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Uma dentista especial!

Hoje vamos apresentar pra vocês uma dentista especial! A Adriana trata de pessoas especiais e tem ajudado muitos autistas a cuidarem da saúde bucal. Como muitos sabem, autistas são super sensíveis a barulhos, atividades fora da rotina, ao toque e muitos outros fatores que os distanciam dos dentistas. Bom, se nós que não somos autistas, temos bastante medo e desconforto sentando na cadeira do consultório, imagina um autista né? Mas a Adriana é uma fofa e sabem bem como ganhar confiança! :)
Leiam o que ela tem a falar sobre o trabalho dela e conheçam essa mulher que tem o coração enorme e faz lindos sorrisos aparecerem… literalmente!

ODONTOLOGIA PARA PACIENTES COM NECESSIDADES ESPECIAIS

ótima profissional

O plano de tratamento odontológico do paciente autista é estabelecido após uma anamnese direcionada, contendo sua história médica, odontológica, psicológica e comportamental, atual e pregressa.
Durante o atendimento é fundamental a interação paciente-profissional, a busca do contato visual para estabelecer vínculo é primordial e ele aprenderá mais se esse contato for conseguido. Optamos sempre pela abordagem lúdica apostando em técnicas não-verbais como o toque, o olhar, o sorriso, aplausos, movimentos corporais.
O reforço positivo é usado para recompensar o bom comportamento do paciente e estimular a sua repetição. Pode ser um aplauso, uma mudança na expressão facial, palavras positivas, um presente, etc.

Durante o condicionamento para o tratamento odontológico, dê preferência aos fantoches, marionetes e outros brinquedos que facilitem a interação com sua criança. Os fantoches são ótimos parceiros porque você será primordial para animá-los. Nesse momento o ideal é iniciar a brincadeira usando o fantoche e a escova de dentes, já introduzindo o assunto principal da comunicação. Se os pais brincarem de dentista e de escovar os dentes ele irá incluir facilmente esse momento na rotina do seu filho.

A utilização da motivação da própria criança impulsiona aprendizado e constrói a fundação para a educação e a aquisição de habilidades, e a visita ao dentista é considerada uma nova habilidade.
Dessa maneira iniciamos uma abordagem satisfatória para o tratamento odontológico e tendo em vista a complexidade do atendimento é indicado aos pais que procurem profissionais especializados em TGD (transtorno global de desenvolvimento) e assim incluir na rotina do seu filho à visita ao dentista.

A ODONTOLOGIA É A MESMA PARA TODOS, O QUE MUDA É A ABORDAGEM!

Brinque de escovar os dentes com seu filho.
Lembre-se que a prevenção é o melhor caminho, por isso procure um cirurgião-dentista!

 
Visitem meu blog: www.adrianazink.blogspot.com

Adriana Gledys Zink
CROSP 52600
Especialista em pacientes especiais
Mestranda na Unicsul-SP
Voluntária no atendimento à pacientes especiais no projeto “vila Maria um caso de amor”
Docente na APCD ( Associação Paulista de cirurgiões-dentistas)
Membro da câmara técnica de pacientes especiais do CROSP

Colaboradora da Revista Autismo

Gostaram da dica?

Vamos deixar aqui alguns vídeos com o tema “escove os Dentes” pra vocês assistirem com as crianças!

Lembrando: o excesso de flúor faz mal para todas as pessoas, principalmente para autistas. Lu usa pasta de dente sem flúor!

Vermes contra o autismo

vermes salvam autista

Casos como o de um pai de uma família americana em Nova York, que luta pra encontrar um caminho que possa atenuar os efeitos do espectro autista em seu filho, são cada vez mais comuns. O filho, Lawrence, com 13 anos, foi diagnosticado com dois anos de idade e em pouco tempo já não se entrosava socialmente, exibia um comportamento repetitivo. Com os anos, sua personalidade foi ficando cada vez mais agressiva: batia a própria cabeça na parede, mordia os colegas e demonstrava muita ansiedade e agitação. Difícil pra família, pior para Lawrence.

O pai, Stewart, tentou diversos tratamentos. Começou buscando terapia do comportamento, modificações na dieta, terapia musical e, por fim, diversas combinações de medicamentos. Na maioria das vezes, a melhora era temporária e o tratamento deixava de fazer efeito após um curto período de tempo.

Como muitos pais, Stewart procurou por alternativas fora da medicina convencional. No entanto, ao invés de seguir métodos sem uma base racional, ele começou a pesquisar em sites como o PubMed por literatura especializada, que traria informações e pesquisas cientificas sobre os tipos de sintomas apresentados pelo seu filho.

