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Historia da TV Integração – Dia Especial 2017

Hoje o Estou Autista traz para você um post diferente. Não falaremos de autismo, contaremos para todos sobre a história da tv integração.

Antigamente não existia televisão, as pessoas acompanhavam notícias, futebol e novela pelo rádio. A televisão chegou no Brasil em 1950 com o canal TV Tupi. A TV Integração foi fundada em 1964, porém ela se chamava, na época, TV Triângulo. Em 1966 a tv era transmitida apenas em preto e branco, segundo nos contou Ângela em visita a TV Integração de Uberlândia. Ela também nos mostrou uma imagem da bancada do jornal. Apenas em 1970 aconteceu a primeira transmissão colorida no brasil, feita pela EMBRATEL.

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Em 1971 a TV Triângulo afiliou-se a TV Globo (primeira afiliada do grupo carioca) permanecendo com este nome até 2001. Tubal Siqueira, fundador da TV Integração, começa a construir uma rede de tv e abranger outras cidades. Surge assim, no final da década de 80 e começo da década de 90, as marcas TV Ideal (Ituiutaba e Uberaba), TV União (Araxá e Divinópolis) e TV Integração (Uberlândia e Patos de Minas), que mais tarde passam a compartilhar a mesma identidade visual e posicionamento de mercado. Esta rede passa a se chamar Rede Integração até 2009.

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O ano de 2009 foi mais uma vez marcado pelo pioneirismo. Em 16 de março, a Rede Integração deu início nas transmissões do sinal de TV Digital, tornando a primeira emissora do interior de Minas Gerais a operar com a nova tecnologia. A Rede Integração, também passou por uma mudança no nome e na marca. A nova marca (logomarca colorida e slogan “A TV que você vive”), TV Integração, trouxe conceitos de inovação e pioneirismo e representou a união da televisão, internet e celular, os três meios que captam o sinal digital. Ainda em 2009, a TV Integração foi a primeira emissora do interior do país e a segunda em Minas Gerais a entrar na era digital, com a implantação do sinal digital.

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Em 2014 foi divulgado um hino de comemoração dos 50 anos da emissora e o slogan passou a ser “Primeiro você”. Em 2012 a TV Integração tinha a vinheta com o slogan “Minas é você”. Atualmente a logomarca é branca e continua era colorida e por dentro da esfera as cores ganham movimento. Esse visual e vinheta com essa logo estão no ar até hoje, desde que ocorreu essa modernização que estreou em abril de 2015.

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Foi feito um teaser com as linhas coloridas de vários formatos e depois teve um novelo como institucional. Desde 2016 a TV Integração faz vinhetas especiais de pré-censura: versão natal, contagem de ano novo, outubro rosa e assim vai.
As comemorações diferenciadas são feitas, em todas as televisões brasileiras, de 5 em 5 anos, assim como a Globo faz, por exemplo, mas há nove dias atrás ocorreu algo tão legal que foi criada uma vinheta importante com o slogan “Dia especial”. Assim surgiu uma vinheta chamada ID, que é cheia de quadrados com vídeos da infância de Luiz Júnior e ela foi usada para essa comemoração.

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Assista as vinhetas de antes e depois para vocês compararem e ver qual você gosta mais.

FUNÇÕES NEUROPSICOLÓGICAS NO AUTISMO: MEMÓRIA E ATENÇÃO

O Autismo é um conjunto de transtornos que se apresentam de forma bastante singular. A forma heterogênea deste transtorno, provavelmente, deve-se a soma de fatores etiológicos, ambientais e genéticos. Sendo que a diversidade de patologias associadas ao Transtorno do Espectro Autista enfatizam a ideia de que o conjunto de sintomas podem ser secundários a importantes alterações funcionais do cérebro.

Para entendermos essas alterações, devemos saber sobre as funções neuropsicológicas:

- MEMÓRIA
- ATENÇÃO
- FUNÇÕES EXECUTIVAS

Primeiro vamos falar da memória:

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A memória é a capacidade de adquirir (aquisição), armazenar (consolidação) e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial).

A memória focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas ideias, ajudando a tomar decisões diárias.

