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Passeios em São Paulo!

No final de semana que aconteceu depois do carnaval levamos Lu para São Paulo para uma consulta com a Dra Simone (protocolo Dan) e é claro, aproveitamos para pesquisar um lugar bem legal para levarmos ele pra passear!

Lu chegou em Sampa querendo mesmo ir ao shopping para visitar uma loja da Fast shop pois ultimamente o que mais gosta de fazer é pesquisar sobre máquinas de lavar, assistir vídeos sobre esse tema no youtube e fazer seus próprios vídeos filmando a máquina da mamãe com o ipad! Ele adora o canal do Fernando Ricci, do blog Roupa Suja se Lava na Máquina! Lu faz vídeos se inspirando no blog do Fernando, aprende palavras novas, se diverte, interage com a gente fazendo perguntas e até diz que quer ser inventor quando crescer e inventar um modelo de máquina diferente!

De noite, fomos jantar no shopping e Lu foi correndo para a Fast! Eu e Karla ficamos com ele na loja enquanto mamãe comprava roupas pro papai! Chegamos perguntando se podia fotografar e filmar os produtos para o canal de vídeo do Luiz Jr. e fomos autorizados! Lu se esbaldou! Filmou 4 máquinas diferentes e as vezes tivemos que ajudá-lo dando “pézinho” para ele alcançar o painel para filmagem, rs.

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Um vendedor ficou impressionado coma sabedoria do moleque sobre o assunto e disse que ele era melhor que muitos vendedores por aí. Aproveitamos para falar um pouco sobre autismo e darmos o cartão do blog! Ficamos contentes em divulgar o assunto e aproveitamos todas as oportunidades de quebrar o preconceito e de conscientizar!

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Lu amou esse passeio e nós amamos ver a felicidade dele! Para fazermos isso, devemos sair de casa tranquilos, envolvidos nos interesses deles e sem pensar no que as outras pessoas vão pensar sobre nós, que vamos passar vergonha, etc. Eu e a Karla embarcamos nas ideias do Lu e ele confia muito na gente por causa disso! Ele sabe que com a gente não tem tempo ruim pois não o julgamos.

Sendo assim, quando convidamos Lu para um passeio, ele sabe que vai ser divertido e que não vamos obrigá-lo a ter os mesmos interesses que a gente e nem vamos achar besteira o que ele achar legal! Por isso Lu pergunta tudo pra gente, todas as dúvidas, como agir, etc. É muito legal sentir essa conexão!

Na tarde do dia seguinte fomos ao museu Catavento Cultural e Educacional! Garanto a vocês que esse é um passeio que todas as pessoas gostarão de fazer pois há atrações para adultos e crianças e os autistas se encantam porque podem tocar em muitos dos objetos, interagir e experimentar! Lu adorou ver como funciona a bateria, observar as turbinas de avião (que queria que girassem mas claro que não giravam, rs), observar os peixes, ouvir os pássaros, ver as cores, aprender sobre a ilusão de óptica, ver de perto sobre vários conteúdos que ele tinha aprendido na teoria dentro de sala de aula.

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A dica que damos é, faça uma refeição reforçada antes pois o museu é grande e vocês irão ficar no mínimo 2 horas (que passam voando… Lu não queria ir embora, dá pra acreditar?), antecipem que lá irão encontrar muitas outras pessoas e inclusive crianças e que ele deverá esperar a sua vez de mexer usar o equipamento ou fazer a atividade, que irão andar e brincar bastante e ver várias coisas diferentes!

Além de a área interna ser muito legal, a área externa é linda e tem um modelo de avião bem grande e um trem! Várias carroças mostrando como era feito o trabalho de limpeza e cuidados das ruas de São Paulo, tem uma fonte e a arquitetura do prédio é maravilhosa!

Antes de ir embora tomamos um lanche na lanchonete do museu e o Lu comeu bolacha sem glúten e leite que mamãe levou e fomos ver essa parte!

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Foi um passeio muito divertido e é claro que o Lu as vezes se interessava pelo ar condicionado ou exaustor do lugar mas não vemos nenhum problema! Nunca criticamos ele quando ele fica alguns minutos vendo coisas que para nós, em um primeiro momento, pode parecer sem sentido. Olhamos o que ele está vendo, fazemos comentários sobre o assunto, respondemos as dúvidas dele (se pode mexer, onde liga, etc) e chamamos ele pra ver as outras coisas ou ele se desinteressa e vai! Sem crise!!!

Ao final do passeio estava estampado no rosto dele que ele tinha adorado e fomos pro shopping jantar! Perguntamos pra ele qual passeio ele tinha mais gostado e ele disse que tinha gostado do museu mas tinha gostado mais da Fast… e rolou de rir com cara de safado! Tem coisa melhor? Essa troca é mágica pois ele sabe que pode se divertir com a gente e também tem certeza que pode ser sincero que não vai nos desapontar!

Pratiquem o desapego ao sair com o seu filho ou filha autista! Se divirtam com o que eles gostam e mostrem para eles o que você gosta, o que te dá prazer! Amamos passear com o Lu! No começo, era difícil pois sempre tinha uma “briguinha”, uma crise, um “quero ir embora”, uma frustração pela máquina de ar atrair mais que o pula pula… hoje, sabemos como agir e tornar os eventos atrativos e prazerosos pra todo mundo!

Resumo de dicas para um passeio feliz com um autista:

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A sutil diferença entre o excesso de energia e a violência

Olá Pessoal. Quanto tempo né? Nunca ficamos tanto tempo sem postar assim. Com facebook e a facilidade de fazer posts por lá, o retorno ser mais rápido e a geração de conteúdo acontecer em tempo real, o blog ficou esquecidinho. Mas ficamos triste porque foi aqui que tudo começou e achamos muito importante aprofundarmos mais sobre determinados assuntos.
Bom, o Martim Fanucchi, editor da Revista Autismo, colocou um depoimento dele no facebook e achamos super importante compartilhar com as mães e pais de autista pois essa confusão acontece na melhores famílias, rs. Colocamos o depoimento na nossa página no facebook e muitas pessoas se interessaram, deram seus relatos e achamos muito importante aprofundarmos por aqui. Leiam as palavras do Martin:

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“Muitos pais de autistas convivem diariamente com esse dilema e tem que interpretar rapidamente uma situação em que seu filho tem uma atitude aparentemente violenta, bater por exemplo. Esse momento delicado é fundamental para você compreender seu filho e educar, mostrando qual é a forma de agir quando acontece isso.
Dando um exemplo prático disso, hoje pela manhã, Julia ficou em casa comigo, porque haveria uma reunião pedagógica nesse período, na escola em que ela estuda. Como de costume fizemos bagunça pela casa toda, mas na cama ela gosta que eu deite em cima dela e solte parte do peso (senão eu a esmago) e ela fica lá embaixo, suspirando de felicidade. Isso se chama “papai pegou”. Lá pelas tantas ela que montou em cima de mim e me abraçou, nessa hora eu disse: “Agora a Juju que pegou”. Ela pulou de cima de mim, me olhou rindo e me deu um tabefe nas têmporas tão forte que eu vi estrelas. Me pôs a knock-out às 9h30 da manhã.
Doeu pacas e a dor poderia ter até afetado meu discernimento e poderia ter errado no julgamento desse gesto. Eu peguei ela na mão e disse: “Juju calma, tudo bem, aconteceu, mas agora da um beijo no papai e pede desculpa pelo tapa.” “Debdoudite…”(ou algo parecido) foi a resposta dela, depois um beijo com direito à “muaááh” e tudo.
Esse tapa foi apenas um excesso de excitação. A energia que os autistas têm é imensa. E às vezes é muito difícil para eles lidar com ela, ocasionando esse tipo de fato e é mais difícil ainda para os pais interpretar esse instante, porque algo precisa sempre ser pontuado na hora que aconteceu. Estabelecer esse vínculo no momento é fundamental porque depois eles nem vão se lembrar do que aconteceu e não vão entender nada mesmo.
Eu já fiz julgamentos errados e pensando depois cheguei a conclusão que agi errado também com Julia. Ela não tem referência de violência em casa. Na escola qualquer ocorrência dessa natureza é punida de forma que fica compreendido que é errado bater, e no que ela assiste também não tem exemplo de violência.
Mas aquele risinho antes do tapa poderia ter me feito julgar errado, por exemplo.
Porque ela é “malvadinha” sim às vezes, como toda criança.
Eu prefiro sempre agir do que deixar passar em branco. Mas o julgamento tem de ser rápido e assertivo, senão ambos sofremos depois.”


Uma resposta chamou atenção:” Hj durante a reunião de pais na APAE foi feita a leitura de um texto que fala sobre isso. Isso é denominado como energia intensa. Procure quando a criança estiver com energia intensa fazer pressão como abraço bem forte ou pressão nas mãos (nada que machuque) que a criança acalma vou tentar fazer isso com a Luiza pq ela tem esses comportamentos também.” [Fabiana De Alvarenga Mônaco]

Pesquisei um pouco sobre isso e achei esse texto do Programa Son Rise que gostei muito:

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Foto tirada daqui

Quando os pais descrevem a criança como “agressiva” eles querem dizer que ela bate, morde, arranha, belisca, puxa o cabelo, cospe na cara das pessoas, dá estalos, pontapés e geralmente usa força física. Este termo também é utilizado se a criança morder a própria mão, bater com a cabeça e outras actividades auto-lesivas.

No dicionário “Agressivo” é definido como:
‘Caracterizado por ou que tende a ofensivas, ataques, invasões, etc sem motivo; militância ou ameaça: atitudes agressivas contra um país vizinho.’

Assim, quando usamos esta palavra para descrever os comportamentos da criança estamos dizendo que ela está atacando. Quando se magoando acreditamos que ela se está se atacando sem motivo?

‘Violento’ é outra palavra que utilizamos para descrever comportamentos como os acima descritos. Muitas vezes, tive pais que procuraram a minha ajuda que diziam coisas como “O meu filho está ficando violento”, ou profissionais que diziam que trabalhavam com “uma criança violenta”.

‘Violento’ é definido como:
“Ações extremamente fortes que se destinam a prejudicar as pessoas ou são suscetíveis de causar danos, ou envolvem o uso da força para ferir ou atacar. ”

Quando chamamos as crianças de violentas, estamos sugerindo que elas têm intenção de nos magoar. Para mim, a palavra violento evoca imagens de mortes e guerra, não algo que atribua a uma criança com autismo.

No Autism Treatment Center of America, a casa do Programa Son Rise®, não temos a visão de que as crianças nos atacam sem motivo tal como a palavra “agressivo” sugere, elas também não são inerentemente más ou agem, de fato, de forma como se quisessem magoar outras pessoas. Acreditamos que elas estão tentando cuidar de si próprias da única maneira que sabem. Não rotulamos este comportamento como “agressivo” ou “violento”, chamamos-lhe “energia intensa”. O rótulo “energia intensa” não tem nenhum dos julgamentos associados às palavras “agressivo” ou “violento” e descreve de forma mais precisa a situação que está para acontecer.

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foto tirada daqui

A seguir estão duas das razões mais comuns para a sua criança ter uma energia intensa. Perceba a razão para ajudá-lo-á a aplicar as estratégias mais eficazes para minimizar a energia intensa da criança, bem como novos pensamentos e crenças que você poderá adotar para ajudar-se a sentir-se mais confortável com este aspecto da sua criança.

A Energia Intensa não aparece vinda “do nada”.

Os pais dizem que as suas crianças vão lhes bater sem razão aparente, que acontece vindo “do nada”. Nos meus 25 anos de trabalho com crianças e adultos com autismo, bateram-me, estrangularam-me, deram-me pontapés, murros, beliscaram-me, morderam-me, deram-me estalos, cabeçadas, crianças e adultos bem mais altos e pesados do que eu. O meu treino no Autism Treatment Center of America ensinou-me a observar realmente uma criança e a perceber o que está acontecendo com ela e a relação entre o que eu fiz e o que elas fizeram. Desde então, nunca trabalhei ou observei uma criança que nunca tivesse dado sinais claros de que estavam quase para me bater, bater no facilitador com quem estavam trabalhando ou nos seus pais.

Isto é fantástico porque significa que tudo o que temos que fazer é observar criança, compreender de forma mais clara e reparar naquilo que FAZEMOS.

RAZÃO #1 – Desafios Sensoriais

O que é?

Muitas pessoas com autismo têm  experiência extrema de super ou sub-sensibilidade (não sentem dores por exemplo) a estímulos, conhecida como transtorno do processamento sensorial ou disfunção de integração sensorial. De acordo com Psychology Today, este distúrbio do processamento sensorial pode apresentar um grande desafio social para adultos autistas. Conhecer novas pessoas traz informação sensorial nova, incluindo cheiros, sons, visões, e outros tipos de entrada. Isso pode levar os autistas a evitarem novas interações sociais. (Conceito retirado daqui.)

Sabemos que o sistema sensorial das nossas crianças tem muitos desafios. Elas podem ter energia sendo criada dentro delas e que elas não sabem liberar adequadamente. Quando temos excesso de energia nos nossos corpos, fazemos algum exercício para ajudar a liberá-la. As crianças autistas parecem não perceberem o que está a acontecendo com seu corpo e por isso criam formas únicas e interessantes de liberar essa energia. Elas mordem, beliscam, apertam as pessoas com determinação e força. A ação de morder ou beliscar, na verdade, libera esta energia, ajudando-as a organizarem-se fisicamente.

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Foto tirada daqui

Experimente este exercício:

1. Pegue num objeto como uma bola insuflável ou uma toalha.
–> Morda-o. Sim, é isso mesmo. Crave os dentes nele com todo seu poder .
–> Faça-o 3 vezes, cada vez durante 20 segundos.

2. Junte as mãos e aperte-as, de novo, não sem entusiasmo, mas com todo o seu poder.
–> Faça-o 3 vezes, cada vez durante 20 segundos.

3. Escreva num papel como se sentiu ao fazer isto.

O que eu sinto e o que as pessoas dizem sentir é um alívio de qualquer tensão que se tenha. Sabem bem fazer isto! E ajuda o nosso corpo. As nossas crianças fazem isto pelas mesmas razões, apesar de que a energia que elas têm de libertar dos seus corpos é maior do que a nossa. O truque é ajudar a criança a utilizar algo para libertar as energias que não seja outra pessoa.

