A sutil diferença entre o excesso de energia e a violência

Olá Pessoal. Quanto tempo né? Nunca ficamos tanto tempo sem postar assim. Com facebook e a facilidade de fazer posts por lá, o retorno ser mais rápido e a geração de conteúdo acontecer em tempo real, o blog ficou esquecidinho. Mas ficamos triste porque foi aqui que tudo começou e achamos muito importante aprofundarmos mais sobre determinados assuntos.
Bom, o Martim Fanucchi, editor da Revista Autismo, colocou um depoimento dele no facebook e achamos super importante compartilhar com as mães e pais de autista pois essa confusão acontece na melhores famílias, rs. Colocamos o depoimento na nossa página no facebook e muitas pessoas se interessaram, deram seus relatos e achamos muito importante aprofundarmos por aqui. Leiam as palavras do Martin:

juju

“Muitos pais de autistas convivem diariamente com esse dilema e tem que interpretar rapidamente uma situação em que seu filho tem uma atitude aparentemente violenta, bater por exemplo. Esse momento delicado é fundamental para você compreender seu filho e educar, mostrando qual é a forma de agir quando acontece isso.
Dando um exemplo prático disso, hoje pela manhã, Julia ficou em casa comigo, porque haveria uma reunião pedagógica nesse período, na escola em que ela estuda. Como de costume fizemos bagunça pela casa toda, mas na cama ela gosta que eu deite em cima dela e solte parte do peso (senão eu a esmago) e ela fica lá embaixo, suspirando de felicidade. Isso se chama “papai pegou”. Lá pelas tantas ela que montou em cima de mim e me abraçou, nessa hora eu disse: “Agora a Juju que pegou”. Ela pulou de cima de mim, me olhou rindo e me deu um tabefe nas têmporas tão forte que eu vi estrelas. Me pôs a knock-out às 9h30 da manhã.
Doeu pacas e a dor poderia ter até afetado meu discernimento e poderia ter errado no julgamento desse gesto. Eu peguei ela na mão e disse: “Juju calma, tudo bem, aconteceu, mas agora da um beijo no papai e pede desculpa pelo tapa.” “Debdoudite…”(ou algo parecido) foi a resposta dela, depois um beijo com direito à “muaááh” e tudo.
Esse tapa foi apenas um excesso de excitação. A energia que os autistas têm é imensa. E às vezes é muito difícil para eles lidar com ela, ocasionando esse tipo de fato e é mais difícil ainda para os pais interpretar esse instante, porque algo precisa sempre ser pontuado na hora que aconteceu. Estabelecer esse vínculo no momento é fundamental porque depois eles nem vão se lembrar do que aconteceu e não vão entender nada mesmo.
Eu já fiz julgamentos errados e pensando depois cheguei a conclusão que agi errado também com Julia. Ela não tem referência de violência em casa. Na escola qualquer ocorrência dessa natureza é punida de forma que fica compreendido que é errado bater, e no que ela assiste também não tem exemplo de violência.
Mas aquele risinho antes do tapa poderia ter me feito julgar errado, por exemplo.
Porque ela é “malvadinha” sim às vezes, como toda criança.
Eu prefiro sempre agir do que deixar passar em branco. Mas o julgamento tem de ser rápido e assertivo, senão ambos sofremos depois.”


Uma resposta chamou atenção:” Hj durante a reunião de pais na APAE foi feita a leitura de um texto que fala sobre isso. Isso é denominado como energia intensa. Procure quando a criança estiver com energia intensa fazer pressão como abraço bem forte ou pressão nas mãos (nada que machuque) que a criança acalma vou tentar fazer isso com a Luiza pq ela tem esses comportamentos também.” [Fabiana De Alvarenga Mônaco]

Pesquisei um pouco sobre isso e achei esse texto do Programa Son Rise que gostei muito:

bravo
Foto tirada daqui

Quando os pais descrevem a criança como “agressiva” eles querem dizer que ela bate, morde, arranha, belisca, puxa o cabelo, cospe na cara das pessoas, dá estalos, pontapés e geralmente usa força física. Este termo também é utilizado se a criança morder a própria mão, bater com a cabeça e outras actividades auto-lesivas.