Os neurocientistas (psiquiatras, psicólogos e neurologistas) distinguem memória declarativa de memória não-declarativa. A memória declarativa, grosso modo, armazena o saber que algo se deu, e a memória não-declarativa o como isto se deu.

A memória declarativa é aquela que pode ser declarada (fatos, nomes, acontecimentos, etc.) e é mais facilmente adquirida, mas também mais rapidamente esquecida. Para abranger os outros animais (que não falam e logo não declaram, mas obviamente lembram), essa memória também é chamada explícita. Memórias explicitas chegam ao nível consciente. Esse sistema de memória está associado com estruturas no lobo temporal medial (ex: hipocampo, amígdala).

Psicólogos distinguem dois tipos de memória declarativa, a memória episódica e a memória semântica. São instâncias da memória episódica as lembranças de acontecimentos específicos. São instâncias da memória semântica as lembranças de aspectos gerais.

Já a memória não-declarativa, também chamada de implícita ou procedural, inclui procedimentos motores (como andar de bicicleta, desenhar com precisão ou quando nos distraímos e vamos no “piloto automático” quando dirigimos). Essa memória depende dos gânglios basais (incluindo o corpo estriado) e não atinge o nível de consciência. Ela em geral requer mais tempo para ser adquirida, mas é bastante duradoura.

Memória, segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.

Explicamos isso para focar na memória de curto prazo, mais especificamente sobre uma habilidade muito relevante para a sala de aula: a memória de trabalho. Esta é ahabilidade cognitiva que lida com vários pedaços de informação simultaneamente, como somar números ou escolher palavras que rimam. A memória de trabalho é o alicerce da aprendizagem, pois determina a capacidade de processar informação, seguir instruções e acompanhar as atividades em sala de aula. Segundo pesquisadores, ela prediz o desempenho escolar de forma muito mais robusta do que o QI, e é menos influenciada pelo nível socioeconômico.

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As habilidades de memória de trabalho se desenvolvem ao longo da infância, atingindo níveis adultos por volta dos 16 anos.

Crianças com TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade), dificuldade de aprendizado de leitura ou matemática, e transtornos de autismo compartilham uma fraqueza generalizada em memória de trabalho.

Portanto, podemos dizer que a função da educação é moldar o cérebro e isto é o que ocorre no cérebro dos estudantes quando o educador é bem sucedido.

Algumas estratégias para melhorar a memória de trabalho:

- Passe os trabalhos de casa por escrito. Escreva cada trabalho na lousa, no mesmo lugar, todos os dias, para que os alunos saibam onde encontrá-los.
- Fale devagar e passe as informações em pequenas unidades. Dar muita informação de uma só vez faz com que uma criança com memória de trabalho fraca rapidamente perca o rumo. Ela pode estar ainda trabalhando nos primeiros minutos da lição depois que você já passou para a seguinte.
- Torne as aulas interativas. Para fazer as crianças com memória de trabalho fraca lembrar-se de algo importante, estruture a aula para incluir as respostas delas.
- Use um relógio analógico durante as aulas para ajudar seus alunos com o gerenciamento do tempo. Eles serão capazes de se manterem conscientes de quanto tempo já se passou e de quanto ainda têm.
- Chame atenção para as datas- limite. Ponha avisos em quadros nas paredes, fale delas frequentemente, e lembre os pais e alunos em bilhetes, cartas ou pelo e-mail.
- Peça aos alunos que façam seu próprio “sistema de lembrar”

Em casa:

- Determine um lugar para que seu filho coloque coisas importantes – chaves da casa, carteira, equipamento esportivo. Tão logo ele chegue da escola, tenha certeza de que ele colocou essas coisas no lugar certo.
- Crie uma lista de checagem para se lembrar e ter derteza de que seu filho tem tudo o que necessita levar para a escola.
- Faça, e use, lista do que fazer.
- Use lembretes digitais. Com crianças dos graus médios, use telefone celular, mensagens de texto, ou mensagens instantâneas para lembrá-los de coisas que tenham de fazer.

