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Viver com um irmão ou irmã autista acrescenta mais experiências significantes e únicas à relação. Através de numerosos relatos de pais e irmãos de crianças com deficiências isso fica muito claro; quando uma criança na família tem uma deficiência, afeta a família toda. Também fica claro que as famílias e cada membro delas podem ficar fortalecidos ou estressados com a situação. O grau desses efeitos conflitantes parece variar de família para família e de pessoa para pessoa. Alguns fatores, no entanto, podem ajudar a fortalecer as famílias e minimizar o estresse.

Esse artigo pretende preparar você com informações importantes e sugestões práticas para ajudar e apoiar os irmãos. Embora tenha sido feita uma pesquisa limitada, a reação de uma criança crescendo com um irmão ou irmã com deficiência é influenciada por muitos fatores tais como idade, temperamento, personalidade, ordem de nascimento, sexo, atitudes e modelo dos pais, e apoios formais e informais e recursos disponíveis. Certamente, os pais têm pouco controle sobre muitos desses fatores.

No entanto, os pais têm responsabilidades nas suas atitudes e exemplos que dão. Uma pesquisa feita por Debra Lobato descobriu que os irmãos, descrevendo suas próprias experiências, mencionavam consistentemente as reações dos pais, a aceitação e ajustamento como a influência mais significante nas suas experiências de ter um irmão ou irmã com deficiência. (Lobato, 1990). A pesquisa de Lobato também mostrou que a saúde física e mental da mãe é provavelmente o fator mais importante em prognosticar o ajustamento dos irmãos independente da presença de deficiência na família. (Lobato, 1990). Resultados positivos que os irmãos frequentemente mencionam são aprender a ter paciência, tolerância e compaixão, e ter oportunidades de lidar com situações difíceis. Essas oportunidades também lhe ensinaram a ter confiança quando enfrentassem outros desafios difíceis. A pesquisa feita por Susan Mchale e colegas descobriu que os irmãos sem deficiência encaravam o seu relacionamento com o irmão ou irmã autista de maneira positiva quando:

1) Eles tinham entendimento sobre a deficiência do irmão/irmã;
2) Eles tinham habilidades de lidar com ele bem desenvolvidas; e
3) Eles tinham reações positivas dos pais e pares em relação ao irmão autista (Mchale etal, 1986).

Da mesma forma que você aprendeu a ser capaz de mudar os acontecimentos ao invés de reagir a eles em seu próprio beneficio e do seu filho autista, os irmãos precisam que você faça o mesmo para ajudá-los. Cada família é única. Algumas estruturas familiares incluem pais solteiros, membros de família de muitas gerações, e familiares com outros estressores significantes incluindo mais de um membro com a deficiência. Cada família tem as suas próprias crenças, valores e necessidades. Mas não levando em conta as circunstâncias familiares, as sugestões discutidas aqui são estratégias de apoio a serem consideradas na ajuda de irmãos para lidarem com um irmão autista.

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Alguns irmãos têm experiências negativas quando seu irmão ou irmã tem autismo. Ansiedade, raiva, ciúme, constrangimento, perda e solidão são todas as emoções que as crianças provavelmente podem ter. Devido à natureza dos autistas, há barreiras à ligação dos irmãos que podem causar estresse extra. A comunicação e brincadeira podem ser difíceis entre irmãos autistas. Frequentemente pede-se ao irmão sem a deficiência para aceitar, ou eles próprios podem sentir obrigados a aceitar o papel de zelador. Essas questões devem ser lidadas de maneira a poder mudar os acontecimentos ao invés de reagir a eles e deixar as coisas acontecerem. Os irmãos são membros da família que precisam de informação, confiança e estratégias de enfrentamento como os pais precisam. Os irmãos têm uma ligação única entre si que geralmente é para a vida toda. Ter um irmão com uma deficiência tem impacto nessa ligação e terá impacto em cada irmão de maneiras diferentes. Como pai/mãe de uma criança com autismo, você pode influenciar diretamente e sustentar relacionamentos positivos entre os irmãos.

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Entramos em contato com Sheldon Cooper pra ele fazer uma homenagem pra essas mamães grandiosas que passam por aqui!

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E aí? Como foi o seu dia das mães?! Temos certeza que foi pra lá de especial!

Olá pessoal, tudo bem?

