Arquivo do autor:Karla

A importância da Terapia Ocupacional

Oie!!! Voltamos com um tema super importante (qual não é? hahaha). Vamos falar de uma característica associada ao autismo: integração sensorial.

A integração sensorial é o processo pelo qual o cérebro organiza as informações, de modo a dar uma resposta adaptativa adequada, organizando assim, as sensações do próprio corpo e do ambiente de forma a ser possível o uso eficiente do mesmo no ambiente. As nossas capacidades de processamento sensorial são usadas para a interação social; desenvolvimento de habilidades motoras e para a atenção e concentração.

O PROCESSAMENTO SENSORIAL inclui a recepção de um estímulo físico (Registo Sensorial), a transformação do estímulo num impulso neurológico (Orientação), e a percepção (Interpretação), ou seja, o consciente experimenta as sensações e em seguida organiza uma resposta adaptativa adequada e executa-a. As funções de processamento sensorial ocorrem continuamente e de uma forma rápida e inconsciente. (Um exemplo deste processo é a reação após tocar numa superfície quente)

Todos temos dificuldade em processar determinados estímulos sensoriais (um certo toque, olfato, paladar, som, movimento, etc) e todos temos preferências sensoriais. Só se torna um transtorno do processamento sensorial quando temos uma “experiência perturbadora”, uma enxurrada de estímulos com um impacto significativo sobre a capacidade de filtragem ou funcionamento diário. Esse processo gera uma disfunção neurológica chamada Transtorno do Processamento Sensorial (TPS).

 photo tps1_zpstqkfgqxx.jpg

Através desse quadro e do link no começo do post, vocês podem conhecer alguns sinais de TPS. Quando existem distúrbios sensoriais, estes podem afetar o desenvolvimento e as habilidades funcionais, quer sejam no comportamento, na parte motora, cognitiva, quer sejam no nível emocional. Isso pode resultar em sentimentos de baixa auto-estima, levando-os a preferir o isolamento ao invés de interagir com os seus pares. Algumas pessoas apresentam excesso de reatividade o que pode levá-los a serem rotuladas como impertinentes, “fora de controle” ou perturbadoras nas aulas, afetando seu desempenho acadêmico na escola. E, infelizmente, a má compreensão dos pais e educadores em como responder às crianças com esse tipo de desordem, muitas vezes leva a sentimentos de frustração, possível depressão ou comportamento agressivo.

Os pais costumam saber e entender, melhor que ninguém, as crianças e, por isso, são capazes de perceber quando elas estão felizes ou sofrem por qualquer motivo. Mas às vezes é a causa de felicidade ou frustração que não é compreendida, e se nós a entendermos, é mais fácil desenvolver ações que ajudam no desenvolvimento do filho/filha.

Às vezes pedimos para as crianças certos comportamentos ou execuções de algumas tarefas e elas ainda não estão prontas, ou seja, ainda não adquiriram competências necessárias para tal. Por exemplo, com a idade de cinco anos, a criança desenvolve a parte de percepção motora como a coordenação olho-mão, controle de olho-mão, ajuste postural, organização espacial, estruturação espaço-tempo, manter a atenção – processos que são pré-requisitos para o bom desenvolvimento de habilidades motoras finas e suas competências acadêmicas básicas, tais como a escrita. Isto quer dizer que com quatro anos essa criança não está pronta para escrever.

É importante deixar claro que existe uma ordem no desenvolvimento da aprendizagem. Wiliams e Shellenberger (1996) formularam uma pirâmide para ilustrar esse processo.

 photo TPS4_zps8nqkccrl.jpg

Na base da piramide encontramos alguns sentidos que não são os clássicos (visão, audição, paladar e olfato), porque o nosso sistema nervoso precisa de pré-processar o toque, movimento, força gravidade e posição do corpo. Este processamento sensorial estabelece uma boa base para o desenvolvimento de todo o resto.

– Sistema Tátil: o sentido do tato – resposta dos receptores da pele sobre o toque, pressão, temperatura, dor.

- Vestibular: situado no ouvido interno – responsável pelas reações ao movimento e equilíbrio.