No dicionário “Agressivo” é definido como:
‘Caracterizado por ou que tende a ofensivas, ataques, invasões, etc sem motivo; militância ou ameaça: atitudes agressivas contra um país vizinho.’

Assim, quando usamos esta palavra para descrever os comportamentos da criança estamos dizendo que ela está atacando. Quando se magoando acreditamos que ela se está se atacando sem motivo?

‘Violento’ é outra palavra que utilizamos para descrever comportamentos como os acima descritos. Muitas vezes, tive pais que procuraram a minha ajuda que diziam coisas como “O meu filho está ficando violento”, ou profissionais que diziam que trabalhavam com “uma criança violenta”.

‘Violento’ é definido como:
“Ações extremamente fortes que se destinam a prejudicar as pessoas ou são suscetíveis de causar danos, ou envolvem o uso da força para ferir ou atacar. ”

Quando chamamos as crianças de violentas, estamos sugerindo que elas têm intenção de nos magoar. Para mim, a palavra violento evoca imagens de mortes e guerra, não algo que atribua a uma criança com autismo.

No Autism Treatment Center of America, a casa do Programa Son Rise®, não temos a visão de que as crianças nos atacam sem motivo tal como a palavra “agressivo” sugere, elas também não são inerentemente más ou agem, de fato, de forma como se quisessem magoar outras pessoas. Acreditamos que elas estão tentando cuidar de si próprias da única maneira que sabem. Não rotulamos este comportamento como “agressivo” ou “violento”, chamamos-lhe “energia intensa”. O rótulo “energia intensa” não tem nenhum dos julgamentos associados às palavras “agressivo” ou “violento” e descreve de forma mais precisa a situação que está para acontecer.

EI
foto tirada daqui

A seguir estão duas das razões mais comuns para a sua criança ter uma energia intensa. Perceba a razão para ajudá-lo-á a aplicar as estratégias mais eficazes para minimizar a energia intensa da criança, bem como novos pensamentos e crenças que você poderá adotar para ajudar-se a sentir-se mais confortável com este aspecto da sua criança.

A Energia Intensa não aparece vinda “do nada”.

Os pais dizem que as suas crianças vão lhes bater sem razão aparente, que acontece vindo “do nada”. Nos meus 25 anos de trabalho com crianças e adultos com autismo, bateram-me, estrangularam-me, deram-me pontapés, murros, beliscaram-me, morderam-me, deram-me estalos, cabeçadas, crianças e adultos bem mais altos e pesados do que eu. O meu treino no Autism Treatment Center of America ensinou-me a observar realmente uma criança e a perceber o que está acontecendo com ela e a relação entre o que eu fiz e o que elas fizeram. Desde então, nunca trabalhei ou observei uma criança que nunca tivesse dado sinais claros de que estavam quase para me bater, bater no facilitador com quem estavam trabalhando ou nos seus pais.

Isto é fantástico porque significa que tudo o que temos que fazer é observar criança, compreender de forma mais clara e reparar naquilo que FAZEMOS.

RAZÃO #1 – Desafios Sensoriais

O que é?

Muitas pessoas com autismo têm  experiência extrema de super ou sub-sensibilidade (não sentem dores por exemplo) a estímulos, conhecida como transtorno do processamento sensorial ou disfunção de integração sensorial. De acordo com Psychology Today, este distúrbio do processamento sensorial pode apresentar um grande desafio social para adultos autistas. Conhecer novas pessoas traz informação sensorial nova, incluindo cheiros, sons, visões, e outros tipos de entrada. Isso pode levar os autistas a evitarem novas interações sociais. (Conceito retirado daqui.)

Sabemos que o sistema sensorial das nossas crianças tem muitos desafios. Elas podem ter energia sendo criada dentro delas e que elas não sabem liberar adequadamente. Quando temos excesso de energia nos nossos corpos, fazemos algum exercício para ajudar a liberá-la. As crianças autistas parecem não perceberem o que está a acontecendo com seu corpo e por isso criam formas únicas e interessantes de liberar essa energia. Elas mordem, beliscam, apertam as pessoas com determinação e força. A ação de morder ou beliscar, na verdade, libera esta energia, ajudando-as a organizarem-se fisicamente.

