Refrigerante ou Vende-se veneno!

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Há muito tempo estou querendo fazer um post aqui sobre o refrigerante. Que ele faz mal a todas as pessoas, penso que todos aqui sabem mas vou relatar alguns itens para ampliar a mente de vocês sobre a gravidade desse veneno que muitos tomam achando que o mal que ele faz não é tão grande assim.

Primeiro vou contar os histórico da minha família com o refri para vocês entenderam que não é impossível parar de beber essa bebida ou evitar seu consumo excessivo. Na casa dos meus pais a minha mãe comprava refrigerante na distribuidora de tanto que consumíamos. Lembram daquela propaganda de coca cola que o cara abria a garagem cheia de engradados e pensava se ia dar ou não pra festa do dia? Minha casa era tipo aquela cena. Meu pai era viciado em refrigerante e é claro que desde que nos entendemos por gente (ou antes disso se brincar), bebíamos coca cola. Pra terem noção da situação, a gente bebia na mamadeira… Certa vez minha mãe esqueceu nossas mamadeiras não sei onde e choramos a noite toda gritando que queríamos coca cola… até dormirmos de cansaço. A gente não abria a geladeira pra tomar água. Era coca, coca, coca. Certo dia, não me lembro porque, meu pai parou de tomar coca todos os dias e a casa toda foi diminuindo. Minha mãe parou de tomar refrigerante e eu e a Karla achávamos um absurdo porque ela não bebia nem em festas. Passado uns anos, ganhamos o Lu e é claro que ele também bebia coca cola… na mamadeira (ainda bem que a tradição se encerrou por aqui). Aí começamos a estudar o autismo, o tratamento biomédico e enxergamos o veneno que estávamos dando pro Lu e também bebendo! Eu e Karla paramos de beber na base do desmame. A gente primeiro bebia só aos finais de semana, depois resolvemos escolher dois dias na semana pra beber ao invés do fim se semana porque vai que desse vontade antes né? Aí procurávamos deixar sempre mais pro fim de semana pra não gastar os dias que podíamos atoa… hahahaha (o auto engano é demais né?). Quando vimos, estávamos sem beber e quanto mais líamos sobre o refrigerante mais detestávamos… hoje não tomamos mais e não faz a mínima falta!

Mas vamos ao que interessa, o que o refrigerante acarreta a nossa saúde:

Não sei se vocês sabem mas todos os produtos industrializados vendidos no Brasil apresentam em seus rótulos os ingredientes usados em sua composição e eles vêm escritos em ordem de quantidade, do ingrediente que tem mais ao ingrediente que tem menos. Vamos ler o rótulo de um refrigerante muito famoso pra vocês verem:

refri6O único ingrediente que tem em maior quantidade nos refrigerantes como a coca-cola é a água gaseificada. Em uma lata de coca há 35g de açúcar, o equivalente a quase 6 sachês. O consumo ideal dessa substância para um ser humano saudável deve ficar em torno de 10% da energia total diária ou seja em uma dieta de 2000 calorias, devemos consumir 50 g de açúcar. (1 g = 4 calorias). Ou seja, se você tomar uma lata de coca cola, você já consumiu mais que a metade do açúcar que você deve consumir no dia todo. E para os autistas, isso é um problema maior pois o açúcar, além de agitar pois ele dá energia ás pessoas, ele alimenta os fungos e muitos deles têm problemas de candidíase. Alguns dos problemas de comportamento ligados ao supercrescimento de cândida são confusão, hiperreatividade, perda de atenção, letargia, irritabilidade e agressividade. Problemas de saúde incluem dores de cabeça, dores de estômago, prisão de ventre, cólicas, fadiga e depressão. Esses problemas são normalmente piores em dias úmidos e em locais com presença de mofo e o Dr William Shaw vem conduzindo importantes experimentos que relacionam a levedura ao autismo. Existem vários métodos para o tratamento de cândida: dieta pobre em açúcares, tratamentos com antifúngicos e ingestão de suplementos nutricionais que auxiliam na reposição dos micróbios “bons” no trato digestivo. O tratamento pode gerar piora do quadro em um primeiro momento (pois a cândida é destruída e seus fragmentos se espalham pelo corpo e somente depois são excretados), levando a uma piora no comportamento. Porém isso significa que o tratamento está surtindo efeito.

