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Feliz 2011

lu carta

E pra finalizar vamos colocar os postos altos do Lu (suas evoluções) e o pontos que precisam ser melhorados.

Sobe

- Lu foi super bem na escola na parte de aprendizado e absorção das matérias

- Lu é capaz de imaginar e se divertir com isso. Ele aceita brincadeiras com com suposições como por exemplo e se os objetos precisassem de comer, já pensou? Ele que sugeriu esse pensamento outro dia e amamos a idéia e desenvolvemos falando que eles se alimentavam de energia elétrica ou a pilha. Ele adorou, riu e depois concluiu: não gente, é brincadeirinha, obejtos não se alimentam. Antigamente ele não aceitava brincadeiras com bichinhos de pelúcia quando fingíamos que eles falava (“animal não fala, é um obejeto, não tem vida”, ele alegava nervoso.)

- Lu está interessado em conversar e se sociabilizar. Claro que faz isso com pessoas que tem paciência com ele e seus assuntos e ele gosta de conversar das coisas do interesse dele. Mas estamos felizes com esse avanço pois demonstra que ele quer dividir sua rotina e seus interesses.

- Lu aprendeu a expressar e reconhecer suas emoções. Tia Eliana Gallo tem muito a ver com isso (obrigada). Ele sabe o que é raiva, o que é medo, tristeza, alegria. Isso pra quem tem autismo é super confuso e Lu está sabendo separar. Outro dia pedimos exemplos de momentos tristes, alegres e de raiva e foi tão bonitinho… “Se você mexer na minha antena eu fico bravo, com raiva. Se não mexer e ficar lá com imagem boa, fico muito feliz. Se a minha televisão fica ruim eu fico triste… ”
Não é um máximo?

- Lu lembra do passado e descreve. Isso pra um autista é um enorme passo pois a lembrança não é uma coisa concreta e você tem que imaginar (lembrar) da situação, recriar e transmitir. Ele lembra de quando mamava na mamãe, lembrou que tomava remédio quando menor e tinha ânsia de vômito e ficava triste e hoje ele é maior e quando precisa ele toma sem vomitar (palavras dele)

- Lu quer saber mais dos amigos e liga pra eles. Está aprendendo a dividir (apesar de trapacear de vez em quando). Está se interessando por brincadeiras comuns que as outras crianças curtem como bola e videogueime.

Precisa melhorar

- Não tem paciência com outras crianças que têm alguma dificuldade (apesar de ele ter as dele, rs) e fica nervoso quando as coisas não acontecem conforme ele espera

- Fica agressivo quando tocamos em determinado assunto que ele não gosta como tratar os dentes, por exemplo (empurra, grita, chora)

- Não sabe ouvir não e tudo tem que ser conforme as vontades dele. Autistas amam o controle mas o Lu está muito mimado e isso tem a ver com nosso tratamento (confessamos). Estamos tentando melhorar essa parte e falando alguns nãos pra ele pois isso é muito importante pra convivência em sociedade. A estátua (brincadeira que ele ama) tem ajudado pois ela não vem quando ele se comporta de forma incorreta.

- Lu não tem noção dos valores monetários das coisas e acha que pode ter tudo o que quer e quando vem um não ele fica nervoso. Outra vez culpa nossa que o presenteamos muito (é o mais novo, todo mundo a sua volta trabalha e por isso vive em ótimas condições pois as pessoas amam comprar presentes pra ele… nós então nem se fala…) Temos convicção que temos que melhorar essa parte e é um compromisso. Papai não é conivente com isso e é o único que não mima o Lu nessa parte. Ele está certíssimo e já estamos trabalahndo isso com o Lu. Toda vez que ele pede algo mamãe fala que vai juntar o dinheiro para comprar, que o papai vai todo dia cedinho pro escritório e que tem muitas contas. Lu tem entendido melhor mas precisa melhorar muito (e nós as nossas atitudes)

- Lu está obcecado com antenas e isso o deixou menos sociável pois ele só quer saber de ficar no quarto arrumando imagem. Isso prejudica pois ele as vezes prefere ficar em casa do que ir visitar o vovô, programa que ele ama. Temos que mudar isso urgente e já começamos levando ele ao teatro, circo, etc. Lu também só quer conversar nesse assunto e tentamos estimulá-lo a falar sobre outras coisas mas na maioria das vezes ele perde a paciência e encerra logo o diálogo.

