Arquivo do autor:Karla

Depoimento de Fátima de Kwant

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Atualizamos a página de depoimentos!!! Corre lá e vai ler! Um depoimento emocionante e muito positivo, daqueles que você lê e recarrega as baterias! Fátima mora na Holanda com sua família e conta que aprendeu muito com o filho autista. Por facebook, depois que contamos que choramos ao ler seu depoimento ela disse:

“Quando a minha história de vida consegue tocar alguém, ela volta outra vez. Acho que é esse amor incrível que sinto pelo meu filho e por TODAS as crianças e jovens autistas.Minha visão do autismo é a melhor possível. As dificuldades superadas, ou as por superar, só fazem aumentar a felicidade com cada pequeno sucesso. Autismo é um aprendizado de amor, aceitação e tolerância.”

Clique AQUI e leia todo o depoimento, que está disponível em sua página (Autimates)!

Obrigada, Fátima, por colaborar com nosso blog, por relatar de forma tão bela sobre o autismo e por lutar pelos nossos amados autistas com tanto amor. Que você continue assim, sempre divulgando o autismo através de sua página no facebook, no dia a dia e com esse olhar maravilhoso para o potencial de nossos anjos azuis!

Fica a dica – Ensinar Expressões idiomáticas

Oieee! Que saudade desse cantinho. Estamos na correria mas Lu está na última semana de aula e depois tudo ficará mais fácil já que não teremos que ensinar dever de casa e sobrará um tempinho para atualizarmos mais o blog e a nossa fanpage no facebook.

Vamos falar da nossa super dica!!! Todos nós usamos algumas expressões idiomáticas. Para nós, é comum falarmos “Chorou o leite derramado”, “Enfiou o pé na jaca”, “Pisou na bola”, etc… A gente entende direitinho todas elas e segue a conversa normalmente. Tá, mas por que estamos falando disso? Quem convive com um autista (pais, amigos, parentes, professores, profissionais em geral) sabe que que eles têm pensamento concreto. Então quando falamos essas expressões, eles entendem ao pé da letra como nos exemplos abaixo:

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É engraçado pensar assim, mas os autistas realmente ficam confusos e muitas pérolas surgem quando falamos gírias, expressões ou duplo sentido. Devemos ajudá-los a entender e se comunicar dessa forma para que fique mais fácil conviver em sociedade. Uma técnica produtiva para ensinar o verdadeiro significado dessas expressões é o “paralelismo”, na qual a expressão idiomática é usada e depois o seu sentido literal (real) é apresentado. Exemplo: “Está caindo um pé d’água. Isso significa que está chovendo muito”.

É legal também montar um dicionário visual com essas expressões. Vocês podem pegar imagens de revistas, internet, desenhar, etc. Vocês passarão um dia extremamente agradável e proveitoso!

Fizemos algumas para vocês verem como é divertido!

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Esperamos que tenham gostado da dica! Contem depois ou mandem fotos para publicarmos e incentivarmos outras pessoas com nossas experiências!

Fonte:
Livro: Convivendo com Autismo e Síndrome de Asperger – Estratégias Práticas para Pais e Profissionais
Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas
Arquiteto Roberto Tavares
Breve Diário das Horas
Google

Vivendo com Autismo – Perspectiva dos Irmãos

Viver com um irmão ou irmã autista acrescenta mais experiências significantes e únicas à relação. Através de numerosos relatos de pais e irmãos de crianças com deficiências isso fica muito claro; quando uma criança na família tem uma deficiência, afeta a família toda. Também fica claro que as famílias e cada membro delas podem ficar fortalecidos ou estressados com a situação. O grau desses efeitos conflitantes parece variar de família para família e de pessoa para pessoa. Alguns fatores, no entanto, podem ajudar a fortalecer as famílias e minimizar o estresse.