Elas também podem dar a si próprias um estímulo sensorial batendo com a cabeça, mordendo a parte mole dos polegares, batendo nas coxas ou pés. Neste caso, vemos crianças que agem como se fossem o seu próprio terapeuta ocupacional, tentando ajudar a equilibrar o seu próprio sistema sensorial.

Quais são os sinais?

Poderá notar que a criança tem um dos seguintes comportamentos, mesmo antes de se bater ou se beliscar, ou poderá ver um aumentos dos seguintes comportamentos durante um período de cerca de 30 minutos antes de chegar a sua energia intensa.

–> Saltar intensamente
–> Fazer força em partes do corpo, por exemplo, fazer tanta força na cara que chega a tremer um pouco.
–> Bater em qualquer parte do corpo de forma mais vigorosa com a mão ou um objeto.
–> Correr por toda a casa ou quarto com uma enorme energia.
–> Gritar sons cada vez mais altos do que o habitual.
–> Tornar-se mais intensa e rápida ao recitar trechos de filmes ou livros.
–> Fazer-lhe perguntas disparadas, quando você sabe que ela sabe a resposta.
–> Entrar num padrão do contra, em que pede por algo, você dá e a criança diz não, depois volta a pedir a mesma coisa e quando você volta a dar ela volta a dizer não, e assim sucessivamente.

Se você não tem a certeza do que o que a sua criança faz no período anterior a energia intensa, vire um detetive, ande sempre com um caderno e comece a escrever o que vê! Anotar o que o seu filho faz antes de ter energia intensa trará pistas válidas sobre o porquê deste comportamento. Uma vez que sabemos o porquê, poderemos aplicar a estratégia mais útil para ajudá-la. Nós queremos tratar da razão subjacente da energia intensa da criança e não apenas gerir os sintomas.

O que fazer?
A ideia é dar-lhes o estímulo sensorial que eles estão à procura durante todo o dia, para que não se crie um momento em que eles o irão procurar a partir de nós usando a “Energia Intensa”.

Como:

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Foto tirada daqui

–> Começar a apertar as mãos, pés e cabeça da criança.
–> Dar-lhe um abraço de urso, sentado-se atrás da criança e envolvendo com os braços e pernas a criança, para que lhe possa dar um verdadeiro aperto corporal.
–> Rolar uma bola grande terapia sobre o seu filho, esta é uma maneira útil para dar um “abraço de urso” a uma criança maior ou mais velha.
–> Encorajar a criança a saltar no trampolim.
–> Para uma criança com idade superior a 14 anos, sugiro que se assegure que ela faça muito exercício físico, como nadar, correr,  caminhar, saltar num grande trampolim, algo em que elas se esforcem mesmo. Faça isso 3 vezes por semana.

Você pode fazer qualquer uma das sugestões acima referidas. Escolha aquela que acha que a sua criança irá gostar mais. Enquanto estiver fazendo as 3 primeiras sugestões, deve experimentar a intensidade em que oferece o abraços de urso, o aperto ou o rolar a bolsa de terapia. Aumente a pressão devagar enquanto observa para ter a certeza de que a criança está gostando. A minha experiência é de que as crianças que usam a energia intensa devido às suas necessidades sensoriais, vão gostar de mais pressão.

Como responder à criança quando eles batem por essa razão?

1. Pense nos seguintes pensamentos:

–> A criança está me batendo numa tentativa de cuidar do seu sistema sensorial.
–> Não significa nada em relação ao amor ou respeito que tem por mim.
–> Eu posso ajudar a criança, dando-lhe mais estímulos sensoriais para a ajudá-lo a equilibrar o seu corpo.
Estes pensamentos vão ajudá-lo a preparar-se para responder de forma calma, tranquila e carinhosa.

2. Aperte-lhe as mãos, cabeça e maxilar.

–> Se a criança bater em você com a cabeça, ofereça-se para lhe apertar a cabeça… se ela beliscá-lo, ofereça-se para lhe apertar as mãos… se ela mordê-lo, ofereça-se para fazer pressão na linha do maxilar.
–> Explique-se que ela não tem que morder, beliscar ou bater com a cabeça e que você ficaria feliz de a apertar sempre que ela quiser.
Agora que você sabe os sinais de alarme, deverá conseguir dar à criança o estímulo sensorial que ela procura antes de ela chegar ao estado de bater, morder ou beliscar. Pegue-lhe na mão antes de ela chegar a si para exercer pressão!

Dicas:

–> Quando estou trabalhando com crianças que gostam de bater, normalmente quando me abraçam elas cravam os dentes no meu ombro então  tenho sempre um pequeno brinquedo de mastigar no meu bolso para oferecer-lhes, ou coloco almofadas debaixo da camiseta para proteger os ombros.
–> Se a sua criança conseguir mordê-lo, tente mover-se no sentido da mordida e não afastar-se. Por exemplo, se a criança estiver mordendo o seu braço, empurre o braço para a mordida, se puxar o braço vai doer-lhe mais. Utilize o polegar e o indicador e empurre os dois lados da linha do maxilar da criança, isto não irá magoá-la e fará com que ela abra instantaneamente a boca.

RAZÃO #2 – Comunicação

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Foto tirada daqui

Bater, morder, dar estalos, cuspir, beliscar, dar murros, bater com a cabeça, morderem-se, pode ser simplesmente a sua criança comunicando que quer alguma coisa. Pode ser o caso de uma criança que ainda não é verbal e de uma criança que é altamente verbal. Se elas acreditarem que as pessoas lhes darão as coisas mais rapidamente se elas baterem nas pessoas ou nelas próprias, então elas vão querer carregar no botão “avançar rapidamente” fazendo isto.

Quais são os sinais?

–> Beliscam/mordem/batem/dão murros logo quando você diz elas não podem ter qualquer coisa.
–> Não se fazem entender.
–> Batem de formas diferentes, normalmente de forma desordenada, como em jogos. Esta poderá ser a forma da criança reiniciar o jogo com você.

O que acontece é que as pessoas à volta vão começar agir de forma mais eficaz e a “perceber” melhor essa criança quando elas batem. O adulto de repente torna-se mais eficaz ao que a criança pede porque quer evitar que a criança lhe bata. A criança pode começar a pensar – “ok, então a melhor maneira de eu conseguir aquilo que eu quero é bater, aí todos tentarão me entender melhor”.
Ao invés de corresponder ao que a criança quer, este momento é importante não só que você esteja atento e perceba que a criança está usando a energia intensa, mas também ao que VOCÊ saiba o que fará em resposta a isso.

Experimente este exercício:
Responda às seguintes questões quanto à agressão da sua criança quando ela quer alguma coisa ou está com algum problema em comunicar-lhe o que quer.

–> Como reage seu corpo? O seu coração está acelerado? As mãos dela começaram a suar?
–> Como ela se sente? Chateada? Triste? Assustada? Contente?
–> Como se movimenta? Mais depressa? Mais devagar?
–> Dá à criança o objeto ou o que ela lhe pede?
–> Se não percebe o que ela quer, tenta oferecer-lhe diferentes coisas?