Numa dessas buscas, deparou-se com o trabalho de um grupo de pesquisadores que conseguiu tratar pacientes com a doença de Crohn, usando vermes de porcos conhecidos como Trichuris suis. Como outras doenças autoimunes, o sistema imunológico do próprio paciente ataca as paredes intestinais, levando à formação de úlceras e a desconforto.

T suis

Nesse caso, os parasitas do porco estariam modulando a resposta imunológica, diminuindo a inflamação (Summers e colegas, Gut, 2005). Stewart também encontrou evidências de que alguns dos sintomas presentes no autismo podem ser frutos de um ataque imunológico em células da glia no cérebro (Vargas e colegas, Annal Neurol 2005).

ovamed Para ele não foi difícil juntar os pontos: os vermes do porco poderiam também ajudar na modulação imunológica de seu filho. Sem medo do ridículo, escreveu uma pequena revisão e apresentou suas ideias a um grupo que pesquisava autismo no Albert Einstein College of Medicine. Os pesquisadores acharam inusitado, mas concluíram que valia a pena testar a hipótese. Através desse grupo, Stewart consegui comprar ovas de T. suis para tratamento de uma empresa europeia chamada OvaMed.

remedio Stewart também conseguiu permissão do FDA americano para testar a droga em seu filho, sob supervisão dos pesquisadores e médicos. Cada frasco carrega 2.500 ovas e é, em geral, consumido a cada duas semanas, com um custo de 600 euros por mês. Depois de ingeridas, as ovas tentam se alocar no intestino humano. Encontrando um ambiente hostil, a maioria morre. As ovas que sobrevivem dão origem a larvas que persistem no intestino por alguns dias. É nesse estágio que acontece a modulação do sistema imunológico.

pesquisa Não se sabe ainda exatamente como isso acontece, as bases moleculares do fenômeno estão sendo pesquisadas. As larvas sobreviventes morrem logo em seguida e são dissolvidas no intestino – nada sai nas fezes.

Como o T. suis evoluiu para infectar porcos, a colonização no trato intestinal humano é limitada. Os vermes não conseguem se reproduzir e são eliminados com o tempo. Além disso, o ciclo de vida do verme requer um estágio fora do hospedeiro, sendo incapaz de infectar outros membros da família.

É um medicamento considerado seguro, sem nenhum efeito colateral. No caso de Lawrence, a melhora no comportamento começou depois de 8 semanas de tratamento. Depois da décima semana, os sintomas tinham desaparecido por completo. A narrativa dessa história pelo próprio Stewart pode ser encontrada aqui.

clinicaltrials Os resultados promissores foram apresentados em 2007 ao FDA e deram inicio a um ensaio clínico mais completo – em andamento – que servirá para mostrar se o tratamento é realmente efetivo ou se foi apenas um caso de sorte, com alguma variável não controlada fazendo efeito na criança.

A saga desse pai e o sucesso da história traz uma perspectiva interessante para o entendimento do autismo, a “hipótese da higiene”. Segundo essa ideia, a industrialização e a falta de contato com elementos naturais acabam desestabilizando o sistema imunológico humano.

ovas de porco Evoluímos juntamente com nossos parasitas e assim que os eliminamos do nosso ambiente, a homeostase do nosso corpo tenta se estabilizar novamente. Durante a evolução, criamos diversas “armas imunológicas” contra esses parasitas que não estariam mais sendo utilizados no ambiente moderno.

A hipótese da coevolução é válida para a doença de Crohn, outras síndromes autoimunes como esclerose múltipla e provavelmente para alguns casos de autismo, como o de Lawrence. Ou seja, ao invés de existir “algo” no ambiente urbano que contribua para a incidência de autismo, seria mesmo a falta desse “algo”, no caso, nossos parasitas.

Acho que existe algo de muito importante nessa história. A investigação cientifica cautelosa desse e de outros casos semelhantes vai contribuir para entendermos melhor como o sistema imunológico interage com o sistema nervoso no estado normal e no estado autista.

fonte: G1 – Espiral – Alysson Muotri (enviado por e-mail pelo nosso amigo Leopoldo Xavier)

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Ficamos super felizes quando vemos uma matéria como essa pois vai de encontro ao nosso pensamento de que o autismo é um distúrbio sistêmico e não apenas neurológico.

Em um post sobre o protocolo DAN, está escrito: Na visão DAN, o comportamento dos autistas são desencadeados por falhas no processo metabólico de cada indivíduo envolvendo seu sistemas orgânicos imunológico, endócrino e intestinal.