Esse artigo pretende preparar você com informações importantes e sugestões práticas para ajudar e apoiar os irmãos. Embora tenha sido feita uma pesquisa limitada, a reação de uma criança crescendo com um irmão ou irmã com deficiência é influenciada por muitos fatores tais como idade, temperamento, personalidade, ordem de nascimento, sexo, atitudes e modelo dos pais, e apoios formais e informais e recursos disponíveis. Certamente, os pais têm pouco controle sobre muitos desses fatores.

No entanto, os pais têm responsabilidades nas suas atitudes e exemplos que dão. Uma pesquisa feita por Debra Lobato descobriu que os irmãos, descrevendo suas próprias experiências, mencionavam consistentemente as reações dos pais, a aceitação e ajustamento como a influência mais significante nas suas experiências de ter um irmão ou irmã com deficiência. (Lobato, 1990). A pesquisa de Lobato também mostrou que a saúde física e mental da mãe é provavelmente o fator mais importante em prognosticar o ajustamento dos irmãos independente da presença de deficiência na família. (Lobato, 1990). Resultados positivos que os irmãos frequentemente mencionam são aprender a ter paciência, tolerância e compaixão, e ter oportunidades de lidar com situações difíceis. Essas oportunidades também lhe ensinaram a ter confiança quando enfrentassem outros desafios difíceis. A pesquisa feita por Susan Mchale e colegas descobriu que os irmãos sem deficiência encaravam o seu relacionamento com o irmão ou irmã autista de maneira positiva quando:

1) Eles tinham entendimento sobre a deficiência do irmão/irmã;
2) Eles tinham habilidades de lidar com ele bem desenvolvidas; e
3) Eles tinham reações positivas dos pais e pares em relação ao irmão autista (Mchale etal, 1986).

Da mesma forma que você aprendeu a ser capaz de mudar os acontecimentos ao invés de reagir a eles em seu próprio beneficio e do seu filho autista, os irmãos precisam que você faça o mesmo para ajudá-los. Cada família é única. Algumas estruturas familiares incluem pais solteiros, membros de família de muitas gerações, e familiares com outros estressores significantes incluindo mais de um membro com a deficiência. Cada família tem as suas próprias crenças, valores e necessidades. Mas não levando em conta as circunstâncias familiares, as sugestões discutidas aqui são estratégias de apoio a serem consideradas na ajuda de irmãos para lidarem com um irmão autista.

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Alguns irmãos têm experiências negativas quando seu irmão ou irmã tem autismo. Ansiedade, raiva, ciúme, constrangimento, perda e solidão são todas as emoções que as crianças provavelmente podem ter. Devido à natureza dos autistas, há barreiras à ligação dos irmãos que podem causar estresse extra. A comunicação e brincadeira podem ser difíceis entre irmãos autistas. Frequentemente pede-se ao irmão sem a deficiência para aceitar, ou eles próprios podem sentir obrigados a aceitar o papel de zelador. Essas questões devem ser lidadas de maneira a poder mudar os acontecimentos ao invés de reagir a eles e deixar as coisas acontecerem. Os irmãos são membros da família que precisam de informação, confiança e estratégias de enfrentamento como os pais precisam. Os irmãos têm uma ligação única entre si que geralmente é para a vida toda. Ter um irmão com uma deficiência tem impacto nessa ligação e terá impacto em cada irmão de maneiras diferentes. Como pai/mãe de uma criança com autismo, você pode influenciar diretamente e sustentar relacionamentos positivos entre os irmãos.

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Pérolas do Lu

Faz tempo que não postamos as pérolas do Lu por aqui pis é mais fácil colocar no facebook no momento em que ela acontece. Mas é sempre bom guardar elas por aqui para Lu ler no futuro e para nossos leitores que não estão na rede social darem boas gargalhadas e ver como nosso Lu tá esperto.