TS
Foto tirada daqui

Experimente este exercício:

1. Pegue num objeto como uma bola insuflável ou uma toalha.
–> Morda-o. Sim, é isso mesmo. Crave os dentes nele com todo seu poder .
–> Faça-o 3 vezes, cada vez durante 20 segundos.

2. Junte as mãos e aperte-as, de novo, não sem entusiasmo, mas com todo o seu poder.
–> Faça-o 3 vezes, cada vez durante 20 segundos.

3. Escreva num papel como se sentiu ao fazer isto.

O que eu sinto e o que as pessoas dizem sentir é um alívio de qualquer tensão que se tenha. Sabem bem fazer isto! E ajuda o nosso corpo. As nossas crianças fazem isto pelas mesmas razões, apesar de que a energia que elas têm de libertar dos seus corpos é maior do que a nossa. O truque é ajudar a criança a utilizar algo para libertar as energias que não seja outra pessoa.

Elas também podem dar a si próprias um estímulo sensorial batendo com a cabeça, mordendo a parte mole dos polegares, batendo nas coxas ou pés. Neste caso, vemos crianças que agem como se fossem o seu próprio terapeuta ocupacional, tentando ajudar a equilibrar o seu próprio sistema sensorial.

Quais são os sinais?

Poderá notar que a criança tem um dos seguintes comportamentos, mesmo antes de se bater ou se beliscar, ou poderá ver um aumentos dos seguintes comportamentos durante um período de cerca de 30 minutos antes de chegar a sua energia intensa.

–> Saltar intensamente
–> Fazer força em partes do corpo, por exemplo, fazer tanta força na cara que chega a tremer um pouco.
–> Bater em qualquer parte do corpo de forma mais vigorosa com a mão ou um objeto.
–> Correr por toda a casa ou quarto com uma enorme energia.
–> Gritar sons cada vez mais altos do que o habitual.
–> Tornar-se mais intensa e rápida ao recitar trechos de filmes ou livros.
–> Fazer-lhe perguntas disparadas, quando você sabe que ela sabe a resposta.
–> Entrar num padrão do contra, em que pede por algo, você dá e a criança diz não, depois volta a pedir a mesma coisa e quando você volta a dar ela volta a dizer não, e assim sucessivamente.

Se você não tem a certeza do que o que a sua criança faz no período anterior a energia intensa, vire um detetive, ande sempre com um caderno e comece a escrever o que vê! Anotar o que o seu filho faz antes de ter energia intensa trará pistas válidas sobre o porquê deste comportamento. Uma vez que sabemos o porquê, poderemos aplicar a estratégia mais útil para ajudá-la. Nós queremos tratar da razão subjacente da energia intensa da criança e não apenas gerir os sintomas.

O que fazer?
A ideia é dar-lhes o estímulo sensorial que eles estão à procura durante todo o dia, para que não se crie um momento em que eles o irão procurar a partir de nós usando a “Energia Intensa”.

Como:

bola massagem
Foto tirada daqui

–> Começar a apertar as mãos, pés e cabeça da criança.
–> Dar-lhe um abraço de urso, sentado-se atrás da criança e envolvendo com os braços e pernas a criança, para que lhe possa dar um verdadeiro aperto corporal.
–> Rolar uma bola grande terapia sobre o seu filho, esta é uma maneira útil para dar um “abraço de urso” a uma criança maior ou mais velha.
–> Encorajar a criança a saltar no trampolim.
–> Para uma criança com idade superior a 14 anos, sugiro que se assegure que ela faça muito exercício físico, como nadar, correr,  caminhar, saltar num grande trampolim, algo em que elas se esforcem mesmo. Faça isso 3 vezes por semana.