Então, comece a observar como os outros familiares interagem com a sua criança, como é que eles respondem quando a criança lhes bate. Pergunte na escola ou onde a criança faz terapia como é que eles respondem quando a criança lhes bate.

Se a sua criança bate para comunicar algo que quer é porque alguém em algum local está respondendo de forma mais eficaz a este tipo de comunicação.

O que fazer?

1. Pense os seguintes pensamentos

–> A minha criança é esperta! Está tentando obter aquilo que quer da forma mais rápida possível.
–> Eu sei o que fazer. Posso ajudar a minha criança movendo-me lentamente e explicando-lhe que eu não consigo percebê-la quando ela me bate.

2. Mova-se lentamente.
Isto é muito importante. Queremos mostrar às crianças que qualquer forma de energia intensa não vai ajudá-las a obterem o que querem mais rapidamente, na verdade, isso fará que as pessoas se tornem mais lentas.

3. Explique
Diga à criança que não entende o que ela quer quando ela lhe bate. Explique também que, mesmo que ela lhe bata, isso não irá mudar a situação e que você não irá fazer/dar-lhe o que ela quer.

4. Saia do caminho e dê-lhe uma alternativa.
Agora que você sabe a razão porque a criança se comporta desta forma, prepare-se. Se a criança quer algo e a resposta é não:

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–> Saiba que ela poderá bater-lhe.
–> Saia do caminho, para que ela não o alcance com as mãos, isto lhe dará tempo para se proteger, pegando nas mãos da criança e apertando-as, ou oferecendo outra coisa para ela morder ou bater, tal como uma bola ou um tambor, um joão bobo, etc.
–> Se a sua criança é adulta ou mais alta que você, tenha sempre uma bola de terapia grande ou uma grande almofada disponíveis, para colocar entre você e a criança para se proteger. Acredite que você é forte e guarde isso com toda a sua determinação e não se esqueça.

5. Não dê à criança aquilo que a levou a mordê-lo.
Isto é muito importante! Você quer ajudar a criança a perceber que nenhum tipo de energia intensa irá fazer com que ela tenha o que deseja. É muito importante ensinar isso a criança desde pequena para que seja útil socialmente nos anos seguintes.

Se quer dar à criança aquilo que a levou a mordê-lo, certifique-se que lhe pede para comunicar de uma forma diferente antes de lhe dar. Peça-lhe para apontar ou use uma aproximação da palavra ou a palavra mesmo. Celebre quando a criança corresponder e certifique-a de que está dando o que ela quer apenas porque ela comunicou de forma diferente e não porque lhe bateu.

6. Seja Persistente e Consistente.
Como a criança conseguia o que queria com eficácia quando lhe batia, demorará algum tempo até a criança perceber que essa já não é forma de você responder. Continue a responder da forma como está indicado acima até a criança perceber a ideia. Se demorar mais do que 2 semanas para a criança mudar este comportamento, certifique-se de que está seguindo todos os passos indicados acima. Talvez tenha deixado passar um passo importante! Se não, o mais provável é que alguém, sem ser você, esteja agindo como antigamente. Seja um detetive e descubra quem é essa pessoa.

retirado de: Autism Treatment Center via Vencer Autismo

Leia mais sobre o TPS = Transtorno de Processamento sensorial aqui

Esse blog da terapeuta Johanna Cordeiro Melo Franco tem muito material que vale a pena ler e muitas dicas de atividades sensoriais! Vale o clique.

Adoramos esse assunto e voltaremos a falar sobre ele pois é muito importante trabalhar a sensibilidade e a comunicação dos autistas e pais / terapeutas / professores e isso ajuda na conexão entre eles.

Refrigerante ou Vende-se veneno!

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Há muito tempo estou querendo fazer um post aqui sobre o refrigerante. Que ele faz mal a todas as pessoas, penso que todos aqui sabem mas vou relatar alguns itens para ampliar a mente de vocês sobre a gravidade desse veneno que muitos tomam achando que o mal que ele faz não é tão grande assim.

Primeiro vou contar os histórico da minha família com o refri para vocês entenderam que não é impossível parar de beber essa bebida ou evitar seu consumo excessivo. Na casa dos meus pais a minha mãe comprava refrigerante na distribuidora de tanto que consumíamos. Lembram daquela propaganda de coca cola que o cara abria a garagem cheia de engradados e pensava se ia dar ou não pra festa do dia? Minha casa era tipo aquela cena. Meu pai era viciado em refrigerante e é claro que desde que nos entendemos por gente (ou antes disso se brincar), bebíamos coca cola. Pra terem noção da situação, a gente bebia na mamadeira… Certa vez minha mãe esqueceu nossas mamadeiras não sei onde e choramos a noite toda gritando que queríamos coca cola… até dormirmos de cansaço. A gente não abria a geladeira pra tomar água. Era coca, coca, coca. Certo dia, não me lembro porque, meu pai parou de tomar coca todos os dias e a casa toda foi diminuindo. Minha mãe parou de tomar refrigerante e eu e a Karla achávamos um absurdo porque ela não bebia nem em festas. Passado uns anos, ganhamos o Lu e é claro que ele também bebia coca cola… na mamadeira (ainda bem que a tradição se encerrou por aqui). Aí começamos a estudar o autismo, o tratamento biomédico e enxergamos o veneno que estávamos dando pro Lu e também bebendo! Eu e Karla paramos de beber na base do desmame. A gente primeiro bebia só aos finais de semana, depois resolvemos escolher dois dias na semana pra beber ao invés do fim se semana porque vai que desse vontade antes né? Aí procurávamos deixar sempre mais pro fim de semana pra não gastar os dias que podíamos atoa… hahahaha (o auto engano é demais né?). Quando vimos, estávamos sem beber e quanto mais líamos sobre o refrigerante mais detestávamos… hoje não tomamos mais e não faz a mínima falta!

Mas vamos ao que interessa, o que o refrigerante acarreta a nossa saúde:

Não sei se vocês sabem mas todos os produtos industrializados vendidos no Brasil apresentam em seus rótulos os ingredientes usados em sua composição e eles vêm escritos em ordem de quantidade, do ingrediente que tem mais ao ingrediente que tem menos. Vamos ler o rótulo de um refrigerante muito famoso pra vocês verem:

refri6O único ingrediente que tem em maior quantidade nos refrigerantes como a coca-cola é a água gaseificada. Em uma lata de coca há 35g de açúcar, o equivalente a quase 6 sachês. O consumo ideal dessa substância para um ser humano saudável deve ficar em torno de 10% da energia total diária ou seja em uma dieta de 2000 calorias, devemos consumir 50 g de açúcar. (1 g = 4 calorias). Ou seja, se você tomar uma lata de coca cola, você já consumiu mais que a metade do açúcar que você deve consumir no dia todo. E para os autistas, isso é um problema maior pois o açúcar, além de agitar pois ele dá energia ás pessoas, ele alimenta os fungos e muitos deles têm problemas de candidíase. Alguns dos problemas de comportamento ligados ao supercrescimento de cândida são confusão, hiperreatividade, perda de atenção, letargia, irritabilidade e agressividade. Problemas de saúde incluem dores de cabeça, dores de estômago, prisão de ventre, cólicas, fadiga e depressão. Esses problemas são normalmente piores em dias úmidos e em locais com presença de mofo e o Dr William Shaw vem conduzindo importantes experimentos que relacionam a levedura ao autismo. Existem vários métodos para o tratamento de cândida: dieta pobre em açúcares, tratamentos com antifúngicos e ingestão de suplementos nutricionais que auxiliam na reposição dos micróbios “bons” no trato digestivo. O tratamento pode gerar piora do quadro em um primeiro momento (pois a cândida é destruída e seus fragmentos se espalham pelo corpo e somente depois são excretados), levando a uma piora no comportamento. Porém isso significa que o tratamento está surtindo efeito.