Nosso trabalho de conscientização sobre o autismo anda de vento em popa e o pessoal do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade de Uberaba – UNIUBE – universidade e curso em que também nos formamos, nos procurou para fazerem um vídeo sobre autismo em um trabalho da disciplina de Produção Eletrônica da nossa querida professora Blueth sabrina!

Ficamos hiper felizes já que a iniciativa partiu deles, pessoas que não tem nenhum parente com autismo mas se interessaram pela causa por pura vontade de ajudar! Nos reunimos com o grupo e passamos algumas informações e falamos que o que mais interessava no momento era mostrar pra todo mundo que o autista merecem estudar em escolas regulares e que eles tem potencial pra isso apesar das dificuldades que enfrentam devido ao transtorno e falta de compreensão de algumas pessoas sobre o autismo. Falamos que queríamos uma mensagem positiva e o trabalho ficou lindo:

A inclusão é possível e necessária e todos nós podemos fazer a nossa parte entendendo que autistas saem da sua zona de conforto para estudarem, nos entenderem… temos que entendê-los e fazermos a nossa parte também! Eles são geniais e basta conhecermos um para nos encantarmos!

Obrigada a todos do grupo que desenvolveram esse trabalho, a professora Blueth que coordenou, a Escola de Surdos Dulce de Oliveira e sua diretora Florence que cedeu o espaço para a gravação e ainda atuou como professora no vt e convidou os alunos a participarem como figurantes do trabalho e ao Fernando Gomes, que representou o autista e gravou o vídeo mesmo estando doente no dia!

O que acharam do vídeo?

Adoramos a iniciativa dessa galera jovem e consciente de seu papel na sociedade! A inclusão começa pelo interesse no próximo! :)

Release Imprensa

Fizemos um release para mandar para a imprensa junto com um kit que montamos para presentear os jornalistas e divulgar o dia dois de abril, dia mundial da conscientização pelo autismo. Sabemos que está em cima mas vale pro mês todo! Quem quiser acrescentar, acrescente mas fica a nossa colaboração.

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O que á autismo?

O Autismo é um Transtorno Global do Desenvolvimento (também chamado de Transtorno do Espectro Autista), caracterizado por alterações significativas na comunicação, na interação social e no comportamento da criança. Essas alterações levam a importantes dificuldades adaptativas e aparecem antes dos 03 anos de idade, podendo ser percebidas, em alguns casos, já nos primeiros meses de vida. As causas ainda não estão claramente identificadas, porém já se sabe que o autismo é mais comum em crianças do sexo masculino e independente da etnia. O autismo ainda não tem cura mas é tratável e quanto mais cedo for diagnosticado mais eficiente será o tratamento.

Sinais que indicam presença de traços autistas ou de outros problemas, e que podem ser percebidos no ambiente familiar, social e escolar:

O relacionamento com outras pessoas pode não despertar seu interesse; Age como se não escutasse (ex. não responde ao chamado do próprio nome); O contato visual com outras pessoas é ausente ou pouco freqüente; A fala é usada com dificuldade, ou pode não ser usada; Tem dificuldade em compreender o que lhe é dito e também de se fazer compreender; Palavras ou frases podem ser repetidas no lugar da linguagem comum (ecolalia); Movimentos repetitivos (estereotipias) podem aparecer; Costuma se expressar fazendo gestos e apontando, muitas vezes não fazendo uso da fala; As pessoas podem ser utilizadas como meio para alcançar o que quer; Colo, afagos ou outros tipos de contato físico podem ser evitados; Pode não demonstrar envolvimento afetivo com outras pessoas; Pode ser resistente a mudanças em sua rotina; O que acontece a sua volta pode não despertar seu interesse; Parece preferir ficar sozinho; Pode se apegar a determinados objetos; Crises de agressividade ou auto-agressividade podem acontecer.

*Porém, ATENÇÃO, esses sinais são apenas indicativos, o diagnóstico deve ser feito por profissionais especializados, a partir da utilização de técni¬cas próprias, como entrevistas e observação clínica.