Dra Natasha Campbel Mcbride também fala sobre o açúcar: “[...] outro ponto importante sobre os carboidratos processados são os seus efeitos nocivos na flora intestinal. Carboidratos processados alimentam as bactérias patogênicas e os fungos no intestino, promovendo o seu crescimento e proliferação. Fora isso eles produzem um efeito parecido com uma cola onde vários parasitas hospedeiros se agarram e se desenvolvem. Todas essas criaturas microscópicas produzem substâncias tóxicas que seguem na corrente sanguínea “envenenando” literalmente a criança. Quanto mais carboidratos processados você der a sua criança, mais “intoxicado” ela vai ficar e mais sintomas autísticos você verá.

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Evidências científicas recentes sugerem que o autismo pode ser uma desordem auto-imune. Um desequilíbrio entre os dois braços do sistema imune mais importantes: o Th1 e o Th2, com uma super produção de Th2 e uma supressão de Th1. A mesma situação é encontrada em muitas doenças crônicas – em doenças virais, parasíticas, câncer, alergias, asma e outras condições auto-imunes. Alimentos processados, particularmente carboidratos processados e açúcar, enfraquecem diretamente a função de células exterminadoras e dos glóbulos brancos e mina a resistência sistêmica para todas as infecções. Um controle nutricional apropriado é uma peça chave para controlar o desbalanceamento do sistema imune. A flora intestinal tem uma função importante no controle do sistema imune.. Um probiótico potente, não vai só restaurar a flora intestinal, mas vai também equilibrar a função imune do Th1 e do Th2.[...]

Bom, como já dissemos aqui no blog, a maioria das nossas crianças autistas tem o intestino inflamado ou permeável. E o que causa isso? Disbiose intestinal: predominância de bactérias patogênicas, Candidiase e fungos (já vimo isso no texto acima), baixa sulfatação (a baixa concentração de sulfato altera a função dos glicosaminoglucanos heparansulfatados que seria entre outras, manter as células da mucosa intestinal unida) e alimentação inadequada rica em amidos e carboidratos refinados. O intestino permeável contribui para uma baixa imunidade já que 70% do nosso sistema de proteção encontra-se no intestino e também pode provocar uma alergia cerebral ou seja, o corpo vai se moldando ao agressor absorvido de forma incorreta, incorporando reações crônicas e progressivas, provocando alterações no comportamento, nas emoções e na personalidade do indivíduo.
Ela varia em estágios do leve ao severo e estes estágios podem evoluir rapidamente ou demorar anos e décadas, dependendo exclusivamente da interação do paciente com o ambiente. E as pessoas insistem em achar que o autismo está só na cabeça! Se estiver só no cérebro, a alergia cerebral está sendo confundida com autismo.

Ah, então muitos devem estar com um fundinho de esperança com os famosos diets e lights já que o vilão da vez é o açúcar.

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Vimos que uma das causas do autismo e do intestino ser ipermeável é a sulfatação inadequada então, esqueçam do aspartame como solução porque ele também é um vilão. Além de estarmos acompanhando na mídia a todo tempo que ele pode provocar câncer a qualquer pessoa, para nossos autistas ele se torna pior pois entendendo melhor: quando a metilação não funciona adequadamente, os neurotransmissores não podem ser metilados, portanto não são “ativados” como deveriam ser, aumentando ou detonando sintomas como: ansiedade, depressão, déficit de atenção e problemas com o sono.

Quando o processo de sulfatação não funciona bem, não é adequado, as toxinas e as químicas provenientes do ambiente e do consumo alimentar como: alumínio, mercúrio, glutamato, aspartame e toda sorte de ingredientes artificiais, não são eliminadas corretamente, provocando um acúmulo no organismo. A sulfatação inadequada enfraquece a barreira hemato encefálica e essas toxinas podem chegar até o cérebro e causar sintomas como: irritabilidade, agressão, hiperatividade e comportamento auto-lesivo. Além de aumentar as possibilidades de danos celulares e cerebrais.

