiras diferentes.
O intestino imperfeito deixa moléculas que deveriam ser contidas, serem descarregadas na corrente sangüínea. Esta pode ser a maneira que peptídeos impróprios passem para o sistema sangüíneo e atinjam o cérebro.

Entenda o sistema de recompensa dos opióides:
No sistema de regulação opióide das relações sociais, os opióides centrais são liberados durante certos tipos de interação social. Essa liberação resulta na sensação de conforto e alívio do sofrimento causado pelo isolamento social prévio.

Drogas e prazerDependência opióide:
*No seu próprio mundo
*Dificuldades no contato social
*Reações emocionais inapropriadas
*Comportamento estereotipado
*Preocupações bizarras
*Insensibilidade à dor
*Problemas gastrointestinais

As dependências têm grande relação com o prazer. Todas as substâncias psicoativas que levam à dependência têm efeito no sistema de recompensa.

Nó próximo post explicaremos detalhadamente sobre a dieta e seus efeitos. Não percam!!!