Dia 02 de Abril – Dia mundial da Conscientização pelo Autismo:

No dia 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo, decretado pela Organização das Nações Unidas (ONU), pais, profissionais e governantes procuraram se unir para a conscientização e alerta de uma síndrome que cada vez mais afeta novas crianças. Ainda sem saber ao certo o que causa o autismo, cientistas do mundo inteiro têm trabalhado em conjunto na busca por respostas. A conscientização é importante já que a falta de informações gera preconceitos e também o diagnóstico tardio. Quanto menor o preconceito maior a qualidade de vida dos autistas e seus familiares e quanto mais precoce for o diagnóstico, melhores serão as respostas das crianças aos tratamentos propostos a ela.
Incidência de Autismo no Brasil e no mundo: Estimou-se em 2007 que no Brasil, país com uma população de cerca de 190 milhões de pessoas naquele ano, havia cerca de 1 milhão de casos de autismo, segundo o Projeto Autismo, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Universidade de São Paulo. Atualmente o número mais aceito é a estimativa de que haja 2 milhões de pessoas com autismo, cerca de 1,0% da população. O governos dos Estados Unidos divulgou, esse ano, números alarmantes de uma criança com autismo para cada 50 em idade escolar (entre 6 e 17 anos), um incidência de 2,0%. Os dados vêm de uma pesquisa por telefone feita pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças — em inglês: Centers for Disease Control and Prevention) com 91.642 famílias. No mundo, a ONU (Organização das Nações Unidas) estima que tenhamos 70 milhões de autistas.

Direitos dos Autistas:

Ano passado, no dia 27 de Dezembro, foi sancionada a lei 12.764, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo. Antes dessa lei, autistas não se enquadravam nas leis específicas para deficientes, já que autismo não é uma deficiência, e sim, um transtorno, uma alteração do desenvolvimento. De acordo com essa nova política, autistas terão, por exemplo, direito a tratamento multidisciplinar e diagnóstico precoce, ter acesso à previdência social e à educação em escolas regulares, mesmo que seja necessária a presença de um acompanhante especializado, atendimento preferencial em bancos e repartições públicas e ainda a benefícios como a reserva de vagas em empresas com mais de 100 funcionários. As famílias também foram contempladas: além de acompanhamento psicológico, os pais ou responsáveis por pessoas com autismo terão horário especial no trabalho.

Para saber mais: www.estouautista.com.br / www.facebook.com/estouautista
Você é peça fundamental nessa conscientização! Obrigada
Karla Coelho e Luiza Coelho
contato@estouautista.com.br

P.S: colocamos nossos dados e vocês coloquem o de vcs! Mandem a todos da imprensa por e-mail e liguem para confirmar ou imprimam e levem pessoalmente! Vamos juntos?

Pérolas do Lu

Faz tempo que não postamos as pérolas do Lu por aqui pis é mais fácil colocar no facebook no momento em que ela acontece. Mas é sempre bom guardar elas por aqui para Lu ler no futuro e para nossos leitores que não estão na rede social darem boas gargalhadas e ver como nosso Lu tá esperto.

Fazer tarefa com o Lu é uma fábrica de pérolas e sacadas geniais!

 photo 4-15_zps4a3def83.jpg Luiz Júnior: Você sabe o que é “dobro”? É multiplicar por 2. Então vamos ver: Quantos anos você tem, Lu?
- Lu: 13 anos, Luiza.
Eu tenho o seu dobro… quantos anos eu tenho?
Responde sem pensar e sem fazer contas:
- 31 uai (nossa idade de verdade)
Tá bom, peraí, mudando o exemplo… (Fonte Imagem)

 photo 10-5_zpsdb909dde.jpg Explicando a relação entre os animais no ecossistema:
Temos o Predadorismo: Um animal que se alimenta de outro animal de espécie diferente. Exemplo: Leão come Zebra, Coruja que come o rato…
Tem também a competição: quando dois seres da mesma espécie lutam por algo em comum como o mesmo território, mesma comida, etc. Tipo você e a Elza (funcionária da mamãe) brigando pela máquina de lavar. É uma competição.
Lu: Ah não, com ela prefiro o predadorismo!
Será que a Elza sabe o risco que ela corre? (Fonte Imagem)

 photo 7-9_zpsd918f267.jpgPra que aprender inglês? Eu falo POR TU GUÊS!
Porque é legal, podemos viajar, fazer vídeos em inglês… por exemplo a Fernanda Coelho, nossa irmã… ela mora em Londres né? Que língua ela fala lá?
Ela fala português gente, eu ouvi pelo telefone ela falando com a minha mãe!
hahahaha alguém ajuda? Ele fala que vê repórteres falando em português ao transmitirem direto do Japão, de Toma, etc… E rola de rir quando fala que vai falar português e ponto final… todos vão tem que entender e pronto! Um reizinho né?! (Fonte imagem)

 photo 1-23_zpse103f7cc.jpg Lu, como se escreve “Quem” em espanhol?
- Com o lápis, Karla…

Então pega o lápis e escreve pra gente ver!