Agora vamos partir para o próximo vilão da quadrilha: o corante! Clicando nesse link você vai ler um post do blog falando todos os malefícios do corante para os autistas e também pessoas neurotípicas.

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Além disso, o pior corante é o caramelo e é o que está presente na maioria dos refrigerantes. Também saiu uma pesquisa que crianças com hiperatividade tiveram níveis significativamente mais baixos de zinco no cabelo, no sangue, na unha, e na urina comparado em idade e sexo. O tartrazine de corante de comida amarelo podem ligar ao zinco no sangue como um agente de chelatina e assim podem reduzir zinco no sangue. Crianças hiperativas expostas a este corante pode desenvolver sintomas negativos significantes dentro de 45 minutos ao ingerir alimentos ou bebidas contendo este corante.

A deficiência de zinco pode ser comum em crianças com autismo que podem ter tido diarréia por períodos de tempo prolongados e pode ser atribuídos à apetites pobres. Zinco afeta aspectos múltiplos do sistema imunológico, da barreira da pele para regulamento de gene dentro de linfócitos.

O zinco também é crucial para a função normal de células que medeiam a imunidade não especifica, como neutrofil e matadores de célula natural. O desenvolvimento de linfócito B e a produção de anticorpos, particularmente a imunoglobulina G, é provavelmente comprometida pela deficiência de zinco. A macropágina, uma célula pivote em muitas funções imunológicas, é adversamente afetada pela deficiência de zinco. Isto pode desregular o combate intracelular, produção de citoquina, e fagocitose.

Os efeitos de zinco nestes mediadores imunológicos chaves estão arraigados nos papéis miríades para zinco em funções celulares básicas como replicação de DNA, transcrição de RNA, divisão das células, e ativação de células. Apoptose ou morte programada de células é potenciada por deficiência de zinco. O zinco também funciona como um antioxidante e pode estabilizar membranas.

O Instituto Brasileiro de Defesa do Conusmidor – IDEC – está pressionando a Anvisa – Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – quanto a aplicação dos corantes caramelo IV no nosso país e esperamos que as indústrias se adequem mas é bom ficar atento até a aplicação dos corantes ditos naturais. Fiquem de olho!

Para finalizar a Cafeína (para os refrigerantes tipo cola).

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É popular o conhecimento de que a cafeína é um estimulante e como nossos meninos são hiperativos, o que menos queremos é que eles tomem algo que os façam ficar agitados, perdendo o foco. A Cafeína pode ser natural ou produzida artificialmente é definida como uma droga, pois ela estimula o sistema nervoso. Um criança pode consumir em média 45 miligramas de cafeína por dia. Isso é equivalente à quantidade média de cafeína encontrada em 355 ml de lata de refrigerante ou quatro barras de chocolate de leite de 43 gramas. Se uma criança típica se agita com a cafeína, imagina nossos meninos não é mesmo?

Bom, também quero lembrar que o refrigerante também faz mal para os ossos, provocando o aumento da chance de osteoporose e faz mal para os dentes. Mais um motivo para não darmos esse veneno aos autistas. E além disso na fórmula do refrigerante contém sal, o que faz mal para os hipertensos e para todos nós, em excesso.

E para substituir o refrigerante, nada de suco de pozinho (que contém quase isso tudo que citei nesse post) e nem sucos ditos naturais que vêm em caixinhas hein? O ideal é ir pra cozinha fazer um suco natural, de preferência sem açúcar (a maçã é bem indicada para dar o toque doce). Teste uma fruta de cada vez para ver se seu filho tem reação e depois disso faça as vitaminas com misturas ok? E água, muita água, de preferência a mineral!

O Autismo não está só na cabeça!

OBS: Meus agradecimentos públicos ao Dr. Vinícius Graton Costa, meu amigo nutricionista de Uberlândia (MG) que revisou o post para que eu pudesse publicá-lo com mais segurança.

Fontes:

Crianças na Cozinha
Sinos de Vento
Autismo.nutrição
Dietas na Web
Cuidados Saúde
A minha dieta
Aditivos Químicos

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