Gostamos bastante do artigo pois ele mostra a LUTA dos pais em busca da melhor qualidade de seus filhos que estão autistas. Muitos dos congressos biomédicos que participamos tinha a presença em massa de pais e os poucos profissionais que estavam presentes eram parentes também. Muitos não sabem a que profissionais procurar pois a maioria ainda tem uma visão antiquada do autismo (que ele está somente na cabeça) e têm medo de dar um diagnóstico pedindo para que a mãe volte quando a criança completar 3 anos de idade. Lembramos de muitas mães lutadoras e estudiosas do assunto porém um nome não saiu da nossa cabeça: Andrea Lalama. Ela disse em um congresso no Rio:

O procedimento não é matar micróbios, mas sim reparar o intestino para um desempenho normal. A microflora intestinal é responsável por toda a nossa condição de saúde. Adquirimos a microbiota intestinal na hora do parto, pelo canal vaginal, pelo contato com as fezes ou restos de fezes da mãe, pela contato com a pele do corpo e dos seios maternos. O medo de infecção hospitalar e o grande número de cesarianas estão deixando nossas crianças muito vulneráveis, sem a nossa proteção imunológica natural. Durante toda a 1ª infância a microbiota muda ciclicamente de acordo com as experiências ambientais e alimentos que são introduzidos. Estes dois componentes, ambiente e alimento, estão sofrendo cada vez mais alterações com os tempos modernos.

Ela indica vários caminhos para solucionar essa questão e um deles é bastante polêmico: introduzir fezes da mãe ou de um irmão saudável no cólon da criança afetada.
As fezes tem toda a microbiota do ser humano, saudável ou não. Existem pesquisas na França com resultado positivo de recuperação intestinal de 99%.

Não somos médicas, nem nutricionistas, nem profissionais da área de saúde e não estamos aqui para induzir ninguém a nada. Somos comunicólogas e acima de tudo, irmãs de um maravilhoso menino que se recupera mais e mais e a cada dia dá um passo para a saída do espectro autista. Nosso papel é estudar para ajudá-lo e divulgar aos interessados sobre os métodos e informações que temos oportunidade de aprender.

*Sempre recorremos a muitos textos do grupo autismo esperança para ter base no que escrevemos. Hoje lemos novamente o resumo do workshop de Andrea Lalama. Achamos que foi feito pela Cláudia Marcelino.

Dieta restritiva pode reduzir sintomas do TDAH

Dieta restritiva pode reduzir sintomas do TDAH

Pesquisadores acreditam que alguns alimentos podem afetar negativamente o cérebro e provocar o transtorno de déficit de atenção

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Falta de atenção: crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade enfrentam dificuldades em prestar atenção e controlar seu comportamento (Getty Images)

Segundo o estudo, da mesma forma que alguns alimentos podem provocar reações adversas, que vão da asma a problemas gastrointestinais, em crianças, eles podem afetar o cérebro e originar problemas em seu comportamento

Mudanças na alimentação pode ser uma maneira eficiente de reduzir os sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) nas crianças entre quatro e oito anos de idade, diz estudo publicado na edição deste sábado do período médico britânico The Lancet.

O estudo foi feito com 100 crianças da Bélgica e da Holanda, todas diagnosticadas com TDAH. Elas foram divididas em dois grupos escolhidos aleatoriamente. Um grupo recebeu, por cinco semanas, uma dieta restritiva, sem alimentos processados, que incluía apenas água, arroz, carne, peras e vegetais. Depois foram introduzidos na dieta batata, trigo e mais frutas. O outro grupo recebeu apenas aconselhamento sobre alimentação saudável.

Das 41 crianças que completaram as cinco semanas de dieta restritiva, 78% tiveram uma redução nos sintomas e 22% (nove crianças) não apresentaram nenhuma melhora. “Chegamos à conclusão de que mudanças na dieta deveriam ser consideradas para todas as crianças com TDAH”, afirmaram os autores do estudo, realizado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Radboud e pelo Centro de Pesquisas sobre TDAH, ambos localizados na Holanda.

Embora não existam evidências conclusivas sobre o papel dos alimentos no desenvolvimento do TDAH, um dos transtornos neurológicos mais comum em crianças, há a suspeita de que comidas ricas em açúcar possam desencadear os sintomas e de que substâncias como aditivos alimentares tenham efeito sobre o comportamento infantil.

Essa matéria saiu na página da internet da Revista Veja, aqui e ficamos felizes pois quando um veículo do porte da Veja mostra artigos como esse, a dieta SGSC ( mais açúcar, alimentos processados, etc) ganha credibilidade. É a ciência se rendendo a famosa frase: você é o que você come. Bom fim de semana a todos e voltamos em breve com um post sobre as férias do Lu e em seguida sobre a volta às aulas! Até breve!