- Proprioceptivo: o sentido da “posição” – como o cérebro interpreta a posição do corpo, peso, pressão, alongamento, movimentos e alterações na posição. A capacidade de perceber espacialmente, cada segmento corporal em particular ou o corpo como um todo, tanto em situações estáticas, como nas atividades que demandam movimento (dinâmicas).

A interação com os sistemas é complexa e necessária para interpretar uma situação de forma rigorosa e fazer a resposta adequada e apropriada. E é assim que você pode compreender o conceito de integração sensorial, tais como a capacidade do nosso sistema nervoso central para organizar e interpretar informações capturadas pelo sistema sensorial (visual, auditivo, gustativo, olfativo, tátil, proprioceptiva e vestibular) com o objetivo de responder adequadamente em nosso ambiente. Vamos explicar cada item da piramide para vocês entenderem cada processo e valorizarem cada aprendizado.

- Auditivo: contribuição relativa aos sons, a habilidade de perceber corretamente, discriminar, transformar e reagir a sons;

- Oral: Relativo à boca, a habilidade de perceber corretamente, discriminar, processar e responder aos paladares ou a estímulos dentro da boca;

- Olfativo: relativo ao cheiro, uma habilidade de perceber corretamente, discriminar, processar e responder a diferentes odores.

- Visual: relativo à vista, a habilidade de perceber corretamente, discriminar, processar e responder ao que se vê.

- Segurança postural: estabilidade e condições para o movimento, como a habilidade de assumir e manter a posição corporal desejada durante uma atividade quer seja essa estática ou dinâmica.

- Consciência dos dois lados do corpo: realizar movimentos utilizando lados direito e esquerdo

- planejamento motor (praxia): é a capacidade de uma criança de organizar, planejar e executar habilidades motoras perfeitas, novas ou não praticadas.

- Esquema corporal: é a consciência do corpo como meio de comunicação consigo mesmo e com o meio.

- Maturação dos reflexos: desempenho mecanicamente eficiente coordenado e controlado.

- Discriminação sensorial: habilidade para interpretar as características temporais e espaciais dos diferentes estímulos sensoriais. (ver tabela no início do post)

- coordenação olho-mão: consiste na realização de atividades com as suas mãos e os seus olhos trabalhando juntos.

- Sistema motor ocular: reflexo que estabiliza as imagens na retina durante o movimento da cabeça ao produzir um movimento ocular na direção oposta ao movimento da cabeça, desta maneira preservando a imagem no centro do campo visual. Por exemplo, quando a cabeça se move para a direita, os olhos se movem para a esquerda, e vice-versa.

- Ajuste postural: estabilidade e condições para o movimento, como a habilidade de assumir e manter a posição corporal desejada durante uma atividade quer seja essa estática ou dinâmica.

- Habilidades linguísticas e visuais:
Linguísticas: falar, ler, compreender o que escutou, escrever.
Visuais: discriminação visual, memória visual, relação viso-espacial, constância de forma, memória sequencial visual, figura e fundo visual

- Percepção visuo-espacial: a identificação de um estímulo e a sua localização (leitura de mapas, por exemplo)

- Funções de atenção e concentração:
Atenção: é um processo cognitivo pelo qual o intelecto focaliza e seleciona estímulos, estabelecendo relação entre eles. A todo instante recebemos estímulos, provenientes das mais diversas fontes, porém só atendemos a alguns deles, pois não seria possível e necessário responder a todos.
Concentração: é o uso da mente focada em um determinado objeto; é a capacidade de abstrair-se num ponto, focar um alvo e mantê-lo pelo tempo que desejar.

- Atividades de vida diária (AVD): são as tarefas pessoais concernentes aos autocuidados e também a outras habilidades pertinentes ao cotidiano de qualquer pessoa. (arrumar a cama, tomar banho, se vestir, etc)

- Comportamento: é definido como o conjunto de reações de um sistema dinâmico face às interações e renovação propiciadas pelo meio onde está envolvido.

- Aprendizado acadêmico: processo pelo qual as competências, habilidades, conhecimentos, comportamento ou valores são adquiridos ou modificados, como resultado de estudo, experiência, formação, raciocínio e observação

Através da Integração Sensorial, a criança vai organizar a entrada sensorial para seu próprio uso. Quem vai ajudar nessa área é a Terapeuta Ocupacional (T.O.)