Você pode fazer qualquer uma das sugestões acima referidas. Escolha aquela que acha que a sua criança irá gostar mais. Enquanto estiver fazendo as 3 primeiras sugestões, deve experimentar a intensidade em que oferece o abraços de urso, o aperto ou o rolar a bolsa de terapia. Aumente a pressão devagar enquanto observa para ter a certeza de que a criança está gostando. A minha experiência é de que as crianças que usam a energia intensa devido às suas necessidades sensoriais, vão gostar de mais pressão.

Como responder à criança quando eles batem por essa razão?

1. Pense nos seguintes pensamentos:

–> A criança está me batendo numa tentativa de cuidar do seu sistema sensorial.
–> Não significa nada em relação ao amor ou respeito que tem por mim.
–> Eu posso ajudar a criança, dando-lhe mais estímulos sensoriais para a ajudá-lo a equilibrar o seu corpo.
Estes pensamentos vão ajudá-lo a preparar-se para responder de forma calma, tranquila e carinhosa.

2. Aperte-lhe as mãos, cabeça e maxilar.

–> Se a criança bater em você com a cabeça, ofereça-se para lhe apertar a cabeça… se ela beliscá-lo, ofereça-se para lhe apertar as mãos… se ela mordê-lo, ofereça-se para fazer pressão na linha do maxilar.
–> Explique-se que ela não tem que morder, beliscar ou bater com a cabeça e que você ficaria feliz de a apertar sempre que ela quiser.
Agora que você sabe os sinais de alarme, deverá conseguir dar à criança o estímulo sensorial que ela procura antes de ela chegar ao estado de bater, morder ou beliscar. Pegue-lhe na mão antes de ela chegar a si para exercer pressão!

Dicas:

–> Quando estou trabalhando com crianças que gostam de bater, normalmente quando me abraçam elas cravam os dentes no meu ombro então  tenho sempre um pequeno brinquedo de mastigar no meu bolso para oferecer-lhes, ou coloco almofadas debaixo da camiseta para proteger os ombros.
–> Se a sua criança conseguir mordê-lo, tente mover-se no sentido da mordida e não afastar-se. Por exemplo, se a criança estiver mordendo o seu braço, empurre o braço para a mordida, se puxar o braço vai doer-lhe mais. Utilize o polegar e o indicador e empurre os dois lados da linha do maxilar da criança, isto não irá magoá-la e fará com que ela abra instantaneamente a boca.

RAZÃO #2 – Comunicação

comunicacao
Foto tirada daqui

Bater, morder, dar estalos, cuspir, beliscar, dar murros, bater com a cabeça, morderem-se, pode ser simplesmente a sua criança comunicando que quer alguma coisa. Pode ser o caso de uma criança que ainda não é verbal e de uma criança que é altamente verbal. Se elas acreditarem que as pessoas lhes darão as coisas mais rapidamente se elas baterem nas pessoas ou nelas próprias, então elas vão querer carregar no botão “avançar rapidamente” fazendo isto.

Quais são os sinais?

–> Beliscam/mordem/batem/dão murros logo quando você diz elas não podem ter qualquer coisa.
–> Não se fazem entender.
–> Batem de formas diferentes, normalmente de forma desordenada, como em jogos. Esta poderá ser a forma da criança reiniciar o jogo com você.

O que acontece é que as pessoas à volta vão começar agir de forma mais eficaz e a “perceber” melhor essa criança quando elas batem. O adulto de repente torna-se mais eficaz ao que a criança pede porque quer evitar que a criança lhe bata. A criança pode começar a pensar – “ok, então a melhor maneira de eu conseguir aquilo que eu quero é bater, aí todos tentarão me entender melhor”.
Ao invés de corresponder ao que a criança quer, este momento é importante não só que você esteja atento e perceba que a criança está usando a energia intensa, mas também ao que VOCÊ saiba o que fará em resposta a isso.

Experimente este exercício:
Responda às seguintes questões quanto à agressão da sua criança quando ela quer alguma coisa ou está com algum problema em comunicar-lhe o que quer.

–> Como reage seu corpo? O seu coração está acelerado? As mãos dela começaram a suar?
–> Como ela se sente? Chateada? Triste? Assustada? Contente?
–> Como se movimenta? Mais depressa? Mais devagar?
–> Dá à criança o objeto ou o que ela lhe pede?
–> Se não percebe o que ela quer, tenta oferecer-lhe diferentes coisas?