Luiz Jr existem os patrimônios culturais materiais e imateriais. Os materiais são monumentos, esculturas, edifícios e os imateriais são as danças, a música, a língua. Me fala um exemplo de patrimônio material. Ele: Cristo Redentor. E eu, muuuuuito bem!!! Agora um exemplo de patrimônio histórico imaterial. Ele: Pode ser música né? Gustavo Lima…
Quer dizer que a gente educa pra isso… hahahahaha Que patrimônio histórico é esse??? Tche tche re re tchê tchê (Fonte imagem)

 photo 3-18_zps59f42321.jpg Estudando matemática com o Lu e ele vem com essa:
- Por que chama ALGARISMOS romanos se são LETRAS?
….
Continuando o estudo.
I é 1, V é 5, X é 10, L é 50, C é 100 e D…
Lu: Já sei… DUZENTOS…
Pena que é 500 né? (Fonte Imagem)

 photo 2-22_zpsba986c0c.jpg Na tarefa de português Luiza explica o que é coletivo e ensina alguns.
O exercício pede para completar:
Visitei várias ilhas. O __________ era lindo!
Luiza leu o enunciado pra ele: Visitei várias ilhas. O “xis xis xis” era lindo.
Então, Lu, qual o coletivo de ilha?
E ele com cara de safado:
- “xis xis xis”?
começamos todos a rir e ele diz: Eu tô brincando, é arquipélago mas eu quis fazer gracinha!
Tem como não amar e ficar com os olhos cheios de lágrimas por ver nosso moleque de pensamento concreto fazendo piadinha com a gente? (Fonte Imagem)

Em casa, nas nossas conversas, também surgem muitas pérolas:

 photo 11-4_zpsc5730270.jpg Karla, pq o ipad está no modo avião???
Karla responde: é pq nesse modo ele corta a internet e gasta menos bateria… é pra cortar a net wire less daqui da sua casa e economizar bateria…
Ah, mas não pode… a gente não está no avião… estamos em casa vc não está vendo????
Que pensamento concreto né? (Fonte Imagem)

 photo 9-5_zps31304d16.jpgDemos uma sandália de presente de aniversário pra mamãe, ela experimentou e disse:
- Ficou grande, liga na Atmosfera (nome da loja) e fala pra reservarem o 35.
Lu, escutando a conversa fala assustado:
- Mããããe, como a Karla vai ligar na atmosfera se só temos telefone aqui no planeta Terra? (Fonte Imagem)
Caímos na risada e logo explicamos que se tratava de uma loja que ficava no Shopping Uberaba. Quando ele entende, ele mesmo ri e lembra do Chaves, personagem do seriado.

 photo 5-12_zps64e4e5e3.jpg Nosso dia a dia é corrido e quase sempre temos algo extra horário comercial então Lu fica doido pra brincarmos com ele. Vê a gente e pergunta: – Vocês vão brincar comigo hoje a noite?
- Não vai dar, Lu, vamos pro Centro trabalhar com o “Seu” Paulo.
Lu: – Meu Paulo? Eu não tenho Paulo nenhum viu?!
hehehehe (Fonte Imagem)

Esperamos que todos tenham se divertido! Logo logo voltamos com mais novidades sobre esse moleque que tanto amamos!

Feliz Páscoa!

Que todos os nossos leitores tenham um maravilhoso feriado, com a família reunida e muita felicidade.

Como Lu faz a dieta SGSC ele não vai ganhar ovo e sim um microfone que encaixa na cabeça. Ele viu a professora usando e ficou doidinho para ter um e profissionalizar seus vídeos com melhor som! Ele está bem contente pois vai ter de quinta até domingo para descansar! Ele merece, afinal tem feito suas tarefas de casa com muita vontade e se esforçando para fazer tudo caprichado.

Como nosso sobrenome é “Coelho”, nos sentimos importantes nesta data e deixamos esta mensagem para todos!

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Aproveitem o Domingo para curtir e refletir bastante!