As terapeutas ocupacionais trabalham para promover, manter e desenvolver as habilidades necessárias para que o cliente/paciente (neste caso, as crianças com TEA) seja funcional nos ambientes que integra. A participação ativa dessas crianças nos seus ambientes de vida promove:

Aprendizagem
Autoestima
Autoconfiança
Independência
Interação Social

Os terapeutas ocupacionais utilizam uma abordagem holística nos seus programas de intervenção.

 photo tps5_zpsgzu52plo.jpg

Os pais sempre se questionam se estão excessivamente preocupados em determinadas metas de crescimento no desenvolvimento da criança ou se devem procurar intervenção precoce quando eles suspeitam de problemas sensoriais. A questão é: a intervenção terapêutica é necessária ou os sintomas melhoram à medida que a criança cresce?

Para que esperar se, a cada dia, é provado que a intervenção precoce proporciona melhorias significativas no desenvolvimento da criança com TPS. O tratamento é feito de forma individualizada, depois de uma conversa com os familiares e testes feitos para saber as capacidades e dificuldades do paciente.

Estudar essas habilidades, ter em mente que todas estão interligadas, que há uma ordem de estímulo a ser feita pois muitas habilidades dependem de pré requisitos para serem adquiridas e ter o acompanhamento profissional adequado, com metas estabelecidas e auxílio para que as habilidades trabalhadas em terapia sejam reforçadas em casa, são muito importantes para que a pessoa com autismo não seja cobrada injustamente, gerando frustração para ele e para os familiares também.

fontes:
Cuidar Criança
Baoba Infantil
Teache me mommy
Indonesiaexpat
Reab me

Funções Executivas

Esse post é um complemento do post sobre memória e atenção. Resolvemos dedicar um post só para esse tema, pois assim o outro post não ficaria longo demais e para que vocês leiam com atenção sobre essas funções que são tão importantes no nosso dia a dia.

 photo FE9_zps7415f38f.jpg

Funções executivas (FE) são funções reguladoras do comportamento humano, funções necessárias para formular metas e planejar como alcançá-las. São todas as atividades mentais autodirigidas que ajudam uma pessoa a resistir a distração, solucionar problemas internos e externos e criação de estratégias para alcançar um objetivo.

Vamos dividi-las em duas categorias principais: habilidades de pensamento e auto-regulação.

 photo fe1_zps085ff25b.jpg

Muitos alunos têm problemas com o funcionamento executivo, em especial os com autismo e TDAH.

É importante reconhecer que o funcionamento executivo não está relacionado com a inteligência. Você pode ter um QI de gênio e ter um sério comprometimento para habilidades em FE. Da mesma forma, você poderia ter um QI mais baixo e tem grandes habilidades e ser capaz de funcionar no dia-a-dia de forma mais eficaz. É importante reconhecer que as dificuldades em FE não são preguiça. O aluno não faz sua lição de casa porque ele não consegue. Muitas vezes, esse mesmo aluno, passa horas a cada noite tentando, mas não realiza a tarefa. Déficits de funcionamento executivo são reais e temos que trabalhar para resolvê-los e ensinar o aluno a ser mais capaz de ajudar a si mesmo para ser bem sucedido.

Existem algumas chaves para abordar habilidades de funcionamento executivo que significa ir além de apenas ensinar estratégias individuais. O foco deve ser em ensinar os alunos a desenvolver, utilizando estratégias de acesso e utilização, e não apenas fornecer acomodações.