- Lu está menos tolerante com passeios culturais (talvez por causa da antena, por ficar ansioso pra voltar) e é por isso que vamos insistir por mais que exija paciência e as vezes nos frustre. Quando saímos com ele é lógico que esperamos que ele se divirta mas isso pode não acontecer ou algo que pra gente não faça sentido para ele pode ser o motivo de alegria da noite. Ex: levamos ele no circo e ele se encantou com um objeto que brilhava com luzes piscando. Ele ganhou isso de presente na hora e passou todo o espetáculo envolvido com esse brinquedo. Não prestou atenção nas apresentações. E aí que nós, cuidadores, devemos ter paciência, tentar entender e insistir com esse tipo de passeio e tentar torná-lo mais agradável possível (chamando outros coleguinhas, explicando o que está acontecendo na apresentação, etc)

- Lu não tem disciplina pra nada. Não tem horários, a não ser para os atendimentos marcados e mesmo assim sempre chega atrasado. Na escola também. Devemos criar um mecanismo para que ele tenha horários e seja recompensado por suas atitudes boas. Isso deve ser mudado urgentemente e sabemos que depende mais da família do que dele. Papai ficou bravo porque ele estava comendo outro dia 1 hora da manhã e tem razão. Lu precisa de limites e nós precisamos de táticas para dar isso a ele. Prioridade de 2011.

- Lu está falando muitos palavrões e temos medo de isso se tornar obsessão. Acreditamos ser influência da tv e temos que pensar em como diminuir isso na vida do Lu.

- Temos que pedir a mesma coisa mil vezes pro Lu fazer. Ele enrola, enrola, enrola e não faz. As vezes é o contrário… ele faz e pedimos pra parar e ele vai testando o limite da nossa paciência (e mostrando que ele tá no controle). Temos que melhorar esse lado que tem muito a ver com a disciplina.

Bom, temos muitas metas em 2011 e sabemos que a melhora do Lu também depende da nossa melhora. Estão vendo como ele muda nossas vidas e nos faz enxergar coisas importantes?

Esperamos que o ano de vocês seja maravilhoso, cheio de realizações e que aproveitem esse dia para agradecer à Deus as conquistas de 2010 e que peçam que Ele ilumine todos nós para que enxerguemos o que podemos melhorar, que tenhamos força e vontade e que a alegria venha sempre que merecida!

Para os menos religiosos, façam um balanço, estabeleçam metas, se encoragem, vamos viver essa vida tão boa. Esta oportunidade tão grande de crescimento e aprendizado.

Daqui 11 dias voltaremos de viagem e vamos comentar nos blogs que amamos e que nos estimulam tanto no nosso dia a dia. Mas não deixem de passar aqui. Tem muitos posts legais programados: campanhas publicitárias legais de autismo, o alimento em foco que vai ser bem fashion, a vida de um pianista gênio e autista, uma rede social bem legal só pra autistas e familiares, um post muito interessante sobre alimentos e sua semelhança com nossos órgãos… muita coisa bacana que deixamos preparado aqui pra vocês! Trabalhamos muito mas é porque vale a pena!

FELIZ ANO NOVO!

Saudades,

Karla e Luiza.

Temple Grandin, a menina que era estranha

Em primeiro lugar, gostaria de dizer que estou muito feliz de escrever aqui no blog do Lu. Pra quem não sabe eu sou o Léo, um leitor assíduo, apesar de comentar pouco no próprio blog. Achei necessaria essa “nota do autor” antes dos textos para explicar, não só que a forma de escrever é diferente das meninas, mas que a ótica também é… e pedi para escrever, não só por causa de uma reportagem recente feita na Rede Globo, mas por causa de peculiaridades que sei sobre a vida de Temple e as coencidências que percebi com a vivência com o Lu, o que torna esse texto único. (Uau!) São detalhes pequenos, mas que me fazem pensar de uma forma otimista em um futuro muito promissor para nosso Kakaki.