Chegou o momento de explicarmos o segundo tópico, que é a atenção:

A atenção é uma função de fundamental importância, já que permite a interação do indivíduo com o seu ambiente, além de subsidiar a organização de processos mentais. Por meio dessa habilidade é possível captar estímulos e selecionar qual deles terá seus detalhes apreendidos de forma privilegiada. A forma como “escolhemos” e processamos essas informações contribui para determinar nosso comportamento. É importante destacar 4 tipos de atenção: seletiva, sustentada e dividida e compartilhada.

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Atenção compartilhada: A atenção compartilhada é a capacidade de dividir a atenção através de gestões e vocalizações com outra pessoa e um objeto de seu interesse no ambiente, este momento ocorre quando as crianças e os cuidadores estão interagindo entre si. (virar o rosto na direção do som, ao procurar o contato visual, ao rir com vozes e brincadeiras).

A habilidade da atenção compartilhada é considerada uma das mais importantes para o desenvolvimento social e comunicativo das crianças; através do jogo social a criança começa expressar seus interesses e compreender o interesse do outro.

No inicio do processo de aprendizado desta habilidade é importante que os objetos utilizados na brincadeira sejam do interesse da criança para ela conseguir compartilhar a atenção, aos poucos podem ser inseridos outros objetos na brincadeira.

Estimulem sempre, sejam PAIS (profissionais, educadores) MOTIVADORES para seus filhos (alunos, pacientes)!

Pesquisadores levantaram importantes hipóteses a respeito da relação entre a atenção compartilhada e as funções executivas, em que habilidades de mudança de foco de atenção estariam interligadas a atenção compartilhada e seriam mediadas pelo lobo frontal. De fato, Autistas demonstram demorar mais para alterar o foco de sua atenção. Quando olham para um objeto ou rosto se prendem em detalhes e não no todo. Como não desenvolvem adequadamente a atenção compartilhada, não conseguem compartilhar interesses e acabam por não receber modelagem ambiental correta, o que incentiva o desenvolvimento de comportamentos inadequados futuros e, consequentemente, dificuldades de interação social.

A disfunção atencional é solucionada com comportamentos obsessivos e inadequados que são repetidos de forma incessante. Em uma abordagem neurofisiológica percebe-se que a função da atenção em pessoas com Transtorno do Espectro Autista está suspensa o que promove o chamado vazio psíquico que é um tipo de desorganização de estados bastante primitivos. (estereotipias e as dispersões sensórias: tentativa de controlar, de forma repetitiva, seus objetivos)

Autistas podem passar um longo período de tempo envolvidos em alguma tarefa específica. É como se algo tivesse dominado a mente deles, deixando-os isolados de qualquer estímulo e em seu dia a dia, apresentam diversas flutuações no que diz respeito a sua atenção. Em tarefas que lhe são interessantes a capacidade atencional se mostra intransponível. Porém, em atividades direcionadas com fins terapêuticos e de reabilitação é perceptível a dificuldade em manter o foco. (por isso amamos os métodos em que se leva em conta o interesse do autista)

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Pessoas com autismo distraem-se facilmente tomados por suas estereotipias, falas desconexas, ecolalias e comportamentos típicos do transtorno, sendo necessário constante apoio e incentivo na manutenção da atenção. (solicitar um profissional para mediar em sala ajuda bastante no desenvolvimento do autista) Todos estes fatores dificultam a coerência e organização de ideias para compreender situações ou realizar julgamentos.

Se melhorarmos essas áreas, ajudaremos muito para que os autistas se interajam, foquem no aprendizado, se sintam mais confortáveis na escola e nas tarefas do dia a dia.
Já falamos sobre as estratégias para melhorar a memória de trabalho, agora vamos passar estratégias para atenção.

Estratégias para melhorar atenção seletiva:

- Sentar num lugar calmo com a criança, de frente para ela;
- Falar calmamente para a criança, olhos nos olhos;
- Dizer para a criança o que quer que ela faça em poucas palavras e de forma simples, por exemplo “Não bata a porta” em vez de “Não bata a porta porque ela pode-se estragar e os vizinhos reclamam do barulho”;
- Dar ordens específicas, por exemplo: “Não corra dentro de casa” em vez de dizer “Não faça isso”, quando a vir correr;
- Mostrar para a criança qual a consequência de ela não cumprir a ordem. Não se deve prometer às crianças e não cumprir, mesmo que seja uma consequência negativa:
- Elogiar a criança sempre que ela cumprir alguma ordem;

Estratégias para melhorar atenção sustentada: ler este post

Alguns exemplos de técnicas para melhorar a atenção:

Prejuízo na atenção mantida ou sustentada – podemos utilizar a técnica do treinamento da atenção: exercícios onde o autista ouça determinados parágrafos e depois diga o que entendeu.