Então, quando avaliar os déficits de uma pessoa, uma das principais perguntas que precisamos fazer é se é um déficit de motivação ou um déficit de habilidade. Muitas vezes é uma questão de motivação. Isso significa que temos de encontrar formas de motivação do indivíduo para utilizar as estratégias. Acabamos focamos no problema e achamos que ele é difícil e ele não é. Vamos pegar o exemplo de um autista que não quer ir pro banho e isso acontece diariamente. Esse é um problema muito comum entre autistas por uma variedade de razões. Em primeiro lugar, muitos desses indivíduos não reconhecem o impacto que não tomar banho tem sobre uma rotina por causa de seus déficits sociais. Tem também questão sensorial, que torna esse momento complicado. Tudo isso diminui a motivação. Se a criança não sabe como encaixar o banho na sua rotina sem se desregular, então precisamos pensar em formas de motivá-lo para tomar motivadores externos que vão além do normal que é se sentir fresco e limpo (o reforçador para a maioria de nós). Esta criança não é preguiçosa; ela não está motivada para superar problemas reais que tornam o banho difícil e sem sentido para ela.

 photo fe5_zps3880d585.jpg

Uma vez que podemos determinar se a função subjacente dos comportamentos é a motivação ou habilidade relacionada, podemos começar a desenvolver intervenções baseadas nessas funções. Se é uma questão de motivação, precisamos aumentar o reforço para completar a tarefa usando a estratégia ou diminuir o esforço envolvido, de alguma forma, de modo que não é preciso tanta motivação. Exemplo: Se a criança (adolescente ou adulto) não quer tomar banho, você tem que tornar a atividade atraente e usar algum reforçador: decorar o banheiro, comprar brinquedos de banho, mostrar a importância do banho, levar personagens preferidos para tomar banho junto, premiar com elogios cada etapa conquistada. Outra maneira de agir é diminuir o esforço: faça pequenas metas. Não exija que a criança tome banho sozinha todos os dias de forma perfeita como um passe de mágica. Brinque no banho e o ajude a fazer tudo. Depois que ela estiver adaptada ao ambiente e o banho tiver na rotina, comece a ensiná-lo a tomar banho sozinho aos poucos. Primeiro ensine a lavar as mãos e braços, o resto com ajuda, depois as pernas e pés, até se lavar por completo. Depois ensine a escolher roupas, colocar, etc. Tudo aos poucos.

 photo fe10_zpsd2f59677.jpg

Se é um déficit de habilidade, então nós temos que dividir a tarefa e ensinar os passos sistematicamente. Se um aluno tem dificuldade para fazer um trabalho a longo prazo porque ele não consegue organizar os passos e seguir adiante, então temos que ensiná-lo a adquirir essa habilidade.

Distribuir a tarefa em passos (por exemplo, escolher um tema, pesquisar o assunto, fazer um esboço, escrever um rascunho, escrever o projeto final); em seguida escrever os passos em um calendário com a data final (data da entrega). Obs: Fazemos isso também com tarefas de casa: se a tarefa é pra daqui a dois dias, fazemos metade em um dia e metade em outro. Quando tem que entregar tudo no mesmo dia dividimos assim: Quando você chegar no número 3 te damos pausa de 10 minutos. Quando você chegar no 6 paramos para assistir um vídeo sobre máquinas de lavar. Quando acabar você ficará livre pra descansar e fazer o que quiser. E colocamos no concreto, em uma folha a parte todas as tarefas e a medida que vão sendo concluídas, riscamos e comemoramos!

 photo fe2_zps934dca0f.jpg

Temos que oferecer estratégias e não acomodações para que o autista adquira independência como os outros alunos e domine habilidades FE. Depois temos que ensiná-los a criar suas próprias estratégias de planejamento e organização. Temos que ensiná-los também a lutar pelos seus direitos: mais tempo nas provas, provas adaptadas, etc. É claro que isso acontecerá com autistas verbais e mais velhos.

A verdade é que todos nós usamos acomodações e estratégias para nos ajudar com funcionamento executivo. Usamos post-it, bips em celulares, secretárias que comandam as agendas, etc. Mas temos que trabalhar a diminuição de ajuda até que a pessoa consiga agir de forma independente. Temos que preparar nossos meninos para o ensino fundamental II, ensino médio, faculdade e mercado de trabalho desde que eles são pequenos.

 photo FE12_zps93b2cd79.jpg

Outras estratégias:

- Pense em um mural estratégico ou para toda a classe com ferramentas para organizar materiais, tarefas e tempo de cada atividade.

- Ter tempo para a reflexão em sala de aula ou atividades para que os alunos adivinhaem quanto tempo cada atividade vai tomar.