Faz tempo que não atualizamos os depoimentos né? E adoramos essa parte pois as pessoas podem ver como nossa família azul é capaz de tudo que se propõe! Essa troca de experiências é super saudável e estimulante!

O depoimento de hoje é da Elaine Marabita, mãe do Lucas de 11 anos! Lucas é super parecido com o Lu e as vezes até achamos que eles são gêmeos de alma, rs.  A Elaine já deu um depoimento aqui há algum tempo, quando Lucas tinha 8 anos, nos contando sobre o son rise, programa que ela pratica com o Lucas desde que ele tem 6 anos! Para lerem o depoimento é só clicar aqui e procurar o 5º depoimento.

Amamos o Programa Son rise {Son Rise Program – SRP} porque ele é bem positivo, pra cima, trabalha através dos interesses das crianças para alcançar as metas propostas, é incentivador, a favor dos elogios e da leveza ao se trabalhar com um autista, o aceitando como ele é, sem colocar defeitos ou fazer críticas.

Adoramos ver o novo relato pois vemos que Lucas vem evoluindo demais e está incluído na escola, gosta de passear, se diverte e aprende e ensina muito a todos que estão a sua volta!

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“Há seis anos atrás, quando começamos o SRP, Lucas estava deixando-nos impressionados com seus flapings, birras e suas primeiras palavras (sons e sílabas ecoando). Hoje ele está com 11 anos, e se auto-denomina um adolescente e um torcedor incrível do Corinthians, alegre, contagiante e muito interessado em aprender coisas novas. Seu programa favorito é ir em Shoppings, cinemas, livrarias e lojas de games e filmes. Ah! ele também frequenta um clube de torcedores fanáticos pelo Corinthians, onde assiste jogos, torce e xinga muito os adversários junto da galera. Quem me conhece sabe que posso falar por horas dele, porque eu sou muito apaixonada e a coisa que mais gosto de fazer é passar meus dias com ele, rindo, jogando e aprendendo suas novas “tiradas geniais” ou novas gírias que aprende na escola. Ontem mesmo ele falou “ que meda, ui mãe!” e eu amei. Não há nenhum preço, nada, que me traga maior satisfação, por isso compartilho isso, na tentativa que nosso entusiasmo contagie quem está lendo. Hoje além de falar tudo, é meu melhor confidente e amigo. Alem do programa ter sido fundamental para sua alfabetização, hoje ele está aprendendo inglês e espanhol no Sexto ano regular. Descobrir a força do programa son-rise mudou minha vida completamente e de toda minha família.”

Elaine Marabita, mãe Son Rise, amiga confidente e inspiração diária para nós.

♥♥♥♥♥ Amamos você e o bom disso é que você sabe! ♥♥♥♥♥

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Passeios em São Paulo!

No final de semana que aconteceu depois do carnaval levamos Lu para São Paulo para uma consulta com a Dra Simone (protocolo Dan) e é claro, aproveitamos para pesquisar um lugar bem legal para levarmos ele pra passear!

Lu chegou em Sampa querendo mesmo ir ao shopping para visitar uma loja da Fast shop pois ultimamente o que mais gosta de fazer é pesquisar sobre máquinas de lavar, assistir vídeos sobre esse tema no youtube e fazer seus próprios vídeos filmando a máquina da mamãe com o ipad! Ele adora o canal do Fernando Ricci, do blog Roupa Suja se Lava na Máquina! Lu faz vídeos se inspirando no blog do Fernando, aprende palavras novas, se diverte, interage com a gente fazendo perguntas e até diz que quer ser inventor quando crescer e inventar um modelo de máquina diferente!

De noite, fomos jantar no shopping e Lu foi correndo para a Fast! Eu e Karla ficamos com ele na loja enquanto mamãe comprava roupas pro papai! Chegamos perguntando se podia fotografar e filmar os produtos para o canal de vídeo do Luiz Jr. e fomos autorizados! Lu se esbaldou! Filmou 4 máquinas diferentes e as vezes tivemos que ajudá-lo dando “pézinho” para ele alcançar o painel para filmagem, rs.

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Um vendedor ficou impressionado coma sabedoria do moleque sobre o assunto e disse que ele era melhor que muitos vendedores por aí. Aproveitamos para falar um pouco sobre autismo e darmos o cartão do blog! Ficamos contentes em divulgar o assunto e aproveitamos todas as oportunidades de quebrar o preconceito e de conscientizar!