Prejuízo na atenção seletiva – podemos utilizar a técnica de dispositivos externos: exercícios onde o autista faça uma redação e tenha que ignorar um ruído externo ou a TV.

Prejuízo na atenção dividida – podemos utilizar a técnica de treinamento da atenção: com exercícios onde o autista começe a fazer uma leitura e ao mesmo tempo procure palavras relacionadas com “café da manhã”.

 photo brain3_zps12d3731f.jpg Esperamos que tenham gostado. Como pode ser visto todas as funções cognitivas interagem entre si. A separação existe apenas para fins educativos, pois o ser humano é caracterizado por sua totalidade. Exercitar o cérebro é muito importante. Baixe jogos para a testar memória e atenção, brinque com as crianças com jogos que estimulem essas áreas. Falaremos de Funções Executivas no próximo post.

Fonte:
Portal da Educação
Tua Saúde
Cérebro Melhor
TDAH dourados
Neurônios no Divã
Projeto Amplitude

Congresso Biomédico 2014 – Tratamento Integral do autismo (DAN)

Dr Rogério Rita começou a palestra explicando a história de como surgiu o protocolo DAN, hoje conhecido como Tratamento Integral para o Autismo e mostrando a mudança do DSM V que agora engloba todos os tipos de autismo, inclusive Asperger, como Transtorno do Espectro Autista e é definido como um distúrbio de comportamento.

Apresentou-nos uma pesquisa feita por um instituto de Londres, o Karolinka Institutet, feita com crianças suecas que divide o transtorno em dois:

Autismo por causas genéticas (sindrômico): 50% dos casos
Autismo regressivo: 50% dos casos

Esse autismo regressivo, que chamaremos de autismo tipo 2, traz muito a tona a questão do motivo de as crianças nascerem típicas e, depois de certa idade, apresentarem os mesmos sintomas do autismo tipo 1 (sindrômico). O autismo do tipo 2 vem aumentando os números cada vez mais devido ao nosso ambiente e por isso fala-se que há uma epidemia de autismo. Dr Rogério disse que a maioria dos casos é do tipo 2 (75% dos casos de acordo com ele).

Com uma visão mais ampliada e integral dos seres humanos, o tratamento proposto pelo Dr Rogério não trata o autismo como um problema apenas genético ou neurológico. Essa visão abre mais possibilidades de tratamentos como ele demonstrou mais adiante.

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Como a figura mostra, um conjunto de fatores influencia no comportamento autístico, inclusive, o autismo é muito mais físico que comportamental: O meio ambiente traz impurezas e o corpo de um autista não sabe lidar com elas, como faz o corpo de uma pessoa típica. Alergias alimentares ou dietas especiais mudariam o ambiente através de diferentes escolhas alimentares, dieta com alimentos que são melhores digeridos e não causam problemas no intestino e outros órgãos do corpo, problemas gastro-intestinais melhorariam através do tratamento da flora intestinal e outros tratamentos, déficits de energia de disfunção mitocondrial podem afetar as atividades escolares e sendo sensível a estímulos sensoriais, a condição desse paciente para atividades diárias, escolares e familiares estaria prejudicada perante as pessoas que “digerem” bem os estímulos seriam resolvidos.