- Escolher, a cada atividade, um aluno para cuidar do tempo. Ele fica com um temporizador e avisa quando acabar o tempo da atividade.

- Trabalhar com eles o uso de um calendário para que possam planejar seus deveres.

Concluindo e recapitulando:

As principais funções executivas “básicas” são:

- atenção (seletiva, concentrada e difusa);

- memória de trabalho;

- controle inibitório (contenção dos impulsos);

- auto-regulação (inclusive emocional)

- Metacognição (capacidade de raciocinar sobre o próprio conhecimento cognitivo).

Essas funções executivas básicas são a base para a estruturação de processos executivos mais complexos como:

- planejamento (requer alto grau de atenção, memória de trabalho, adequado controle inibitório e auto-regulação, além de uma habilidade metacognitiva aguçada);

- tomada de decisão (também requer o uso de todas as habilidades acima citadas);

- flexibilidade cognitiva (considerar diversos pontos de vista, aprender rapidamente e mudar de estratégia quando as estratégias previamente aprendidas já não surtem mais o efeito desejado);

- manutenção do foco e persistência ao alvo (capacidade de manter “na sua mente”, por períodos que podem ser relativamente longos, o seu objetivo e persegui-lo, mesmo que precise mudar de estratégias e fazer novas re-avaliações e planejamentos).

Brinquem junto com suas crianças, adolescentes e até adultos! Fiquem com a mensagem abaixo!

 photo FE11_zps875b62f0.jpg

Fontes:

Este post é tradução deste link (inclusive imagens) com adaptações do Estou Autista!
A Special Sparkle
July Neuro
Sweet land – imagem coração

Lidar com comportamento agressivo

 photo ciclo_zps63395eeb.jpg

É importante entender este ciclo quando tentamos ajudar pessoas com autismo que sentem raiva extrema. À primeira vista, pode parecer que o furor ocorreu sem motivo, mas a reavaliação minuciosa do incidente provavelmente revela pistas. Depois de descobrir as possíveis causas, é mais fácl impedir prováveis provocações no futuro.

Como lidar com o comportamento agressivo

É possível reduzir a ansiedade e, assim, o aumento da excitação causado por fatores quando se tem consciência deles.
Podemos ajudar os autistas a encontrarem formas seguras de afastar-se de ambientes barulhentos e superestimulantes.
Podemos tentar manter as exigências sob controle.
Onde houver conflitos conhecidos, é possível fazermos concessões em vez de transformarmos a situação em campo de batalha.
Podemos aprender a ter consciência do impacto de mudanças súbitas.

 photo ciclo6_zpsda53416c.jpg

Uma das tarefas mais difíceis para professores e pais é compreender como o jovem com autismo pensa ou sente ao lembrar que seu entendimento social e emocional pode estar em um nível diferente daqueles jovens de mesma faixa etária.

 photo ciclo3_zps96f5d0d5.jpg

Várias crianças usam termômetros emocionais para compreender melhor suas emoções e elaborar planos para lidar com esses estados emotivos intensos. Este termômetro ajuda a própria pessoa a entender as suas emoções e contextos, além de desenvolver um entendimento mais apurado delas, em vez de apenas vê-las como algo que sentem ou não.

 photo controle5_zpscb6352cd.jpg

Outras dicas

- Usa histórias sociais para ajudar a criança a entender e enfrentar situações que lhe parecem difíceis
- Se a criança está irritada e não entendemos a situação, é preciso verificar se está relacionada ao ambiente: etiqueta de roupa, luzes ofuscantes, sons, cores, multidões, aromas
- Analisar se o comportamento está ligado à mudança ou transições. Tentar quadro de histórias escritas ou visuais
- Alertar a crianças antes de esperar que ela conclua as atividades preferidas (método 3, 2, 1, timer, despertador, etc)
- Horários visuais mostrando atividades (rotina)
- Quando crianças não querem seguir algum trajeto diferente, mostrar mapas da região, jogos de carrinhos, figuras em miniaturas que seguem outros caminhos.
- Ajudar no revezamento e perda usando jogos de frequência, por exemplo jogo da memória, jogos de juntar quatro figuras diferentes, etc,