Dra Natasha Campbel Mcbride também fala sobre o açúcar: “[...] outro ponto importante sobre os carboidratos processados são os seus efeitos nocivos na flora intestinal. Carboidratos processados alimentam as bactérias patogênicas e os fungos no intestino, promovendo o seu crescimento e proliferação. Fora isso eles produzem um efeito parecido com uma cola onde vários parasitas hospedeiros se agarram e se desenvolvem. Todas essas criaturas microscópicas produzem substâncias tóxicas que seguem na corrente sanguínea “envenenando” literalmente a criança. Quanto mais carboidratos processados você der a sua criança, mais “intoxicado” ela vai ficar e mais sintomas autísticos você verá.

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Evidências científicas recentes sugerem que o autismo pode ser uma desordem auto-imune. Um desequilíbrio entre os dois braços do sistema imune mais importantes: o Th1 e o Th2, com uma super produção de Th2 e uma supressão de Th1. A mesma situação é encontrada em muitas doenças crônicas – em doenças virais, parasíticas, câncer, alergias, asma e outras condições auto-imunes. Alimentos processados, particularmente carboidratos processados e açúcar, enfraquecem diretamente a função de células exterminadoras e dos glóbulos brancos e mina a resistência sistêmica para todas as infecções. Um controle nutricional apropriado é uma peça chave para controlar o desbalanceamento do sistema imune. A flora intestinal tem uma função importante no controle do sistema imune.. Um probiótico potente, não vai só restaurar a flora intestinal, mas vai também equilibrar a função imune do Th1 e do Th2.[...]

Bom, como já dissemos aqui no blog, a maioria das nossas crianças autistas tem o intestino inflamado ou permeável. E o que causa isso? Disbiose intestinal: predominância de bactérias patogênicas, Candidiase e fungos (já vimo isso no texto acima), baixa sulfatação (a baixa concentração de sulfato altera a função dos glicosaminoglucanos heparansulfatados que seria entre outras, manter as células da mucosa intestinal unida) e alimentação inadequada rica em amidos e carboidratos refinados. O intestino permeável contribui para uma baixa imunidade já que 70% do nosso sistema de proteção encontra-se no intestino e também pode provocar uma alergia cerebral ou seja, o corpo vai se moldando ao agressor absorvido de forma incorreta, incorporando reações crônicas e progressivas, provocando alterações no comportamento, nas emoções e na personalidade do indivíduo.
Ela varia em estágios do leve ao severo e estes estágios podem evoluir rapidamente ou demorar anos e décadas, dependendo exclusivamente da interação do paciente com o ambiente. E as pessoas insistem em achar que o autismo está só na cabeça! Se estiver só no cérebro, a alergia cerebral está sendo confundida com autismo.

Ah, então muitos devem estar com um fundinho de esperança com os famosos diets e lights já que o vilão da vez é o açúcar.

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Vimos que uma das causas do autismo e do intestino ser ipermeável é a sulfatação inadequada então, esqueçam do aspartame como solução porque ele também é um vilão. Além de estarmos acompanhando na mídia a todo tempo que ele pode provocar câncer a qualquer pessoa, para nossos autistas ele se torna pior pois entendendo melhor: quando a metilação não funciona adequadamente, os neurotransmissores não podem ser metilados, portanto não são “ativados” como deveriam ser, aumentando ou detonando sintomas como: ansiedade, depressão, déficit de atenção e problemas com o sono.

Quando o processo de sulfatação não funciona bem, não é adequado, as toxinas e as químicas provenientes do ambiente e do consumo alimentar como: alumínio, mercúrio, glutamato, aspartame e toda sorte de ingredientes artificiais, não são eliminadas corretamente, provocando um acúmulo no organismo. A sulfatação inadequada enfraquece a barreira hemato encefálica e essas toxinas podem chegar até o cérebro e causar sintomas como: irritabilidade, agressão, hiperatividade e comportamento auto-lesivo. Além de aumentar as possibilidades de danos celulares e cerebrais.

Agora vamos partir para o próximo vilão da quadrilha: o corante! Clicando nesse link você vai ler um post do blog falando todos os malefícios do corante para os autistas e também pessoas neurotípicas.

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Além disso, o pior corante é o caramelo e é o que está presente na maioria dos refrigerantes. Também saiu uma pesquisa que crianças com hiperatividade tiveram níveis significativamente mais baixos de zinco no cabelo, no sangue, na unha, e na urina comparado em idade e sexo. O tartrazine de corante de comida amarelo podem ligar ao zinco no sangue como um agente de chelatina e assim podem reduzir zinco no sangue. Crianças hiperativas expostas a este corante pode desenvolver sintomas negativos significantes dentro de 45 minutos ao ingerir alimentos ou bebidas contendo este corante.

A deficiência de zinco pode ser comum em crianças com autismo que podem ter tido diarréia por períodos de tempo prolongados e pode ser atribuídos à apetites pobres. Zinco afeta aspectos múltiplos do sistema imunológico, da barreira da pele para regulamento de gene dentro de linfócitos.

O zinco também é crucial para a função normal de células que medeiam a imunidade não especifica, como neutrofil e matadores de célula natural. O desenvolvimento de linfócito B e a produção de anticorpos, particularmente a imunoglobulina G, é provavelmente comprometida pela deficiência de zinco. A macropágina, uma célula pivote em muitas funções imunológicas, é adversamente afetada pela deficiência de zinco. Isto pode desregular o combate intracelular, produção de citoquina, e fagocitose.

Os efeitos de zinco nestes mediadores imunológicos chaves estão arraigados nos papéis miríades para zinco em funções celulares básicas como replicação de DNA, transcrição de RNA, divisão das células, e ativação de células. Apoptose ou morte programada de células é potenciada por deficiência de zinco. O zinco também funciona como um antioxidante e pode estabilizar membranas.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Conusmidor – IDEC – está pressionando a Anvisa – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – quanto a aplicação dos corantes caramelo IV no nosso país e esperamos que as indústrias se adequem mas é bom ficar atento até a aplicação dos corantes ditos naturais. Fiquem de olho!

Para finalizar a Cafeína (para os refrigerantes tipo cola).

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Imagem daqui

É popular o conhecimento de que a cafeína é um estimulante e como nossos meninos são hiperativos, o que menos queremos é que eles tomem algo que os façam ficar agitados, perdendo o foco. A Cafeína pode ser natural ou produzida artificialmente é definida como uma droga, pois ela estimula o sistema nervoso. Um criança pode consumir em média 45 miligramas de cafeína por dia. Isso é equivalente à quantidade média de cafeína encontrada em 355 ml de lata de refrigerante ou quatro barras de chocolate de leite de 43 gramas. Se uma criança típica se agita com a cafeína, imagina nossos meninos não é mesmo?