Muitos não sabem, mas já tive contatos anteriores se tratando de Temple Grandin, em que o tema era sempre sobre ativismo em coorporações de defesa dos animais, mas infelizmente não estava focado nessa outra área fascinante que é o autismo e assim não pude colaborar mais ainda com esta pesquisa. Lembrando sempre que não sou especialista da área e esta é apenas minha humilde opnião…

Sendo assim, vamos lá… Temple Grandin (nascida em 29 de agosto de 1947) é um médica PHD, americana de ciência animal e professora da Colorado State University, autora de best-seller, e consultora da indústria pecuária em comportamento animal. Uma pessoa ímpar, com autismo de alto funcionamento. Na mídia ela é banalizada “apenas” como a mulher que inventou a máquina do abraço, mas aqueles que se aprofundarem mais verão que ela também é amplamente conhecida por seu trabalho em defesa do autismo e dos animais. Grandin nasceu em Boston, Massachusetts, filha de Richard Grandin e Cutler Eustacia.
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Ela foi diagnosticada com autismo em 1950. Tendo sido rotulada e diagnosticada com danos cerebrais aos dois anos, ela foi colocada em um berçário estruturado com o que ela considera ter tido bons professores. Sua mãe falou com um médico que sugeriu apenas fonoaudiólogos (na época uma profissão não difundida), então ela contratou uma babá que passava horas da noite jogando jogos com Grandin e sua irmã.

Aos quatro anos, Grandin começou a falar. Ela considera-se afortunada por ter tido pessoas que a apoiaram desde a escola primária. No entanto, Grandin disse que o ensino médio foram os piores momentos da sua vida. Ela foi a “garota nerd” que todos tiram sarro. Ela estava andando pela rua e as crianças gritavam “menina gravador”, porque ela sempre repetia as coisas de novo e de novo. Grandin fala nas palestras sobre essa fase: “Eu posso rir disso agora, mas naquela época era realmente ferida com aquilo.” Após graduar-se Hampshire Country School, uma escola para crianças sobredotadas em Rindge, New Hampshire, em 1966, Grandin passou a ganhar seu diploma de bacharel em Psicologia pela Faculdade Franklin Pierce (também localizado em Rindge), em 1970, seu mestrado em Ciência Animais da Universidade Estadual do Arizona em 1975, e seu doutorado em Ciência Animal pela Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, em 1989.

PhotobucketGrandin tornou-se conhecida depois de ser descrita por Oliver Sacks na narrativa título de seu livro Um antropólogo em Marte (1995). O título é derivado da descrição de Grandin sobre como ela se sente em torno de pessoas típicas.

Ela falou pela primeira vez em público sobre o autismo, em meados da décadade 1980, a pedido de Ruth C. Sullivan, uma das fundadoras da Sociedade de Autismo da América. Nessa época era uma mulher jovem e alta, que estava obviamente interessada nas discussões. Ela parecia tímida e agradável, mas principalmente porque ela só ouvia … Não era nada gritante, mas quem conhece os traços, percebia que ela era uma pessoa com autismo. Perguntaram simplesmente na palestra se ela estava disposta a falar na conferência do próximo ano. Ela concordou. E no ano decorrente,Temple teve sua primeira platéia …. pessoas estavam sentadas e muitas de pé nos corredores. O público não se cansava dela. Aqui, pela primeira vez, era alguém que poderia nos dizer, sobre sua própria experiência, Como era ser extremamente sensível aos sons(“gosto de colocar o ouvido no trilho de trem e ouvir os sons próximos “)… Eram muitas perguntas: “Por que meu filho gosta de tudo que gira?” “Por que ele mantém as mãos em seus ouvidos?” “Por que ele não olha pra mim?” Ela falou de sua própria experiência, e sua visão era impressionante. Havia lágrimas em mais de um par de olhos nesse dia … . Temple se tornou rapidamente uma pessoa muito procurada após o que ela chama de “ato-falante” na comunidade autismo.
PhotobucketGrandin também tem sido destaque em programas de televisão, tais como Primetime da ABC ao vivo, o Today Show (esse eu assisti no dia), Larry King Live, e em impressos como a revista Time, a revista People, Forbes e The New York Times. Ela foi objeto do documentário Horizon “A mulher que pensa como uma vaca”, com primeira transmissão pela BBC em 08 de junho de 2006 e News Nick na primavera de 2006. Ela também tem sido um tema na série First Person por Errol Morris.