Fonte: Livro Convivendo com Autismo e Síndrome de Asperger. Estratégias e Práticas para Pais e Profissionais – Chris Williams e Barry Wright

Pérolas do Lu

Bom, faz tempo que não falamos do Lu e nem colocamos as pérolas dele por aqui. Com a facilidade do facebook, postamos tudo por lá maaaaas um dia iremos querer ler e lembrar desses momentos então resolvemos colocar por aqui também… e sabemos que muitas pessoas que passam por aqui amam as pérolas do nosso irmão. Depois vamos fazer um post sobre as evoluções dele também, afinal, esse blog existe por causa dele né? <3

 photo perola2_zps89dadf18.jpg

Lu fica pedindo um monte de ventilador pra gente e aí a Karla disse:
- Lu eu e a Luiza não temos dinheiro, temos que trabalhar e muitas contas pra pagar…
Tá, ele aceitou!
Um tempo depois Luiza falou:

Lu, estuda direitinho que se você tirar nota boa nas provas, eu e a Karla vamos te dar uma surpresa!
Ele responde:
- Karlinha, antes de começar a estudar eu tenho só uma perguntinha:
- você disse hoje mais cedo que você e a Luiza não tinham dinheiro e agora tá falando que vai me dar surpresa. Como? Não é possível que você não tem nem cinquenta reaizinhos

E agora, quem poderá nos defender?

 photo perola8_zps557b7dd1.jpg

Luiz Júnior, me diga um substantivo que nomeia uma sensação!
E ele responde: massagem.

hahahahaha é muito bom estudar com esse moleque!

 photo perola6_zpsab77a542.jpg

Luiza: Se eu estudar Filosofia, o que eu vou ser? Filósofa!
- Se eu estudar sobre construção de casa, o que eu serei?
Lu: Pedreiro?
Luiza: Pode ser!
Luiza: Se eu estudar DIREITO, o que eu vou ser?
Lu: Educada???

Certa resposta, advogados? hahaha

 photo perola9_zps547d8eb6.jpg

Luiz júnior copia muitas falas ou expressões de outras pessoas ou programas e utiliza no dia a dia. Ele quer ajuda pra filmar e vira pra Luiza e fala:
Linda, me ajuda aqui! Nós, que queremos ir embora, fazemos cara de bravas… ele solta essa:
- Luiza, faz de conta que você é linda e me ajuda aqui!

 photo perola5_zps993af3dd.jpg

Pegando uma carona com o Lu que estava indo pra psicóloga pergunto:
- Lu o que você faz lá na Gisele? Fico curiosa demais pra saber!
- Tá curiosa? Pois agora não te digo. Nós não gostamos de fofoca.

 photo perola4_zps3d889e4d.jpg

Estudando plurais com o Lu para prova de inglês:

Man —- Men
Lu, man é homem… lembra do superman? Super Homem!
Eu sei… e também do Dois homens e Meio – Two and a Half Man… Passa no sbt!

Acho que precisamos nos atualizar com as séries né?

 photo perola3_zpsd8508396.jpg

Lu, sabe o que é superlativo sintético?
Sim, Luiza, sintético é um tipo de roupa! Se lava no modo delicado, se não me engano…

Ah… máquina de lavar… até nas aulas de português você aparece! kkkkkkk

 photo perola1_zps19b300cd.jpg

Amplitude térmica é a diferença entre a temperatura máxima e mínima em um determinado período…
Karla… Temperatura máxima é um programa da Globo né?

plim plim… e foi risada geral no estudo de geografia

 photo perola11_zpsb43806c0.jpg

Luiza estudando história e falando:
Vamos aprender sobre Núbia e o reino de Kush… eles construíram fortalezas… bla bla bla
Lu, agora é a sua vez de falar:
- Já sei, Luiza, eles construíram cidade de Fortaleza!

hehehehe xiiiiii melhor explicar isso direito!

 photo perola10_zps84ca85ea.jpg

Lu bebe um copo de água e pede mais e eu falo:
- Karla você devia copiar o exemplo do Luiz Júnior que bebe bastante água…
Luiz Júnior: “o quê?”
- Eu to falando pra Ká que ela tem que seguir o seu exemplo e beber mais água porque você bebe o tanto certo e a Karla não bebe nada… você não acha que ela deve te copiar nisso Lu?
“Não, Luiza, cada um tem seu jeito tá?”

owwwwwwn não é um lindo? hahahaha

 photo perola12_zpsbd552671.jpg

E pra finalizar, uma foto nossa!!! Não somos lindos?!