Fazer tarefa com o Lu é uma fábrica de pérolas e sacadas geniais!

 photo 4-15_zps4a3def83.jpg Luiz Júnior: Você sabe o que é “dobro”? É multiplicar por 2. Então vamos ver: Quantos anos você tem, Lu?
- Lu: 13 anos, Luiza.
Eu tenho o seu dobro… quantos anos eu tenho?
Responde sem pensar e sem fazer contas:
- 31 uai (nossa idade de verdade)
Tá bom, peraí, mudando o exemplo… (Fonte Imagem)

 photo 10-5_zpsdb909dde.jpg Explicando a relação entre os animais no ecossistema:
Temos o Predadorismo: Um animal que se alimenta de outro animal de espécie diferente. Exemplo: Leão come Zebra, Coruja que come o rato…
Tem também a competição: quando dois seres da mesma espécie lutam por algo em comum como o mesmo território, mesma comida, etc. Tipo você e a Elza (funcionária da mamãe) brigando pela máquina de lavar. É uma competição.
Lu: Ah não, com ela prefiro o predadorismo!
Será que a Elza sabe o risco que ela corre? (Fonte Imagem)

 photo 7-9_zpsd918f267.jpgPra que aprender inglês? Eu falo POR TU GUÊS!
Porque é legal, podemos viajar, fazer vídeos em inglês… por exemplo a Fernanda Coelho, nossa irmã… ela mora em Londres né? Que língua ela fala lá?
Ela fala português gente, eu ouvi pelo telefone ela falando com a minha mãe!
hahahaha alguém ajuda? Ele fala que vê repórteres falando em português ao transmitirem direto do Japão, de Toma, etc… E rola de rir quando fala que vai falar português e ponto final… todos vão tem que entender e pronto! Um reizinho né?! (Fonte imagem)

 photo 1-23_zpse103f7cc.jpg Lu, como se escreve “Quem” em espanhol?
- Com o lápis, Karla…

Então pega o lápis e escreve pra gente ver!

Luiz Jr existem os patrimônios culturais materiais e imateriais. Os materiais são monumentos, esculturas, edifícios e os imateriais são as danças, a música, a língua. Me fala um exemplo de patrimônio material. Ele: Cristo Redentor. E eu, muuuuuito bem!!! Agora um exemplo de patrimônio histórico imaterial. Ele: Pode ser música né? Gustavo Lima…
Quer dizer que a gente educa pra isso… hahahahaha Que patrimônio histórico é esse??? Tche tche re re tchê tchê (Fonte imagem)

 photo 3-18_zps59f42321.jpg Estudando matemática com o Lu e ele vem com essa:
- Por que chama ALGARISMOS romanos se são LETRAS?
….
Continuando o estudo.
I é 1, V é 5, X é 10, L é 50, C é 100 e D…
Lu: Já sei… DUZENTOS…
Pena que é 500 né? (Fonte Imagem)

 photo 2-22_zpsba986c0c.jpg Na tarefa de português Luiza explica o que é coletivo e ensina alguns.
O exercício pede para completar:
Visitei várias ilhas. O __________ era lindo!
Luiza leu o enunciado pra ele: Visitei várias ilhas. O “xis xis xis” era lindo.
Então, Lu, qual o coletivo de ilha?
E ele com cara de safado:
- “xis xis xis”?
começamos todos a rir e ele diz: Eu tô brincando, é arquipélago mas eu quis fazer gracinha!
Tem como não amar e ficar com os olhos cheios de lágrimas por ver nosso moleque de pensamento concreto fazendo piadinha com a gente? (Fonte Imagem)

Em casa, nas nossas conversas, também surgem muitas pérolas:

 photo 11-4_zpsc5730270.jpg Karla, pq o ipad está no modo avião???
Karla responde: é pq nesse modo ele corta a internet e gasta menos bateria… é pra cortar a net wire less daqui da sua casa e economizar bateria…
Ah, mas não pode… a gente não está no avião… estamos em casa vc não está vendo????
Que pensamento concreto né? (Fonte Imagem)

 photo 9-5_zps31304d16.jpgDemos uma sandália de presente de aniversário pra mamãe, ela experimentou e disse:
- Ficou grande, liga na Atmosfera (nome da loja) e fala pra reservarem o 35.
Lu, escutando a conversa fala assustado:
- Mããããe, como a Karla vai ligar na atmosfera se só temos telefone aqui no planeta Terra? (Fonte Imagem)
Caímos na risada e logo explicamos que se tratava de uma loja que ficava no Shopping Uberaba. Quando ele entende, ele mesmo ri e lembra do Chaves, personagem do seriado.