O filme: Agora sim, uma área que domino e já estou familiarizado a escrever! Grandin foi o foco de um filme da HBO, empresa a qual temos que tirar o chapéu e dar todos os créditos pelo fruto colhido. Infelizmente, na região de Minas não temos o seu serviço por falta de assinantes, que gostam mais dos filmes de ação do Tele-Cine (falo mesmo).

PhotobucketAssisti correndo de ontem pra hoje de madrugada durante um campeonato de Magic The Gathering (parece coisa de autista? Até os 2 anos minha mãe achava que eu era)… mas enfim, voltando ao que interessa, baixei o filme pra ver, mas todos que me conhecem sabem que irei compra-lo depois então. Continuando… seu filme é semi-biográfico, intitulado Temple Grandin, estrelado Brilhantemente por Claire Danes como Grandin. A atriz esta totalmente transformada e ninguém vai se lembrar dela em filmes anteriores em que ela fazia a bonitinha da história. (Vide Romeu e Julieta em que fez par romantico com o Leo Dicaprio). O filme foi lançado recentemente em 29 de agosto de 2010, na 62 ª Primetime Emmy Awards e foi indicado em 15 categorias do Emmy, ficando com cinco prêmios, incluindo Outstanding Filme Feito para TV e Melhor Atriz. Grandin subiu ao palco quando o prêmio foi aceito e falou brevemente no microfone para a platéia. Coincidências a parte, o Emmy Awards 2010 aconteceu no dia e o prêmio foi dado na exata hora do aniversário de Grandin. (pra um autista isso deve ser o máximo)

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Em 1º de novembro de 2009, Grandin foi apresentada em uma entrevista de três horas na CSPAN (com a Marília Gabriela dos gringos) denominada “Em profundidade com Temple Grandin”. Baseando-se na experiência pessoal, Grandin defende intervenção precoce para tratar o autismo, e os professores de apoio que pode direcionar fixações da criança com autismo em direções frutíferas. Ela descreveu sua hipersensibilidade ao ruído e outros estímulos sensoriais. Ela alega que é um pensador essencialmente visual e disse que as palavras são sua segunda língua. Temple atribui seu sucesso como desenhista de crueldade animal à sua capacidade de recordar detalhes com facilidade, que é uma característica de sua memória visual. Grandin compara a sua memória com todo o comprimento filmes em sua cabeça que pode ser repetido à vontade, permitindo-lhe perceber pequenos detalhes. Ela também é capaz de ler suas memórias usando ligeiramente diferentes contextos, alterando as posições das luzes e sombras. Sua visão sobre as mentes de gado lhe ensinou a valorizar as mudanças em detalhes, a que os animais são particularmente sensíveis, e para usar suas habilidades de visualização de design inteligente e humana para equipamentos de movimentação de animais. Ela foi nomeada membro da Sociedade Americana de Engenheiros Agrícolas e Biológicos, em 2009. “Eu até acho que o uso de animais para alimentação pode ser uma coisa ética de se fazer, mas temos que fazer isso direito. Temos que dar a esses animais uma vida digna e temos de lhes dar uma morte indolor. Devemos respeitar os animais. ” -Temple Grandin Grandin sempre teve interesse no bem-estar animal, me desculpem se estou repetindo várias vezes esse assunto, mas era o real interesse da mulher né! (o meu não :P) e então ela começou com projetos para currais varrendo curvas, destinados a reduzir o estresse em animais sendo levados ao abate. Grandin é considerada como um líder filosófico do bem-estar do animal além dos movimentos em defesa do autismo.E consegue associar os dois como um só tema em seus trabalhos sobre bem-estar animal, neurologia e filosofia. Ela sabe muito bem a angústia de se sentir ameaçado por tudo em seu redor, e de ser rejeitada e temida, o que a motiva em sua missão de promover processos de tratamento humano para animais. Seu site profissional tem seções inteiras sobre como melhorar as normas no processo do abate e fazendas de gado. Em 2004 ela ganhou um “Proggy” prêmio, na categoria de “visionário”, do PETA (em portugues Pessoas pelo Tratamento Ético dos Animais).