Essa foto foi inspirada na “nossa” música (Clarice Falcão)… combina tanto com a gente!

“De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque eu tava cansada de ser louca assim sozinha
De todos os loucos do mundo eu quis você
Porque a sua loucura parece um pouco com a minha…”

Fica a dica – Garrafas sensoriais

 photo 1_zps347d3b58.jpg

Hoje a dica vai ser bem legal e fácil de fazer!!! Recebi dois links (aqui e aqui) de uma amiga no facebook (valeu, Flavia!) e fiquei encantada. Lu sempre amou objetos com movimentos repetitivos pois o deixa calmo. O campeão de audiência (plim plim!) é o Lava Lamp!

 photo 12_zps49908ac3.jpg

O que é sensorial? Relativo ao sensório, às sensações, aos sentidos. “O sistema sensorial é um conjunto de órgãos dotados de células especiais chamadas de receptores. Através dos receptores, o indivíduo capta estímulos e informações do ambiente que o cerca e do seu próprio corpo. Os estímulos são transmitidos na forma de impulsos elétricos até o sistema nervoso central. Por sua vez, o sistema nervoso central processa as informações, traduzindo-as em sensações e gerando respostas.”

Não é um simples utilizar mecânico dos sentidos. Ou seja, “Ah, que bom, vamos desenvolver visão e tato, talvez audição”. Não se trata disso, vai muito além! As mudanças observadas ao mexer a garrafa, o interesse despertado, a alegria de perceber movimento e acomodação nos objetos, de acordo com o estado de descanso ou “sacolejos” dados pela criança. É o despertar da criatividade, de um estágio de observação intenso de nuances, cores, formas, transformações. (explicação retirada daqui)

Pesquisei no google e li sobre diversos posts que ensinam a fazer essa garrafa e cada post com uma ideia divertida. Foi demais ler tudo e foi difícil separar o que eu iria colocar aqui pra vocês e o que eu não iria colocar. Vamos fazer o seguinte? Depois de ler o meu post, valorizem os links que eu coloquei (inclusive as fontes) pois vale a pena ver as imagens e ideias bacanas que cada um teve!

Garrafas sensoriais são garrafas plásticas de qualquer tamanho, desde que sejam transparentes e com objetos que despertem a curiosidade e o desejo de observação (estrelinhas, bolinhas, bolicas, bichinhos, dados ou o que você tiver em casa), as cores e formas que quando misturados a água, areia ou outra coisa produzam algum efeito interessante.

 photo 9_zpsccbbe9db.jpg

 photo 10_zps55590042.jpg

Importante: Como a garrafinha estará cheia de coisas fáceis de engolir, cole a tampa para vedar bem. Caso ache necessário, use cola quente.
 photo 6_zps58c1cf9f.jpg

Ideias de materiais que podem ser usados:

 photo 14_zps2767d9ac.jpg

- lantejoulas
- purpurina
- cola colorida e com glitter
- flores de plástico
- canudo cortado
- floquinhos de isopor
- brinquedinhos (aranha, carrinho, bonequinhos…)
- dados
- números e letras feito de garrafa pet (fazer de garrafa verde para aparecer na transparente)
- bolinhas coloridas de vaso de flor (aquelas que aumentam quando colocadas na água)
- peixinhos, corações e estrelas de pedaços de luva de borracha (luva amarela para limpeza)
- estrelinhas
- bolinhas de gude
- conchinhas da praia
- arroz (pouco, pois a água fica branca)

Com esses materiais vocês podem trabalhar vários sentidos (ideias daqui e daqui)

TEMPERATURA
 photo 16_zps8d82a304.jpg
1 Recolha garrafas de água quente de borracha. Você também pode usar garrafas plásticas de água, mas a temperatura vai mudar muito rapidamente para permitir que mais de uma criança trabalhe com elas.
2 Encha cada garrafa com líquidos de diferentes temperaturas. Água é mais comumente usada.
3 Feche a tampa firmemente.