Bom, também quero lembrar que o refrigerante também faz mal para os ossos, provocando o aumento da chance de osteoporose e faz mal para os dentes. Mais um motivo para não darmos esse veneno aos autistas. E além disso na fórmula do refrigerante contém sal, o que faz mal para os hipertensos e para todos nós, em excesso.

E para substituir o refrigerante, nada de suco de pozinho (que contém quase isso tudo que citei nesse post) e nem sucos ditos naturais que vêm em caixinhas hein? O ideal é ir pra cozinha fazer um suco natural, de preferência sem açúcar (a maçã é bem indicada para dar o toque doce). Teste uma fruta de cada vez para ver se seu filho tem reação e depois disso faça as vitaminas com misturas ok? E água, muita água, de preferência a mineral!

O Autismo não está só na cabeça!

OBS: Meus agradecimentos públicos ao Dr. Vinícius Graton Costa, meu amigo nutricionista de Uberlândia (MG) que revisou o post para que eu pudesse publicá-lo com mais segurança.

Fontes:

Crianças na Cozinha
Sinos de Vento
Autismo.nutrição
Dietas na Web
Cuidados Saúde
A minha dieta
Aditivos Químicos

Que cachorrada!

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Desde bem criancinha o Lu tem uma relação com cachorro. No começo foi de medo, pavor e hoje é de amizade! Baseado nessa relação que ele tem com os cães, resolvemos trazer o assunto pra cá. Eu e a Karla somos apaixonadas por animais de todas as espécias mas os cachorros nos encantam muito por serem bastante amigos, fofos e domesticáveis. Nosso sonho sempre foi ter um cachorro mas a mamãe nunca quis pelo fato de morarmos em apartamento e por ela não querer se apegar a nenhum bichinho (trauma de infância rs). Lu, quando era pequeno tinha medo dos cachorros da rua porque eles latiam do nada (autistas detestam coisas inesperadas né?) mas ao mesmo tempo tinha cachorro que ele provocava pra ver latir (isso é comum em autistas). Como ele frequenta a casa de uma tia avó, a tia Anju, que é vizinha de uma prima nossa que tem um cachorro, todas as vezes que o Lu ia lá esse cachorro latia… e muitas vezes o Lu provocava. A dona do cachorro falava: Pára Pitoco, fica quieto. Então Lu adorava isso e invocou com o pitoco! Aí, ele inventou uma brincadeira que tínhamos que falar “pitoco pitoquinho pitocão” toda vez que passávamos de carro por um lugar que ele determinou. Fizemos isso por algum tempo e a mamãe falava mudando a voz, o ritmo, a gente caía na risada. Sempre entramos na “onda” do Lu porque sabemos que isso faz com ele confie na gente.

Passado um tempo ele esqueceu dessa brincadeira (muitos chamam essas manias de “ismo”). Uma tia avó nossa, a tia Lilea, foi passear em BH e viu aqueles cachorrinhos de brinquedo que dormem e respiram como se fosse de verdade e achou muito legal. Lu viu o cachorrinho na casa dela e quis um e ela deu pra ele. Ele cuidou desse cachorrinho, levou pra escola, cobriu com cobertorzinho… era um amor! (hoje ele lembra de vez em quando desse cachorro).

E agora sua nova paixão é o amigo Frejat, o cachorro da nossa prima Adriana Amélia e do primo Beto… mas ele falou assim: O frejat é meu e da Adriana Amélia tá? Não é que ele já se apoderou do cão? hahahahaha! E a Adriana Amélia é uma babona e que fica mimando ele (tá, sabemos que ele é irresistível e tudo mas ela deixa ele fazer tudo o que quer) concordou com essa história. Pronto agora ele quer ir lá todo fim de semana visitar o amigo dele… e disso surgiu até uma brincadeira assim: Um dia eu perguntei se ele gostava mais de mim e da Karla ou da Dal (a mamãe pretinha que ele ama). Detalhe: ele estava com nosso ipad na mão. E ele, bobo e nem nada falou: mais de vocês! Caímos na gargalhada porque a Dal falou assim: um dia eu vou ter um ipad aí vocês verão de quem ele gosta mais! Aí a gente sempre brincava disso e ele falava que gostava mais da gente pra implicar a Dal. Um dia ele chegou pra mim e falou: Gosto mais do Frejat que de você. E eu: o quê? Indignada (de brincadeira) e el rolando de rir. Aí ele sempre ficava falando isso… brincando que gostava mais do Frejat e até hoje ele fala isso… ele adora ver a gente triste (de brincadeira) porque ele gosta mais do Frejat. E ele ama o Frejat de verdade!

Eles brincam de bola, o Lu carrega ele no colo, conversa com ele e até cochicha no ouvidinho dele… levanta a orelhinha e fala: não se preocupa que eu vou embora mas depois eu volto. ownnn que amor!

E sabiam que muitos autistas utilizam cachorros para auxílio? E também para terapia! Nossa amiga Tetê até mandou pra gente uma matéria que saiu na revista Cães e Cia (novembro de 2011) chamada “O treino dos cães de serviço” e fora do Brasil existem serviços específicos para guias de autistas. Achamos muito legal essa ideia. Confiram o trecho da matéria que fala sobre comandos específicos pra autistas:

“Já outros comandos são específicos para determinado tipo de serviço, como impedir que o autista faça movimentos repetitivos que possam machucá-Io, bem como que ele se afaste excessivamente de determinada área…

Os cães assistentes de mobilidade e os cães para autistas são treinados para nunca tomar iniciativas próprias. Devem sempre atuar da maneira como foram treinados e se restringir a obedecer a comandos, para não comprometerem a segurança do parceiro humano. “Se o cão assistente de mobilidade quebrar a regra e não aguardar comando para ir para o degrau seguinte ao descer ou subir uma escada, poderá causar acidente”, exemplifica a adestradora há mais de 1O anos Debbie Bauer, da Canine Partners for Life, em Cochranville, Pensilvânia – Estados Unidos, cuja entidade já entregou 302 cães de serviço desde 1989. “O cão para autistas deve prestar atenção o tempo todo na pessoa de que ele cuida – não pode se distrair fazendo algo sem ter recebido comando”, explica Sandra. “O cão para autistas também é treinado para receber comandos de um condutor, geralmente os pais da criança autista, já que há momentos em que devem parar a criança sob comando para impedir que ela saia às pressas e entre em perigo”, acrescenta Allison Savard, da Autism Dog Services, no Canadá, organização que já entregou 41 cães para autistas desde 2007.”