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Um de seus mais importantes ensaios sobre o bem-estar animal é “Animais não são coisas”, em que postula que os animais são tecnicamente propriedade em nossa sociedade, mas a lei em última análise, dá-lhes proteções éticas ou direitos. Ela compara as propriedades e direitos de possuir vacas versus possuir chaves de fenda, enumerando como ambos podem ser utilizados para servir a propósitos humanos de muitas maneiras, mas, quando se trata de infligir dor, há uma distinção fundamental entre tais ‘propriedades’: uma pessoa pode legalmente esmagar ou moer até uma chave de fenda, mas não podem, legalmente tortutar um animal. Como um defensora da neurodiversidade, Grandin manifestou que não iria apoiar uma cura da totalidade do espectro autístico. Vida pessoal Os esforços educacionais Grandin ganharam seus vários graus. Entre eles estão um B.A. em Psicologia pela Faculdade Franklin Pierce, 1970; um Mestrado em Ciência Animal da Universidade Estadual do Arizona, de 1975, e um doutorado em Ciência Animal pela Universidade de Illinois em 1989. Em 16 de maio de 2010, Grandin também recebeu um doutorado honorário em Letras Humanas da Universidade de Duke.

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Em entrevista recente que assisti, achei curioso o Sérgio Chapelen anunciar Temple como ex-autista (algo que não tinha presenciado na mídia ainda). O programa não era sobre autismo, mas era sobre relações afetivas e suas influências. Mesmo com Grandin dizendo no programa que “a parte de outras pessoas que tem relações afetivas não é parte de mim” e ela não tem mesmo…não namorou, nem casou nem teve filhos. Além de seu trabalho em ciência animal e de direitos sociais e autismo, seus interesses incluem passeios a cavalo, ficção científica, filmes e bioquímica. Ela descreve a socialização com os outros como “chata” e não tem o menor interesse em ler ou ver entretenimento sobre questões emocionais ou de relacionamento. Ela notou em suas obras autobiográficas de que o autismo afeta todos os aspectos de sua vida. Ela tem que vestir roupas confortáveis para neutralizar sua disfunção de integração sensorial e estruturou seu estilo de vida para evitar a sobrecarga sensorial.(Grandin se veste como uma vaqueira Na festa a fantasia e acha lindo) Ela regularmente toma anti-depressivos, mas não usa mais um aperto de caixa (máquina de abraço) que ela inventou na idade de dezoito anos como uma forma de terapia de alívio do estresse, em fevereiro de 2010 afirmando que ela já não usa “Ele quebrou dois anos atrás, e resolvi não consertá-la. Eu abraço pessoas agora. ” Apesar de essa ansiedade, ela afirmou que, “Se eu pudesse estalar os dedos e me tornar não-autista, eu não faria isso. Autismo é parte de quem eu sou.”

Nota final do resquicio do Leo autista de 2 anos de idade… comecei a escrever esse texto as 16:00 em ponto e demorei 51min e 42 seg. Só por que gosto de fazer tudo em menos de uma hora.

——— Nota das proprietárias do blog: Como nós três temos traços de autismo, nós três nos damos super bem, rs. Obrigada por dedicar quase 1h do seu dia nesse belo relato sobre essa pessoa ímpar que é Temple Grandin. Esperamos que todos tenham gostado de saber a história de um ser de muita força de vontade. Vontade de evoluir sempre e ajudar à todos (bichos e humanos) divulgando sua história e seus sentimentos. Valeu, Léo!

Autismo e TID em HQ

autismo x surdez

Fazia tempo que o Luka não aparecia por aqui… nós bem que estávamos tentando criar uma Historinha e nada… até que apelamos pra mamãe. Ligamos pra ela, falamos da característica que queríamos divulgar e pedimos pra ela nos ligar quando estivesse com a HQ pronta, rs. E mamãe nos ajudou, dessa vez o roteiro é dela!!!

Resolvemos escrever sobre esse tema porque lemos muitos depoimentos (estamos incluidas nessa questão) de muitos pais de crianças autistas acharem que seus filhos são surdos. Na busca pelo diagnóstico, o autismo pode ser claramente confundido com a surdez já que a criança não responde, não comunica, parece não perceber a presença de pessoas estranhas e não olha nos olhos. Muitos pais fizeram audiometria ou BERA em seus filhos antes de pensar em transtorno invasivo de desenvolvimento. Esperamos ajudar muito gente com essas HQs. Quem tiver alguma idéia, favor nos escrever para karluiza@gmail.com

Autismo e TID em HQ

sensibilidade auditiva

Alguns desenhos são de Allonzo. Adaptação e roteiro das autoras do blog.