Como mostra o ciclo, o que aparece para os nossos olhos é a resposta cerebral e por isso temos essa falsa impressão de que o autismo é um problema comportamental. O comportamento é apenas a ponta de um iceberg e não será melhorado ou mudado apenas com terapias comportamentais, da fala, ocupacional, entre outras. Seria uma injustiça com esses profissionais, já que esses passos devem ser feitos juntamente com a organização do corpo físico dando-lhes condições de agir de forma mais eficaz. O Tratamento Integral do Autismo procura investigar em TODO o corpo o PORQUE o cérebro reage dessa forma.
Abrindo esse leque de possibilidades, vamos esmiuçar um pouco mais os problemas, separados por área para que entendamos melhor o passo a passo do tratamento:

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Como tratar? Existem muitas atitudes que devemos tomar e elas envolvem nossa boa vontade, e principalmente estudo e paciência pois a participação dos pais e/ou responsáveis é enorme.

Veremos então o que a exposição a esses fatores ambientais – vacinas (calendário de vacinação e conservantes a base de metais pesados), xenobióticos (antibiótico, pesticidas, produtos químicos, plástico, etc. )- causa no sistema orgânico dos autistas
o que chamamos de “alergia cerebral”.

As toxinas liberadas pelas cândidas no intestino, as caseomorfinas e gluteomorfinas – glúten e caseína (leite)-, os metais pesados que não são eliminados da forma correta, entre outras coisas, tudo isso gera inflamações no cérebro, causando uma desconexão funcional, ocorrendo um rompimento nas ligações dos neurônios e interrompendo as sinapses, causando o autismo tipo 2.

Para resolver esses problemas que causam essa “alergia cerebral”, são apresentados alguns passos que envolvem dietas, reposição de nutrientes, mudanças de ambiente, entre outros. Tudo isso para melhorar o corpo para que ele funcione adequadamente no futuro e para evitar com que menos “inimigos” cheguem ao cérebro.

Dr Rogério dividiu o tratamento em partes:

- Dieta: A dieta mais conhecida é a sem glúten e sem caseína, evitando a formação de gluteomorfinas e caseimorfinas que causam alergias cerebrais. Muitos pacientes também tiram milho e soja (podem ser transgênicos e ainda terem cruzamento com trigo). Outras dietas foram apresentadas como a Dieta do Carboidrato Específico (SCD – Elimina alimentos que alimentam as bactérias e leveduras como os amidos complexos como grãos, batatas, açúcar, alimentos processados, além do glúten e apesar de ser liberado o leite, muitos pais optam por não dar quando escolhem essa dieta. ), Dieta Antifúngica, Dieta GAPS, Dieta de Fenóis, etc.

De acordo com uma pesquisa mostrada, realizada pelo Instituto ARI, os pais avaliaram as dietas e elegeram as mais eficientes: Dieta do Carboidrato Específico (71%), SGSCSS -Sem Glutem, Caseína e soja- (54%) e Dieta antifúngica (58%).

- Desintoxicação do organismo: Quelação (limpeza dos metais pesados, xenobióticos, impurezas) – feita através de homeopatia – CEASE – ou com um médico especialista em Tratamento Integral do Autismo – o DAN; consumir produtos orgânicos (pois não tem pesticidas que trazem metais pesados e químicas em sua composição) e utilizar o mínimo de química possível (natural, feito em casa de preferência); tratar a flora intestinal com o uso de prebióticos e probióticos para evitar e produção de gases tóxicos produzidos pelas cândidas (fungos); evitar exposição a xenobióticos (uso de antibióticos, paracetamol, aditivos alimentares como conservantes por exemplo).

- Uso de Neuromoduladores ex: ( l-Teanina, oxitoxina, melatonina, imunomoduladores, maltrexona, timodulina, anti-inflamatórios, gcmaf, homeopatia)
As nossas funções cerebrais dependem de nutrientes essenciais para formar e manter as células nervosas (neurônios) e as células gliais, os neurotransmissores, os neuromoduladores, os hormônios, para manter o metabolismo energético cerebral, ou seja, captação e ação da glicose.

Sem vitaminas e minerais em quantidade adequada e equilibrada entre eles, as funções cerebrais não tem como serem eficientes, causando distúrbios que levam a sintomas de desequilíbrio. Embora todos os micronutrientes e os ácidos graxos essenciais sejam determinantes para as funções do sistema nervoso central (SNC), o magnésio e a vitamina B6 entram na formação de todos os neurotransmissores, sem exceção. Nutrientes como o ácido fólico, vitamina B12, vitamina B6, zinco, magnésio, betaína são necessários para a formação do SAME S-Adenosil-metionina), fundamental para a metilação e formação de todos os neurotransmissores. Em maior ou menor grau, todos os micronutrientes e ácidos graxos essenciais são determinantes.