Também procurei na net e achei uma matéria que fala que os cães diminuem o stress de crianças autistas e isso é comprovado cintificamente:

Cães ajudam a diminuir estresse em crianças autistas

“Os pesquisadores mediram os níveis de cortisol na saliva de 42 crianças com autismo. Normalmente, a produção de cortisol atinge picos cerca de 30 minutos depois que uma pessoa acorda, e diminui ao longo do dia.
A resposta do cortisol ao acordar das crianças foi medida antes, durante e após o cão-guia ser introduzido na família. Os cães foram treinados para serem obedientes e manterem a calma, mesmo em ambientes caóticos.
Os resultados mostram que os cães tiveram um grande impacto sobre os níveis do hormônio do estresse das crianças. Os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, diminuíram nas crianças após um cão-guia ser introduzido na família. Os cães também melhoraram o comportamento das crianças, reduzindo o número de problemas relatados pelos pais.
Nas duas semanas antes de os cães serem trazidos às casas, os níveis de cortisol das crianças aumentaram 58% durante os primeiros 30 minutos acordados. Mas quando os cães estavam presentes, essa resposta foi reduzida para um aumento de apenas 10%. E, após quatro semanas, quando os cães foram retirados das casas, a resposta do cortisol voltou a ter um aumento de até 48%.
Os pais também relataram uma diminuição de comportamentos problemáticos e perturbadores de seu filho, como birras, enquanto o cão estava presente. A média do número destes comportamentos caiu de 33, nas duas semanas anteriores à presença do cão, a 25 enquanto o animal fez parte da família.
Mas, por enquanto, os pesquisadores disseram que o efeito do cortisol reduzido na criança ainda não pode ser determinado. No entanto, estudos com adultos têm ligado aumentos do hormônio ao aumento do estresse geral, e a diminuição do hormônio a um estado mental positivo.
Mais pesquisas precisam ser feitas em crianças autistas para descobrir se estas diminuições nos níveis de cortisol na verdade correspondem a uma mudança nos seus níveis de estresse.
Muitos estudos já apontavam os benefícios dos cães-guias para crianças com autismo, e agora, um dos objetivos dos pesquisadores é saber por que os cães diminuem os níveis de cortisol delas. Por exemplo, pode ser que os cães ajudem as crianças a dormirem melhor, o que pode ter afetado os níveis de cortisol. ”

fonte

A princípio pensei que só houvesse tratamento para autistas e cães fora do Brasil mas pesquisando melhor percebi que estava errada.

São Paulo

SPProfissionais da USP, formam uma equipe multidisciplinar para adestrar um cão para terapia com autistas. Muito interessante! “Fruto de uma parceria entre o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, o Centro Educacional de Integração Paulista, o Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo– CTMSP e o Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (INATAA), o Projeto Infante, coordenado pela Professora Emma Otta do Departamento de Psicologia Experimental tem como finalidade investigar quão benéfica é a participação de um cão em sessões de terapia de uma criança autista.”

confira vídeo:

Campinas

Sílvia Ribeiro Jansen Ferreira, fundou a ONG Ateac (Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas), onde, uma vez por semana, 700 autistas recebem a visita de cães terapeutas, em três hospitais em Campinas (SP). Sua inspiração veio de seu filho, Daniel Ribeiro Jansen Ferreira, hoje com 35 anos, primeiro autista brasileiro a defender uma tese na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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O cão ajudou a melhorar a coordenação motora do campineiro e a relação dele com as pessoas. Aos poucos, Jansen, que tem Síndrome de Aspenger, uma forma que afeta menos o lado intelectual do paciente, passou a ganhar confiança e aprendeu a abraçar, o que não fazia antes de ter o animal. Depois de quatro anos, o estudante se formou em biologia na Unicamp e dois anos depois defendeu uma tese de mestrado na mesma área.

Para saber mais sobre a ATEAC entre no site e saiba também como ser um voluntário e como ajudar essa ONG tão importante!

Criciúma

Em Criciúma, SC, o Grupo de Patrulhamento com Cães (GPC) do 9º Batalhão, iniciou em abril de 2010, atividade de Cinoterapia, Terapia Assistida por Cães, com os alunos da Associação de Amigos dos Autistas (AMA).

criciuma

As atividades dão-se semanalmente em duas oportunidades, na sede do 9º BPM, onde Policiais Militares do GPC, juntamente com profissionais da AMA (psicólogos, fisioterapeutas, enfermeiros e terapeutas ocupacionais), utilizam-se do cão Athos, da raça Labrador, para estimularem os portadores de autismo a desenvolverem suas funções físicas e mentais, buscando minimizar as limitações trazidas pela síndrome.

Rio de Janeiro:

Foi criado um projeto há nove anos pelo capitão veterinário Sérgio Braga, responsável pelo canil do 7º BPM. Ele conta que teve a ideia de criar o tratamento quando percebeu que poderia aproveitar melhor o tempo ocioso dos cães, que fazem saídas esporádicas do batalhão.
De acordo com a diretora do abrigo, Maria Angélica Peixoto, os cães são facilitadores para o trabalho dos profissionais da área de saúde, que desenvolvem diversos tipos de terapias e fisioterapias com as crianças.
Na presença dos animais, as crianças ficam mais relaxadas, o que facilita a fisioterapia, por exemplo, que às vezes é dolorosa

Rio

E também no Rio há um projeto chamada “Pelo Próximo” – Solidariedade em 4 Patas onde voluntários visitam escolas e instituições que cuidam de crianças, idosos, adultos e portadores de necessidades especiais. O grupo realiza atividades como apresentação de agility (esporte que mede velocidade e habilidade do cão), boliche, futebol, contato direto com o animal e exercícios que estimulam o raciocínio e trabalham a coordenação dos pacientes.

A organizadora e psicóloga do projeto, Roberta Araújo, diz que a proposta é realizar um trabalho focado no cão, que é o principal instrumento. E nesse projeto você pode ajudar com o seu cãozinho! Procure se informar!

Esses são alguns dos exemplos que consegui achar na internet mas devem existir muitos outros! E os benefícios da terapia com animais são muitos:

Benefícios:

- Desperta o amor incondicional e sem preconceitos
- Motiva a participação nas sessões terapêuticas
- Facilita a relação paciente / terapeuta
- Altera o ambiente terapêutico
- A capacidade de concentração e aprendizado;
- Incentiva a projeção de sentimentos
- Incentivo a leitura e escrita
- Indica distúrbios emocionais e cognitivos
- Auxilia na integração social
- Tornar-se um instrumento lúdico
- Melhora o humor;
- A autoconfiança e autoestima;
- A capacidade de comunicação;
- A saúde dos adoecidos encurtando o tempo de internação.

E também existe um projeto chamado Terapia Cão Carinho que adestram cães sem fins lucrativos para terapia e educação assistida por animais Utiliza cães como mediadores de bem estar aos assistidos uma vez que estes possuem amor incondicional, fidelidade e incapacidade de julgar. O Projeto Terapia Cão Carinho foi fundado em 22 de Junho de 2011 com voluntários originados do extinto Projeto Doutor Cão. Possui uma equipe multidisciplinar, composta em sua maioria por profissionais da área de saúde e com experiência na TAA desde 2006.
Os cães terapeutas, de diversas raças, são adestrados pelo método de reforço positivo e clicker por adestrador zootecnista especializado em comportamento animal e possuem atestado semestral de saúde animal fornecido por veterinário.

Muito interessante o projeto, vale a pena conferir!

Gente eu sei que esse post já está enorme mas não consigo ir embora sem indicar um filme e um livro.