Então, comece a observar como os outros familiares interagem com a sua criança, como é que eles respondem quando a criança lhes bate. Pergunte na escola ou onde a criança faz terapia como é que eles respondem quando a criança lhes bate.

Se a sua criança bate para comunicar algo que quer é porque alguém em algum local está respondendo de forma mais eficaz a este tipo de comunicação.

O que fazer?

1. Pense os seguintes pensamentos

–> A minha criança é esperta! Está tentando obter aquilo que quer da forma mais rápida possível.
–> Eu sei o que fazer. Posso ajudar a minha criança movendo-me lentamente e explicando-lhe que eu não consigo percebê-la quando ela me bate.

2. Mova-se lentamente.
Isto é muito importante. Queremos mostrar às crianças que qualquer forma de energia intensa não vai ajudá-las a obterem o que querem mais rapidamente, na verdade, isso fará que as pessoas se tornem mais lentas.

3. Explique
Diga à criança que não entende o que ela quer quando ela lhe bate. Explique também que, mesmo que ela lhe bata, isso não irá mudar a situação e que você não irá fazer/dar-lhe o que ela quer.

4. Saia do caminho e dê-lhe uma alternativa.
Agora que você sabe a razão porque a criança se comporta desta forma, prepare-se. Se a criança quer algo e a resposta é não:

joão bobo

–> Saiba que ela poderá bater-lhe.
–> Saia do caminho, para que ela não o alcance com as mãos, isto lhe dará tempo para se proteger, pegando nas mãos da criança e apertando-as, ou oferecendo outra coisa para ela morder ou bater, tal como uma bola ou um tambor, um joão bobo, etc.
–> Se a sua criança é adulta ou mais alta que você, tenha sempre uma bola de terapia grande ou uma grande almofada disponíveis, para colocar entre você e a criança para se proteger. Acredite que você é forte e guarde isso com toda a sua determinação e não se esqueça.

5. Não dê à criança aquilo que a levou a mordê-lo.
Isto é muito importante! Você quer ajudar a criança a perceber que nenhum tipo de energia intensa irá fazer com que ela tenha o que deseja. É muito importante ensinar isso a criança desde pequena para que seja útil socialmente nos anos seguintes.

Se quer dar à criança aquilo que a levou a mordê-lo, certifique-se que lhe pede para comunicar de uma forma diferente antes de lhe dar. Peça-lhe para apontar ou use uma aproximação da palavra ou a palavra mesmo. Celebre quando a criança corresponder e certifique-a de que está dando o que ela quer apenas porque ela comunicou de forma diferente e não porque lhe bateu.

6. Seja Persistente e Consistente.
Como a criança conseguia o que queria com eficácia quando lhe batia, demorará algum tempo até a criança perceber que essa já não é forma de você responder. Continue a responder da forma como está indicado acima até a criança perceber a ideia. Se demorar mais do que 2 semanas para a criança mudar este comportamento, certifique-se de que está seguindo todos os passos indicados acima. Talvez tenha deixado passar um passo importante! Se não, o mais provável é que alguém, sem ser você, esteja agindo como antigamente. Seja um detetive e descubra quem é essa pessoa.

retirado de: Autism Treatment Center via Vencer Autismo

Leia mais sobre o TPS = Transtorno de Processamento sensorial aqui

Esse blog da terapeuta Johanna Cordeiro Melo Franco tem muito material que vale a pena ler e muitas dicas de atividades sensoriais! Vale o clique.

Adoramos esse assunto e voltaremos a falar sobre ele pois é muito importante trabalhar a sensibilidade e a comunicação dos autistas e pais / terapeutas / professores e isso ajuda na conexão entre eles.

Uma ideia sobre “A sutil diferença entre o excesso de energia e a violência

  1. ELIZABETH MUDESTO

    É preciso entender para incluir, se não corremos o risco de rotularmos um autista.
    Matéria interessante e valiosa!!!

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