Turismo diferente – RJ

comida saudavel

Tem coisas que só o autismo e a alimentação orgânica proporcionam pra gente. Sempre que a gente vai ao Rio nos perguntam se já conhecemos o Bondinho, Pão de Açúcar, a Barra, Maracanã e etc.
Desta vez a viagem era BEM rápida e tínhamos duas missões principais: prestigiar a Cláudia (já contamos como foi) e comprar a comida do Lu já que em Uberaba está cada vez mais difícil achar legumes e verduras sem agrotóxicos (fruta é impossível).

Depois que fomos ao lançamento do Livro da Cláudia e encontramos o Gustavo Guimarães, ele nos deixou no hotel e desmaiamos até no outro dia lá pelas 10h. Tínhamos que sair do hotel meio dia então nos arrumamos e fomos cumprir a segunda missão! Rumo ao Cobal Humaitá, dissemos ao taxista. Ele, sorriu e disse: boa pedida!

Chegamos lá e já ficamos encantadas. Parece o mercado municipal de Uberaba mas só que bem maior e cheio de barzinhos. Lá tem desde verduras até vinhos importados (floricultura, joalheria, importadora, materiais de arte, restaurantes de todos os gostos….).

Fomos procurar a loja que o Tony (que havíamos entrado em contato antes) tinha explicado onde era e conhecemos o seu Flávio que falou: é aqui! Um paraíso! Farinha de linhaça, biscoitos, caldos de legumes, grãos, tofu, verduras e frutas orgânicas, sucos… tudo mesmo! Perguntamos se podíamos morar lá.

Pessoa do bem!

Ele riu da brincadeira e falou: vocês devem estar com fome, tem um restaurante vegetariano aqui na frente muito bom, como sempre lá!

- Como você sabe que somos vegetarianas?! Começamos rir. O que já estava bom, podia ficar melhor. O prato do dia era FEIJOADA!

comida per-fei-ta

Nunca tínhamos comido uma feijoada vegetariana de verdade e ficamos com medo de ser carne, de tão parecido que tava. Chamamos até a funcionária pra conferir o que era, hahahaha. Mineiras desconfiadas!
Separamos nossas beterrabas e arroz mas estávamos tristes porque a couve e a cenoura haviam acabado. Couve a gente até consegue em Uberaba mas cenoura não. Ficaríamos lá até as 15h já que iríamos embora as 17:30 e era véspera de feriado. Toda hora perguntávamos do tal caminhão e NADA… que tristeza!

Compramos chocolate pro papai e pro Leo numa loja de importados e ficamos babando em um monte de coisas. E quando voltamos, tivemos a oportunidade de conhecer o seu Nicolau, dono do restaurante vegetariano. Muito gente boa! Ele que faz a comida! Muito boa mesmo! E, acreditem, lá na cozinha trabalha um autista, de 30 anos. O rapaz chegou lá com 20 anos e há 10 está lá, melhorando a cada dia, conversa com os outros, é um ótimo funcionário! Que bom! Ficamos felizes em saber dos progressos do Matias e cheias de esperança de um dia ver o Lu trabalhar!

Seu Nicolau eh o cara

Conversa vai e vem e seu Nicolau foi na cozinha dele e trouxe um tantão de cenoura. Além do restaurante ser vegetariano, a comida é orgânica!!! Seu Flávio vai pagar ele depois! (hahaha). Quando as coisas são pro Lu, ficamos cercadas de pessoas boas. (esses alimentos são geralmente comprados no Rio por um amigo, Yuri, que manda pela transportadora sem cobrar nada mas como íamos ao Rio e ele tava na correria, resolvemos comprar).

Seu Flávio nos ajudou a carregar tudo e pegar um taxi até a rodoviária! Chegamos lá umas 2 horas e meia antes do ônibus e estava lotaaaaaaaaada! Esperamos vagar alguma mesa na praça de alimentação e ficamos por lá, conversando até entrar no ônibus. Andamos com esse peso todo pra subir pro andar correto, pra ir ao banheiro e passamos por 3 passarelas até chegar no ônibus, hehehe. Mas valeu a pena. O ônibus saiu da rodoviárias as 17:30h mas só saímos do Rio as 20:30h (mas fizemos amizade no ônibus e conversamos um monte)… ê trânsito! Quando chegamos em casa, a mamãe, o papai e a Dal ficaram felizes com as compras! O Lu ficou feliz com o “presente” e as irmãs de volta. Voltamos pra trabalhar na divulgação do dia 2, que contaremos no próximo post. O Rio continua lindo, mesmo quando a viagem é corrida.
horas e horas de bus!

4 ideias sobre “Turismo diferente – RJ

  1. Flavia Bernardo

    Ahhh….que legal que a viagem ao Rio foi super proveitosa! A Cobal é muito legal mesmo, mas nunca fui lá pra comprar orgânicos…ia pros barzinhos mesmo ….hahahahha

    Me tira uma dúvida: quem é Karla e quem é Luiza nas fotos? Deixa ver se adivinho: Karla é a de cinza e Luiza a de verde? (Tenho 50% de chance de acerto hehehehe).

    bjs
    Flavia.

  2. Tati

    Meninas, o Rio é que agradece uma visita tão agradável. Vocês são um encanto. Da próxima vez que vierem também quero conhece-las. Sou da turma da Flávia e também frequentava a Cobal pelos barzinhos (maravilhosos), da próxima vez vale conferir…
    Beijos e sucesso!

  3. Beta Bernardo

    Que bacanaaaa!!! Adoro a Cobal! Mas nunca explorei esse lado apesar de saber que existia!
    Na proxima quero ir com vocês!
    As fotos com scrap ficarm ótimas, amei!!
    Bjks pras duas!
    Beta

  4. Veronica cobas

    Oi, Luiza

    Conheço o espaço vegetariano da Cobal. Na verdade, tenho toda uma história com a Cobal do Humaitá. Quando João Henrique, meu primeiro filho nasceu, eu morava na Fonte da Saudade, que é bem perto do Humaitá e já de frente para a Lagoa. Sempre comprei tudo aquilo que usava nas sopinhas e suquinhos dele na Cobal. E isso numa época em que a Cobal era bem diferente e, na verdade, bem maior do que é hoje. Adorava aquele lugar, seu colorido e seus múltiplos cheiros. Depois, quando Ana Luiza nasceu, ainda morando por lá, passei a comprar tudo para ela. Na verdade, adorava a ideia de ir até a Cobal, nem que fosse para colocar o pé na rua depois de tanto tempo em casa, cuidando de bebê pequeno. Hoje moro em Laranjeiras, mas ainda frequento a Cobal do Humaitá. Vou muito nos restaurantes dali, especialmente com o pessoal do trabalho e na hora do almoço. Gosto do Farinha Pura, o supermercado que tem no complexo, e já comprei varios dos quitutes oferecidos no Vegetariano. Legal ver as histórias e a gente de nossa cidade por aqui. Esse é sempre o lado bom.

    beijos

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