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Lu amou esse passeio e nós amamos ver a felicidade dele! Para fazermos isso, devemos sair de casa tranquilos, envolvidos nos interesses deles e sem pensar no que as outras pessoas vão pensar sobre nós, que vamos passar vergonha, etc. Eu e a Karla embarcamos nas ideias do Lu e ele confia muito na gente por causa disso! Ele sabe que com a gente não tem tempo ruim pois não o julgamos.

Sendo assim, quando convidamos Lu para um passeio, ele sabe que vai ser divertido e que não vamos obrigá-lo a ter os mesmos interesses que a gente e nem vamos achar besteira o que ele achar legal! Por isso Lu pergunta tudo pra gente, todas as dúvidas, como agir, etc. É muito legal sentir essa conexão!

Na tarde do dia seguinte fomos ao museu Catavento Cultural e Educacional! Garanto a vocês que esse é um passeio que todas as pessoas gostarão de fazer pois há atrações para adultos e crianças e os autistas se encantam porque podem tocar em muitos dos objetos, interagir e experimentar! Lu adorou ver como funciona a bateria, observar as turbinas de avião (que queria que girassem mas claro que não giravam, rs), observar os peixes, ouvir os pássaros, ver as cores, aprender sobre a ilusão de óptica, ver de perto sobre vários conteúdos que ele tinha aprendido na teoria dentro de sala de aula.

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A dica que damos é, faça uma refeição reforçada antes pois o museu é grande e vocês irão ficar no mínimo 2 horas (que passam voando… Lu não queria ir embora, dá pra acreditar?), antecipem que lá irão encontrar muitas outras pessoas e inclusive crianças e que ele deverá esperar a sua vez de mexer usar o equipamento ou fazer a atividade, que irão andar e brincar bastante e ver várias coisas diferentes!

Além de a área interna ser muito legal, a área externa é linda e tem um modelo de avião bem grande e um trem! Várias carroças mostrando como era feito o trabalho de limpeza e cuidados das ruas de São Paulo, tem uma fonte e a arquitetura do prédio é maravilhosa!

Antes de ir embora tomamos um lanche na lanchonete do museu e o Lu comeu bolacha sem glúten e leite que mamãe levou e fomos ver essa parte!

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Foi um passeio muito divertido e é claro que o Lu as vezes se interessava pelo ar condicionado ou exaustor do lugar mas não vemos nenhum problema! Nunca criticamos ele quando ele fica alguns minutos vendo coisas que para nós, em um primeiro momento, pode parecer sem sentido. Olhamos o que ele está vendo, fazemos comentários sobre o assunto, respondemos as dúvidas dele (se pode mexer, onde liga, etc) e chamamos ele pra ver as outras coisas ou ele se desinteressa e vai! Sem crise!!!

Ao final do passeio estava estampado no rosto dele que ele tinha adorado e fomos pro shopping jantar! Perguntamos pra ele qual passeio ele tinha mais gostado e ele disse que tinha gostado do museu mas tinha gostado mais da Fast… e rolou de rir com cara de safado! Tem coisa melhor? Essa troca é mágica pois ele sabe que pode se divertir com a gente e também tem certeza que pode ser sincero que não vai nos desapontar!

Pratiquem o desapego ao sair com o seu filho ou filha autista! Se divirtam com o que eles gostam e mostrem para eles o que você gosta, o que te dá prazer! Amamos passear com o Lu! No começo, era difícil pois sempre tinha uma “briguinha”, uma crise, um “quero ir embora”, uma frustração pela máquina de ar atrair mais que o pula pula… hoje, sabemos como agir e tornar os eventos atrativos e prazerosos pra todo mundo!

Resumo de dicas para um passeio feliz com um autista:

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Estratégias pedagógicas

A Associação Brasileira de Déficit de Atenção disponibilizou um texto muito bom para a volta as aulas e resolvemos colocar ele aqui (com autorização deles) para que todos possam ler e mostrar para os professores de seus filhos. O texto é para TDAHs mas serve, claro, para nossos autistas. Geralmente quem tem um autista na família, tem um TDAH ou um hiperativo então valer ler todas essas dicas, que são preciosas!

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1 – Quando o professor der alguma instrução, pedir ao aluno para repetir as instruções ou compartilhar com um amigo antes de começar as tarefas.