O Filme é “Um amigo inesperado” e é baseado em um livro que se chama ” Um amigo chamado Henry”. O filme é de 2006 e é inglês. Nunca vi mas me deu muita vontade de ver. Como vocês verão a sinopse, o filme tem tudo a ver com o post de hoje e parece ser lindo:

After thomas

“After Thomas, título original, é um filme de 2006 que aborda o autismo. Baseado no livro Um Amigo chamado Henry, conta uma história verídica.
Kyle é uma criança autista. Os pais têm sérias dificuldades em lidar com ele. A actividade preferida de Kyle é ver uma série de desenhos animados em que a personagem principal é um comboio que se chama Thomas.
No dia em que lhe oferecem um cachorro, a criança começa a tratá-lo por Thomas, transferindo para o animal o vínculo positivo que tem com a personagem da série. Kyle começa a revelar grandes progressos, como brincar, realizar actividades de rotina, conversar e desenhar.”

Vejam, aqui parece que tem o filme todo! (não vi o arquivo mas pelo tempo parece que tem tudinho):

O Livro que quero indicar é : “O Estranho Caso do Cachorro Morto” de Mark Haddon. Vejam a sinopse

“Criado entre professores especializados e pais que definitivamente não sabem lidar com suas necessidades especiais, Christopher Boone tem 15 anos e sofre de Síndrome de Asperger, uma forma de autismo. Adora listas, padrões e verdades absolutas. Odeia amarelo e marrom e, acima de tudo, odeia ser tocado por alguém. Christopher nunca foi muito além de seu próprio mundo, não consegue mentir nem entende metáforas ou piadas. É também incapaz de interpretar a mais simples expressão facial de qualquer pessoa. Um dia, Christopher encontra o cachorro da vizinha morto no jardim, é acusado do assassinato e preso. Depois de uma noite na cadeia, decide descobrir quem matou Wellington, o cachorro, e escreve um livro, relatando suas investigações.”

livro

Um dos primeiros livros que eu e a Karla lemos sobre autistas ou com personagem autista, o que mais chama atenção é a narração do personagem principal. Dá pra sentir como um asperger pensa e sente sobre o que passa a sua volta… você se sente na companhia de Christopher. Muito legal para entender o jeito de nossos meninos pensarem! Recomendamos demais essa leitura que até virou peça de teatro no nosso país!

Bom, é isso aí! Lu ama cachorros e achamos importante trazer pra vocês essas informações para que as mães e pais percebam o quanto um bichinho pode mudar a vida de uma pessoa e sua família! Mas no podemos esquecer que eles exigem atenção e não são brinquedos. Uma vez adotado ou comprado, um cão deverá receber atenção e carinho para o resto da vida pois criará-se um vínculo de carinho entre o animal e seu dono!
Não sabemos se um dia o Lu vai ter seu cãozinho pois ele mora em apartamento e ainda é muito difícil e por enquanto ele “rouba” o Frejat da Adriana e brinca com o Ben no ipad! rs

Até mais!

Vitória de ano novo!

Lu feliz Olá pessoal!!! Demoramos mas chegamos com uma novidade que deixou a gente hiper feliz e temos certeza que quem gosta do Lu também vai ficar! Ano novo, vida nova né? A mamãe já aproveitou que todo mundo está falando isso, principalmente a TV, coisa que o Lu ama, e começou a introduzir algumas mudanças na vida dele! Lu está tomando banho sozinho, colocando suas roupas (claro que as vezes coloca errado mas quem se importa? Faz parte, rs!) e esse ano ele começou a comer de GARFO! Não é demais? Eu e a Karla já havíamos tentado ano passado mas ele recusou e esse ano a mamãe conseguiu. Estamos super felizes com esse passo e para muitos pode ser uma coisa simples ver seu filho, irmão ou parente comendo de garfo mas para o Lu é uma grande vitória… tem que ter mais coordenação já que o garfo não é como a colher que comporta a comida facilmente. Além disso, é uma MUDANÇA de rotina para uma criança que há muitos anos come de colher… a aceitação ao novo é a vitória mais comemorada por nós… Estamos elogiando muito, parabenizando por ele ser um rapaz que come como gente grande (ele adora ser grande). O próximo passo é ensinar a segurar o garfo direitinho! Ele também está super orgulhoso e até quis tirar a foto pra por no blog… estava de pijama na noite da foto mas mesmo assim tá lindo não tá? E olhem, Lu aceita qualquer garfo. Esses dias ele foi para a casa minha e da Ká e a mamãe, como força do hábito, levou uma colher pra ele comer a comida dele (ele, como muitos sabem, é seletivo alimentar, então a mamãe leva a comida dele em uma malinha quando sai de casa). Aí eu falei: “nossa mãe, você colocou colher pro Lu ao invés do garfo”. Aí me veio na cabeça de dar um garfo de casa pra ele… e o garfo de lá é bem diferente, redondinho no cabo… bom, mesmo apreensiva, dei o garfo e não falei nada… adivinhem? Ele falou: “ai, que bom que você arrumou um garfo pra mim, obrigado”… own, tem como não se orgulhar? A família toda baba hahahahaha!!!

Fiquem com fotos do Lu comendo com o garfo então.

nhoim,  nosso orgulho

Dicas para introduzir algo novo (Funciona com o Lu):

- Pegue um tema que ele goste e encaixe no objetivo que você quer alcançar. Ex: Lu adora a TV então mostramos as pessoas da idade dele na tv comendo de garfo ou como a mamãe fez, usa os bordões da tv para atrair o interesse: ano novo, vida nova, vamos mudar então né Luiz Jr… Se seu filho gosta do Ben 10, diga que o Ben 10 só come de garfo, etc.
- Saiba o momento certo de abordar o assunto. Veja se ele está aberto, calmo, seguro. Veja se tem algo atraindo ele que pode servir como isca, etc. Não force o resultado na primeira abordagem, tenha calma. É um trabalho de formiguinha! EX: Toque no assunto a primeira vez comentando sobre as pessoas que comem de garfo… outra hora, coma de garfo perto dele e expresse o quanto é bom poder comer de garfo, o quanto o garfo é legal… e quando ver o interesse ponha o garfo perto dele e por aí vai!
- Tenha paciência. Seja para limpar, para erros, etc. Ex: se comer com o garfo sujar toda a mesa, não se importe, ele está quebrando barreiras, se esforçando!
- Elogie bastante sempre, demonstre satisfação com a vitória alcançada!!! EX: Parabéns, Lu, você agora é mocinho e come de garfo como o Chaves. Estou muito feliz!
- Não crie expectativas. Você pode se frustar, passar nervoso pra criança (ou adulto). É um processo natural e uma hora a surpresa do objetivo alcançado vem!

P.S: Como a chuva não pára, as férias estão sendo mais dentro de casa (nem dá pra ir ao clube). Mas ele tem se divertido bastante: Aproveitou o tempo com a Fernanda (nossa irmã que mora em Londres e veio visitar), brincou com o montão de presentes que ela trouxe, brinca com o ipad (tem post), gosta de visitar a prima Adriana Amélia pra ver o seu amigo Frejat (tem post em breve), brinca de fantasma e menino invisível (tem fotos na nossa página do Facebook, curte lá) – aguardem novos posts!