Por isso, a suplementação deve ser completa e individualizada, pois são esses nutrientes que determinam a “química cerebral”. Nutrientes como a vitamina D (extremamente comum de estar insuficiente na população em geral), vitamina A, vitamina C, complexo B, vitamina E, zinco, magnésio, selênio, ferro, manganês, cobre, omega-3, entre outros, determinam nossas funções imunológicas.

Alguns neuromoduladores também são suplementados como a melatonina, oxitocina, L-teanina e outros.

E por último, mas não menos importante:

- Terapias de estimulação para repor as áreas lesadas pela inflamação como fono, terapia ocupacional, terapias a sua escolha como musicoterapia, Son rise, Floortime, etc. Também foi citada a Câmera Hiperbárica porém foi alertado que no Brasil ainda não pode ser feita com esse fim e requer um movimento dos pais para que isso seja mudado) e a TMS – Estimulação Magnética Transcraniana.

Essas terapias ajudam os autistas devido a plasticidade cerebral, que foi explicada aqui.

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Nesse gráfico, vemos o quão é importante pensarmos de forma holística já que cada pessoa é única e o tratamento deve ser elaborado de acordo com seu tipo de corpo e necessidades que são descobertas através de observação, exames de sangue detalhados e muita paciência e investigação. Aqui os grupos estão divididos em primeiro passo, segundo e terceiro, de forma lúdica, para que entendamos que fazer apenas terapias é pular etapas importantes. Claro que é o tratamento é um conjunto e algumas etapas vão ocorrer de forma simultâneas. Quando nosso irmão começou a fazer dieta SGSC, ele deu um salto tão impressionante nas terapias que os próprios profissionais vieram perguntar se ele estava tomando algum remédio novo.

Como podemos ver o autismo é uma desordem sistêmica onde uma série de fatores que estão interligados e o que vemos é apenas o resultado que aparece e não o todo. Por se tratar de uma síndrome caracterizada como síndrome de distúrbios do comportamento, esses problemas apresentados aqui são chamados de comorbidades, ou seja, problemas que acontecem paralelamente ao autismo. Para tratarmos de um autista, devemos ampliar nossa visão e deixar de lado a ideia de que apenas os remédios são a solução. Não queremos aqui entrar nessa polêmica de qual é o mais eficaz pois sabemos que as vezes o remédio é necessário mas nosso objetivo é fazer você refletir se essa é realmente a melhor alternativa pois as vezes o remédio apenas esconde mas não resolve de fato. Questione o remédio sugerido pelo seu neuro como você questiona a dieta e o tratamento biomédico. Pese tudo na balança e decida o que é melhor para seu filho (ou melhor, sua família toda).

OBS: essa é a nossa visão da palestra do Dr. Rogério Rita. Ele não tem nenhuma responsabilidade sobre o que escrevemos. Ao fazer um tratamento, uma dieta, suplementação, e tudo que envolve saúde, requer a presença de profissionais adequados para esse fim: médico, terapeuta, nutricionista, etc.

Autismo em Resenha – Meu nome é Khan

Hoje quem dá a dica é a Giovanna, nossa amiga e colega de trabalho. Ela fica aqui todos os dias na nossa agência e é claro que escuta muito sobre autismo (afinal vivemos isso, conversamos disso, ela nos ajudou na caminhada do dia 02… ela tá bem por dentro do universo Autismo). Ela viu esse filme Meu nome é Khan e ficou encantada e então pedimos pra ela escrever um texto indicando o filme pros leitores e amigos do blog. Esperamos que gostem! Giovanna, a palavra é sua:

Meu nome é Khan “Zapeando pelos canais de filmes num domingo à noite, me deparei com um filme que me chamou muito a atenção pela peculiaridade do protagonista. Pensei: ”Esse cara é autista. Olha, já to diagnosticando que nem a Karla, rs.”
Depois descobri que o filme se chama MEU NOME É KHAN, uma produção de
Bollywood. Uma excelente produção, na verdade. Mesmo pra mim, que sou totalmente leiga no assunto e que apenas acompanho a vivência de duas amigas com seu irmãozinho, ficou muito claro que o ator interpretava um autista pelos movimentos repetitivos e o fato dele não olhar direto nos olhos das pessoas.
O personagem é envolvente por ser puro e muito dedicado à sua família. E isso leva à outra questão: um autista que é adulto e constituiu família, com mulher e filhos. Pra nós leigos, é legal saber que alguém com esse distúrbio pode seguir com sua vida de forma muito satisfatória.
A trama ajuda muito, já que mostra uma pessoa bondosa, determinada e resignada. Eu amei o filme e recomendo muito! “

Trailler do filme:

Sinopse do filme: Rizwan Khan (Tanay Chheda), uma criança muçulmana que tem síndrome de Asperger, cresceu com a sua mãe (Zarina Wahab) na secção Borivali de Bombaim. Quando adulto (Shahrukh Khan), Rizwan muda-se para São Francisco onde vive com os seus irmãos. Ele apaixona-se por Mandira (Kajol) com quem mais tarde se casa.
Após o 11 de Setembro, Rizwan e Mandira começam a enfrentar uma série de dificuldades o que faz com que eles se separem. Rizwan então começa uma longa jornada através dos Estados Unidos para conseguir Mandira de volta.
Na sua jornada, ele inspira otimismo e alegria no coração das pessoas que encontra pela disseminação de mensagens por onde quer que passe.

Ficha técnica
Direção:Karan Johar
Duração 167 min
Gênero: Drama/romance
Ano: 2010
Trilha:
SEL

KhanPesquisando na internet descobri várias peculiaridades desse filme que fala principalmente sobre preconceito (xenofobia – contra indanos): O ator principal Shahrukh Khan sofreu a experiência do personagem do filme pois foi interrogado em um aeroporto americano por ser indiano. Khan, o ator e não a personagem do filme, também é casado com uma hindu (eles tem diferentes religiões pois o ator é muçulmano, assim como a personagem do filme. Ele não a obrigou a ser converter porque a respeita e seus filhos são criados de acordo com as duas religiões e praticam os rituais e celebrações das duas). Quando o filme Meu Nomeé Khan foi lançado, houve um grande problema pois o ator deu uma declaração que para nós poderia ser normal mas para a Índia, que tem péssima relação com o Paquistão foi motivo de “guerra”: SRK (como é muito conhecido em Bollywood) apoiou um ministro paquistanês que lamentou o fato de nenhum jogador de críquete do Paquistão ter sido selecionado para a competição indiana de times de críquete, a IPL Twenty20. Com esse comentário, um político indiano incentivou os partidos hindus radicais a organizarem protestos de repúdio a Shahrukh Khan.

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Dois cinemas em Mumbai foram destruídos e muitos outros tiveram os cartazes do filme queimados. Com medo, vários multiplexes retiraram o filme que entraria em cartaz e outros tantos decidiram que exibiriam o filme em uma sessão do dia, somente, aproveitando a sem precedentes proteção da polícia que o governo do Maharashtra estava oferecendo ( o governador do Maharashtra  prometeu proteção também a Shahrukh Khan).  Mais de 1.100 pessoas foram presas em Mumbai pela depredação de cinemas. Estes mesmos grupos hindus radicais ameaçam matar Shahrukh Khan se ele voltasse para Mumbai. A estreia do filme, no entanto, acabou ocorrendo sem que nada grave ocorresse, embora em número reduzido de salas. E um detalhe histórico: foi desses mesmos grupos hindus radicais que saiu o assassino de Mahatma Gandhi.

SRK é muito famoso em Bollywood e é o astro do cinema indiano… ele é o principe das meninas! Ele e Kajol Devgan formal o casal (apenas nos filmes, ambos são casados com outras pessoas) mais querido do cinema indiano. O primeiro filme que fizeram foi em 19992 e de lá pra cá são sucesso garantido nas telinhas.  A família dela já tem tradição no cinema e ela honra o DNA. Já foi 4 vezes premiada como melhor atriz no FilmFaire Awards  (apenas um prêmio atraz de sua tia materna Nutan, a detentora do recorde de maior número de prêmios de melhor atriz). O primeiro prêmio dela como melhor atriz foi em 1995 no filme Dulhania Le Jayenge, simplesmente o filme que bateu recorde de tempo em cartaz, estando até hoje num cinema em Mumbai. (16 anos) e ela fazia par com SRK, claro.