2 – Quando o aluno desempenhar a tarefa solicitada ofereça sempre um feedback positivo (reforço) através de pequenos elogios e prêmios que podem ser: estrelinhas no caderno, palavras de apoio, um aceno de mão… Os feedbacks e elogios devem acontecer SEMPRE E IMEDIATAMENTE após o aluno conseguir um bom desempenho compatível com o seu tempo e processo de aprendizagem.

3 – NÃO criticar e apontar em hipótese alguma os erros cometidos como falha no desempenho. Alunos com TDAH precisam de suporte, encorajamento, parceria e adaptações. Esses alunos DEVEM ser respeitados. Isto é um direito! A atitude positiva do professor é fator DECISIVO para a melhora do aprendizado.

4 – Na medida do possível, oferecer para o aluno e toda a turma tarefas diferenciadas. Os trabalhos em grupo e a possibilidade do aluno escolher as atividades nas quais quer participar são elementos que despertam o interesse e a motivação. É preciso ter em vista que cada aluno aprende no seu tempo e que as estratégias deverão respeitar a individualidade e especificidade de cada um.

 photo i7_zpsc38a3358.jpg 5 – Optar por, sempre que possível, dar aulas com materiais audiovisuais, computadores, vídeos, DVD, e outros materiais diferenciados como revistas, jornais, livros, etc. A diversidade de materiais pedagógicos aumenta consideravelmente o interesse do aluno nas aulas e, portanto, melhora a atenção sustentada.

6 – Utilizar a técnica de “aprendizagem ativa” (high response strategies): trabalhos em duplas, respostas orais, possibilidade do aluno gravar as aulas e/ou trazer seus trabalhos gravados em CD ou computador para a escola. (No caso de autistas, escolher um aluno que tenha mais paciência com as limitações do autista para fazer dupla, é importante ensinar o autista a trabalhar em equipe e a interagir porém ele as vezes não sabe como agir. É importante auxiliá-lo fazendo ele esperar sua vez de falar, de utilizar algum material, respeitar a dupla, colaborar com a atividade, etc)

7 – Usar mecanismos e/ou ferramentas para compensar as dificuldades memoriais: tabelas com datas sobre prazo de entrega dos trabalhos solicitados, usar post-it para fazer lembretes e anotações para que o aluno não esqueça o conteúdo.

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8 – Etiquetar, iluminar, sublinhar e colorir as partes mais importantes de uma tarefa, texto ou prova.

9 – Adaptações ambientais na sala de aula: mudar as mesas e/ou cadeiras para evitar distrações. Não é indicado que alunos com TDAH sentem junto a portas, janelas e nas últimas fileiras da sala de aula. É indicado que esses alunos sentem nas primeiras fileiras, de preferência ao lado do professor para que os elementos distratores do ambiente não prejudiquem a atenção sustentada. (No caso dos autistas, como eles não gostam de mudanças, avisar antes: “Hoje vamos mudar as cadeiras de lugar para facilitar o trabalho (explicar o motivo)”)

10 – Usar sinais visuais e orais: o professor pode combinar previamente com o aluno pequenos sinais cujo significado só o aluno e o professor compreendem. Exemplo: o professor combina com o aluno que todas as vezes que percebê-lo desatento durante as atividades, colocará levemente a mão sobre seu ombro para que ele possa retomar o foco das atividades.

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1 – Usar organizadores gráficos para planejar e estruturar o trabalho escrito e facilitar a compreensão da tarefa. Clique aqui para ver um exemplo.

2 – Permitir como respostas de aprendizado apresentações orais, trabalhos manuais e outras tarefas que desenvolvam a criatividade do aluno.

3 – Encorajar o uso de computadores, gravadores, vídeos, assim como outras tecnologias que possam ajudar no aprendizado, no foco e motivação.

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4 – Reduzir ao máximo o número de cópias escritas de textos. Permitir a digitação e impressão, caso seja mais produtivo para ao aluno.

5 – Respeitar um tempo mínimo de intervalo entre as tarefas. Exemplo: propor um trabalho em dupla antes de uma discussão sobre o tema com a turma inteira.

6 – Permitir ao aluno dar uma resposta oral ou gravar, caso ele tenha alguma dificuldade para escrever.

7 – Respeitar o tempo que cada aluno precisa para concluir uma atividade. Dar tempo extra nas tarefas e nas provas para que ele possa terminar no seu próprio tempo.