CHEIROS
 photo 19_zps6fadb7a7.jpg
1 Lave pequenas garrafas de água e remova os rótulos.
2 Use menta, creme de barbear, sabonete, canela, café, especiarias e sachês. Você também pode usar algumas gotas de extratos ou óleos de aromaterapia em bolas de algodão.
3 Coloque itens com diferentes aromas em frascos diferentes. Cole a tampa novamente.
4 Fure os lados das garrafas de plástico com um prego.

SONS
 photo 15_zps58096891.jpg

1 Reúna um número par de garrafas plásticas de água. Pinte-as de preto para que as crianças não possam ver o que está dentro.
2 Encha duas garrafas com moedas. Preencha as próximas duas com sal. Continue enchendo as garrafas de forma par e com todos os tipos de sólidos, como noz-moscada, clipes de papel, arroz ou feijão.
3 Sele as garrafas com cola. Faça as crianças adivinharem o que tem dentro da garrafa pelo som.

MAGNETISMO
 photo 20_zps8dbaba1f.jpg
1 Lave uma garrafa de plástico e retire o seu rótulo.
2 Encha dois terços da garrafa de plástico arroz, confete, etc
3 Coloque objetos metálicos como clipes de papel, alfinetes ou pregos na garrafa.
4 Cole a tampa com cola resistente.
5 Amarre um ímã na abertura da garrafa com um fio para que o ímã não se perca. Deixe a criança deslocar o ímã pela garrafa para atrair objetos metálicos.

ELETRICIDADE ESTÁTICA
 photo 17_zpsb500755b.jpg

1 Lave uma garrafa de plástico e retire o seu rótulo.
2 Coloque um pouco de bolinhas de isopor e borboletas feitas com papel de seda
4 Cole a tampa com cola resistente.
5 Esfregue bem a garrafa no cabelo, seda, lã ou carpete. As borboletas irão voar

VISÃO (todas são visuais mas essa é de olhar e procurar uma palavra e formar frase ou números e somar, etc)
 photo 8_zpse6613a8e.jpg

1 Lave uma garrafa de plástico e retire o seu rótulo.
2 Encha dois terços da garrafa de plástico com água, arroz ou outro grão ou material pequeno.
3 Coloque objetos de plástico ou papel como letras, números, dados, palavras escritas em cartolinas, etc
4 Cole a tampa com cola resistente.

Vocês podem fazer garrafas com temas também. Essa aí foi feita com as estações do ano (de cima pra baixo: primavera, verão, outono e inverno). Quando for fazer com temas (pode utilizar essas garrafas pra estudar história, geografia, ciências, português, inglês, etc), você pode chamar as crianças para trabalharem juntas, escolherem o que irão colocar, etc (sempre atentos com as idades e se elas vão ingerir alguma coisa.)
Li um link MUITO LEGAL sobre garrafas com o tema estações do ano e tem o passo a passo de como fazer e um artigo sobre garrafas sensoriais muito bom.
 photo 13_zps9997e6f7.jpg

Colocando cola colorida com gliter você faz uma garrafa sensorial para acalmar a criança no momento de stress. Fica linda e funciona mesmo!
 photo 2_zpsf81d0c9f.jpg

 photo 3_zps511a056e.jpg

Vale o clique nesse vídeo!

Outras ideias sensoriais:

Tapete Sensorial
 photo 4_zps9e5ac7bb.jpg

Caixa Tátil
 photo 7_zpsb967109b.jpg

Livo Tátil
 photo 5_zps3571f7e8.jpg

Mesa Sensorial: Neste post você pode baixar um artigo sobre mesa sensorial. Vale a pena o clique. Você pode ver várias ideias de mesas aqui!
 photo 18_zpscc3bab1b.jpg

Esperamos que tenham gostado. Se fizerem, enviem pro nosso email (contato@estouautista.com.br) que colocamos na página do facebook!

Fonte:
Experiências da educação Infantil, Inventare, Tuntstall, garrafa magnética

Fonte imagens: garrafa som, estações do ano, garrafa de cheiro