Casal

Bom, quem assistir e gostar vem aqui contar pra gente! Nós adoramos fazer essa pesquisa e saber que o primeiro herói muçulmano do cinema indiano é autista! Ele é autista de grau leve (asperger) e muitas pessoas acham que o cinema floreia essas histórias colocando autistas como gênios, capazes de tudo mas nós temos plena consciencia de que isto pode acontecer sim. Claro que a maioria dos filmes mostra o lado fantástico da memória fotográfica e da genialidade dos autistas ( e esse tipo de autista é a minoria) mas adoramos quando o filme mostra que o autismo não impede a PESSOA de ser bem sucedida em muitas tarefas. o autismo no caso desse filme foi um temperinho que abrilhantou a história e que nos dá ânimo de seguir em frente com tratamentos e terapias.

Se quiser indicar um filme, livro, seriado, reportagem ou outra coisa ou quiser escrever um artigo no blog sobre autismo, nos escreva para karluiza@gmail.com

beijos e até mais! ;)

Carta de Repúdio ao quadro Casa dos Autistas (MTV)

Oi gente, infelizmente depois de muitos dias se vir aqui voltamos com um assunto chato: o quadro Casa dos Autistas no programa Comédia MTV. Esse quadro foi exibido no dia 22 de março desse ano mas agora está circulando na internet. Muitas mães, familiares e amigos estão indignados e não é pra menos. Torcemos muito para que essa história seja resolvida e que a MTV seja nossa parceira na conscientização pelo autismo. Pedimos a todos leitores do blog que se manifestem onde quer que seja com educação e mantenham a razão nesse momento onde a vontade mesmo é de gritar… talvez um grito de dor… ou de raiva, ou de tristeza. Vamos nos pronunciar na carta que segue abaixo.

Carta de Repúdio ao quadro Casa dos Autistas (MTV)

Uberaba, 24/04/2010

Viemos por meio desta manifestar o nosso repúdio, que se estende a todos os pais, familiares e amigos de pessoas com autismo no Brasil, ao quadro Casa dos Autistas exibido no programa Comédia MTV no dia 22/03/2010 mas que está circulando nas redes sociais atualmente.

Entendemos que esse programa além de humilhar as pessoas que passam por um problema de saúde, é gerador de preconceitos estabelecidos por estigmas mostrados nas cenas do quadro.
Em uma época que o bullying e a falta de respeito são tão discutidos e procura-se um método eficiente para vencer esses obstáculos, a MTV, uma empresa que tem, em sua maioria, uma audiência composta por jovens em formação de caráter e opinião, foi na contramão da ética.

Liberdade de expressão requer responsabilidade e consciência dos efeitos que um material veiculado na mídia pode causar.

Como podemos pensar em construir uma imagem adequada do autismo no país, buscar direito de igualdade perante a lei, respeito na sociedade, inclusão social, independência e lutarmos por outras necessidades, se uma emissora com um quadro que deveria fazer as pessoas darem risadas e terem prazer, as fazem alienadas sobre a realidade?

Gostaríamos que a equipe do Comédia MTV se sensibilizasse e se desculpasse publicamente no horário do programa, já que, como formadores de opinião, desta maneira eles amenizariam a situação em que colocaram essas pessoas.

Acreditamos no progresso do país e estamos certas de que essa história terá um final feliz e servirá de exemplo para que, não só os humoristas, mas todas as pessoas, principalmente as públicas e formadoras de conceitos, pensem antes de se expressarem para a sociedade.

Karla Sarkis Coelho e Luiza Sarkis Coelho

Quem não estiver entendo nada e quiser ver o vídeo clica aqui. Avisamos que o conteúdo é triste e você pode se ofender.

Voltamos em breve com um post mais alegre. beijos.

Autismo. Aceitação sim. Conformismo NÃO.