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1 – Dar as instruções de maneira clara e oferecer ferramentas para organização do aluno desenvolver hábitos de estudo. Incentivar o uso de agendas, calendários, post-it, blocos de anotações, lembretes sonoros do celular e uso de outras ferramentas tecnológicas que o aluno considere adequado para a sua organização.

2 – Na medida do possível, supervisionar e ajudar o aluno a organizar os seus cadernos, mesa, armário ou arquivar papéis importantes.

3 – Orientar os pais e/ou o aluno para que os cadernos e os livros sejam “encapados” com papéis de cores diferentes. Exemplo: material de matemática – vermelho, material de português – azul, e assim sucessivamente. Este procedimento ajuda na organização e memorização dos materiais.

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4 – Incentivar o uso de pastas plásticas para envio de papéis e apostilas para casa e retorno para a escola. Desta forma, todo o material impresso fica condensado no mesmo lugar minimizando a eventual perda do material.

5 – Utilizar diariamente a agenda como canal de comunicação entre o professor e os pais. É extremamente importante que os pais façam observações diárias sobre o que observam no comportamento e no desempenho do filho em casa, assim como o professor poderá fazer o mesmo em relação às questões relacionadas à escola.

6 – Estruturar e apoiar a gestão do tempo nas tarefas que exigem desempenho em longo prazo. Exemplo: ao propor a realização de um trabalho de pesquisa que deverá ser entregue no prazo de 30 dias, dividir o trabalho em partes, estabelecer quais serão as etapas e monitorar se cada uma delas está sendo cumprida. Alunos com TDAH apresentam dificuldades em desempenhar tarefas em longo prazo.

7 – Ensine e dê exemplos frequentemente. Use folhas para tarefas diárias ou agendas. Ajude os pais, oriente-os como proceder e facilitar os problemas com deveres de casa. Alunos com TDAH não podem levar “toneladas” de trabalhos para fazer em casa num prazo de 24 horas.

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1 – Explicar de maneira clara e devagar quais são as técnicas de aprendizado que estão sendo utilizadas. Exemplo: explicar e demonstrar na prática como usar as fontes, materiais de referência, anotações, notícias de jornal, trechos de livro, etc.

2 – Definir metas claras e possíveis para que o aluno faça sua autoavaliação nas tarefas e nos projetos. Este procedimento permite que o aluno faça uma reflexão sobre o seu aprendizado e desenvolva estratégias para lidar com o seu próprio modo de aprender.

3 – Usar organizador gráfico (clique aqui para ver) para ajudar no planejamento, organização e compreensão da leitura ou escrita.

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1 – Buscar sempre ter uma postura pró-ativa. Antecipar as possíveis dificuldades de aprendizado que possam surgir e estruturar as soluções. Identificar no ambiente de sala de aula quais são os piores elementos distratores (situações que provocam maior desatenção) na tentativa de manter o aluno o mais distante possível deles e, consequentemente, focado o maior tempo possível na tarefa em sala de aula.

2 – Utilizar técnicas auditivas e visuais para sinalizar transições ou mudanças de atividades. Exemplo: falar em voz alta e fazer sinais com as mãos para lembrar a mudança de uma atividade para outra, ou do término da mesma.

 photo i10_zps55ce6c07.jpg 3 – Dar frequentemente feedback (reforço) positivo. Assinale os pontos positivos e negativos de forma clara, construtiva, respeitosa. Este monitoramento é importante para o aluno com TDAH, pois permite que ele desenvolva uma percepção do seu próprio desempenho, potencial e capacidade e possa avançar motivado em busca da sua própria superação.

4 – Permitir que o aluno se levante em alguns momentos, previamente combinados entre ele e o professor. Alunos com hiperatividade necessitam de alguma atividade motora em determinados intervalos de tempo. Exemplo: pedir que vá ao quadro (lousa) apagar o que está escrito, solicitar que vá até a coordenação buscar algum material, etc., ou mesmo permitir que vá rapidamente ao banheiro ou ao corredor beber água. Este procedimento é extremamente útil para diminuir a atividade motora e, muitas vezes, é ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO para crianças muito agitadas.

*Acrescentamos algumas coisas e mudamos a ordem do texto. Ver texto na íntegra aqui.

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As imagens deste post foram retiradas dos sites abaixo:
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Caetaneando
Página 22

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