 photo 5-12_zps64e4e5e3.jpg Nosso dia a dia é corrido e quase sempre temos algo extra horário comercial então Lu fica doido pra brincarmos com ele. Vê a gente e pergunta: – Vocês vão brincar comigo hoje a noite?
- Não vai dar, Lu, vamos pro Centro trabalhar com o “Seu” Paulo.
Lu: – Meu Paulo? Eu não tenho Paulo nenhum viu?!
hehehehe (Fonte Imagem)

Esperamos que todos tenham se divertido! Logo logo voltamos com mais novidades sobre esse moleque que tanto amamos!

Estratégias pedagógicas

A Associação Brasileira de Déficit de Atenção disponibilizou um texto muito bom para a volta as aulas e resolvemos colocar ele aqui (com autorização deles) para que todos possam ler e mostrar para os professores de seus filhos. O texto é para TDAHs mas serve, claro, para nossos autistas. Geralmente quem tem um autista na família, tem um TDAH ou um hiperativo então valer ler todas essas dicas, que são preciosas!

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1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.

2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão… Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.

3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.

4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.

 photo i7_zpsc38a3358.jpg 5 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.

6 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola. (No caso de autistas, escolher um aluno que tenha mais paciência com as limitações do autista para fazer dupla, é importante ensinar o autista a trabalhar em equipe e a interagir porém ele as vezes não sabe como agir. É importante auxiliá-lo fazendo ele esperar sua vez de falar, de utilizar algum material, respeitar a dupla, colaborar com a atividade, etc)

7 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.

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8 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.

9 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada. (No caso dos autistas, como eles não gostam de mudanças, avisar antes: “Hoje vamos mudar as cadeiras de lugar para facilitar o trabalho (explicar o motivo)”)

10 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.

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1 – Usar organizadores gráficos para planejar e estruturar o trabalho escrito e facilitar a compreensão da tarefa. Clique aqui para ver um exemplo.

2 – Permitir como respostas de aprendizado apresentações orais, trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.

3 – Encorajar o uso de computadores, gravadores, vídeos, assim como outras tecnologias que possam ajudar no aprendizado, no foco e motivação.

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4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.

5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo: propor um trabalho em dupla antes de uma discussão sobre o tema com a turma inteira.

6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha alguma dificuldade para escrever.

7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar no seu próprio tempo.

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1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do celular e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado para a sua organização.

2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.

3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam “encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática – vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.

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4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e apostilas para casa e retorno para a escola. Desta forma, todo o material impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do material.

5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à escola.

6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorar se cada uma delas está sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas em longo prazo.

7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos para fazer em casa num prazo de 24 horas.

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1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas de aprendizado que estão sendo utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, trechos de livro, etc.

2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar com o seu próprio modo de aprender.

3 – Usar organizador gráfico (clique aqui para ver) para ajudar no planejamento, organização e compreensão da leitura ou escrita.

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1 – Buscar sempre ter uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis dificuldades de aprendizado que possam surgir e estruturar as soluções. Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos distratores (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo possível na tarefa em sala de aula.

2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.

 photo i10_zps55ce6c07.jpg 3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Este monitoramento é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e possa avançar motivado em busca da sua própria superação.

4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que vá ao quadro (lousa) apagar o que está escrito, solicitar que vá até a coordenação buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente ao banheiro ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para crianças muito agitadas.

*Acrescentamos algumas coisas e mudamos a ordem do texto. Ver texto na íntegra aqui.

** Vale ler todos os posts da categoria Inclusão escolar.

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