Lu sempre teve sensibilidade auditiva, aliás, ele tem todos os sentidos muito apurados. As vezes mamãe coloca algo na comida dele e ele logo cheira e fala que não vai comer. Quando era menor cheirava tudo que entregavam pra ele. Se a comida dele (arroz com lentilha) está um pouco mais clara também não come, tem que ficar marrom, do jeito que ele acha que é certo. Não sente muita dor portanto quando reclama a gente sabe que é bem sério porém é sensível ao ponto de se incomodar com etiquetas de roupas (eu, Luiza e papai também somos assim). Se estamos almoçando juntos, não gosta que nosso prato de comida fique tão perto dele, o cheiro irrita.

Falando de audição, essa parte é afloradíssima. Só descobrimos isso pesquisando na internet porque queríamos saber o porquê dele ter medo de algumas coisas. Ele na verdade não tem medo e sim aflição de certos barulhos. Desde pequeno até hoje, se ele vê um liquidificador, juicer, batedeira, espremedor, ele tampa os ouvidos. O mesmo acontece com furadeira, enceradeira, cortador de grama, “bichos que voam” – libélula, mosquito, borboleta… Os primeiros realmente são bem barulhentos e a aflição é como se fosse, pra gente, o raspar de unhas num quadro negro. Sobre os insetos, sim, alguns autistas são capazes de escutar as asas dos mesmos.

As vezes tentamos distraí-lo com alguma coisa pra alguém usar esses objetos mas ele escuta mesmo com as portas fechadas, escuta os aparelhos até de outros andares do prédio que ele mora. Sempre avisamos que alguém vai utilizar alguma coisa que ele tem medo pois se não avisar e ele escutar, é crise na certa e mil perguntas de “por que”.

Comente sobre suas aflições e sensibilidade! O Luka tem nos ensinado muito e esperamos que vocês estejam gostando das HQs.

Dia & Noite (Day & Night) – Disney Pixar

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Quando fomos assistir Toy Story ficamos maravilhadas com o curta exibido antes do filme. Logo pensamos no quanto era legal milhares de crianças estarem presenciando essa animação e aprendendo MUITO com ela, além de dar altas risadas! Queríamos colocar o curta aqui no blog mas a Disney tirou o video do youtube.

Photobucket Dirigida por Teddy Newton, a produção norte-americana conta com o diretor de arte de “UP: Altas Aventuras”, Don Shank, que é o desenhista produtor. O historiador de animação Jerry Beck comentou no blog Cartoon Brew que “As imagens ‘dentro’ dos personagens vão ser em CG (Computação Gráfica), mas “Dia & Noite” é essencialmente um curta em 2D. A animação dos personagens é totalmente feita a mão.” A trilha sonora é assinada pelo vencedor do Oscar, Michael Giacchino.

PhotobucketDia & Noite conta a história de dois personagens muito conhecidos por todos nós: o dia e a noite. No pequeno filme, ambos são personificados em silhuetas sem forma definida, preenchidas por elementos comuns a cada um.

“Quando Dia, um companheiro do sol, encontra Noite, um desconhecido de humor nitidamente mais sombrio, faíscas voam! Dia e noite estão assustados e desconfiados, um do outro em primeiro lugar, e rapidamente começam com o pé esquerdo. Mas eles descobrem que cada um deles tem qualidades únicas – e percebemos que cada um deles oferecem uma janela diferente para o mesmo mundo – a amizade ajuda ambos a ganharem uma nova perspectiva.” é a descrição oficial do site da Pixar.

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Apesar de não ter falas, Dia & Noite diz muita coisa. Mais do que apenas divertido, é tocante e emocionante, carregando mensagens importantes como a superação do preconceito, o otimismo e o companheirismo. Como o principal público do filme é o infantil, que ainda vive a fase de formação de caráter e afirmação de valores, pode-se dizer seguramente que o curta desempenha um belíssimo papel, sem precisar ser óbvio ou menosprezar a inteligência do espectador.

Como não podemos publicar o curta completo, vamos deixar um pedacinho de um dos vídeos mais criativos que já vimos na vida e o making off!

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Fontes: Telabr
Planeta Disney
Disney Mania